Eliel Rafael da Silva

Eliel Rafael da Silva nasceu no dia 18 de julho de 1948 no Município de São Joaquim do Monte, que está localizada no Planalto da Borborema, na mesorregião Agreste do Estado de Pernambuco, distante 134 quilômetros da cidade do Recife, sendo o caçula dos homens entre os onze filhos do casal Exgesso Rafael da Silva e Maria da Penha Silva.
Os seus avós paternos se chamavam Urbano Rafael da Silva e Amara Vaz e Silva, já os maternos eram Cezario Godoy de Vasconcelos e Arminda Valença Leite.
Na sua infância, por conta da profissão do seu pai, que era funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, morou em diversas cidades do interior pernambucano. Essas mudanças, que eram ocasionais e repentinas, foram vitais para a formação do seu temperamento e caráter.
Nesse tempo, segundo o relato de alguns dos seus irmãos, como era natural para qualquer criança, a sua maior alegria era quando um circo ou um parque chegavam à cidade, tendo a sua entrada franca aos espetáculos ou aos brinquedos garantida pelos seus proprietários:

“Nessa época, ao transitar por esses Municípios, juntamente com a sua família, era cercado de privilégios, pois tinha o monopólio de todas as informações da cidade, desde às públicas até as mais particulares. Diante desse fato, conseguiu construir valiosos vínculos de amizade com importantes figuras do cenário político, algo que tirou proveito para aos poucos fazer com que alguns dos seus filhos ingressassem no serviço público.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017)

Nos primeiros meses de 1955, a sua família passou a residir no Município de Caruaru, que está localizado no Vale do Ipojuca, 130 quilômetros distante da cidade do Recife, mais tarde, nos últimos meses de 1958, residiu com a sua família durante algum tempo no Município de Água Preta, que está localizado na região da Zona da Mata, 102 quilômetros da capital do Estado.
Mesmo com essas frequentes mudanças, os seus pais nunca relaxaram na qualidade de sua educação, sempre procurando as melhores escolas das cidades por onde passavam, pois acreditavam que somente uma boa educação, acompanhado de qualificação profissional, seriam capazes de abrir um leque de oportunidades de emprego e colocação profissional.

Imagem da família Rafael da Silva, década de 1960.

Imagem da família Rafael da Silva, década de 1960.

Mas a boa intenção dos seus pais nem sempre eram compreendidas pelos filhos, sendo um garoto ladino, buscava seguir e copiar fielmente o exemplo de alguns de seus irmãos, burlando à direção das escolas por onde estudava, logrando “estórias” que não existiam, pois adorava se divertir na companhia e brincadeiras dos irmãos mais velhos a esperar pela palmatória da temida professora, não perdendo uma única oportunidade de fugir da escola e assim, os anos foram passando e não chegou a concluir o antigo primeiro grau.
A tentativa de uma boa educação também se estendeu a sua formação religiosa, pois desde cedo a sua mãe buscou lhe orientar dentro dos parâmetros do cristianismo reformado.
Sendo uma mulher piedosa, era comum encontrá-la sentada com todos os seus filhos nos primeiros bancos da Igreja Evangélica Congregacional de Caruaru no intuito ouvir os extensos e ricos sermões que eram proferidos pelo Rev. Júlio Leitão de Melo, o famoso “Leão do Norte”, ou do Rev. João Clímaco Ximenes, da Igreja Evangélica Congregacional de Afogados.
Nessa época, no horário do café da manhã, juntamente com toda a sua família, o seus pais costumavam trocar uma pauta de confidências, que era feita com o auxílio das batidas do código morse, sobre as atividades a serem realizadas pelos seus filhos durante o dia, cada um em lados opostos da mesa, sem que os presentes desconfiassem do assunto tratado.
Era um verdadeiro mistério para criançada aquela sucessão de toques e pausas que revelavam as atividades do cotidiano.
Mais tarde, nos primeiros anos da década de 1960, os seus pais decidiram fixar residência na cidade do Recife, habitando inicialmente na Rua Queira Deus, s/nº, no Bairro de Tejipió, e pouco tempo depois, em um pequeno sítio que está localizado na Rua Cirigi, nº 226, no Bairro da Várzea, próximo da mata de Brennand, onde o seu pai construiu uma confortável casa.

“Nesse período, o seu pai passou a trabalhar em uma empresa que era denominada pela sigla CERMIC, que estava localizada no Município de Cabo de Santo Agostinho, sendo um dos responsáveis pelo escritório.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 10 de novembro de 2017)

Nessa época, andando por essa mata, costumava passar parte do tempo ao lado do pai praticando a pescaria com caniço e anzol, o hobby que o velho patriarca mais adorava, ou em caçadas, onde ele e os seus irmãos se mostravam exímios atiradores.

Imagem de sua época de caserna, em 1966.

Imagem de sua época de caserna, em 1966.

Mais tarde, no dia 20 de julho de 1967, aos dezoito anos de idade, assentou praça no 71º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro, também denominado de “Batalhão Duarte Coelho”, unidade militar que está sediada na cidade de Garanhuns, distante 229 quilômetros da cidade do Recife:

“O 71° Batalhão de Infantaria Motorizada (71° BIMtz) – Batalhão Duarte Coelho, sediado na cidade de Garanhuns-PE, iniciou oficialmente as suas atividades em 1967. Organização militar criada pelo Decreto n° 60.394, de 11 de março de 1967, teve o seu aquartelamento inaugurado no dia 10 de agosto do mesmo ano. O ato contou com a presença do Exmo Sr. Presidente da República, Artur da Costa e Silva, que se fez acompanhar de seus ministros, do governador do Estado de Pernambuco, Nilo Coelho, e do comandante do IV Exército, Gen Ex Rafhael de Sousa Aguiar, além de um grande número de figuras do cenário político nacional da época. O terreno foi adquirido e doado pelo então prefeito de Garanhuns, Amilcar da Mota Valença, que fez a solicitação de recursos à sociedade local, por intermédio de projeto entregue à Câmara de Vereadores. Ao longo de sua existência o 71° BIMtz conquistou vitórias significativas. Ainda em janeiro de 1969, foi elevado a ‘Batalhão Tipo II’ e, em janeiro de 1987, transformado em ‘Batalhão Tipo III’. Em abril de 1970, foi criada, em seu aquartelamento, a Escola General Sampaio, conhecida como ‘Pelotão Mundico’, destinada à educação de crianças pobres da região.” (S.N.T)

Nos últimos meses de 1968, logo após a sua saída da caserna, juntamente com um de seus primos, foi tentar a sorte na cidade de Santos, que está localizada no litoral paulista, onde passou algum tempo como salva-vidas prestando serviço ao Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.
Alguns anos antes disso, no dia 6 de fevereiro de 1960, uma de suas irmãs, que se chamava Emivanete da Silva Vieira, contraiu núpcias com o Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, um jovem pastor que nessa época assumiu os trabalhos da Igreja Evangélica Congregacional de Belo Jardim, um Município que está localizado no Agreste pernambucano, e que mais tarde viria a ser o pastor da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, no Estado do Ceará.
Por esse motivo, sempre que havia uma oportunidade, os seus pais saiam da cidade do Recife no intuito de visitar a sua filha e ao seu genro na pequena cidade onde era pastor, seja no Estado de Pernambuco ou no Estado do Ceará.
Nos primeiros meses de 1969, quando estavam de visitas na cidade de Boa Viagem, dois de seus irmãos, Exgesso Rafael Filho e Ely Rafael da Silva, resolveram se estabelecer comercialmente com uma panificadora na Rua José Rangel de Araújo, nº 29, Centro, próximo onde hoje se encontra à Escola de Ensino Fundamental Padre Antônio Correia de Sá.
Essa pequena panificadora logo foi equipada com tudo o que havia de mais moderno no mercado para àquela época, mas, lamentavelmente, por motivos pessoais, a sociedade entre os dois irmãos não deu certo e “Gessinho”, como era chamado, resolveu retornar para cidade de Belo Jardim.

Imagem de sua época de caserna, em 1966.

Imagem de sua época escolar, em 1972.

Nessa época, juntamente com o seu irmão Ely, cursavam à sétima série na Escola de Ensino Fundamental e Médio Dom Terceiro e, nas horas vagas, costumavam participar dos torneios de futebol de salão que eram promovidos por aquela unidade de ensino.
Estudando nessa escola, o seu irmão conheceu uma garota e logo resolveu se casar, decidindo então retornar para cidade de Caruaru, no Estado de Pernambuco, deixando a padaria aos seus cuidados.
Nessa mesma época, nos primeiros meses de 1972, com a finalidade de dar prosseguimento aos seus estudos, a filha de um dos diáconos da Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera, que se chamava Jemima Antero Rodrigues, nascida no dia 19 de novembro de 1957, sendo filha de João Rodrigues da Silva com Eunice Antero Rodrigues, residentes na vila de Boqueirão, passou a morar na residência do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, que na época era um dos diretores do Ginásio Dom Terceiro.
Pouco tempo depois, no dia 19 de novembro de 1973, segundo informações existentes no livro B-23, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 5.837, folha 177, em uma cerimônia que foi presidida pelo Dr. Wilton Machado Carneiro, contraiu matrimônio civil, sendo seguido pouco tempo depois de uma pequena celebração religiosa, que foi oficiada pelo Rev. Ezequiel Fragoso Vieira com todos os familiares dos noivos presentes.

Casamento-I-687x1024

Imagem de Jemima e Eliel, em 1973.

Desse matrimônio foram gerados três filhos, todos homens, sendo eles: Eliel Rafael da Silva Júnior, Leonardo Rodrigues Rafael e Elder Rodrigues Rafael.
Mais tarde, pouco tempo depois de seu matrimônio, insatisfeito com os rendimentos da pequena panificadora, que se chamava “São Rafael”, decidiu vendê-la em “suaves prestações” a um de seus melhores amigos, que se chamava Dirceu José dos Santos, partindo logo em seguida para cidade de Caruaru, onde trabalhou durante alguns anos no curtume de um de seus irmãos, que se chamava Emelson Rafael da Silva, e que estava localizado na Rua do Cedro, nº 24, no Bairro Caiuca, como ajudante de pistolador na linha de beneficiamento de couro e derivados.
Nessa cidade residiu com a sua pequena família em uma confortável casa que estava localizada na Rua D-7, nº 11, na Vila Kennedy.
Muito curioso e atento ao que se fazia em seu novo serviço, passou a conhecer cuidadosamente a estrutura de todas as partes que dividiam o couro, sendo eles: a cabeça, o grupon e os flancos.
Acompanhava atentamente ao processo de seleção da matéria prima, desde a salga até o acabamento, fazia a classificação das peles observando atentamente aquelas de melhor qualidade, descartando aquelas que tinham defeito, pois não ofereciam valor no mercado.
Depois de algum tempo nessa atividade, mais experiente e decidido a acender profissionalmente, resolveu sair do emprego e foi parar em outra empresa do mesmo ramo, dessa vez no Curtume Luiz Monteiro S/A, que estava localizado na Rua Leão Dourado, nº 1.075, no mesmo bairro da empresa de seu irmão.
Nos primeiros meses de 1976, mesmo morando distante da cidade do Recife, deu toda atenção que estava a seu alcance para sua mãe, que lutava contra um câncer no estômago.

“Segundo informações existentes no Cartório de Santo Amaro, pertencente ao 5º distrito, tombo nº 550, folha 93v, faleceu no dia 1º de junho de 1976 no Hospital de Santo Amaro, prestes a completar 64 anos de idade.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Maria da Penha Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/maria-da-penha-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

No ano seguinte, o Sertão pernambucano, que há alguns anos já vinha sofrendo com as constantes secas e a morte prematura de muitos animais, passou a sofrer com uma grave crise que se estabeleceu no ramo de beneficiamento do couro na cidade de Caruaru, fazendo com que a falta de emprego se torna-se uma triste realidade.
Diante desse colapso no ramo do couro, resolveu retornar com a sua família para cidade de Boa Viagem, onde tinha uma promessa de emprego como motorista na Empresa Queiroz Galvão, que na época trabalhava na construção do trecho da BR-020, atual Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Finalizando a obra de pavimentação com asfalto, e atendendo aos constantes pedidos do seu irmão, resolveu novamente retornar para o curtume de Caruaru, onde, dessa vez, passou pouco tempo.
Nos primeiros meses de 1980, depois de decidir em voltar a morar na cidade do Recife, especificamente no Conjunto UR-7, no Bairro da Várzea, construiu a sua residência na Rua Rio Jamundá, nº 42, vizinho a morada de seu pai e de algumas de suas irmãs, sendo elas: Emalba Rafael da Silva, Emyrtes Rafael da Silva e Elielze Rafael da Silva.
Nessa ocasião, conseguiu um emprego como motorista na Construtora Salzano, que tinha a sua sede localizada na Avenida Conde da Boa Vista, nº 121, Centro, na cidade do Recife.
No dia 24 de setembro de 1983, no templo da Igreja Batista Calvário, que está localizada na Rua Inaldo Bartolomeu de Carvalho, nº 24, Conjunto UR 7, no Bairro da Várzea, fez a sua profissão de fé diante do Rev. Severino Antônio da Silva.
Depois de algum tempo, subindo de categoria em sua habilitação, resolveu sair da Construtora Salzano e começou a trabalhar em um caminhão Mercedes-Benz 1313 da Empresa Francisco Conte, uma transportadora que prestava serviço a uma fábrica de panelas, que se denominava pela sigla IPAN, ou Indústria de Panelas do Nordeste, conseguindo também uma colocação de emprego para o seu irmão Ely Rafael da Silva.
Mais tarde, em 1983, juntamente com seu irmão Ely, surgiu uma oportunidade de emprego na CONESP, a Companhia Nordestina de Sondagens e Perfurações, uma corporação que trabalhava com a perfuração de poços artesianos e a montagem de cata-ventos, que era subsidiaria da SUDENE, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, e estava localizada na Rua 17 de Agosto, nº 2.152, no Bairro do Monteiro, na cidade do Recife.
Em 1986, depois de algum tempo fadigado com o volante, resolveu não mais trabalhar como motorista e passou a ser vendedor de implementos agrícolas da empresa NIREL, a Empresa Nordeste Irrigação e Representação LTDA, com sede no Bairro do Pina e que tinha uma praça de venda disponível na cidade de Salvador, a capital do Estado da Bahia.
Nessa época, inquieto e decidido a enfrentar o novo desafio, prontamente recebeu a carteira de clientes e sempre que tinha oportunidade realizava cursos, financiados pela empresa, nas fábricas de seus principais fornecedores, que eram: Agrimec, Cemag, Nogueira, Kuhn, Branco, Inapi, King, Honda, Yamar e etc.
Nesse período, durante a sua permanência na cidade do Recife, não esquecia a terra natal de sua esposa, nutrindo uma verdadeira paixão pela cidade de Boa Viagem, e nas férias escolares, juntamente com os seus três filhos, não perdia uma oportunidade de vir ao Estado do Ceará.
Nessas viagens, observando que no Município de Boa Viagem havia a enorme carência de alguém que desse a manutenção aos implementos agrícolas da região, percebeu um interessante nicho de mercado a ser explorado.

AABB

Imagem de um torneio na AABB de Boa Viagem. Em pé: Fernando, Soares, Eliel e Valdeci. Agachados: Júnior, Roni e Suá, em 1997.

Diante disso, de mudança para o Estado do Ceará, no dia 25 de março de 1987, se estabeleceu definitivamente com a sua família em solo boa-viagense, onde inicialmente colocou uma pequena oficina na Rua Agronomando Rangel, s/nº, Centro, próximo da Praça do Roque, se empenhando em dar assistência aos equipamentos agrícolas na propriedade do produtor rural.
Nessa época, prestando serviço à Prefeitura de Boa Viagem, costumeiramente promovia a reforma e a montagem de cata-ventos em poços profundos que eram designados pelo Governo Municipal.
Ainda nesse período, percebendo outra carência dos moradores da cidade, resolveu investir no plantio de hortaliças na propriedade de seu cunhado, que se chamava Francisco Alves de Sousa.
Dentro de pouco tempo, prestando esse e outros serviços, o seu nome tornou-se conhecido e viu o seu negócio expandir para um pequeno comércio, inicialmente em sociedade com a empresa o Boiadeiro Máquinas e Motores Agrícolas, uma famosa e próspera casa comercial existente no Município de Quixadá, e logo em seguida, liquidando a sociedade, a sua própria empresa, que passou a ser chamada de “Casa da Irrigação”.
Algum tempo depois, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro, o “Major Carneiro”, prestando serviços e vendendo os seus produtos ao Governo Municipal, viu uma enorme dívida sendo acumulada, que se recusava em quitar o seu débito, fato que lhe gerou grandes angústias diante de seus fornecedores.
Por conta disso, no fim da noite do dia 25 de março de 1998, segundo informações existentes no livro C-05, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 3.392, folha 181, com a sua pressão arterial estando bastante alterada por ter passado o dia na prefeitura esperando ser atendido pelo prefeito, sofreu um ataque cardíaco fulminante, vindo a óbito sem receber nenhum tipo de assistência médica.
Nessa noite, passando mal em sua residência, foi imediatamente socorrido pelo Dr. Evaldo Neco Barreto Júnior, que o levou em um fusca para o Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima, que enfrentava uma grave crise por conta de sua péssima administração.

Imagem da residência de Eliel Rafael da Silva, em 2010.

Imagem da residência de Eliel Rafael da Silva, em 2010.

Ao chegar à emergência do hospital, não havendo sequer uma maca para que fosse realizado os procedimentos médicos necessários ao seu socorro, foi atendido no chão, onde recebeu apenas uma massagem cardíaca.
Pouco tempo depois, sendo divulgado o seu boletim médico, o fato foi amplamente divulgado pelos moradores da cidade, chegando à notícia dentro de pouco tempo aos ouvidos do prefeito do Município, que exclamou: “como seria bom que todas as pessoas a que eu devo tomassem o mesmo rumo do Eliel!”
Alguns meses depois desses fatos, por uma dessas coincidências do destino, por conta dos fortes indícios de corrupção, o referido prefeito que zombou do seu falecimento foi afastado pela Câmara Municipal.
Antes disso, sendo atestado o seu falecimento, o seu corpo foi velado por seus familiares em sua residência, que estava localizada na Avenida França Mota, nº 32, no Bairro Centro, sendo em seguida levado ao templo da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, onde foi realizada uma cerimônia fúnebre que foi dirigida pelo Rev. Josafá Vieira, com um sermão proferido pelo Rev. Ezequiel Fragoso Vieira diante de uma vultosa multidão.
Depois dessa solenidade de despedidas o seu corpo foi conduzido por seus familiares ao Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, n° 295, Centro, onde finalmente encontrou repouso.

Imagem do mausoléu de Eliel Rafael da Silva, em 2010.

Imagem do mausoléu de Eliel Rafael da Silva, em 2010.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, através da lei nº 985, de 19 de dezembro de 2007, um das ruas do Bairro Padre Paulo, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura;
  2. Em sua memória, o seu nome também está gravado no ginásio coberto do Instituto de Educação Paulo Moody Davidson, propriedade da família, onde os seus filhos carinhosamente colocaram o seu apelido de infância, “jabuti”.

25 ideias sobre “Eliel Rafael da Silva

  1. Pingback: Rua Eliel Rafael da Silva | História de Boa Viagem

  2. Pingback: Biografias | História de Boa Viagem

  3. Pingback: JULHO | História de Boa Viagem

  4. Pingback: MAIO | História de Boa Viagem

  5. Pingback: Unidade de Referência da Saúde da Mulher Francisca Ivani Citó Ramalho | História de Boa Viagem

  6. Pingback: Instituto de Educação Paulo Moody Davidson | História de Boa Viagem

  7. Pingback: Exgesso Rafael da Siva | História de Boa Viagem

  8. Pingback: Ely Rafael da Silva | História de Boa Viagem

  9. Pingback: Dirceu José dos Santos | História de Boa Viagem

  10. Pingback: Maria da Penha Silva | História de Boa Viagem

  11. Pingback: João Rodrigues da Silva | História de Boa Viagem

  12. Pingback: Emilton Rafael da Silva | História de Boa Viagem

  13. Pingback: Emelson Rafael da Silva | História de Boa Viagem

  14. Pingback: Francisco Alves de Sousa | História de Boa Viagem

  15. Pingback: Eliane da Silva Alves | História de Boa Viagem

  16. Pingback: Emalba da Silva Lima | História de Boa Viagem

  17. Pingback: Elielze Rafael da Silva Martins Gato | História de Boa Viagem

  18. Pingback: Emivanete da Silva Vieira | História de Boa Viagem

  19. Pingback: Eliel Rafael da Silva Júnior | História de Boa Viagem

  20. Pingback: Elder Rodrigues Rafael | História de Boa Viagem

  21. Pingback: Capítulo DeMolay Príncipe do Amor nº 899 | História de Boa Viagem

  22. Pingback: Eunice Antero Rodrigues | História de Boa Viagem

  23. Pingback: Calouros de 1972 | História de Boa Viagem

  24. Pingback: Centro de Referência da Assistência Social Deputado José Vieira Filho | História de Boa Viagem

  25. Pingback: Quadra Poliesportiva Eliel Rafael da Silva | História de Boa Viagem

Deixe uma resposta