Francisco Jonas de Oliveira Vieira

jonas-vieiraFrancisco Jonas de Oliveira Vieira nasceu no dia 3 de julho de 1950 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Bento Vieira de Lima e de Antônia Maria de Oliveira.
Os seus avós paternos se chamavam Quintiliano Vieira Lima e Felisbela Vieira de Freitas, já os maternos eram Theóphfilo da Costa Oliveira e Francisca Juliana da Conceição.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na Fazenda Santo Antônio, propriedade de seu avô paterno, onde passou os dois primeiros anos de sua infância.

“Durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.” (SILVA JÚNIOR, 2016: A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016)

Nos últimos meses de 1952, desejando melhores condições para família, os seus pais decidiram migrar para o Município de Itaporã, na época pertencente ao Estado de Mato Grosso, onde passou de sua infância até a sua juventude.
Algum tempo depois, quando chegou a sua época escolar, deu início a sua brilhante vida acadêmica enfrentando grande dificuldade na zona rural desse Município, onde cursou às séries iniciais, sendo matriculado em seguida na Escola Presidente Vargas, no Município de Dourados, onde concluiu o Ensino Primário em 1967.
Depois disso, foi matriculado pelos seus pais em uma das turmas da Escola de Ensino Fundamental Maria Constança de Barros Machado, no Município de Campo Grande, concluindo o Ensino Secundário nos últimos meses de 1970.
Nessa época, ainda na cidade de Campo Grande, desejando seguir carreira militar, fez curso de aspirante de oficial, sendo encaminhado como 2º tenente de artilharia para o 12º GAC, o Grupo de Artilharia de Campanha, na cidade de Jundiaí, no Estado de São Paulo, onde permaneceu até 1974.

Imagem de sua participação em um dos desfiles cívicos.

Pouco tempo antes disso, ainda na cidade de Jundiaí, depois de prestar exame vestibular, passou a cursar Administração de Empresas na Faculdade Anchieta, concluindo esse curso em 1975.
Nesse período, por conta dos rumores da divisão do Estado de Mato Grosso, decidiu retornar para esse Estado no intuito e conseguir novas oportunidades na unidade federativa que tinha por surgir, sendo contratado dentro de pouco tempo pela Secretaria da Administração do Estado de Mato Grosso do Sul.

“A velha ideia da separação da porção sul do Estado só veio a triunfar em 1977, por meio de uma lei complementar que desmembrou 357 471,5 km² do Estado para criar o Mato Grosso do Sul. Anteriormente, houve ainda a tentativa de transformar a cidade de Campo Grande em capital de Mato Grosso, destronando a cidade de Cuiabá. A iniciativa da divisão partiu do Governo Federal, que alegava, em primeiro lugar, a impossibilidade de um único governo estadual administrar área tão grande e, em segundo, as nítidas diferenças naturais entre o norte e o sul do Estado. A lei entrou em vigor em 1º de janeiro de 1979.” (S.N.T)

Algum tempo antes disso, ainda residindo na cidade de Jundiaí, passou a viver em união estável com Eva Aparecida de Siqueira Melo, que é nascida em 31 de dezembro de 1949, sendo filha de José Siqueira Melo.
Dessa união foram gerados dois filhos, um homem e uma mulher, sendo eles: Francisco Jonas de Oliveira Vieira Júnior e Kelly Aparecida Melo de Oliveira Vieira.
Alguns anos depois, quando resolveu retornar para o Município de Boa Viagem, estando separado, contraiu matrimônio com Lucilda Maia Rocha, que nasceu no dia 18 de agosto de 1958, sendo filha de Abdon Francisco da Rocha e de Deusalina Maia Rocha.
Desse matrimônio foram gerados dois filhos, um homem e uma mulher, sendo eles: Juliana Vieira e Breno Vieira.
Nos primeiros de 1984, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o “Mazinho”, assumiu a Secretaria da Administração e Finanças da Prefeitura de Boa Viagem no lugar de Antônio Joaquim de Sousa, permanecendo nessa função até os últimos meses de 1986, quando foi substituído por Ozanira Pereira Lima.
Na eleição municipal que ocorreu no dia 3 de outubro de 1992, desejando entrar na vida pública por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, pleiteou uma das cadeiras do Poder Legislativo, entretanto não conseguiu ser eleito, ficando na suplência de seu partido.
Nesse período, desejando conseguir uma renda extra, montou um de seus primeiros negócios, uma borracharia, que estava localizada em um pequeno ponto comercial existente na Rua Antônio Domingues Alvares, nº 230, Centro, e logo depois uma imobiliária, denominada de “Bolsa de Negócios”, estabelecida na Rua Alfredo de Sousa Terceiro, nº 610, esquina com a Avenida São Vicente de Paulo:

“Nessa época, precisando se manter na cidade sem gerar despesas para os seus pais, começou a trabalhar em uma borracharia que pertencia ao Prof. Francisco Jonas de Oliveira Vieira, que dentro de pouco tempo mudou de ramo, passando a investir em uma imobiliária. Nessa imobiliária, que também possuía uma parceria com o escritório de um advogado previdenciário, passou a trabalhar com o Dr. Francisco de Assis Mesquita Pinheiro.” (SILVA JÚNIOR, 2016: José Anchieta de Paiva Chaves. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-anchieta-paiva-chaves/. Acesso no dia 20 de novembro de 2016)

Na eleição municipal seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1996, filiado nos quadros políticos do PL, o Partido Liberal, com a legenda nº 22.611, recebeu 674 votos e ficou entre os onze vereadores de maior votação dessa eleição.

Imagem de seus trabalhos na Câmara.

Imagem de seus trabalhos na Câmara.

Nessa legislatura, entre os anos de 1995 e 1996, na gestão do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, licenciou-se de seu mandato e novamente assumiu à Secretaria da Administração e Finanças da Prefeitura de Boa Viagem.
Nessa mesma época, depois de uma eleição, assumiu também à presidência da Associação Atlética Boa-viagense, período em que tentou modernizar a sua estrutura física:

“Por volta de 1994, sob à presidência do Prof. Francisco Jonas de Oliveira Vieira, que na época era vereador licenciado e um dos secretários na gestão do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, esse clube recebeu uma importante doação da prefeitura em material e mão-de-obra para construção de seu palco, dos seus banheiros, reforma da cozinha e outras dependências. Em sua gestão, mesmo enfrentando grande dificuldade e falta de apoio de alguns sócios, garantiu o pleno funcionamento do clube promovendo as principais festas de seu calendário, tais como carnaval, festa junina, abertura das férias e réveillon.” (SILVA JÚNIOR, 2015: Associação Atlética Boa-viagense. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/associacao-atletica-boa-viagense/. Acesso no dia 19 de novembro de 2016)

No pleito eleitoral que ocorreu no dia 1º de outubro de 2000, o primeiro a ser completamente informatizado no Município de Boa Viagem, buscando a sua reeleição, ainda militando nos quadros políticos do PL, o Partido Liberal, dessa vez com a legenda nº 22.222, conseguiu receber à confiança de 793 eleitores e ficou entre os cinco vereadores de maior preferência entre os eleitores desse pleito.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Nessa mesma época, percebendo o nicho de mercado, resolveu investir em um novo empreendimento comercial, uma lanchonete, que dentro de pouco tempo também estendeu os seus serviços para uma pizzaria e tinha o nome comercial de “Pastel Mel”, estando localizada inicialmente na Rua 26 de Junho, nº, Centro.
Entre os anos de 2001 e 2004, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, abriu mão de seu mandato para assumir à pasta da Secretaria da Agricultura e Recursos Hídricos da Prefeitura de Boa Viagem, em seu lugar assumiu o suplente, José Soares de Macêdo.
Na eleição municipal que ocorreu no dia 3 de outubro de 2004, dessa vez militando na bancada do PTB, o Partido Trabalhista Brasileiro, com a legenda nº 14.777, buscando o seu terceiro mandato, recebeu apenas 761 votos, ficando na suplência de seu partido.

imagem de seu material de campanha.

imagem de seu material de campanha.

Entre os anos de 2005 e 2008, na gestão do Mons. Luiz Orlando de Lima, depois de retornar aos quadros funcionais da Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, passou a exercer a função de Coordenador Escolar de Gestão.
Nessa função, enfrentando grandes obstáculos por conta da indisciplina de alguns alunos, de todas as formas tentou executar ações de cooperação com as famílias visando a melhoria da aprendizagem dos alunos.
No pleito eleitoral ocorrido no dia 5 de outubro de 2008, decidido a retomar o seu espaço no Poder Legislativo, compondo os quadros políticos do PP, o Partido Progressista, com a legenda nº 11.222, conseguiu receber apenas 744, ficando novamente na suplência de seu partido.

Imagem de alguns professores do Colégio Dom Terceiro, em 2008.

Imagem de alguns professores do Colégio Dom Terceiro, em 2008.

No pleito eleitoral ocorrido no dia 5 de outubro de 2008, decidido a retomar o seu espaço no Poder Legislativo, compondo os quadros políticos do PP, o Partido Progressista, com a legenda nº 11.222, conseguiu receber apenas 744, ficando novamente na suplência de seu partido.

Imagem do material de campanha.

Imagem do material de campanha.

Entre os anos de 2009 e 2015, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, voltou a assumir à pasta da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Convivência Ambiental da Prefeitura de Boa Viagem.
Nesse período, segundo informações existentes na página 35 da revista “Cresce Boa Viagem”, que fazia uma prestação de contas de sua gestão, mesmo tendo enfrentado seguidos anos de estiagem, a sua secretaria desenvolveu trabalhos voltados para melhoria genética do rebanho dos produtores de nossa região, a distribuição de alevinos, o cadastro dos agricultores beneficiados pelo programa “Garantia Safra”, a aquisição de tanques para resfriamento de leite, a implantação de quintais produtivos e o incentivo do plantio da mamona, conseguindo deixar o Município de Boa Viagem entre os quatro maiores produtores dessa semente no Estado do Ceará.

“A melhoria genética do rebanho bovino, através da inseminação artificial, tem sido tratada com atenção toda especial por parte da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Município de Boa Viagem. Segundo o Secretário Jonas Vieira, a Prefeitura investe anualmente 50 mil reais para a manutenção do programa que vai desde a aquisição de tanques de inseminação ao trabalho dos técnicos especializados na área. Os postos de inseminação estão espalhados pelo Município.”

Nessa época, em setembro de 2012, desejando galgar melhor qualificação docente, cumprindo os requisitos da Universidade Americana, foi reconhecido como mestre em Ciências da Educação na cidade de Assunção, na República do Paraguai.
Mais tarde, alguns meses depois de sua saída dessa secretaria, utilizando das redes sociais para realizar um trabalho de conscientização popular, colheu milhares de assinaturas dos habitantes do Município de Boa Viagem contra a manutenção da lei nº 822, de 30 de dezembro de 2002, que estabeleceu a cobrança da CIP, a contribuição para custeio da iluminação pública.

Imagem da entrega do abaixo-assinado.

O fruto desse árduo trabalho coletivo foi bastante satisfatório, pois alguns meses depois da entrega desse abaixo-assinado ao presidente da Câmara Municipal, o Vereador Ezaú Fragoso da Silva, foi aprovado por unanimidade o projeto de iniciativa popular que se tornou a lei nº 1.301, de 28 de setembro de 2016, que extinguiu a cobrança dessa taxa.
Na eleição que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, estando filiado nos quadros políticos do PRTB, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, com a legenda nº 28.888, concorreu em uma nova disputa por uma das cadeiras do Poder Legislativo, conseguindo receber apenas 207 votos, ficando novamente na suplência de seu partido.

Imagem do material de campanha.

Imagem do material de campanha.

Antes disso, no dia 25 de julho de 2016, depois de alguns anos vivendo em união estável, contraiu matrimônio com Elisângela Almeida, que nasceu no dia 1º de novembro de 1979, sendo filha de Francisco Eudes de Almeida e de Joselita Ferreira de Almeida.
Desse matrimônio foram gerados dois filhos, um homem e um mulher, sendo eles: Laura Maria de Almeida Vieira e Francisco Jonas de Oliveira Vieira Filho.
Nos primeiros meses de 2018, sendo incomodado há vários meses com um buraco existente em frente à Secretaria da Saúde do Município de Boa Viagem, algo que prejudicava o trânsito, resolveu por sua conta bancar o pequeno serviço, que irresponsavelmente não recebia a manutenção da Secretaria da Infraestrutura.

Imagem de um dos menes que foram publicados nas redes sociais.

Pouco tempo depois desse fato, quando as emissoras de rádio local tomaram conhecimento desse assunto, essa notícia causou grande repercussão entre os moradores do Município, que já se encontravam exaustos e decepcionados pela má administração executada pela Prefeita Aline Cavalcante Vieira.

“Um cidadão afirmou hoje, em uma emissora de rádio, que ele teria custeado o cimento para a reforma de um buraco existente no Centro da cidade, próximo ao Hospital Municipal. Jonas Vieira, um empresário do ramo financeiro, durante sua entrevista a Rádio AM Liberdade disse ter sido solidário com a causa visto que o problema estava perdurando há vários dias e pondo em risco o trânsito do local. Ainda de acordo com Jonas, o valor do cimento comprado foi de apenas R$ 10,00 (Dez Reais). Ao final da entrevista, o financiador da obra ‘ousada’ ainda chegou a solicitar que o Secretário da Infraestrutura fosse avaliar a pequena reforma, concluindo com os dizeres ‘Não sei se ficou bom, mas pode pedir ao secretário para averiguar se ficou no padrão dele’…o cavalete usado para sinalizar o problema deverá ser retirado quando o cimento secar.” (Cidadão afirma ter comprado R$ 10,00 de cimento para tapar buraco no Centro de Boa Viagem. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/cidadao-afirma-ter-comprado-r-10-de-cimento-para-tapar-buraco-no-centro-de-boa-viagem20180205235041.html. Acesso no dia 6 de fevereiro de 2018)