José Anchieta Paiva Chaves

José Anchieta Paiva Chaves nasceu no dia 17 de setembro de 1979 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Manoel Paiva Chaves e de Maria Auzerina Chaves.
Os seus avós paternos se chamavam Salustiano Martins Chaves e Raimunda Paiva Chaves, já os maternos eram Sebastião Martins Chaves e Raimunda do Nascimento Chaves.
Ao nascer, foi levado por seus pais para localidade que é denominada de Fazenda Gurupi, onde passou os primeiros anos de sua infância.
Algum tempo depois, quando chegou a sua idade escolar, teve o privilégio de ser alfabetizado por sua mãe, que era professora da rede pública municipal.
Nessa época, o Município de Boa Viagem não dispunha de escolas suficientes para atender a grande demanda de seus estudantes, que recebiam instrução formal na casa de suas professoras.
Por conta disso, ao correr dos anos, peregrinou com muita persistência pela sala de aula na casa de diversas professoras, sendo algumas delas: Maria Leonetes Bié, Francisca Martins da Silva e Julieta Araújo Leão, com quem concluiu o primário na Escola de Ensino Fundamental Sebastião de Paiva Roriz.
Pouco tempo depois, sendo matriculado em uma das turmas da Escola de Ensino Fundamental Félix Ferreira Franco, que estava localizada na vila de Ibuaçu, foi instruído pelas professoras Marlene Magalhães Silva, Maria Alzeni do Nascimento e, por fim, Maria Maximiano Bento, quando concluiu o Ensino Fundamental.
Antes disso, no dia 15 de novembro de 1988, o seu pai, que nessa época militava nos quadros políticos do PFL, o Partido da Frente Liberal, com a legenda nº 25.609, disputou uma das vagas ao Poder Legislativo do Município de Boa Viagem, recebendo nessa ocasião apenas 152 votos, ficando em uma das suplências de seu partido.
Na eleição seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1992, ainda no PFL, dessa vez com a legenda nº 25.611, tentou novamente conseguir uma das vagas, mas recebeu 183 votos, ficando novamente em uma das suplências de seu partido.
No dia 12 de janeiro de 1995, com apenas 16 anos de idade, desejando dar prosseguimento a sua vida escolar, foi matriculado pelos seus pais em uma das turmas da Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, onde concluiu o curso Técnico em Contabilidade.
Nessa época, precisando se manter na cidade sem gerar despesas para os seus pais, começou a trabalhar em uma borracharia que pertencia ao Prof. Francisco Jonas de Oliveira Vieira, que dentro de pouco tempo mudou de ramo, passando a investir em uma imobiliária.
Nessa imobiliária, que também possuía uma parceria com o escritório de um advogado previdenciário, passou a trabalhar com o Dr. Francisco de Assis Mesquita Pinheiro.
No dia 17 de dezembro de 1999, na Capela de São Francisco das Chagas, na vila de Olho d’Água do Bezerril, diante do Pe. José Adauberto de Lima, contraiu matrimônio com Maria Patrícia Pereira Martins, que era nascida no dia 17 de julho de 1983, sendo filha de Antônio Martins Chaves e de Maria José Pereira Martins.
Algum tempo depois passou a trabalhar por sua conta, inicialmente em parceria com o Dr. Francisco de Assis Mesquita Pinheiro, onde presta assessoria aos processos de aposentadoria que são recusados pelo INSS, o Instituto Nacional de Seguridade Social, e em um mercadinho, que passou a funcionar nas proximidades de sua residência.
No dia 5 de outubro de 2008, decidido a entrar na vida pública ingressando em uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, militando nos quadros políticos do PDT, o Partido Democrático Trabalhista, com a legenda nº 12.222, conseguiu receber 1.750 votos e ficou com a terceira vaga disponível nessa legislatura.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

No dia 16 de novembro de 2010, juntamente com os seus familiares, partilhou a dura perda de sua mãe, algo que demorou anos para superar:

“Conforme informações existentes no Cartório Geraldina, 1º Ofício, livro C-7, tombo nº 5.719, folha 163v, lamentavelmente, de forma prematura, faleceu no fim da tarde do dia 16 de novembro de 2010, vítima de afogamento, aos 67 anos de idade, com óbito constatado pelo Dr. Gutemberg Mendes Farias Filho.” (SILVA JÚNIOR, 2011: Maria Auzerina Chaves. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/maria-auzerina-chaves/. Acesso em 23 de outubro de 2016)

Na eleição municipal seguinte, que ocorreu no dia 7 de outubro de 2012, colocando o seu nome para escolha popular pela segunda vez, ainda filiado no PDT, com a mesma legenda do pleito anterior, conseguiu receber à preferência de 1.685 eleitores e ficou novamente entre os três vereadores de maior votação dessa eleição.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Depois disso, estando cotado entre os seus pares para presidir à mesa diretora da Câmara Municipal, colocou o seu nome nessa disputa, fato que gerou uma enorme crise política no Poder Legislativo.
Nessa eleição, depois de muitos empurrões, mesmo consciente de ter recebido a maioria de votos, foi impedido de assumir a função de presidente pelos assessores da Vereadora Maria Alzira Lima Vieira:

“O prefeito do Município de Boa Viagem, no Sertão Cearense, a 217 quilômetros de Fortaleza, Dr. Fernando Antonio Vieira Assef, do PSD, toma posse para o mandato 2013-2016, na tarde desta quinta-feira, dia 24, a partir das 15 horas, em frente à Câmara Municipal. Por decisão judicial, todos os atos da antiga Mesa Diretora, então presidida pela Vereadora Maria Alzira Lima Vieira, do DEM, foram nulos. Inclusive a posse do prefeito, no último dia 1º. O único problema, de acordo com o atual presidente da Mesa Diretora, Vereador José Anchieta Paiva Chaves, do PDT, é que a presidente cassada ainda não entregou a chave da Câmara Municipal. ‘É provável que a posse seja do lado de fora da Câmara Municipal’, lamentou o vereador.” (LIMA, 2013: Prefeito de Boa Viagem toma posse novamente na tarde desta quinta-feira. Disponível em http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/prefeito-de-boa-viagem-toma-posse-novamente-na-tarde-desta-quinta-feira/. Acesso no dia 23 de outubro de 2016)

Passando alguns dias, tornou-se o presidente do bloco formado pelos oito vereadores que acompanharam o seu nome, sendo eles: Ademir Carneiro de FreitasAntônio Alves Barbosa JúniorArnaldo Cavalcante LimaJessé Alves da Silva FilhoJosé Airto Vieira LimaJovino Mendes NetoRosana Clotilde Vieira Fernandes.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Depois disso, por meio das vias legais, esse grave imbróglio ético-político foi paulatinamente sendo sufocado pelos altos custos judiciais e por conta da lentidão de nossa justiça, que nunca julgou o caso, mas produziu algo de bom, pois forçou aos vereadores dessa legislatura a mudarem o regimento interno da Câmara, fazendo com que as eleições passassem a ser abertas.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Na eleição municipal que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, permanecendo do PDT, com a mesma legenda do pleito anterior, partindo para o seu terceiro mandato, recebeu a preferência de 1.291 votos, ficando entre os dez vereadores de maior votação dessa disputa.
No seu primeiro ano dessa legislatura, se colocou contra projetos absurdos que foram encaminhados pelo gabinete da prefeita, entre eles destacamos a do sacrifício de animais de rua, que não apresentou a forma de apreensão, manejo, adoção e sacrifício desses animais, principalmente cães e gatos, algo que gerou grande polêmica na sociedade, sendo inclusive acionada a presença de representantes de sociedades de defesa dos animais, que não foram ouvidos pelos vereadores da base aliada da prefeita.

“Uma nova polêmica volta a dividir opiniões de moradores da pacata cidade, uma lei que recolhe animais de ruas para um abrigo, para evitar acidentes nas ruas e danos ao patrimônio publico. Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 19, uma intensa discussão entre vereadores da base de oposição foi registrada pelo publico presente, vereadores estiveram hoje votando o projeto de lei nº 032/2017, que altera a redação da lei nº 414 de 1984, na qual institui o código de postura do Município de Boa Viagem. De acordo com o parlamentar Adelmo Rodrigues – principal figura de oposição, o projeto de lei põe em risco a criação de animais como cachorros e gatos, o parlamentar questionou os demais vereadores os motivos pelos quais a prefeitura irá sacrificar animais que forem apreendidos, sendo respondido logo em seguida pelo vereador Arnaldo Cavalcante que leu o parágrafo 3 do artigo 1, que diz que o animal cuja apreensão seja impossível e perigosa ou o seu comportamento possa oferecer risco a saúde individual ou coletiva poderá após um atestado de um médico veterinário, ser sacrificado. Outros parlamentares de pronunciaram contra a medida, questionando valores a serem cobrados como multa pela apreensão do animal e a destinação de animais de raça. O debate ficou acalourado, porém, o projeto de lei seguiu para ser votado e acabou sendo aprovado pela maioria, com a ausência do Vereador Jardel Fernandes, o grupo de oposição encabeçado pelos vereadores Adelmo Rodrigues, Anchieta, Vera, Clícia, Jovino e Nete Facundo acabou ficando sem maioria. (Sacrifício de animais de rua vira debate polêmico na Câmara Municipal de Boa Viagem nesta terça. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/sacrificio-de-animais-de-rua-vira-debate-polemico-na-camara-municipal-de-boa-viagem-nesta-terca20170919134732.html. Acesso  no dia 8 de janeiro de 2018)