Eduardo Patrício de Almeida

eduardo-patricioEduardo Patrício de Almeida nasceu no dia 19 de abril de 1923 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Vicente Patrício de Almeida e de Maria de Sousa Almeida.
Os seus avós paternos se chamavam João Patrício e Franklina Paulina do Amor Divino, já os maternos eram.
Passou os primeiros anos de sua infância na localidade de São José do Castro, que atualmente é conhecido como São José da Macaoca, hoje pertencente ao Município de Madalena:

“O atual Distrito de Macaoca, no Município de Madalena, chamou-se antigamente de São José do Castro, por haver pertencente ao Capitão-mor Antônio José de Castro e Silva… Pelo decreto-lei estadual nº 1.114, de 30 de dezembro de 1943, diversas cidades e distritos tiveram os seus nomes de origem mudados para denominações de origem indígena, caso de São José de Castro, que passou a se chamar de Macaoca, que supostamente quer dizer oca fortificada.” (VIANNA, 2016: p. 41)

Quando tinha pouco mais de seis anos de idade passou pela terrível experiência de perder o seu pai, fato que lhe obrigou ao amadurecimento precoce.
Pouco tempo depois, aos dez anos de idade, para investir em sua educação formal, a sua mãe se desfez de uma vaca para pagar a um professor, que lhe ensinou ao equivalente à 2ª série do Ensino Fundamental em nossos dias.
Nos primeiros meses de 1945, depois de completar 22 anos de idade, passou a trabalhar na Fazenda Belmonte, uma propriedade que era pertencente a sua tia Olívia de Sousa Carneiro, esposa do Agropecuarista Basílio Vieira Carneiro, que havia falecido em 1939.

Imagem da residência de Eduardo Patrício de Almeida, em 2015.

Imagem da residência de Eduardo Patrício de Almeida, em 2015.

Depois de muitos anos de trabalho, resolveu investir as suas economias para comprar a propriedade de sua tia, onde posteriormente se estabeleceu com a sua família, conseguindo aos poucos construir um nome respeitável, fato que lhe projetou para o cenário político do Município de Boa Viagem.
No dia 8 de dezembro de 1952, segundo informações existentes no livro B-01, pertencente à secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, tombo nº 61, folha 135v, na cidade de Madalena, diante do Pe. Raimundo Nonato Camelo, contraiu núpcias com Maria Odete Camelo de Almeida, que nasceu no dia 9 de setembro de 1930, sendo filha de José Patrício Nogueira e de Maria Camelo Nogueira.
Desse matrimônio foram gerados cinco filhos, dois homens e três mulheres, sendo eles: Eduardo Odécio Camelo de Almeida, Maria Inês Camelo de Almeida, Ana Maria Camelo de Almeida, Maria Márcia Camelo de Almeida e Sérgio Camelo de Almeida.

Imagem de seu casamento.

Imagem de seu casamento.

Mais tarde, no dia 3 de outubro de 1950, desejando entrar na vida pública por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, militando nos quadros políticos da UDN, a União Democrática Nacional, conseguiu receber a confiança de 207 eleitores, sendo o sexto vereador com o maior número de votos dessa eleição e o segundo de sua legenda.
No início dessa legislatura, por conta da falta de sua certidão de reservista, só conseguiu assumir o seu mandato no dia 16 de novembro de 1953, antes disso foi substituído pelo suplente de sua coligação, o Vereador Francisco Vieira Lima.
Nessa ocasião, por conta de sua posse, ocorreu uma sucessão de fatos desagradáveis que ficaram registrados da página 43 à página 44v do livro de atas da Câmara Municipal de Vereadores:

“Declarando a seguir, o sr. presidente deu posse ao Vereador Eduardo Patrício de Almeida. Em seguida os Vereadores Ataciso Cavalcante Mota, Luiz Araújo, João Abreu Lima, Joaquim Pereira Cavalcante e o suplente de vereador, Francisco Vieira Lima, retiraram-se do recinto da sessão por não concordarem com o ato do presidente… Com data de 13 de novembro, mas só hoje recebido pelo sr. presidente, foi apresentado pelo suplente, o Vereador Francisco Vieira Lima, o requerimento solicitando a cassação do mandato do Vereador Eduardo Patrício de Almeida… Nesta ocasião, foi entregue o livro de presença para todos assinarem até que, ao chegar as mãos do Vereador Ataciso Cavalcante Mota, depois de assinar, chamou o suplente de vereador já afastado do exercício para assinar, e neste ato, contra o Vereador Eduardo Patrício de Almeida, foi agredido em palavras com o maior despautério humano… o suplente de vereador foi mandado afastar-se, e puxando o livro o deixou em pedaços, porque Cassimiro Nogueira Filho, secretário da prefeitura, e o Sr. Aluísio Ximenes de Aragão quiseram o tomar de suas mãos.”

Depois desse fato, os vereadores da bancada do PSP, o Partido Social Progressista, se recusaram em assinar o livro de atas.
Na eleição municipal seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1954, ainda compondo a bancada da UDN, conseguiu ser reconduzido a um novo mandato eletivo na quarta vaga existente no Poder Legislativo do Município.
Nessa legislatura, deu total apoio ao projeto do Prefeito Delfino de Alencar Araújo para construção do Açude Público José de Alencar Araújo, na localidade de Capitão-mor, represa que abasteceu a população da cidade de Boa Viagem por muitos anos.
Mais tarde, na eleição municipal que ocorreu no dia 7 de outubro de 1962, permanecendo na bancada da UDN, conseguiu retornar ao exercício de seu terceiro mandato no Poder Legislativo, sendo escolhido pelos seus pares como presidente da mesa diretora para o período legislativo de 1964.
Antes disso, em uma sessão ocorrida no dia 17 de maio de 1963, que foi escrito nas páginas 4 e 5 do livro destinado ao registro das atas da Câmara, fez uma exposição dos problemas existentes no sistema de educação do Município e apresentou um projeto de lei extinguindo o subsídio dos vereadores, matéria que foi aprovada por maioria, sendo contestada por três vereadores, que foram representados pelo Vereador João Fragoso Vieira:

“Depois de facultada a palavra pelo sr. presidente, o Vereador Eduardo Patrício de Almeida fez uma ligeira explanação relativamente à necessidade de melhorar a assistência ao ensino no Município, principalmente na zona rural, onde ainda se verifica a falta de escolas de alfabetização e de ensino mais elevado, alegando que essa deficiência se deve aos poucos recursos de que dispõe o Poder Executivo. Logo em seguida, aquele edil apresentou à mesa diretora um projeto de lei, o qual tomou o nº 2, extinguindo o subsídio dos vereadores… Aos 24 dias do mês de maio… Pedindo a palavra, o Vereador João Fragoso Vieira contestou veementemente o parecer da comissão… e insistiu que o mesmo tivesse vista… Apartado pelo Vereador Eduardo Patrício, que insistiu em seu ponto de vista… o sr. presidente chamou atenção dos vereadores que encerrassem a discussão, no que foi atendido… Depois que a matéria foi aprova por 4 a 3, em primeira discussão, o Vereador João Fragoso Vieira retirou-se.”

No dia 28 de outubro de 1965, deu parecer contrário à consulta realizada pela Assembleia Legislativa do Estado sobre o interesse de entregar do Distrito de Jacampari ao Município de Monsenhor Tabosa.
Nessa legislatura, que foi bastante tumultuada pelo número de prefeitos, prestou apoio aos projetos que vieram do Poder Executivo, foram eles: A implantação do Posto de Saúde Dr. Pontes Neto; A implantação do sistema de telefonia que interligou à cidade de Boa Viagem às vilas de Guia e Ibuaçu; A implantação da Escola de Ensino Fundamental Osmar de Oliveira Fontes, que na época recebeu o nome do Presidente John Fitzgerald Kennedy; Aprovação do projeto de organização da nomenclatura das ruas e da numeração das casas da cidade; A implantação de um matadouro público; A construção da Escola de Ensino Médio Dom Terceiro; A instalação do sistema d’água na cidade de Boa Viagem; A construção do Obelisco em comemoração do 1º centenário do Município de Boa Viagem; A reforma administrativa da Prefeitura de Boa Viagem; A instalação de energia elétrica na vila de Guia; A abertura e a manutenção de rodovias municipais e construção do Açude Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima.
Alguns anos depois, na disputa eleitoral que ocorreu no dia 15 de novembro de 1982, desejando retornar à vida pública, dessa vez militando nos quadros políticos do PDS, o Partido Democrático Social, com a legenda nº 1.612, conseguiu receber a confiança de apenas 387 eleitores, ficando pela primeira vez na suplência do seu partido.
Nessa disputa eleitoral o voto era vinculado, quando o eleitor tinha de alinhar a sua escolha entre os poderes Executivo e Legislativo sob a pena de ter o seu voto anulado: 

“Em 15 de novembro de 1982 o eleitorado brasileiro foi chamado a eleger os governadores que administrariam os seus Estados pelo interregno temporal de quatro anos, a contar de 15 de março de 1983, num pleito que envolveu cerca de 70 milhões de eleitores sendo a primeira eleição direta para governador de Estado desde os anos 1960. Neste pleito valeu o ‘voto vinculado’: o eleitor teria que escolher candidatos de um mesmo partido para todos os cargos em disputa, sob pena de anular o seu voto.” (S.N.T)

No dia 18 de março de 1983, por conta de uma licença por interesse particular solicitada pelo Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira, assumiu a sua cadeira até o dia 18 de janeiro de 1985.
Pouco tempo depois, no dia 31 de janeiro de 1985, por conta de uma licença médica solicitada pelo Vereador José Martins da Silva, assumiu a sua cadeira pelo prazo de 120 dias.
Depois disso, no dia 31 de maio, por conta de uma licença médica solicitada pelo Vereador Ladislau Vieira Carneiro, assumiu a sua cadeira pelo prazo de 120 dias. Mais tarde, na sessão ordinária acontecida no dia 20 de setembro, por conta de uma licença médica solicitada pelo Vereador José Facundo Campos, assumiu a sua cadeira por um prazo de 120 dias.
No dia 21 de agosto de 1987, em uma sessão ordinária, voltou a prestar juramento de sua função ao assumir a cadeira deixada pelo Vereador José Mendes Vieira, que solicitou uma licença para tratamento médico pelo prazo de 90 dias.
Na sessão ordinária que ocorreu no dia 18 de março de 1988, tomou posse da cadeira deixada pelo Vereador Marcos Luís Cidrão Uchôa, que solicitou da mesa diretora da Câmara uma licença de 90 dias para tratamento médico.
Nessa legislatura, embora não tenha passado todo o período de seu mandato na Câmara, apoiou os projetos encaminhados pelo gabinete do Prefeito José Vieira Filho, sendo eles: A reconstrução da Praça Antônio de Queiroz Marinho; A construção do edifício anexo à Escola de Ensino Médio Dom Terceiro; A construção da Escola de Ensino Fundamental Pe. Paulo de Almeida Medeiros; A construção do edifício da Teleceará e a instalação do sistema DDD; A construção do Parque de Vaquejadas e Eventos Joaquim Vieira Lima; A construção do Parque de Exposições Agropecuárias José Vieira de Lima; A construção do Açude Prefeito José Vieira Filho; A construção da Barragem Presidente Tancredo de Almeida Neves; A construção do Açude São José; A construção de cinquenta prédios escolares, postos de saúde e de uma Agência da Previdência Social.
Embora tenha desempenhado um bom trabalho nessa legislatura, teve o seu mandato seriamente prejudicado por conta da quebra de sua continuidade e da extrema dependência do Gabinete do Prefeito, que quando queria o mandava para suplência como forma de coação aos seus interesses.
No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 15 de novembro de 1988, dessa vez militando nos quadros políticos do PMDB, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com a legenda nº 15.670, depois de uma acirrada campanha, retornou aos quadros do Poder Legislativo depois de receber 312 votos, ficando na penúltima colocação entre os eleitos nessa disputa.
Mais tarde, na sessão ordinária ocorrida no dia 16 de fevereiro de 1989, deu sustentação às palavras da Vereadora Maria Lúcia Costa Campos, que fez graves denúncias no plenário da Câmara Municipal por conta das perseguições políticas, movidas contra alguns funcionários, que foram ocorridas no início da gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva.
Depois de seu breve discurso, e das palavras de apoio que foram recebidas, as suas acusações foram veementemente contestadas pelo Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira, líder do governo na Câmara Municipal, que justificou esse atos por conta das mudanças nos cargos de confiança do novo governo, algo que gerou descontentamento entre alguns funcionários.
Mais tarde, no dia 2 de junho, segundo informações existentes na página 24 do livro de atas da Câmara, depois da revelação de graves denúncias contra o grupo comandado pela Deputada Maria Dias Cavalcante Vieira, que foram feitas pelo Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira, contestou veementemente esses argumentos:

“Fez uso da palavra o Vereador Eduardo Patrício… que ia fazer um pronunciamento sobre o PAPE, e que houve acusações muito sérias a respeito da Deputada Maria Dias e entregue a ele… sobre cisternas que foram construídas em propriedades de mais de cem hectares.”

Depois dessas palavras, ao pedir oportunidade para se pronunciar, o Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira fundamentou a sua denúncia afirmando que essas cisternas foram construídas na propriedade de seus eleitores e que vários produtores do Município de Boa Viagem deixaram de ser beneficiados propositalmente por não terem votado em seu candidato ao governo do Município de Boa Viagem, o Vereador João Soares de Lima Filho, que foi derrotado nas eleições do dia 15 de novembro de 1988 pelo Prefeito Benjamim Alves da Silva.

“No Distrito de Domingos da Costa foram construídas 5 cisternas, e como não tinha mais casas dos organizadores do esquema do grupo, foram todas construídas juntas dentro do mato… disse que era um absurdo, porque muitas comunidades que necessitavam de água solicitaram dos organizadores… mas por terem votado no candidato da oposição, ou seja, o atual prefeito, tiveram as suas cisternas desviadas.”

Pouco tempo depois, no dia 5 de abril de 1990, depois de muitas discussões, no exercício de sua função como edil, participou da assembleia municipal constituinte como vice-presidente da Comissão de Sistematização que deu origem a Lei Orgânica do Município de Boa Viagem.
No dia 12 de novembro de 1990, com uma proposição do Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira, foi agraciado pelos seus pares com o título de cidadania boa-viagense.
Nesse mandato, apresentou diversos requerimentos a mesa diretora da Câmara de solicitação ao Gabinete do Prefeito, dentre eles destacamos: A construção de um asilo na cidade de Boa Viagem; A construção de uma escola em Cachoeira dos Pereiras e que a localidade de Várzea da Tapera fosse elevada a categoria de vila.
Nessa legislatura, mesmo compondo o bloco de oposição, deu apoio aos projetos encaminhados pelo gabinete do Prefeito Benjamim Alves da Silva, foram eles: A construção do Camelódromo; A construção do Ginásio Poliesportivo Dirceu José dos Santos; A construção do Centro de Convivência do Idoso Olavo Bilac Brilhante; A construção do Hospital Infantil Sebastião Alves da Silva; A construção da Creche Comunitária Miriam Brito Fialho; A construção da Escola Agrotécnica Janival Almeida Vieira, além de várias casas populares.
No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1992, agora militando nos quadros políticos do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, com a legenda nº 45.622, disputou a sua permanência no Poder Legislativo municipal, ficando pela segunda vez na suplência de sua coligação.

Eduardo Patrício

Imagem de seu material de campanha na eleição de 1992.

Algum tempo mais tarde, no dia 26 de setembro de 2009, faleceu na cidade de Fortaleza, aos 86 anos de idade, sendo sepultado por seus familiares no Cemitério Jardim Metropolitano, que está localizado no sexto anel viário, s/n°, no Município de Eusébio.

BIBLIOGRAFIA:

  1. FRANCO, G. A.; CAVALCANTE VIEIRA, M. D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 2007.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. VIANNA, Arievaldo. Sertão em Desencanto – Gênese Sertaneja. Fortaleza: Queima-Bucha, 2016.
  4. VIEIRA FILHO, José. Minha História, Contada por Mim. Fortaleza: LCR, 2008.

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