Arnaldo Cavalcante Lima

arnaldo-cavalcanteArnaldo Cavalcante Lima nasceu no dia 6 de outubro de 1965 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Jurandir Cândido de Lima e de Maria de Fátima Cavalcante Lima.
Os seus avós paternos se chamavam Otávio Uchôa Lima e Francisca Cândida de Lima, já os maternos eram Francisco Cândido de Sales e Teresa Araújo Cavalcante.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na Fazenda Boa Hora, onde passou grande parte de sua infância.

“Durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.” (SILVA JÚNIOR, 2016: A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016)

No dia 30 de dezembro de 1985, depois de muito esforço, conseguiu concluir o Ensino Médio no Colégio Municipal Filgueiras Lima, que está localizado na Avenida dos Expedicionários, nº 3.910, no Bairro Benfica, na cidade de Fortaleza.
Algum tempo depois, no dia 31 de maio de 1989, na cidade de Fortaleza, segundo informações existentes no livro B-13 do Cartório Cysne, tombo nº 34.042, folha 175, diante do Dr. José Maria de Vasconcelos Martins, contraiu matrimônio com Andréa Alves de Sousa Cavalcante, que é nascida no dia 17 de setembro de 1964, sendo filha de Gilberto Alves de Sousa e de Francisca Ileuda Rolim de Sousa.
Desse matrimônio foram gerados dois filhos, um homem e uma mulher, sendo eles: Maria Eduarda Sousa Cavalcante e Gabriel Sousa Cavalcante.
Na eleição ocorrida no dia 5 de outubro de 2008, filiado nos quadros políticos do PR, o Partido da República, concorreu pela primeira vez a uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores e com a legenda nº 22.122 recebeu apenas 660 votos, ficando na suplência de seu partido.
No pleito eleitoral seguinte, que aconteceu no dia 7 de outubro de 2012, permanecendo no PR, decidiu novamente concorrer a uma das cadeiras do Poder Legislativo e dessa vez, com a legenda nº 22.222, recebeu a confiança de 823 votos, estando entre os quatorze candidatos a vereador de maior votação dessa eleição

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Nessa legislatura, fez parte do grupo de vereadores que preferia o nome do Vereador José Anchieta Paiva Chaves como presidente da mesa diretora do primeiro biênio, fato que gerou uma polêmica eleição e criou uma facção naquela casa que foi denominada pela imprensa local de “Grupo dos Oito”:

“Passando alguns dias, tornou-se o presidente do bloco formado pelos oito vereadores que acompanharam o seu nome [referindo-se ao Vereador José Anchieta de Paiva Chaves], sendo eles: Ademir Carneiro de Freitas, Antônio Alves Barbosa Júnior, Arnaldo Cavalcante Lima, Jessé Alves da Silva Filho, José Airto Vieira Lima, Jovino Mendes Neto e Rosana Clotilde Vieira Fernandes.” (SILVA JÚNIOR, 2016: José Anchieta Paiva Chaves. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-anchieta-paiva-chaves/. Acesso em 24 de outubro de 2016)

Depois disso, por meio das vias legais, esse grave imbróglio ético-político foi paulatinamente sendo sufocado pelos altos custos judiciais e por conta da lentidão de nossa justiça, que nunca julgou o caso, mas produziu algo de bom, pois forçou aos vereadores dessa legislatura a mudarem o regimento interno da Câmara, fazendo com que as eleições passassem a ser abertas.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Na eleição seguinte, que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, ainda militando nos quadros políticos do PR, com a mesma legenda do pleito anterior, concorreu a sua reeleição e conseguiu receber dessa vez 1.221 votos, sendo a décima segunda maior votação entre os vereadores dessa disputa.

Imagem do seu material de campanha.

Imagem do seu material de campanha.

No primeiro ano dessa legislatura, fazendo parte da base aliada da Prefeita Aline Cavalcante Vieira, votou favoravelmente aos projetos encaminhados pelo seu gabinete, entre eles destacamos a do sacrifício de animais de rua, que não apresentou a forma de apreensão, manejo, adoção e sacrifício desses animais, principalmente cães e gatos, algo que gerou grande polêmica na sociedade, sendo inclusive acionada a presença de representantes de sociedades de defesa dos animais, que nem sequer foram ouvidos pelos vereadores da base aliada da prefeita.

“Uma nova polêmica volta a dividir opiniões de moradores da pacata cidade, uma lei que recolhe animais de ruas para um abrigo, para evitar acidentes nas ruas e danos ao patrimônio publico. Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 19, uma intensa discussão entre vereadores da base de oposição foi registrada pelo publico presente, vereadores estiveram hoje votando o projeto de lei nº 032/2017, que altera a redação da lei nº 414 de 1984, na qual institui o código de postura do Município de Boa Viagem. De acordo com o parlamentar Adelmo Rodrigues – principal figura de oposição, o projeto de lei põe em risco a criação de animais como cachorros e gatos, o parlamentar questionou os demais vereadores os motivos pelos quais a prefeitura irá sacrificar animais que forem apreendidos, sendo respondido logo em seguida pelo vereador Arnaldo Cavalcante que leu o parágrafo 3 do artigo 1, que diz que o animal cuja apreensão seja impossível e perigosa ou o seu comportamento possa oferecer risco a saúde individual ou coletiva poderá após um atestado de um médico veterinário, ser sacrificado. Outros parlamentares de pronunciaram contra a medida, questionando valores a serem cobrados como multa pela apreensão do animal e a destinação de animais de raça. O debate ficou acalourado, porém, o projeto de lei seguiu para ser votado e acabou sendo aprovado pela maioria, com a ausência do Vereador Jardel Fernandes, o grupo de oposição encabeçado pelos vereadores Adelmo Rodrigues, Anchieta, Vera, Clícia, Jovino e Nete Facundo acabou ficando sem maioria.” (Sacrifício de animais de rua vira debate polêmico na Câmara Municipal de Boa Viagem nesta terça. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/sacrificio-de-animais-de-rua-vira-debate-polemico-na-camara-municipal-de-boa-viagem-nesta-terca20170919134732.html. Acesso  no dia 8 de janeiro de 2018)

No dia 4 de setembro de 2018, em uma sessão ordinária da Câmara Municipal, quando o Vereador Adelmo Rodrigues de Freitas se pronunciava de forma solidária ao Radialista Luís de Sá, que alguns dias antes havia recebido uma cuspida da secretária da educação do Município, a Profª Maria Dias Cavalcante Vieira, solicitou permissão para defender a mãe da prefeita, proferindo polêmicas justificativas para o ocorrido.
Nessa mesma sessão, depois de seu infeliz pronunciamento, foi duramente condenado e repreendido em suas palavras por alguns de seus colegas, entre eles o Vereador José Anchieta Paiva Chaves e o Vereador Jovino Mendes Neto, que classificaram a sua atitude como falta de decoro parlamentar.
No dia seguinte, como era previsível, o seu discurso foi produzido na integra na emissora de Rádio Asa Branca, que abriu os seus microfones para o testemunho de colegas do radialista ofendido, gerando grande repercussão nas mídias sociais.

“Um pronunciamento polêmico  de um vereador tem repercutido na grande rede deste Município do Sertão Central. Durante sessão desta terça-feira, dia 4, o Vereador Arnaldo Cavalcante (PR), atual 1º secretário do legislativo local, se pronunciou em uma parte cedido pelo Vereador Adelmo Rodrigues, que proferia votos de solidariedade ao radialista Luis de Sá da Rádio Asa Branca, AM e FM de Boa Viagem, que recebeu uma cuspida da secretária da educação do Município no dia em que o Governador do Estado realizava uma visita surpresa em nossa cidade. Em sua fala o Vereador Arnaldo disse que o radialista esta morando em uma cidade da paz e afirmou que o radialista por onde passou foi ‘escorraçado debaixo de sola’ e que ‘aqui em Boa Viagem não vão fazer isso com ele não, bem que ele merecia umas lapadas bem grande viu? Pelas imoralidades que ele comete no rádio’. Em tom de desabafo o vereador ainda se pronunciou dizendo que Luís de Sá é um radialista que não tem contribuído com o jornalismo na cidade. Rebatendo as declarações, o Vereador Adelmo Rodrigues disse estar triste pelas falas do Vereador Arnaldo e defendeu a profissão do radialista. Em seguida o Vereador Arnaldo Cavalcante disse não ter porque pedir desculpas ao radialista  e sim que o mesmo é que tem de pedir desculpas ao povo de Boa Viagem.” (Disponível em http://www.sertnews.com.br/noticia/283/vereador-em-boa-viagem-diz-que-radialista-merece-umas-lapadas. Acesso no dia 5 de setembro de 2018)

Nesse dia uma das testemunhas levadas ao ar durante o programa do Radialista Luís de Sá foi o Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, que fez recordar aos ouvintes de que na sua época como prefeito o Vereador Arnaldo Cavalcante defendia o Radialista João Alves Filho, que “costumava usar palavras de baixo calão contra sua pessoa e que sempre respeitou a liberdade de imprensa”, deixando bem claro que essa angústia do Vereador Arnaldo estava ligada ao fato de seu grupo político “não estar cumprindo com as promessas de campanha e dele ter sido um dos responsáveis diretos pelo fim do Boa Viagem Esporte Clube“.