Jovino Mendes Neto

jovino-mendes-netoJovino Mendes Neto nasceu em 10 de fevereiro de 1963 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de José Lizalmir Mendes e de Maria Zizi Lobo Mendes.
Os seus avós paternos se chamavam Jovino Melquiades Mendes e Luiza Nunes de Oliveira, já os maternos eram Francisco Lobo Cavalcante e Francisca Regina Sales.
Passou os primeiros anos de sua infância na Fazenda Tourão, que está dentro dos limites geográficos do Distrito de Ipiranga, na zona rural do Município de Boa Viagem.
Quando criança estudou enfrentando grande dificuldade nas escolas públicas municipais da zona rural e conseguiu concluir o Ensino Médio na Escola de Ensino Médio Dom Terceiro.
É casado com Maria Claudenice Oliveira de Sousa, que é nascida no dia 10 de novembro de 1974, sendo filha de Francisca Alves da Silva e de Jurandir de Oliveira Neves.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, um homem e duas mulheres, sendo eles: Maria Yara Oliveira Mendes, Maria Mayara Mendes Machado Melquiades e Jovino Mendes Bisneto.
Sobre a sua infância assim registra a sua página oficial no site da Câmara Municipal de Vereadores de Boa Viagem:

“Jovino Mendes orgulha-se de sua origem campesina, logo cedo foi vaqueiro, e mesmo quando passou um período residindo na sede de nosso Município, onde trabalhava como mecânico e soldador, nunca abandonou as suas atividades no campo, onde reside atualmente.” (Jovino Mendes Neto. Disponível em http://www.camaraboaviagem.ce.gov.br/vereadores.php?bg=15. Acesso em 27 de outubro de 2016)

Nos últimos anos da década de 1980, residindo na cidade de Boa Viagem, passou a trabalhar com o seu irmão em uma oficina mecânica.
No dia 15 de novembro de 1988, desejando uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, militando nos quadros políticos do PT, o Partido dos Trabalhadores, com a legenda nº 13.603, colocou o seu nome pela primeira vez em uma disputa eleitoral, recebendo nessa ocasião apenas 56 sufrágios e não conseguiu ser eleito.
No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1996, pela segunda vez, ainda nos quadros políticos do PT, com a legenda 13.605, recebeu 224 votos e conseguiu a última vaga do Poder Legislativo.
Na eleição que ocorreu no dia 1º de outubro de 2000, permanecendo na bancada do PT, buscando a sua reeleição, dessa vez com a legenda nº 13.111, recebeu apenas 395 votos e ficou como suplente de seu partido.
Na eleição municipal do dia 3 de outubro de 2004, dessa vez nos quadros políticos do PSC, o Partido Social Cristão, com a legenda nº 20.333, desejando retomar a sua vaga no Poder Legislativo, recebeu a confiança de 968 votos, ficando entre os doze vereadores dessa disputa.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Na eleição seguinte, que ocorreu no dia 5 de outubro de 2008, ainda nos quadros do PSC, com a mesma legenda do pleito anterior, recebeu a preferência de 1.011 sufrágios, ficando entre os dez vereadores de maior votação dessa eleição.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Na disputa eleitoral do dia 7 de outubro de 2012, permanecendo na bancada do PSC, com a mesma legenda da eleição anterior, foi reconduzido a sua vaga depois de receber 1.020 votos, ficando entre os treze vereadores de maior preferência popular.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Nessa legislatura fez parte do grupo de vereadores que preferia o nome do Vereador José Anchieta Paiva Chaves como presidente da mesa diretora do primeiro biênio, fato que gerou uma polêmica eleição e criou uma facção naquela casa que foi denominada pela imprensa local de “Grupo dos Oito”:

“Passando alguns dias, tornou-se o presidente do bloco formado pelos oito vereadores que acompanharam o seu nome [referindo-se ao Vereador José Anchieta de Paiva Chaves], sendo eles: Ademir Carneiro de Freitas, Antônio Alves Barbosa Júnior, Arnaldo Cavalcante Lima, Jessé Alves da Silva Filho, José Airto Vieira Lima, Jovino Mendes Neto e Rosana Clotilde Vieira Fernandes.” (SILVA JÚNIOR, 2016: José Anchieta Paiva Chaves. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-anchieta-paiva-chaves/. Acesso em 24 de outubro de 2016)

Depois disso, por meio das vias legais, esse grave imbróglio ético-político foi paulatinamente sendo sufocado pelos altos custos judiciais e por conta da lentidão de nossa justiça, que nunca julgou o caso, mas produziu algo de bom, pois forçou aos vereadores dessa legislatura a mudarem o regimento interno da Câmara, fazendo com que as eleições passassem a ser abertas.
Sobre ele e sobre o seu desempenho como parlamentar assim registra a sua página oficial no site da Câmara Municipal de Vereadores de Boa Viagem:

“É um parlamentar em seu quarto mandato e tem como lema de suas ações no Poder Legislativo a integridade, a seriedade, a honestidade e a independência em sua atuação política, independentemente de quem tiver a frente do Poder Executivo. Busca fazer um mandato diferenciado daquilo que a comunidade costuma conceituar, prima pela transparência e pela proximidade com a população. Gosta de ouvir críticas e sugestões para a melhoria da qualidade da vida de todos. Possui uma forte inquietação com as injustiças e mazelas sociais. Deseja ardentemente as melhorias na agricultura, saúde, educação e cultura de nosso Município.” (Jovino Mendes Neto. Disponível em http://www.camaraboaviagem.ce.gov.br/vereadores.php?bg=15. Acesso em 27 de outubro de 2016)

Na eleição municipal seguinte, que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, dessa vez militando nos quadros políticos do PSB, o Partido Socialista Brasileiro, com a legenda nº 40.000, recebeu 1.412 votos, ficando na oitava posição entre os seus pares.
Antes disso, na campanha eleitoral, por diversas vezes afirmou no palanque que se tivesse de escolher entre a sua eleição ou a de sua candidata preferia ver a sua prefeita eleita.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Mais tarde, no dia 22 de agosto de 2017, mesmo depois de ter dado o seu apoio em duas campanhas eleitorais seguidas, declarou ter sido expulso da base aliada da Prefeita Aline Cavalcante Vieira por conta de mexericos existentes entre os seus pares, conforme matéria pulicada do site www.sertnews.com.br:

“Uma entrevista do vereador a emissora de rádio local – Asa Branca AM, acabou pegando muitos de surpresa, porém alguns já especulavam a sua saída. O vereador que legisla há mais de 20 anos, e hoje é um dos vereadores mais respeitados em Boa Viagem por manter uma postura ‘imparcial’. Segundo Jovino, a sua exclusão do grupo de situação se deu por conta das duras críticas que o mesmo vinha fazendo durante os seis primeiros meses de mandato, ainda de acordo com o parlamentar, ele tentou entrar em contato com a Prefeita Aline Vieira (PR) por diversas vezes para apaziguar o clima de estranheza, porém, não havia sido bem recebido, chegando a ficar mais de 4 horas esperando para ser atendido. Apesar de sua saída, ele não se declara membro de grupos oposicionistas, diz se manter do lado do povo, projetos que forem enviados à Câmara Municipal serão apreciados pelo parlamentar, se for de acordo com a lei, e não prejudicar os munícipes, poderá contar com seu voto. Este é o primeiro rompimento político do ano.” (Declarações do vereador seriam de que havia sido “expulso” do grupo de situação. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/vereador-jovino-mendes-rompe-alianca-com-prefeita-de-boa-viagem20170823095824.html. Acesso no dia 23 de agosto de 2017)

No seu primeiro ano dessa legislatura, se colocou contra projetos absurdos que foram encaminhados pelo gabinete da prefeita, entre eles destacamos a do sacrifício de animais de rua, que não apresentou a forma de apreensão, manejo, adoção e sacrifício desses animais, principalmente cães e gatos, algo que gerou grande polêmica na sociedade, sendo inclusive acionada a presença de representantes de sociedades de defesa dos animais, que não foram ouvidos pelos vereadores da base aliada da prefeita.

“Uma nova polêmica volta a dividir opiniões de moradores da pacata cidade, uma lei que recolhe animais de ruas para um abrigo, para evitar acidentes nas ruas e danos ao patrimônio publico. Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 19, uma intensa discussão entre vereadores da base de oposição foi registrada pelo publico presente, vereadores estiveram hoje votando o projeto de lei nº 032/2017, que altera a redação da lei nº 414 de 1984, na qual institui o código de postura do Município de Boa Viagem. De acordo com o parlamentar Adelmo Rodrigues – principal figura de oposição, o projeto de lei põe em risco a criação de animais como cachorros e gatos, o parlamentar questionou os demais vereadores os motivos pelos quais a prefeitura irá sacrificar animais que forem apreendidos, sendo respondido logo em seguida pelo vereador Arnaldo Cavalcante que leu o parágrafo 3 do artigo 1, que diz que o animal cuja apreensão seja impossível e perigosa ou o seu comportamento possa oferecer risco a saúde individual ou coletiva poderá após um atestado de um médico veterinário, ser sacrificado. Outros parlamentares de pronunciaram contra a medida, questionando valores a serem cobrados como multa pela apreensão do animal e a destinação de animais de raça. O debate ficou acalourado, porém, o projeto de lei seguiu para ser votado e acabou sendo aprovado pela maioria, com a ausência do Vereador Jardel Fernandes, o grupo de oposição encabeçado pelos vereadores Adelmo Rodrigues, Anchieta, Vera, Clícia, Jovino e Nete Facundo acabou ficando sem maioria. (Sacrifício de animais de rua vira debate polêmico na Câmara Municipal de Boa Viagem nesta terça. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/sacrificio-de-animais-de-rua-vira-debate-polemico-na-camara-municipal-de-boa-viagem-nesta-terca20170919134732.html. Acesso  no dia 8 de janeiro de 2018)

Alguns meses depois, na última sessão ordinária do segundo período legislativo de 2017, em uma entrevista concedida ao repórter Eridan Alves de Sousa, decepcionado com os rumos da nova gestão, afirmou fazer parte dos 19.397 arrependidos.

BIBLIOGRAFIA:

  1. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  2. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Perfio biográfico de Jovino Mendes Neto. Disponível em http://www.camaraboaviagem.ce.gov.br/vereadores.php?bg=15. Acesso em 27 de outubro de 2016.