José Airto Vieira Lima

jose-airtonJosé Airto Vieira Lima nasceu no dia 9 de junho de 1970 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Francisco Genuíno Sobrinho e de Rita Alves de Lima.
Os seus avós paternos se chamavam Manoel Genuíno Vieira e Francisca Hermínia Vieira, já os maternos eram Honorato Alves Bezerra e Joana Alves de Lima.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na localidade de Monte Flor, onde passou grande parte de sua infância.
Certo dia, quando era um rapazinho, no horário do almoço, o seu pai aguardava uma turma de trabalhadores que vinha do roçado e a sua mãe demorava em organizar à refeição, fato que o fez chorar. Percebendo a manha do garoto, o seu pai disse: “cala boca menino, parece que nasceu na seca do setenta!”
Depois desse fato, os trabalhadores da propriedade passaram a chamá-lo pelo apelido de “Setenta”, ano em que nasceu, fazendo com que ficasse sendo mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome.
Algum tempo depois, para facilitar os seus estudos, passou a residir com o seu cunhado na localidade de Trapiá dos Lobos. Esse cunhado, que se chama Francisco Lobo Cavalcante, possuía uma pequena mercearia e no horário em que não estava na escola fazia os mandatos e as entregas do pequeno comércio.
Nessa época, foi matriculado pelos seus pais na Escola de Ensino Fundamental Francisco Lobo Cavalcante, onde frequentou até à segunda série do antigo primeiro grau.
Em 1985, quando tinha quinze anos de idade, contando com o consentimento de seus pais, resolveu instalar-se na vila de Ipiranga, onde abriu um bar, que logo depois passou a ser também uma pequena mercearia, onde fabricava um doce que é conhecido na região como “coxinha de moça”.
Segundo informações existentes no livro B-08 do Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 3.731, folha 141v, no dia 17 de julho de 1990, contraiu matrimônio com Zeuda Queiroz Vieira, que é nascida no dia 30 de junho de 1971, sendo filha de José Queiroz Mendes e de Francisca Campos Queiroz.
Nessa mesma época, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Boa Viagem, diante do Pe. Paulo de Almeida Medeiros, confirmou seus votos de matrimônio.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, dois homens e uma mulher, sendo eles: Francisco Fagner Queiroz Vieira, José Airto Vieira Lima Filho e Tais Queiroz Vieira.
Nos últimos meses de 1998, juntamente com a sua família, resolveu morar na cidade de Boa Viagem, passando a comercializar material de construção em um ponto comercial nas imediações da Praça Vereador José Vieira de Lima.
Nessa época, desejando receber instrução formal, procurou à Escola de Ensino Fundamental Padre Antônio Correia de Sá, onde fez um exame de proficiência e foi matriculado no 4º ano, concluindo o Ensino Fundamental nos últimos meses de 2003.
Antes disso, no pleito eleitoral ocorrido no dia 1º de outubro de 2000, desejando entrar na vida pública através de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, estando filiado nos quadros políticos do PSD, o Partido Social Democrático, com a legenda nº 41.653, conseguiu ser eleito depois de receber 691 votos, sendo o décimo primeiro vereador com a maior votação dessa disputa.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 2004, estando filiado nos quadros políticos do PTB, o Partido Trabalhista Brasileiro, dessa vez com a legenda nº 14.444, foi reconduzido ao seu cargo no Poder Legislativo depois de receber 1.722 votos, sendo o segundo vereador de maior votação dessa eleição.

Imagem de seu material de campanha.

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Nesse mesmo ano, estando matriculado em uma das turmas do Projeto Tempo de Avançar, que funcionava na Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, com muito esforço conseguiu concluir o Ensino Médio.
Mais tarde, na disputa eleitoral que ocorreu no dia 5 de outubro de 2008, permanecendo na bancada do PTB, com a mesma legenda do pleito anterior, resolveu concorrer pela terceira vez a um mandato eletivo, oportunidade em que recebeu apenas 912 votos, conhecendo a sua primeira derrota nas urnas e ficando na 1ª suplência de sua coligação.
Depois disso, resolveu retornar para vila de Ipiranga, onde reabriu a sua mercearia e passou a investir também na criação de gado e outros animais.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

Pouco tempo depois, nessa mesma legislatura, por um curto período, por conta de uma licença médica, assumiu a vaga deixada pela Vereadora Maria da Conceição Costa Araújo e logo depois, por conta da morte do Vereador Benjamim Alves da Silva, que ocorreu no dia 3 de janeiro de 2011, assumiu definitivamente a sua cadeira, sendo questionado na justiça pelo também suplente Hermínio Veras Jorge:

“Suplente do PMDB ao cargo de vereador do Município de Boa Viagem (CE), Hermínio Veras Jorge, ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF), reclamação (RCL 11279) com pedido de medida liminar, para que seja investido no cargo em razão do falecimento do Vereador Benjamim Alves da Silva, também do PMDB. Ele fundamenta o pedido com base no entendimento do STF de que o cargo pertence ao partido, e não à coligação partidária. O Ministro Ricardo Lewandowski é o relator da reclamação. Na ação, a defesa sustenta que, em observância a precedentes do STF, o juiz da comarca concedeu liminar a Hermínio Veras para assegurar-lhe a posse no cargo, como primeiro suplente do partido. Revela, contudo, que foi empossado o Vereador Jose Airto Vieira Lima (PTB), primeiro suplente da coligação, sem ao menos ter sido diplomado pela Justiça Eleitoral, haja vista que o mesmo tomou posse em 07 de janeiro de 2011 e o seu diploma eleitoral fora expedido tão somente em 12 de janeiro de 2011. Contra a decisão do juízo local, a presidente da Casa legislativa municipal acionou o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE), que suspendeu a decisão que garantia a posse de Hermínio Veras. Segundo a defesa, o desembargador, ao efetuar comentários sobre o tema, deixou explícito que ao seu entender, a vaga pertence à coligação partidária, traduzindo-se em uma verdadeira afronta às recentes decisões.” (Suplente pede nomeação no cargo de vereador no Município de Boa Viagem, 2011: Disponível em http://www.tjce.jus.br/noticias/suplente-pede-nomeacao-no-cargo-de-vereador-municipal-de-boa-viagem-ce/. Acesso no dia 28 de outubro de 2016)

Na eleição municipal que ocorreu no dia 7 de outubro de 2012, ainda na bancada do PTB, com a mesma legenda do pleito anterior, concorreu pela quarta vez a um mandato eletivo, conseguindo receber a confiança de 736 eleitores, conseguindo ser eleito ao ficar na última vaga dessa disputa.

Material de campanha

Imagem de seu material de campanha.

Nessa legislatura fez parte do grupo de vereadores que preferia o nome do Vereador José Anchieta Paiva Chaves como presidente da mesa diretora do primeiro biênio, fato que gerou uma polêmica eleição e criou uma facção naquela casa que foi denominada pela imprensa local de “Grupo dos Oito”:

“Passando alguns dias, tornou-se o presidente do bloco formado pelos oito vereadores que acompanharam o seu nome [referindo-se ao Vereador José Anchieta de Paiva Chaves], sendo eles: Ademir Carneiro de Freitas, Antônio Alves Barbosa Júnior, Arnaldo Cavalcante Lima, Jessé Alves da Silva Filho, José Airto Vieira Lima, Jovino Mendes Neto e Rosana Clotilde Vieira Fernandes.” (SILVA JÚNIOR, 2016: José Anchieta Paiva Chaves. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/jose-anchieta-paiva-chaves/. Acesso em 24 de outubro de 2016)

Depois disso, por meio das vias legais, esse grave imbróglio ético-político foi paulatinamente sendo sufocado pelos altos custos judiciais e por conta da lentidão de nossa justiça, que nunca julgou o caso, mas produziu algo de bom, pois forçou aos vereadores dessa legislatura a mudarem o regimento interno da Câmara, fazendo com que as eleições a partir dessa decisão passassem a ser abertas, sendo o relator dessa proposta de projeto de lei.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

Imagem da sessão da Câmara de Vereadores que ocorreu no meio da rua.

No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, ainda militando na bancada do PTB, dessa vez com a legenda nº 14.000, recebeu apenas 574 votos, não conseguindo ser reconduzido ao seu mandato, ficando na primeira suplência de sua coligação.