Ismael Fragoso da Silva

Ismael Fragoso da SilvaIsmael Fragoso da Silva nasceu no dia 8 de março de 1963 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Eleotério Manoel da Silva e de Sebastiana Fragoso da Silva.
Os seus avós paternos se chamavam Manoel Ananias da Silva e Luíza Maria de Sousa, já os maternos eram Daniel Fragoso Vieira e Francisca Raquel de Freitas.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na Fazenda Cachoeira, onde passou grande parte de sua infância.

“Durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.” (SILVA JÚNIOR, 2016: A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016)

Alguns anos depois, segundo informações existentes no livro B-05 do Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 1.830, folha 91, no dia 30 de julho de 1982 contraiu matrimônio com Ana Elca Cavalcante Lima da Silva, que é nascida no dia 7 de julho de 1965, sendo filha de Patrício Vieira Lima e de Maria Cavalcante Lima.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, um homem e duas mulheres, sendo eles: Aline Fragoso Cavalcante, Liniker Fragoso Cavalcante e Ilana Fragoso Cavalcante.
No início da década de 1990, juntamente com a sua esposa, abriu às portas de uma loja de calçados, roupas e artigos esportivos na Rua Agronomando Rangel, nº 393, no Centro da cidade de Boa Viagem, que foi denominado de “Comercial Fragoso”.
Nessa época, estando muito envolvido com o esporte amador do Município de Boa Viagem, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, foi contratado como diretor de esportes da Prefeitura de Boa Viagem.
Ainda nesse período, atuou como valioso articulador de campanha de seu cunhado, o Empresário Ezaú Fragoso da Silva, que no pleito eleitoral de 2004 resolveu passar um tempo fora da vida pública, lançando o seu nome como sucessor na Câmara Municipal de Vereadores:

“No ano de 2004, lança o seu cunhado Ismael Fragoso, até então forte e valioso parceiro em sua trajetória política, ao cargo de vereador, recebendo também incontestável aprovação popular, sendo o vereador mais bem sufragado naquela eleição; também o apoiou em 2008 a candidatura vitoriosa do Ismael ao cargo de vice-prefeito de Boa Viagem.” (SILVA JÚNIOR, 2016: Ezaú Fragoso da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/ezau-fragoso-da-silva/. Acesso em 17 de outubro de 2016)

Diante disso, no pleito eleitoral que ocorreu no dia 3 de outubro de 2004, militando nos quadros políticos do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, com a legenda nº 45.000, colocou o seu nome pela primeira vez em uma disputa eleitoral, conseguindo receber nessa oportunidade a confiança de 2.280 eleitores, o que equivalia a 10% dos votos válidos, sendo nessa ocasião o mais preferido entre os eleitores do Município de Boa Viagem.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

No pleito eleitoral seguinte, no período em que antecedeu as convenções partidárias, o seu cunhado era cotado como possível candidato a vice na chapa encabeçada pelo Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, mas foi impedido pelo diretório de seu partido, o PRB, Partido Republicano Brasileiro, que preferiu fazer coligação com o Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho.

Imagem do material dessa campanha.

Imagem do material dessa campanha.

Por conta disso, permanecendo nos quadros políticos do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, concorreu ao cargo de vice-prefeito na chapa que foi encabeçada pelo Dr. Fernando Antônio Vieira Assef.
Nessa eleição, as chapas adversárias foram formadas da seguinte maneira, a primeira tinha o nome do ex-Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, do PMDB, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, que foi acompanhado do Dr. Marco Antônio Feitosa Moreira, do PSC, o Partido Social Cristão; a segunda, tentando a reeleição, tinha o nome do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, que militava nos quadros políticos do PR, o Partido da República, sendo acompanhado do nome do Dr. Márcio Ary Machado de Morais.
Depois das campanhas, no dia 5 de outubro de 2008, às urnas trouxeram o seguinte resultado: o Dr. Fernando Antônio Vieira Assef saiu vitorioso depois de receber 12.886 votos, seguido pelo Prefeito José Vieira Filho, que recebeu 9.439 votos e não conseguiu ser reeleito, enquanto o ex-prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira recebeu 5.822 votos.
Nessa gestão, pelo prazo de uma semana, por conta de uma licença médica solicitada pelo Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, assumiu a função de prefeito do Município de Boa Viagem.

Imagem do Dr. Fernando Assef e Ismael Fragoso no lançamento do Cartão Rende Mais, em 2011.

Imagem do Dr. Fernando Assef e Ismael Fragoso no lançamento do Cartão Rende Mais, em 2011.

No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 7 de outubro de 2012, dessa vez militando nos quadros políticos do PSD, o Partido Social Democrático, com a legenda nº 55.055, registrou a sua candidatura, todavia resolveu não fazer campanha e sim de uma forma muito sutil apoiar ao seu velho aliado, Ezaú Fragoso da Silva, que resolveu retornar à vida pública.
Na eleição seguinte, que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, ainda militando nos quadros do PSD, dessa vez com a legenda nº 55.000, diante do fato de seu cunhado ter sido escolhido como candidato a vice-prefeito na chapa que foi encabeçada pelo Empresário Adriano José da Silva, resolveu retomar a sua vaga no Poder Legislativo.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Nessa eleição, uma das mais difíceis que enfrentou, o seu partido foi apelidado pela imprensa local de “Grupo da Morte”, pois foi pressionado pelo diretório estadual a não se coligar a nenhuma das chapas majoritárias, o que gerou uma disputa a parte dos outros vereadores.
Diante desse grave problema, sem desanimar frente ao grande desafio, optando em não subir no palanque da candidata Aline Cavalcante Vieira, fez um sólido e silencioso trabalho de base, conseguindo receber nessa oportunidade o montante de 1.286 votos, ficando entre os onze vereadores de maior votação dessa eleição.
No primeiro ano dessa legislatura, fazendo parte da mesa diretora da Câmara Municipal e da base aliada da Prefeita Aline Cavalcante Vieira, votou favoravelmente aos projetos encaminhados pelo seu gabinete, entre eles destacamos a do sacrifício de animais de rua, que não apresentou a forma de apreensão, manejo, adoção e sacrifício desses animais, principalmente cães e gatos, algo que gerou grande polêmica na sociedade, sendo inclusive acionada a presença de representantes de sociedades de defesa dos animais, que nem sequer foram ouvidos pelos vereadores da base aliada da prefeita.

“Uma nova polêmica volta a dividir opiniões de moradores da pacata cidade, uma lei que recolhe animais de ruas para um abrigo, para evitar acidentes nas ruas e danos ao patrimônio publico. Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 19, uma intensa discussão entre vereadores da base de oposição foi registrada pelo publico presente, vereadores estiveram hoje votando o projeto de lei nº 032/2017, que altera a redação da lei nº 414 de 1984, na qual institui o código de postura do Município de Boa Viagem. De acordo com o parlamentar Adelmo Rodrigues – principal figura de oposição, o projeto de lei põe em risco a criação de animais como cachorros e gatos, o parlamentar questionou os demais vereadores os motivos pelos quais a prefeitura irá sacrificar animais que forem apreendidos, sendo respondido logo em seguida pelo vereador Arnaldo Cavalcante que leu o parágrafo 3 do artigo 1, que diz que o animal cuja apreensão seja impossível e perigosa ou o seu comportamento possa oferecer risco a saúde individual ou coletiva poderá após um atestado de um médico veterinário, ser sacrificado. Outros parlamentares de pronunciaram contra a medida, questionando valores a serem cobrados como multa pela apreensão do animal e a destinação de animais de raça. O debate ficou acalourado, porém, o projeto de lei seguiu para ser votado e acabou sendo aprovado pela maioria, com a ausência do Vereador Jardel Fernandes, o grupo de oposição encabeçado pelos vereadores Adelmo Rodrigues, Anchieta, Vera, Clícia, Jovino e Nete Facundo acabou ficando sem maioria.” (Sacrifício de animais de rua vira debate polêmico na Câmara Municipal de Boa Viagem nesta terça. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/sacrificio-de-animais-de-rua-vira-debate-polemico-na-camara-municipal-de-boa-viagem-nesta-terca20170919134732.html. Acesso  no dia 8 de janeiro de 2018)