Antônio Argeu Nunes Vieira

antonio-argeu-nunes-vieiraAntônio Argeu Nunes Vieira nasceu no dia 29 de julho de 1962 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Francisco Diniz Vieira e de Ercília Nunes Vieira.
Os seus avós paternos se chamavam Francisco Genuíno Vieira e Antônia Vieira Diniz, já os maternos eram.
Segundo informações existentes no livro B-05, pertencentes ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 1.719, folha 35v, no dia 5 de março de 1982 contraiu matrimônio com Maria Alzira Lima Vieira, que é nascida no dia 27 de janeiro de 1964, sendo filha de Francisco Joel Lima e Silva e de Terezinha Pinto Lima e Silva.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, um homem e duas mulheres, sendo eles: Tereza Ercília Lima Vieira Barbosa, Amanda Lima Vieira e Antônio Argeu Nunes Vieira Filho.
Pouco tempo depois de seu casamento, no dia 15 de novembro de 1982, compondo os quadros políticos do PDS, o Partido Democrático Social, ingressou na vida pública pleiteando uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores e com o lema “mocidade e trabalho”, legenda nº 1.616, conseguiu ser eleito ao receber a confiança de 774 votos, sendo o quinto vereador com a maior votação desse pleito.
Nessa disputa eleitoral o voto era vinculado, quando o eleitor tinha de alinhar a sua escolha entre os poderes Executivo e Legislativo sob a pena de ter o seu voto anulado: 

“Em 15 de novembro de 1982 o eleitorado brasileiro foi chamado a eleger os governadores que administrariam os seus Estados pelo interregno temporal de quatro anos, a contar de 15 de março de 1983, num pleito que envolveu cerca de 70 milhões de eleitores sendo a primeira eleição direta para governador de Estado desde os anos 1960. Neste pleito valeu o ‘voto vinculado’: o eleitor teria que escolher candidatos de um mesmo partido para todos os cargos em disputa, sob pena de anular o seu voto.” (S.N.T)

Pouco tempo depois de sua posse, no dia 18 de março de 1983, solicitou uma licença por interesse particular, sendo substituído nessa ocasião pelo suplente, o Vereador Eduardo Patrício de Almeida, reassumindo a sua cadeira no dia 18 de janeiro de 1985.
Mais tarde, no dia 10 de setembro de 1987, em uma nova sessão ordinária, pediu uma licença de 90 dias para tratamento médico, sendo substituído velo Vereador Manuel Magalhães Gomes.
Nessa legislatura, embora não tenha passado todo o período de seu mandato na Câmara, apoiou os projetos encaminhados pelo gabinete do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, sendo eles: A reconstrução da Praça Antônio de Queiroz Marinho; A construção do edifício anexo à Escola de Ensino Médio Dom Terceiro; A construção da Escola de Ensino Fundamental Pe. Paulo de Almeida Medeiros; A construção do edifício da Teleceará e a instalação do sistema DDD; A construção do Parque de Vaquejadas e Eventos Joaquim Vieira Lima; A construção do Parque de Exposições Agropecuárias José Vieira de Lima; A construção do Açude Prefeito José Vieira Filho; A construção da Barragem Presidente Tancredo de Almeida Neves; A construção do Açude São José; A construção de cinquenta prédios escolares, postos de saúde e uma Agência da Previdência Social.
No pleito seguinte, que ocorreu no dia 15 de novembro de 1988, ainda na bancada do PDS, dessa vez com a legenda nº 11.601, conseguiu ser reeleito ao seu segundo mandato depois de receber a confiança de 728 eleitores, sendo o segundo vereador de maior votação dessa disputa.

Imagem da posse.

Imagem da posse dos eleitos dessa disputa.

Pouco tempo depois, no dia 6 de janeiro de 1989, foi nomeado pelo Gabinete do Prefeito Benjamim Alves da Silva como líder do governo, dando sustentação de defesa aos atos do Poder Executivo no plenário da Câmara Municipal.
Mais tarde, no dia 31 de março, em outra sessão ordinária, apresentou um projeto a mesa diretora da Câmara em que solicitava a Assembleia Legislativa do Estado a elevação a categoria de vila o povoado de Ipiranga.
Algum tempo depois, em 2 de junho, segundo informações existentes na página 24 do livro de atas da Câmara, revelou graves denúncias contra o grupo comandado pela Deputada Maria Dias Cavalcante Vieira, sendo veementemente contestado por um de seus correligionários, o Vereador Eduardo Patrício de Almeida:

“Fez uso da palavra o Vereador Eduardo Patrício… que ia fazer um pronunciamento sobre o PAPE, e que houve acusações muito sérias a respeito da Deputada Maria Dias e entregue a ele… sobre cisternas que foram construídas em propriedades de mais de cem hectares.”

Depois dessas palavras, ao pedir oportunidade para se pronunciar, fundamentou a sua denúncia afirmando que essas cisternas foram construídas na propriedade de seus eleitores e que vários produtores do Município de Boa Viagem deixaram de ser beneficiados propositalmente por não terem votado em seu candidato ao governo do Município de Boa Viagem, o Vereador João Soares de Lima Filho, que foi derrotado nas eleições do dia 15 de novembro de 1988 pelo Prefeito Benjamim Alves da Silva.

“No Distrito de Domingos da Costa foram construídas 5 cisternas, e como não tinha mais casas dos organizadores do esquema do grupo, foram todas construídas juntas dentro do mato… disse que era um absurdo, porque muitas comunidades que necessitavam de água solicitaram dos organizadores… mas por terem votado no candidato da oposição, ou seja, o atual prefeito, tiveram as suas cisternas desviadas.”

Mais tarde, no dia 5 de abril de 1990, depois de muitas discussões, no exercício de sua função como edil, participou da assembleia municipal constituinte como relator da Comissão de Sondagem e Propostas que deu origem a Lei Orgânica do Município de Boa Viagem.
Na sessão ordinária do dia 4 de maio de 1990, pediu uma licença de seu mandato por 90 dias para tratamento médico, sendo substituído pela suplente, a Vereadora Lúcia de Fátima Araújo Brilhante.
Na sessão especial ocorrida no dia 14 de dezembro de 1990, foi escolhido por unanimidade de seus pares como presidente da mesa diretora da Câmara Municipal para o segundo biênio legislativo.
Encaminhou vários requerimentos a mesa diretora da Câmara Municipal de solicitação ao Gabinete do Prefeito, dentre eles destacamos: A construção de unidades escolares em Tourão, Bom Desejo, Bela Aliança, Santa Úrsula e Pitombeira; A pavimentação em pedra tosca dos trechos das rodovias municipais que passam pela Serra do Jacampari, Serra do Japão e a abertura de uma estrada municipal entre a localidade de Cajueiro e a Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020.
Nessa legislatura, deu apoio aos projetos encaminhados pelo gabinete do Prefeito Benjamim Alves da Silva, foram eles: A construção do Camelódromo; A construção do Ginásio Poliesportivo Dirceu José dos Santos; A construção do Centro de Convivência do Idoso Olavo Bilac Brilhante; A construção do Hospital Infantil Sebastião Alves da Silva; A construção da Creche Comunitária Miriam Brito Fialho; A construção da Escola Agrotécnica Janival Almeida Vieira, além de várias casas populares.
No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1992, o seu nome figurou como candidato a vice-prefeito na chapa que era encabeçada pelo Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, candidato do PDT, o Partido Democrático Trabalhista, e com a legenda nº 12 conseguiu ser eleito ao receber a confiança de 12.430 eleitores.
Na chapa adversária concorriam o ex-Prefeito José Vieira Filho, do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, legenda nº 45, que era acompanhado do nome do Vereador Luís Alves Batista.
Nesse período, nos primeiros meses de 1994 se envolveu em um caso extraconjugal com Francisca Lucicleide Moreira da Silva, sendo filha de Francisco Abel da Silva e de Neusa Moreira da Silva.
Desse relacionamento foi gerado um filho, sendo ele Ruy Moreira da Silva, que foi reconhecido alguns anos depois.
Nessa gestão, por conta do afastamento do Prefeito Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, assumiu o comando da Prefeitura de Boa Viagem.
Nos primeiros meses de 1997, diante do fato de não ter conseguido fazer o nome de seu sucessor para Prefeitura de Boa Viagem, seguiu com a sua família para cidade de Fortaleza, onde iniciou uma empresa que fabricava água sanitária e outros artigos de limpeza, que foi denominado com o nome de fantasia de “Big Brilho Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza LTDA”.
Depois disso, necessitando ter sob o seu domínio uma emissora de rádio, conseguiu uma concessão comunitária, que foi denominada de Rádio Ipiranga, que operava na banda FM na frequência 105,1.

“Inaugurada no dia 07 de agosto de 1998, tinha como proprietário o Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira. Em 1999 essa emissora passou a pertencer ao Deputado Sérgio Benevides, passando a ser chamada de ‘FM 2000’.” (NASCIMENTO, 2002: p. 243)

Na eleição municipal que ocorreu no dia 5 de outubro de 2008, dessa vez militando na bancada do PMDB, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com a legenda nº 15, tendo como vice o nome do advogado Dr. Marco Antônio Feitosa Moreira, colocou o seu nome na disputa eleitoral desejando retornar ao Poder Executivo.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Na segunda chapa, tendo direito a sua reeleição, enfrentou na principal chapa concorrente o candidato do PR,´o Partido da República, legenda nº 22, representado pelo Prefeito José Vieira Filho, que tinha como vice o nome do Dr. Márcio Ary Machado de Morais.
A terceira coligação, pelo PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, com a legenda nº 45, tinha o nome do ex-Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, que tinha como vice de sua chapa o nome do Vereador Ismael Fragoso da Silva.
Ao fim dessa difícil campanha, as urnas proclamaram o seguinte resultado: o Dr. Fernando Antônio Vieira Assef recebeu a confiança de 12.866 votos, enquanto a chapa de José Vieira Filho recebeu apenas 9.439, uma diferença de 3.427 votos, já a sua apenas 5.822 votos.

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