Maria Lúcia Costa Campos

lucia-camposMaria Lúcia Costa Campos nasceu no dia 25 de junho de 1950 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filha de Jaime Costa França e de Maria José Costa França.
Os seus avós paternos se chamavam Miguel Costa França e Luzia Rodrigues Costa, já os maternos eram José Vieira de Sousa e Maria Lúcia da Conceição.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na localidade de Lagoa do Senador, onde passou os primeiros anos de sua infância:

“Durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.” (SILVA JÚNIOR, 2016: A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016)

Nessa época, por conta da profissão de seus pais, que eram pequenos agropecuaristas e rotineiramente negociavam com animais e terras, residiu por algum tempo na localidade de Inharé e por fim terminou fixando residência na vila de Guia, onde teriam uma melhor qualidade de vida.
Quando chegou a sua idade escolar, foi matriculada pelos seus pais em uma das turmas da Escola da Ensino Fundamental Adília Maria de Lima, onde cursou até à 4ª série do Ensino Primário.
Depois disso, desejando dar continuidade aos seus estudos, prestou o exame de admissão e cursou o 5º ano do ginásio no Patronato Santa Terezinha, na cidade de Madalena, concluindo o Ensino Primário alguns anos depois através do exame supletivo.
No dia 18 de fevereiro de 1971, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também na cidade de Madalena, diante do Pe. Vital Elias Filho, contraiu matrimônio com José Facundo Campos, que nasceu no dia 4 de junho de 1946, sendo filho de Raimundo Alves Campos e de Ana Facundo Campos.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, uma mulher e dois homens, sendo eles: Ricardo Costa Campos, Michela Campos Costa e Felipe Costa Campos.
Nessa época, depois de casada, passou a ser uma das pilastras de sustentação da vida política de seu sogro, que teve três mandatos no Poder Legislativo,  e logo depois de seu esposo, que foi eleito vereador no pleito de 1982:

“Na eleição municipal ocorrida no dia 15 de novembro de 1982, compondo os quadros políticos do PDS, o Partido Democrático Social, ingressou na vida pública pleiteando uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, quando conseguiu receber a confiança de 526 votos, sendo o décimo vereador com a maior votação desse pleito.” (SILVA JÚNIOR, 2016: José Facundo Campos. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-facundo-campos/. Acesso no dia 29 de novembro de 2016)

Algum tempo depois, na eleição municipal ocorrida no dia 15 de novembro de 1988, desejando entrar na vida pública por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, estando filiada nos quadros políticos do PMDB, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com a legenda nº 15.619, conseguiu ser a primeira mulher eleita ao Poder Legislativo do Município de Boa Viagem depois de receber a confiança de 439 eleitores, estando entre os nove vereadores de maior votação dessa disputa.
Pouco tempo depois, na sessão ordinária ocorrida no dia 16 de fevereiro de 1989, fez um discurso em que relatou graves denúncias por conta das perseguições políticas, movidas contra alguns funcionários públicos municipais, que foram ocorridas no início da gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, recebendo sustentação em suas palavras dos vereadores Eduardo Patrício de AlmeidaLuís Alves Batista e do Dr. Fernando Antônio Vieira Assef.
Depois de seu breve discurso, e das palavras de apoio que foram recebidas, as suas acusações foram veementemente contestadas pelo Vereador Antônio Argeu Nunes Vieira, líder do governo na Câmara Municipal, que justificou esses atos por conta das mudanças nos cargos de confiança do novo governo, algo que gerou descontentamento entre alguns funcionários.
Encaminhou diversos requerimentos a mesa diretora da Câmara Municipal fazendo solicitações ao Gabinete do Prefeito, dentre eles destacamos: A construção de escolas nas localidades de Lajes dos Rogérios, Serrinha, Macambira e Alto do Descanso; A construção de uma escola de Ensino Médio na vila de Guia; A construção de um posto de saúde em Águas Belas; A construção de uma quadra esportiva em Águas Belas; A construção do Conjunto Aderaldo Saraiva, na vila de Guia, e a manutenção das estradas municipais.
No dia 5 de abril de 1990, depois de muitas discussões, no exercício de sua função como edil, participou da assembleia municipal constituinte como membro da Comissão de Sondagem e Propostas que deu origem à Lei Orgânica do Município de Boa Viagem.
Pouco tempo depois, no dia 26 de novembro de 1990, em uma sessão extraordinária, encaminhou projeto a mesa diretora requerendo a emancipação política do Distrito de Guia do Município de Boa Viagem, tendo o plebiscito ocorrido no dia 7 de abril de 1991.
Nessa legislatura, deu apoio aos projetos encaminhados pelo gabinete do Prefeito Benjamim Alves da Silva, foram eles: A construção do Camelódromo; A construção do Ginásio Poliesportivo Dirceu José dos Santos; A construção do Centro de Convivência do Idoso Olavo Bilac Brilhante; A construção do Hospital Infantil Sebastião Alves da Silva; A construção da Creche Comunitária Miriam Brito Fialho; A construção da Escola Agrotécnica Janival Almeida Vieira, além de várias casas populares.
Na eleição municipal seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1992, dessa vez compondo a bancada do PDS, o Partido Democrático Social, com a legenda nº 11.666, conseguiu ser reeleita depois de receber 572 votos, ficando entre os oito vereadores de maior preferência dos eleitores.
Nessa legislatura, durante algum tempo, a convite do Prefeito Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, assumiu à pasta da chefia de gabinete da Prefeitura de Boa Viagem, deixando em seu lugar na Câmara de Vereadores o Vereador Marcos José Cavalcante Sampaio.
No pleito eleitoral ocorrido no dia 3 de outubro de 1996, partindo para o seu terceiro mandato, dessa vez estando filiada nos quadros políticos do PSD, o Partido Social Democrático, com a legenda nº 41.666, conseguiu receber 513 votos, ficando entre os dezoito vereadores de maior votação dessa eleição.
Na disputa eleitoral ocorrida no dia 1º de outubro de 2000, o primeiro a ser completamente informatizado no Município de Boa Viagem, caminhando para o seu quarto mandato, ainda militando nos quadros políticos do PSD, com a mesma legenda do pleito anterior, conseguiu recebeu 713 votos, ficando entre os oito vereadores de maior preferência entre os eleitores.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Nessa época, tomando à frente na organização dos equipamentos públicos existentes na vila de Guia, utilizou de sua influência para promover campanhas de arrecadação para manutenção do Cemitério de Nossa Senhora da Guia e posteriormente para construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário.

“O cemitério não permite que sejam enterrados corpos, como é comum e padronizado na maioria dos cemitérios existentes, o motivo é que foi acordado com a comunidade, há mais de 25 anos, que apenas sejam sepultados nos túmulos já existentes. De acordo com Dona Lúcia Campos, a principal zeladora do local público, apenas uma pessoas foi enterrada neste período, uma exceção. Para manter a harmonia do local foi adotado como padrão a cor branca, que simboliza a paz e a leveza de espirito… que deixam o ambiente mais calmo, levando aos presentes uma profunda reflexão… Dona Lúcia Campos é uma figura muito popular, ex-vereadora, mãe, filha e avó, é uma senhora respeitada pela comunidade pelos relevantes serviços prestados, a maioria de forma voluntária. Diariamente, como ela própria diz e populares confirmam, som suas vestes brancas, uma promessa religiosa paga por uma graça alcançada, percorre um trajeto de pouco mais de 1 km até o cemitério para suas preces diárias e o cuidados com o local. Dona Lúcia descreve o ambiente como um local de paz, onde tem uma filha, um irmão e o pai sepultados.” (SERTNEWS, 2018: Em vinte e cinco anos, cemitério em Boa Viagem enterrou apenas uma pessoa. Disponível em http://www.sertnews.com.br/noticia/481/em-25-anos-cemitrio-em-boa-viagem-enterrou-apenas-uma-pessoa. Acesso no dia 29 de outubro de 2018)

No dia 3 de outubro de 2004, dessa vez militando na bancada do PP, o Partido Progressista, com a legenda nº 11.666, desejando seguir para o seu quinto mandato eletivo, conseguiu receber 1.178 sufrágios, ficando pela primeira vez na suplência de sua coligação.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Nessa legislatura, durante três meses, assumiu a função de vereadora no lugar do Vereador Jessé Alves da Silva Filho, que pediu licença de seu mandato por conta de questões médicas.
Pouco tempo depois, no dia 5 de outubro de 2008, decidida a disputar o seu sexto mandato eletivo, dessa vez estando filiada na bancada do PSDB, o Partido da Social Democracia Brasileira, com a legenda nº 45.555, conseguiu receber apenas 798 votos, ficando pela segunda vez na suplência de sua coligação.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Na eleição municipal que ocorreu no dia 7 de outubro de 2012, colocando o seu nome para escolha popular pela sétima vez, estando filiada no PSD, o Partido Social Democrático, com a legenda nº 55.444, conseguiu receber apenas 355 eleitores, ficando pela terceira vez na suplência de seu partido.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Nessa disputa, por conta do abuso de poder econômico por parte dos outros candidatos, abriu mão da divulgação de sua candidatura, sofrendo uma diminuição expressiva de seus votos.

BIBLIOGRAFIA:

  1. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  2. SERTNEWS. Em vinte e cinco anos, cemitério em Boa Viagem enterrou apenas uma pessoa. Disponível em http://www.sertnews.com.br/noticia/481/em-25-anos-cemitrio-em-boa-viagem-enterrou-apenas-uma-pessoa. Acesso no dia 29 de outubro de 2018.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016.
  4. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. José Facundo Campos. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-facundo-campos/. Acesso no dia 29 de novembro de 2016.