Fernando Antônio Vieira Assef

fernando-iiFernando Antônio Vieira Assef nasceu no dia 17 de maio de 1957 na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, sendo filho de José Assef Fares e de Francisca Ione Vieira Assef.
Os seus avós paternos se chamavam Tufí Assef Abudai e Júlia Assef Fares Abdala, já os maternos eram Venceslau Vieira Batista e Bernardina Martins Vieira.
Pouco tempo antes do seu nascimento o seu pai, que era descendente de libaneses de confissão maronita, foi contratado como carteiro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, sendo designado algum tempo depois por seus superiores para exercer a sua atividade na agência dos Correios existente na cidade de Boa Viagem, que está distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, onde o seu sogro possuía uma pequena farmácia.
Algum tempo depois, quando chegou a sua idade para receber instrução escolar, deu início aos seus estudos quando inicialmente foi matriculado pelos seus pais no Patronato Nossa Senhora de Fátima, uma escola confessional que era dirigida pelas irmãs de ordem josefina, e logo depois no Instituto de Educação Paulo Moody Davidson, onde foi alfabetizado.
Mais tarde, prosseguindo em sua formação acadêmica, passou a estudar em uma das turmas da Escola de Ensino Fundamental Padre Antônio Correia de Sá, onde concluiu à 4ª série do Ensino Primário.
Nessa época, depois de prestar o exame de admissão, foi matriculado na Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, onde terminou o antigo Ensino Primário, sendo transferido logo em seguida para o Colégio Integral, na cidade de Fortaleza, onde finalmente encerrou o Ensino Secundário.
De sua vida escolar, na obra “A Filha do Nordeste e Frutos Nordestinos”, a Profª. Antônia de Lima Marinho, conhecida pelo pseudônimo de “Zilda Marinho”, nos narra um pouco de seu desempenho nas escolas por onde passou:

“Na sua infância, como muitas outras crianças corajosas e inteligentes, não deu prioridade aos seus estudos. Sua verdadeira paixão era cuidar de pássaros e jogar futebol, sendo a bola e a gaiola os seus troféus. Em tudo que fazia era muito bem sucedido, tornando-se um bom desportista. Mesmo com muitas faltas em seu currículo escolar, mas com uma inteligencia invejável.” (MARINHO, 2014: p. 75)

Antes disso, no dia 15 de dezembro de 1973, com 16 anos de idade, juntamente com a sua família, recebeu com pesar a notícia do falecimento de seu avô materno, que padeceu com graves problemas em sua saúde depois de procurar assistência médica na cidade de Fortaleza.
O velho patriarca, que durante algum tempo militou dentro dos quadros políticos do integralismo, chegou a ser candidato a deputado estadual pelo PRP, o Partido de Representação Popular, na eleição ocorrida no dia 3 de outubro de 1945, exercendo forte influência em sua personalidade e também no seu gosto pela política:

“Nesse pleito eleitoral a sua agremiação política conseguiu conquistar apenas uma das cadeiras do Poder Legislativo Estadual, pois o Dr. Pio de Sá Barreto Sampaio recebeu 1.860 votos, já ele recebeu a confiança de 118 eleitores, ficando apenas na 12ª suplência do seu partido, algo surpreendente para um pobre e desconhecido sertanejo.” (SILVA JÚNIOR, 2016: Venceslau Vieira Batista. http://www.historiadeboaviagem.com.br/venceslau-vieira-batista/Acesso no dia 20 de março de 2017)

Nessa época, enquanto ainda residia na cidade de Boa Viagem, viveu a plenitude de sua adolescência provando de tudo o que uma pequena e pobre cidade do interior do Estado do Ceará poderia lhe oferecer.

Imagem de infância.

Imagem de sua infância em um dos campos da cidade.

Sendo considerado por muitos de seu tempo como um garoto ladino, conhecia todos os becos, praças, ruas e vielas existentes da pequena cidade, compartilhando com o seu pai pela mesma paixão, o futebol:

“Nesse pacato convívio foi tomando gosto pela companhia da geração que surgia na cidade, tratando logo de organizar um time de futebol, o CRB, o Clube de Regatas de Boa Viagem, que tinha um campinho próximo ao velho matadouro público, aonde hoje é a Rua Alfredo Terceiro de Sousa, no Bairro Alto do Motor. Todas às tardes, e especialmente aos finais de semana, era o local certo de encontrá-lo na companhia da meninada, e entre eles o seu filho, Fernando Antônio Vieira Assef.” (SILVA JÚNIOR, 2015: José Assef Fares. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-assef-fares/. Acesso no dia 29 de dezembro de 2016)

Na cidade de Fortaleza, depois de aprovado em um exame vestibular, passou a cursar Direito em uma das turmas da UNIFOR, a Universidade de Fortaleza, época em que recebeu a importante ajuda do Dr. Clodoaldo Castelo Branco, um médico psiquiatra de confissão espírita dado a filantropia, que sendo amigo de seu pai acreditou e investiu em seu potencial acadêmico.
Nessa época, em seus momentos de lazer, como fazia na cidade de Boa Viagem, passou a também jogar futebol nos times de várzea da capital e quando as circunstâncias lhe permitiam também compunha o selecionado do Município de Boa Viagem.

Imagem do elenco da seleção do Município de Boa Viagem, em 1982.

Imagem do elenco da seleção do Município de Boa Viagem, em 1983.

Em uma dessas oportunidades, no segundo semestre de 1983, juntamente com a Seleção de Boa Viagem, se sagrou vice-campeão da XVI edição do torneio Intermunicipal de Futebol Amador promovido pela APCDEC, a Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará:

“A história do Boa Viagem Esporte Clube tem início na década de 1980. Naquela época a Seleção do Município foi inscrita em uma competição Intermunicipal realizada pela Associação Profissional dos Cronistas Desportistas do Estado do Ceará, a APCDEC. Em 1983 o clube, que ainda não era profissional, chegou à final da competição, todavia não conseguiu conquistá-la, foi derrotado na final pela equipe de Itapipoca pelo placar de 1 a 0.” (S.N.T)

Nessa época, mesmo residindo na capital, teve uma grande aproximação com o Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, que foi candidato a prefeito do Município de Boa Viagem na eleição disputada no dia 15 de outubro de 1983.
Pouco tempo depois, no dia 2 de dezembro, ainda na cidade de Fortaleza, contraiu matrimônio com a Drª Cláudia Tajra Assef, uma de suas colegas de curso, que é nascida no dia 14 de maio de 1959, sendo filha de Jesus Tomaz Tajra e de Teresinha de Jesus Tajra.
Desse matrimônio foram geradas três filhas, sendo elas: Mariana Tajra Assef Borges, Natália Tajra Capucci e Fernanda Tajra Assef.
Sobre os seus sogros, o jornal Teresina Diário, edição on-line do dia 24 de dezembro de 2013, nos traz em destaque a seguinte informação:

“Uma das mulheres mais lindas da alta sociedade piauiense, Teresinha de Jesus Tajra, hoje completa 80 anos. Os filhos lhe farão uma homenagem durante um jantar, logo mais, no Cardinalle Buffet. Dona Teresinha Tajra foi casada com um bem sucedido empresário de nossa terra, Jesus Thomaz Tajra, que ofereceu a ela uma vida de rainha. A residência do casal era uma das mais admiradas e requisitadas para ensaios fotográficos das celebridades de nossa terra.”

No dia 18 de agosto de 1985, depois de alguns anos prostrada, compartilhou com os seus familiares do falecimento de sua avó materna, que tinha 96 anos de idade e residia com os seus pais na Rua Antônio de Queiroz Marinho, nº 205, Centro.
Esse fato, que para muitos parece algo corriqueiro, foi algo muito forte para a sua existência e no futuro contribuiu para a sua sensibilidade política em favor dos mais necessitados, pois desde criança compartilhou com a sua mãe da responsabilidade de cuidar de alguém com problemas de saúde dentro de sua própria residência.
Pouco tempo depois, no dia 27 de setembro de 1988, juntamente com o Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto e outros acionistas, efetivou o projeto de implantação de uma rádio na cidade de Boa Viagem, que recebeu o nome de Rádio Liberdade, operando na frequência AM 1310, e tinha por objetivo combater o posicionamento ideológico e político da única emissora de rádio da cidade, a Radiodifusora Asa Branca LTDA, AM 710, que era pertencente ao grupo político comandado pelo Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho:

“Foi fundada pelo Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, tendo outros sócios: Fernando Antônio Vieira Assef, Francisco Gomes Maciel, Hozano Melo Cavalcante, Francisco Valdeni Vieira da Silva, Adelmo Vieira de Freitas, José Mendes Vieira, Manoel Vaz Filho, Francisco Andrade Teófilo Girão, Francisco Valter Silva e Jessé Alves da Silva.” (NASCIMENTO, 2002: p. 243)

Nesse mesmo ano, no dia 15 de novembro de 1988, em uma eleição municipal, desejando entrar na vida pública por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, estando filiado nos quadros políticos do PFL, o Partido da Frente Liberal, com a legenda nº 25.606, conseguiu ser eleito depois de receber a confiança de 546 eleitores, estando entre os sete vereadores de maior votação dessa disputa.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Em seu primeiro mandato, na sessão ocorrida no dia 1º de janeiro de 1989, dia de sua posse, diante de seus pares e de um grande público, conforme informações existentes na página 48 do livro de atas da Câmara Municipal desse período, solicitou ao presidente da mesa diretora, o Vereador Francisco Valdenir Vieira da Silva, a oportunidade para proferir o seguinte discurso:

“Em seguida, fez uso da palavra o Vereador Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, que parabenizou aos vereadores pela sábia escolha do Vereador Francisco Valdenir Vieira da Silva para presidir à mesa diretora da Câmara Municipal. Agradeceu aos 546 eleitores que depositaram confiança em seu nome e que iria fazer de tudo para honrá-los em seu mandato. Agradeceu a sua esposa, que o acompanhou de perto em toda campanha e foi de suma importância para a sua vitória.”

Pouco tempo depois, na sessão ordinária do dia 1º de fevereiro de 1989, percebendo a desorganização dos feirantes que tomavam as calçadas do Centro da cidade e prejudicavam os transeuntes apresentou um requerimento ao gabinete do prefeito solicitando a construção de um galpão para abrigar os camelôs.
Alguns dias depois, na sessão ordinária ocorrida no dia 16 de fevereiro, juntamente com os vereadores Eduardo Patrício de Almeida e Luís Alves Batista, deu sustentação ao discurso proferido pela Vereadora Maria Lúcia Costa Campos, que relatou graves denúncias por conta das perseguições políticas movidas contra alguns funcionários no início da gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva.
Depois de seu breve discurso, e das palavras de apoio que foram recebidas, as suas acusações foram veementemente contestadas pelo Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira, líder do governo na Câmara Municipal, que justificou esse atos por conta das mudanças nos cargos de confiança do novo governo, algo que gerou descontentamento entre alguns funcionários.

Imagem de seus trabalhos na Câmara Municipal de Vereadores.

Em seu primeiro ano como edil, juntamente com o Vereador Dr. Sidônio Fragoso Vieira, percebendo a má qualidade da água fornecida pelo SAAE, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, encaminhou várias denúncias e requerimentos à mesa diretora da Câmara de Vereadores solicitando ao gabinete do prefeito a instalação de uma estação de tratamento d’água no Açude Público José de Alencar Araújo, a implantação de um laboratório para análise química da água e a troca dos canos de ferro, que nessa época deixavam a água com o sabor de ferrugem.
Mais tarde, na sessão ordinária que ocorreu no dia 24 de fevereiro, usou da tribuna da Câmara de Vereadores para proferir o seguinte discurso em favor do funcionalismo público, que sofria por conta da falta de reajuste em seus vencimentos:

“Dizendo que, reconhecidamente sabe das dificuldades enfrentadas pelo funcionalismo público da Prefeitura de Boa Viagem, que só não morre de fome porque procura outros meios para sobreviver.”

No dia 5 de abril de 1990, depois de muitas discussões, no exercício de sua função como edil, participou da assembleia municipal constituinte como relator da Comissão de Sistematização que deu origem à Lei Orgânica do Município de Boa Viagem.
Alguns dias depois, em 14 de abril, em um novo discurso, dando sustentação às palavras do Vereador Dr. Sidônio Fragoso Vieira, questionou o baixo salário dos funcionários da prefeitura e a existência de funcionários fantasmas:

“Dizendo que as reivindicações do Vereador Sidônio Fragoso Vieira em favor dos funcionários são justas, pois é muito triste a situação do funcionalismo da Prefeitura de Boa Viagem, coisa que já é antiga, e que descobriu a existência de funcionários que só existem no papel, que há muitos anos recebem sem nunca ter trabalhado, inclusive familiares dos mandatários do Município e amigos de outras cidades, como por exemplo Monsenhor Tabosa, Fortaleza e outras… e que estamos trabalhando para formação de uma associação de servidores municipais para terem força de reivindicar um reajuste justo.”

Na sessão ordinário ocorrida no dia 16 de novembro de 1990, depois da apreciação da proposição apresentada pelo Vereador Antônio Marques Dias de França, foi agraciado pelos seus pares com o título de cidadania boa-viagense.
Em seu primeiro mandato foi o responsável pela criação e a implantação do Conselho Municipal de Esporte, fazendo diversos requerimentos a mesa diretora da Câmara de Vereadores em que solicitava do Gabinete do Prefeito a construção de diversas quadras, dentre elas uma no Bairro de Nossa Srª de Fátima; A construção das escolas nas localidades de Anafuê, Olho d’Água dos Gomes, Galileia, Vila Holanda e Ponta da Serra; A relação e o peixamento dos açudes públicos do Município; A sinalização de trânsito na cidade de Boa Viagem e a construção de um hospital pediátrico.
Nessa legislatura, fazendo parte da base aliada do Governo Municipal, deu apoio a execução dos seguintes projetos: A construção do Camelódromo; A construção do Ginásio Poliesportivo Dirceu José dos Santos; A construção do Centro de Convivência do Idoso Olavo Bilac Brilhante; A construção do Hospital Infantil Sebastião Alves da Silva; A construção da Creche Comunitária Miriam Brito Fialho; A construção da Escola Agrotécnica Janival Almeida Vieira, além da construção de várias casas populares.
Na eleição municipal seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1992, dessa vez compondo a bancada do PTR, o Partido Trabalhista Reformador, dessa vez com a legenda nº 28.628, conseguiu ser reeleito depois de receber a confiança de 649 votos, ficando entre os cinco vereadores com a maior votação do pleito.
Algum tempo depois de sua reeleição, segundo informações existentes no jornal “Voz & Vez”, ano I, nº 2, edição publicada em outubro de 1995, participou com outros colegas de um seminário regional que tratou sobre a aposentadoria dos trabalhadores rurais, que ocorreu na cidade de Quixeramobim:

“Assunto de vital importância para o trabalhador rural, comerciantes e empresários… Na comitiva de Boa Viagem estavam presentes os seguintes vereadores: Dr. João Mozart Silus Cunha, Rosa Vieira, Maria Conceição, Antônio França, Antônio Pereira, José Mendes, Hermínio Veras, Valdeni Vieira, Dr. Fernando Assef, José Diniz, João Martins e Francisco Lobo… O destaque de nossa representação no encontro foi a participação direta nos debates, quando os vereadores Dr. Fernando Assef e Valdeni Vieira questionaram e se posicionaram contra a política oficial do governo por ser ‘burocrática e exigir uma documentação excessiva para se requerer uma aposentadoria rural’. Os nossos vereadores falaram com conhecimento de causa, o primeiro é advogado e o segundo é um ex-sindicalista ativo na região.”

Nessa legislatura, considerada por muitos como uma das mais tumultuadas de nossa história política, fez parte do bloco que foi veementemente contra o impeachment do Prefeito Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, onde foi um de seus principais aliados.
No dia 2 de outubro de 1995, juntamente com os vereadores Dr. Sidônio Fragoso Vieira e Francisco de Assis Lobo de Sousa, foram indicados pelos seus pares para comporem uma CPI, uma Comissão Parlamentar de Inquérito que tinha por objetivo investigar a compra irregular de leite em pó e óleo comestível para o “Programa de Atendimento aos Desnutridos e Gestantes em Risco Nutricional”, projeto instituído pelo Ministério da Saúde na gestão do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, onde serviu de relator das investigações contra essa gestão, que foi considerada temerária.

Imagem do Vereador Toinho França em suas atividades legislativas.

Imagem do Vereador Dr. Fernando Antônio Vieira Assef no exercício de suas atividades legislativas.

Nas eleições municipais que ocorreram no dia 3 de outubro de 1996, dessa vez militando na bancada do PSD, o Partido Social Democrático, que se coligou ao PL, o Partido Liberal, com a legenda nº 22, o seu nome figurou como vice-prefeito na chapa que tinha por cabeça o nome do Dr. Francisco Vieira Carneiro, o Major Carneiro, que recebeu o declarado apoio das duas principais figuras políticas dessa época, o Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto e de José Vieira Filho.
Na principal chapa adversária, com o apoio do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, o Benjamim Alves da Silva se dispôs a colocar novamente o seu nome na disputa do Poder Executivo, que militando nos quadros políticos do PMDB, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com a legenda nº 15, tinha como vice o nome do Empresário Manoel Vaz Filho.
A terceira chapa, considerada por muitos como se estivesse correndo por fora da disputa, pelo PT, o Partido dos Trabalhadores, com a legenda nº 13, tinha como candidato o nome do Dr. Deodato José Ramalho Júnior e do Prof. José Joanício Benevinuto de Sousa.
O resultado dessa disputa não poderia ser outro, tendo em vista que a chapa encabeçada pelo PL ter o inacreditável apoio dos rivais Dr. Sérgio e do Mazinho, duas lideranças políticas de respeito e que sem dúvida fariam à diferença no pleito.

Na imagem vemos os dois candidatos vencedores dessa eleição.

Imagem dos vencedores desse pleito.

Depois da abertura das urnas foi proclamado o seguinte resultado: o candidato Dr. Deodato José Ramalho recebeu apenas 3.562 votos, já Benjamim Alves da Silva a confiança de 7.352 eleitores, enquanto o Major Carneiro recebeu 11.766 votos, se tornando, a partir do dia 1º de janeiro de 1997, o prefeito do Município de Boa Viagem.
Algum tempo depois desse resultado, no dia 12 de dezembro de 1998, por conta do afastamento do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro pela Câmara Municipal de Vereadores, tomou posse de sua função como gestor do Município realizando em um curto período de tempo um grande volume de obras:

“Reforma do mudo, arquibancadas, cabines de rádio e televisão, terraplanagem, gramado, um par de traves, vestiário e refletores do Estádio Municipal Serjão; sinalização das ruas da cidade; reforma da Praça Antônio de Queiroz Marinho; construção do Cemitério Parque da Esperança; instalação do Centro de Cultura Dr. Fernando Antônio Vieira Assef (com a implantação da Biblioteca Venceslau Vieira Batista); instalação do Centro de Fisioterapia Venceslau Vieira Batista; instalação da imagem de Nossa Srª da Boa Viagem; resgate das comemorações do dia 7 de setembro e dia do Município; instituição do Festival Regional de Quadrilhas; entronização da imagem de Nossa Srª da Guia; construção de oito açudes, sete adutoras com rede de distribuição; pavimentação em pedra tosca de seis ruas, reforma de doze leitos e da enfermaria do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima; instalação de quinze redes de energia elétrica com baixa tensão e instalação de iluminação pública em diversas localidades; instalação de iluminação elétrica em vinte e quatro escolas; construção de quinze salas de aula; construção de escolas onde funcionava em casas de taipa; três passagens molhadas; perfuração de nove poços profundos; construção de seis praças; construção de duas quadras poliesportivas e diversas reformas.” (NASCIMENTO, 2002: p. 75-76)

Na eleição seguinte, que ocorreu no dia 1º de novembro de 2000, a primeira a ser totalmente informatizada em nosso Município, ainda militando nos quadros políticos do PSD, com a legenda nº 41, tendo como vice de sua chapa o nome da Srª Marília Prado dos Santos, esposa do Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, concorreu a sua reeleição.
Nessa disputa, com a legenda nº 15, enfrentou na principal chapa concorrente os nomes dos dois mais experientes políticos desse tempo, Benjamim Alves da Silva e José Vieira Filho, que se aliaram na intenção de concorrer nessa disputa.
A terceira chapa, pelo Partido Popular Socialista, o PPS, legenda nº 23, praticamente sem nenhum apoio, figurava o nome do desconhecido, embora filho da terra, o Tenente Dr. Amâncio José de Lima Filho, sendo o vice o nome de Flávio Félix de Sousa.
Embora não parecesse, o cenário político do Município de Boa Viagem naquele ano estava em forte ebulição, mas desde cedo já era percebido o resultado, o Dr. Fernando Assef venceu essa disputa com 14.466 votos contra os 8.364 votos de Benjamim Alves e os 712 do Ten. Amâncio.
Nessa gestão, segundo relatos do Prof. Cícero Pinto do Nascimento, conseguiu deixar as seguintes realizações:

“Vinte e sete abrigos metálicos rodoviários; quinze açudes; duas adutoras com chafarizes; trinta e uma adutoras com rede de distribuição; um aterro sanitário; pavimentação em pedra tosca em dez ruas; quatro estradas ligando diversas localidades; colocação de mais de mil e duzentos metros quadrados de piso no setor de emergência do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima; construção de vinte e uma cisternas na região do Calogi; conclusão e inauguração do Centro Vocacional Tecnológico; instalação de vinte e nove redes de energia elétrica com baixa tensão; instalação de iluminação pública em diversas localidades; instalação de iluminação e rede hidráulica em diversas escolas; ampliação e reforma de diversas escolas… construção de cinquenta casas no Conjunto Sen. Lúcio Alcântara; instalação de duzentos e quarenta e sete kits sanitários; construção de três passagens molhadas; instalação da passarela da ponte sobre o Rio Boa Viagem, na CE-168; perfuração de vinte poços profundos e instalação de painéis de energia solar… construção de um posto de saúde; construção de dezessete praças; instalação de centrais telefônicas na vila de Guia e Águas Belas; construção de três quadras poliesportivas; instalação de vinte e um telefones públicos em localidades da zona rural; reforma de cemitérios; reforma de onze escolas; reforma da Praça Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima e da Praça Antônio de Queiroz Marinho e reforma de dez postos de saúde.” (NASCIMENTO, 2002: p. 77)

Outra importante obra de infraestrutura registrada nesse período de seu governo foi a conquista da pavimentação da Rodovia Estadual CE-168, um sonho de várias décadas:

“Alguns anos depois, por volta de 2002, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, o Governo do Estado concluiu a pavimentação da Rodovia Estadual CE-168, que anos antes, em 1952, na gestão do Prefeito Aluísio Ximenes de Aragão, havia sido aberta e depois passado por uma terraplanagem, facilitando ainda mais o acesso do Município de Boa Viagem às regiões Centro-Sul e Cariri do Estado do Ceará.” (SILVA JÚNIOR, 2010: A potencialidade viária do Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/categoria/acesso/. Acesso no dia 19 de junho de 2017)

Nesse período, por meio de pesquisas colhidas junto à população, foi escolhido nos anos de 1999, 2000 e 2001 entre os trinta melhores prefeitos do Estado do Ceará, recebendo nessa ocasião o diploma de “Destaque da Administração Pública”, como também, no dia 25 de novembro de 2002, na cidade de Fortaleza, um troféu de honra ao mérito que foi conferido pelo Serviço de Assistência aos Prefeitos do Interior em reconhecimento ao seu trabalho.

Imagem do Dep. Marcos Cals e do Prefeito Fernando Assef na solenidade de premiação.

Imagem do Dep. Marcos Cals e do Prefeito Fernando Assef na solenidade de premiação.

Nesse mesmo ano, depois de muitas negociações, conseguiu adquirir uma das principais e mais equipadas emissora de rádio da região, a Rádio Difusora Asa Branca LTDA, AM 710, que durante muitos anos serviu como porta-voz do grupo político da “Oligarquia dos Paraibanos”:

“Instalada no dia 17 de setembro de 1983. Sócios: Dr. José Vieira Filho (fundador), Profª. Maria Dias Cavalcante Vieira, Dr. Francisco Vieira Carneiro, José de Queiroz Sampaio Neto e outros. Em 13 de outubro de 1999, passou para a administração do Dep. Eunício Lopes Oliveira, Ricardo Lopes Augusto e Gardêncio Lucena.” (NASCIMENTO, 2002: p. 243)

Na eleição municipal que ocorreu no dia 5 de outubro de 2008, dessa vez militando nos quadros políticos do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, com a legenda nº 45, tendo como vice de sua chapa o nome do Vereador Ismael Fragoso da Silva, resolveu concorrer em uma nova disputa pelo Poder Executivo.

Imagem do material dessa campanha.

Imagem do material dessa campanha.

Nessa refrega eleitoral, tendo direito a sua reeleição, enfrentou na principal chapa concorrente o candidato do PR,´o Partido da República, legenda nº 22, representado pelo Prefeito José Vieira Filho, que tinha como vice o nome do Dr. Márcio Ary Machado de Morais.
Na terceira chapa, pela bancada do PMDB, com a legenda nº 15, que também era muito forte, figurava o nome de Antônio Argeu Nunes Vieira, que tinha como vice o nome do Dr. Marco Antônio Feitosa Moreira.
Ao fim dessa difícil campanha, as urnas proclamaram o seguinte resultado: o Dr. Fernando Antônio Vieira Assef recebeu a confiança de 12.866 votos, enquanto a chapa de José Vieira Filho recebeu apenas 9.439, uma diferença de 3.427 votos, já a terceira chapa, de Antônio Argeu Nunes Vieira, recebeu 5.822 votos.
Com a proximidade da eleição seguinte, contando com o importante e simulado apoio do vice-governador do Estado, o Dr. Domingos Gomes de Aguiar Filho, foi coagido em muitas situações a seguir as suas orientações políticas, que eram orquestradas no Município de Boa Viagem pelo grupo encabeçado por Antônio Argeu Nunes Vieira, representante do PMDB.
Nessa eleição, intencionalmente, as forças politicas da confiança do vice-governador foram pulverizadas nas duas principais chapas concorrentes, onde os candidatos a vice-prefeito eram de sua base.

“Nos bastidores dessa campanha, de uma forma bem sutil e articulada, as lideranças politicas locais seguiam os interesses do vice-governador do Estado, o Dr. Domingos Gomes de Aguiar Filho, que propositalmente dividiu o grupo do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira nas duas chapas, onde astuciosamente apontou os dois vices.” (SILVA JÚNIOR, 2016: Aline Cavalcante Vieira. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/aline-cavalcante-vieira/. Acesso no dia 16 de maio de 2017)

Na eleição municipal que ocorreu no dia 7 de outubro de 2012, buscando a sua primeira reeleição, dessa vez militando nos quadros políticos do PSD, o Partido Social Democrático, legenda nº 55, teve como companheira de chapa o nome da Vereadora Maria da Conceição Costa Araújo, popularmente conhecida por “Ceiça”.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Na chapa adversária, novamente encabeçada pelo PR, o Partido da República, tinha o nome da Engenheira Agrônoma Aline Cavalcante Vieira, filha de José Vieira Filho, sendo acompanhada do Empresário Adriano José da Silva.
Ao fim dessa disputa, que foi definida por detalhes, foi reconduzido a um novo mandato eletivo depois de receber a confiança de 15.190 votos, enquanto a sua adversária recebeu 14.706, uma derrota que foi bastante indigesta pela oposição e que lhe imprimiu uma forte perseguição no decorrer do seu mandato.

“O futuro prefeito de Boa Viagem, Município no interior do Ceará, será Fernando Antonio Vieira Assef (PSD) e não Aline Cavalcante Vieira (PR), como divulgado na apuração do primeiro turno das eleições do último dia 7. O TSE validou o registro de candidatura de Assef, da vice, Maria da Conceição Costa Araújo e mudou o resultado da eleição. Fernando Assef teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) e concorreu por força de liminar. Com a decisão de ontem (23), Fernando Assef e sua vice foram considerados aptos. Os 15.190 votos que recebeu no primeiro turno passaram a ter validade e superaram os 14.706 obtidos por Aline Cavalcante Vieira. A candidata derrotada e o Ministério Público Eleitoral, por integrarem a ação que pediu a impugnação do registro de Assef, têm prazo até a próxima sexta-feira (26) para questionar a decisão da ministra Laurita Vaz e pedir para que o plenário do TSE reveja a decisão.” (COURA, 2012: TSE declara Fernando Assef prefeito eleito de Boa Viagem, no Ceará. Disponível em http://www.ebc.com.br/2012/10/tse-declara-fernando-assef-prefeito-eleito-de-boa-viagem-no-ceara. Acesso no dia 27 de abril de 2017)

Nessa gestão, o Município de Boa Viagem atravessou longos e duros anos de seca, e o seu governo foi muito atacado pela oposição nas emissoras de rádio local, principalmente pelos locutores da Rádio Liberdade e da Rádio Esperança, um veículo de comunicação que possui ligações com à Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, mas não se diferenciava das outras emissoras seculares na busca desesperada de um contrato de publicidade, desviando-se precipuamente do objetivo de sua concessão, que era o evangelismo.
Essa oposição, que era encabeçada por Aline Cavalcante Vieira e os seus aliados, entre eles o presidente da Rádio Esperança, contrataram diversos profissionais de rádio com o intuito de difamar o seu mandato.
O curioso dessa atitude é que alguns desses radialistas não eram de confissão protestante e utilizavam publicamente de uma linguagem imprópria para um veículo de comunicação que era mantido com recursos eclesiásticos, fato que nessa época gerou relativo descontentamento dentro da comunidade protestante existente dentro do Município.
No dia 18 de maio de 2014, ao receber a notícia de um grave acidente ocorrido com moradores de Boa Viagem na cidade de Canindé, se deslocou imediatamente para o local no intuito de prestar assistência aos familiares e feridos, fato que ficou conhecido na história do Município como “O Domingo Trágico“.

“Nessa data, por volta da 7 horas da manhã, o ônibus intermunicipal nº 0241090, placa NVC 8393, da Viação Princesa dos Inhamuns, saiu do Terminal Rodoviário Samuel Alves da Silva com destino à cidade de Fortaleza e sofreu um grave acidente no km 303 da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020, pouco depois de chegar dentro do perímetro da Zona Urbana da cidade de Canindé.” (SILVA JÚNIOR, 2014: O Domingo Trágico. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/o-domingo-tragico/. Acesso no dia 18 de maio de 2018)

Ao fim desse mandato, quando o nosso país enfrentava uma grave crise de recessão econômica e problemas políticos externos, que culminaram no impeachment da Presidente Dilma Vana Rousseff, o grupo de oposição ao seu governo, todos os meses, no dia 22, fazia uma reunião em que injetava uma injeção de ódio em seus militantes.

Imagem do Prefeito Fernando Assef ao lado da Presidente Dilma Rousseff.

Imagem do Prefeito Fernando Assef ao lado da Presidente Dilma Rousseff, do Gov. Cid Gomes e do Min. Aluísio Mercadante. 

Meses depois, na campanha por sua sucessão, que foi bastante acirrada, embora o seu candidato tenha perdido com uma expressiva margem de votos por conta da divisão de seu grupo, que se negou a seguir os desejos do Dr. Domingos Gomes de Aguiar Filho, nessa época exercendo a função presidente do TCM, o Tribunal de Contas dos Municípios.
Nessa gestão, as principais conquistas de seu governo deixadas para o povo foram as seguintes: A aquisição, doação da propriedade e o apoio na construção do campus do IFCE, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará; A aquisição, doação da propriedade e o apoio na construção da UPA, a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Emerson Gustavo Almeida Silva; A construção da Unidade Básica da Saúde Aureliano Verçosa Lima; A construção da Unidade Básica da Saúde Drª. Ledjane Cavalcante Noronha; A construção da Unidade Básica da Saúde Luís Gonzaga Ferreira de Almeida; A construção da Unidade Básica da Saúde Luiz Gonzaga Rodrigues; A construção da Unidade Básica da Saúde Antônio Martins de Lima; A construção da Unidade Básica da Saúde Luís Leandro de Oliveira; A construção da Unidade Básica da Saúde Rita Alves de Sales; O início da construção da Creche Proinfância Edna Vieira da Silva; O início da construção da Creche Proinfância Profª Maria Rosary Pereira; A implantação da Farmácia Popular; A assinatura da lei que deu fim à cobrança da taxa de iluminação pública; A assinatura da lei de ampliação da carga horária de trabalho de 150 professores da rede municipal e promoveu concurso público.
Antes disso, outra importante obra de infraestrutura nesse período de seu governo foi a conquista da pavimentação da Rodovia Estadual CE-266:

“Por fim, nos últimos meses de 2013, novamente na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, o Governo do Estado pavimentou o trecho da Rodovia Estadual CE-266 entre a cidade de Boa Viagem e o Distrito de Nossa Senhora do Livramento, no Município de Monsenhor Tabosa, que melhorou ainda mais o acesso a Zona Norte do Estado do Ceará.” (SILVA JÚNIOR, 2010: A potencialidade viária do Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/categoria/acesso/. Acesso no dia 19 de junho de 2017)

Nos primeiros meses de 2017, mesmo fora do Poder Executivo, o seu nome continuou a ser alvo das equipes de rádio que apoiavam o governo da Prefeita Aline Cavalcante Vieira.
Nessa época, no dia 10 de fevereiro, sem ter buscado provas que fundamentassem a sua fala, recebeu duras críticas em rede nacional através do jornalista Ricardo Eugênio Boechat, que integra a rede Band News, ganhando grande repercussão nas redes sociais do Município:

“Também minha querida população de Boa Viagem, se vocês elegem um ‘cabeça de jegue’ desse que tem carro oficial mas não paga a conta do hospital, vocês tem uma dose de culpa”, disse Boechat.” (Ricardo Boechat chama ex-prefeito de Boa Viagem, Fernando Assef, de “cabeça de jegue”. (WENDEL, 2017: Disponível em http://quixeramobimagora.blogspot.com.br/2017/02/ricardo-boechat-chama-ex-prefeito-de.html. Acesso no dia 27 de abril de 2017)

Pouco tempo depois, mesmo sem mandato eletivo e inquieto por ver o estado de penúria em que passava o Município de Boa Viagem por conta da estiagem, de todas as formas procurou meios para suprir as necessidades hídricas da cidade de Boa Viagem.

Imagem da comitiva que se reuniu com o Gov. Camilo Santana em busca da adutora da Barragem do Umari.

Imagem da comitiva que se reuniu com o Gov. Camilo Santana em busca da adutora da Barragem do Umari.

Entre essas meios, buscou apoio político junto ao Governo do Estado para colocação de uma adutora que trouxesse água potável da Barragem do Umari, no Município de Madalena, que fica distante 40 quilômetros da cidade de Boa Viagem:

“Aconteceu na noite dessa quarta-feira, 26 de abril, quando por intermédio de seu gabinete, diversas lideranças municipais estiveram reunidas com o governador do Estado, Camilo Santana, para apresentar demandas e buscar soluções.O encontro, que aconteceu no Palácio do Abolição, reuniu representantes de Tauá, Parambu, Trairi, Boa Viagem, Crateús, Aiuaba e Quiterianópolis. Os principais pleitos apresentados foram relativos às medidas de enfrentamento da crise hídrica, alternativas de convivência com a seca, segurança, educação, saúde e infraestrutura. Dentre os representantes, estavam o prefeito de Tauá, Carlos Windson (PR); de Trairi, Marcos Prado (PSDB); de Quiterianópolis, Dr. Barreto (SD); as lideranças de Parambu, Padre Márcio, Marcos Torquato, Valdenor Feitosa e os vereadores Ronaldo Feitosa (PR) , Emanoel Marinho (PDT) e Erasmo Lopes (PDT); de Boa Viagem, o ex-prefeito Fernando Assef, vereador Jardel Fernandes (PSL), Everardo Facundo, André Facundo, Régis Carneiro e José Carlito; de Aiuaba, Adalberto Feitosa, e de Crateús, o empresário Helder Leitão.” (BRANDÃO, 2017: Disponível em http://www.rogilsonbrandao.com.br/2017/04/audic-leva-lideres-dos-inhamuns-trairi.html. Acesso no dia 27 de abril de 2017)

Antes disso, no dia 12 de junho de 2017, com proposição do Vereador Valdemiro Carneiro de Oliveira Júnior, foi agraciado por unanimidade com o titulo de cidadania madalenense por ter aberto as portas do Hospital e Maternidade Adília Maria de Lima para os moradores daquele Município.

Imagem do dia em que recebeu o titulo de cidadania madalenense.

No dia 26 de fevereiro de 2019, por meio do Ministério Público do Estado do Ceará, através do Promotor Dr. Alan Moitinho, foi ajuizado uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa pedindo a sua condenação.
Essa ação foi motivada em razão da prática de atos de improbidade administrativa diante da ausência de quitação dos recursos destinados ao pagamento dos precatórios referentes ao exercício financeiro de 2015.

“Segundo a investigação sobre a violação aos princípios da administração pública que embasou a ação proposta, no exercício de 2015, a Justiça requisitou o valor de R$ 246.769,63 para quitação de precatórios de natureza alimentar. O então prefeito de Boa Viagem, incluiu, durante o exercício financeiro de 2015, previsão orçamentária para o pagamento dos precatórios judiciais devidos pela Administração Municipal. Todavia, deliberadamente e dolosamente deixou de adimplir tais pagamentos. ‘A atitude do ex-prefeito Assef resultou em prejuízo ao erário do município de Boa Viagem, tendo em vista que os precatórios judiciais, a cada ano que deixam de ser pagos, têm o seu valor aumentado por força da incidência dos juros da mora’, advertiu o promotor Alan Moitinho. O ex-prefeito, Fernando Assef, dolosamente descumpriu ordem judicial, que foi a requisição do presidente do Tribunal de Justiça, conforme o artigo 100 da Constituição Federal, o que também caracteriza ato de improbidade administrativa, porque atenta contra os princípios da legalidade e da harmonia e interdependência de poderes. Portanto, para o Ministério Público, ‘tal atitude, além de atentar contra os princípios da administração pública, representa um grave encargo financeiro ao patrimônio público da cidade de Boa Viagem’, acrescentou Moitinho. Ademais, o promotor de Justiça observou que o ex-Prefeito de Boa Viagem praticou conduta dolosa, atentatória aos princípios da administração, violando os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade ao deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, na omissão de cumprir totalmente a execução orçamentária, especialmente não pagar a totalidade prevista para precatórios de natureza alimentar, de crédito de natureza preferencial. Neste sentido, Alan Moitinho esclareceu que, o Decreto-Lei nº 201 de 27 de fevereiro de 1967, em seu artigo 1º, inciso XIV, prevê como crime de responsabilidade dos prefeitos ‘[…] deixar de cumprir ordem judicial sem dar o motivo da recusa ou da impossibilidade, por escrito, à autoridade competente’. Na ação civil pública, o Ministério Público pleiteou a condenação do requerido nas sanções do artigo 11 da Lei nº 8.429/92, que acarreta a aplicação das seguintes sanções: ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.” (MPCE pede condenação de ex-prefeito de Boa Viagem por não pagar precatórios. Disponível em http://www.mpce.mp.br/2019/02/27/mpce-pede-condenacao-de-ex-prefeito-de-boa-viagem-por-nao-pagar-precatorios/?fbclid=IwAR3kqRrWvDRI3oXZwwsdEVAoV-qAv6iMmQrEiCckGY8S5K6Kto3TLThIOAM. Acesso no dia 27 de fevereiro de 2019)

BIBLIOGRAFIA:

  1. BRANDÃO, Rogilson. Audic leva líderes dos Inhamuns,Trairi e Crateús para encontro com Camilo. Disponível em http://www.rogilsonbrandao.com.br/2017/04/audic-leva-lideres-dos-inhamuns-trairi.html. Acesso no dia 27 de abril de 2017.
  2. COURA, Roberto. TSE declara Fernando Assef prefeito eleito de Boa Viagem, no Ceará. Disponível em http://www.ebc.com.br/2012/10/tse-declara-fernando-assef-prefeito-eleito-de-boa-viagem-no-ceara. Acesso no dia 27 de abril de 2017.
  3. MPCE. MPCE pede condenação de ex-prefeito de Boa Viagem por não pagar precatórios. Disponível em http://www.mpce.mp.br/2019/02/27/mpce-pede-condenacao-de-ex-prefeito-de-boa-viagem-por-nao-pagar-precatorios/fbclid=Iw
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  4. MARINHO, Antônia de Lima. A Filha do Nordeste e Frutos Nordestinos. Boa Viagem: Máximos Impressões Gráficas, 2015.
  5. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  6. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão: A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Boa Viagem, CE: Premius, 2010.
  7. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Venceslau Vieira Batista. http://www.historiadeboaviagem.com.br/venceslau-vieira-batista/Acesso no dia 20 de março de 2017.
  8. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. José Assef Fares. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-assef-fares/. Acesso no dia 29 de dezembro de 2016.
  9. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A potencialidade viária do Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/categoria/acesso/. Acesso no dia 19 de junho de 2017.
  10. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Aline Cavalcante Vieira. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/aline-cavalcante-vieira/. Acesso no dia 16 de maio de 2017.
  11. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. O Domingo Trágico. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/o-domingo-tragico/. Acesso no dia 18 de maio de 2018.
  12. WENDEL, Lucas. Ricardo Boechat chama e-prefeito de Boa Viagem, Fernando Assef, de “cabeça de jegue”. Disponível em http://quixeramobimagora.blogspot.com.br/2017/02/ricardo-boechat-chama-ex-prefeito-de.html. Acesso no dia 27 de abril de 2017.

389 ideias sobre “Fernando Antônio Vieira Assef

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