Emivanete da Silva Vieira

Emivante da Silva Vieira nasceu no dia 4 de fevereiro de 1939 no Município de Pesqueira, que está localizado no Vale do Ipojuca, no Agreste pernambucano, distante 215 quilômetros da cidade do Recife, sendo filha de Exgesso Rafael da Silva e de Maria da Penha Silva.
Os seus avós paternos se chamavam Urbano Rafael da Silva e Amara Vaz e Silva, já os maternos eram Cezario Godoy de Vasconcelos e Arminda Valença Leite.
Na sua infância, por conta da profissão do seu pai, que era funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, morou em diversas cidades do interior pernambucano.
Nesse tempo, segundo o relato de seus irmãos, como era natural para qualquer criança, a sua maior alegria era quando um circo ou um parque chegavam à cidade, tendo a sua entrada franca aos espetáculos ou aos brinquedos garantida pelos seus proprietários:

“Nessa época, ao transitar por esses Municípios, juntamente com a sua família, era cercado de privilégios, pois tinha o monopólio de todas as informações da cidade, desde às públicas até as mais particulares. Diante desse fato, conseguiu construir valiosos vínculos de amizade com importantes figuras do cenário político, algo que tirou proveito para aos poucos fazer com que alguns dos seus filhos ingressassem no serviço público.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017)

Nessa época, mesmo com essas frequentes mudanças, os seus pais nunca relaxaram na qualidade de sua educação, sempre procurando as melhores escolas das cidades por onde passavam, pois acreditavam que somente uma boa educação, acompanhado de qualificação profissional, seriam capazes de abrir um leque de oportunidades de emprego e colocação profissional.
Pouco tempo antes do seu nascimento, ao visitar uma de suas tias na cidade de Caruaru, que se chamava Débora de Vasconcelos Borges, um simples fato provocou uma enorme mudança na vida religiosa de sua família.
A sua mãe, que era muito religiosa, foi convencida pela pregação do Evangelho em um simples culto doméstico quando ouviu o cântico nº 284 do Salmos e Hinos, passando a partir desse momento a professar a confissão protestante, algo que inicialmente gerou certos conflitos entre os seus pais.
Mais tarde, no dia 4 de janeiro de 1940, segundo informações publicadas no Jornal do Brasil, o seu pai foi promovido para função de carteiro, passando a residir com a sua família no Município de Jurema, distante 195 quilômetros da cidade do Recife.
Pouco tempo depois dessa conquista, a sua família passou a residir no Município de Agrestina, quando no dia 6 de março de 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial, por meio do decreto nº 11.854, o seu pai foi promovido ao exercício da função de telegrafista, sendo requisitado pelas forças armadas para monitorar e manter as comunicações entre às tropas brasileiras que estavam aquarteladas pelo litoral:

“Alguns anos antes de seu nascimento, no período da II Guerra Mundial, dada à importância das comunicações para a segurança nacional, o seu pai foi requisitado e chegou a ficar alguns dias aquartelado aguardando o embarque das tropas brasileiras para o teatro de guerra europeu, fato que não aconteceu por conta de ser arrimo de família.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 10 de novembro de 2017)

Nos primeiros meses de 1946, a sua família passou a residir no Município de Sirinhaém, na Zona da Mata pernambucana, distante apenas 64 quilômetros da cidade do Recife, onde permaneceram por pouco tempo, pois o seu pai pediu transferência para o Município de São Joaquim do Monte, no Agreste pernambucano.
Mais tarde, por volta de 1955, a sua família passou a residir no Município de Caruaru, que está localizado no Vale do Ipojuca, 130 quilômetros distante da cidade do Recife.

Imagem de Emivanete da Silva Vieira em sua época de estudante.

Nesse período, entre os dias 17 e 20 de janeiro de 1957, na cidade de Caruaru, participou de um Congresso Regional que foi promovido pela UIECCB, a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil.
Nessa ocasião, avistou um dos seminaristas do STCN, o Seminário Teológico Congregacional do Nordeste, que se chamava Ezequiel Fragoso Vieira, nascido no dia 16 de dezembro de 1933, sendo filho de Cícero Fragoso Vieira e de Maria Vieira de Andrade.

“Nessa época Ezequiel era seminarista e foi convidado para falar às crianças. Ele passou um mês substituindo o Rev. Edgar Leitão, que havia viajado para o Rio de janeiro. Retornando às aulas do seminário, ambos, passamos anos sem nos avistar, mas nada de namoro, pois eu ainda era muito garota. Quando completei 18 anos fui assistir ao Congresso Regional em Recife, na Igreja Pernambucana. Fui representando a minha igreja como congressista e lá estava Ezequiel. Foi uma surpresa para mim, pois não sabia que ele era um dos concludentes a ser empossado. Nesse período de congresso começamos a nos afeiçoar. Entre namoro, noivado e casamento foram três anos.” (COSTA, 1997: p. 67)

Algum tempo mais tarde, no dia 6 de fevereiro de 1960, pouco mais de três anos após o encerramento desse congresso, depois da troca de muitas correspondências, no templo da Igreja Evangélica Pernambucana, que está localizada na cidade do Recife, contraiu matrimônio em uma cerimônia que foi celebrada pelo Rev. Artur Pereira Barros.
Poucos dias depois, no dia 10, segundo informações existentes no Cartório de Registro Civil, tombo nº 50.312, folha 200v, confirmou os seus votos em uma cerimônia de efeito civil.

Imagem da festa de casamento.

Imagem da festa de casamento, em 1960.

Desse feliz e abençoado casamento foram gerados cinco filhos, três mulheres e dois homens, sendo eles: Ezenete Fragoso Leitão, Eunice Fragoso da Silva Vieira, Ezenir Fragoso Vieira, Ezequiel Fragoso Vieira Júnior e Eziel Fragoso Vieira.
Depois de casada passou a residir no Município de Belo Jardim, onde o seu esposo assumiu o pastorado da Igreja Evangélica Congregacional da cidade, sendo uma das colunas de seu ministério.
Mais tarde, nos últimos anos da década de 1960, diante da mudança de pastorado do seu esposo, passou a residir na cidade de Boa Viagem, onde se empenhou bravamente para o desenvolvimento do departamento infantil da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem e da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira, bem como para o desenvolvimento das atividades da UAF, a União Auxiliadora Feminina.
Nessa cidade deu continuidade ao projeto de uma escola existente nessa igreja, que funcionava nos fundos da casa pastoral, unidade de ensino denominada de Instituto de Educação Paulo Moody Davidson, permanecendo como uma de suas diretoras por muitos anos.
Nesse mesmo período, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, devido a grande carência de professores, juntamente com o seu esposo foi contratada pelo Governo Municipal para lecionar na Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, ministrando disciplinas como Educação Artística, Educação Física e Geometria, passando mais tarde a compor os quadros efetivos do Governo do Estado quando essa escola foi encampada por essa esfera de poder.
Mais tarde, nos primeiros meses de 1976, mesmo morando distante da cidade do Recife, deu toda atenção que estava ao seu alcance para sua mãe, que lutava contra um câncer no estômago.

“Segundo informações existentes no Cartório de Santo Amaro, pertencente ao 5º distrito, tombo nº 550, folha 93v, faleceu no dia 1º de junho de 1976 no Hospital de Santo Amaro, prestes a completar 64 anos de idade.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Maria da Penha Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/maria-da-penha-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

No dia 27 de maio de 1992 foi surpreendida pela notícia do falecimento de seu pai, que veio a óbito na cidade de Caruaru pouco tempo depois de completar 79 anos de idade, vítima de enfisema pulmonar.
Pouco tempo depois, no dia 25 de março de 1998, sofreu outra perda em sua família, dessa vez o seu irmão caçula, que se chamava Eliel Rafael da Silva, vítima de uma sincope cardiaca.

“Por conta disso, no fim da noite do dia 25 de março de 1998, segundo informações existentes no livro C-5, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 3.392, folha 181, com a sua pressão arterial estando bastante alterada por ter passado o dia na prefeitura esperando ser atendido pelo prefeito, sofreu um ataque cardíaco fulminante, vindo a óbito sem receber nenhum tipo de assistência médica.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

Antes disso, diante da renúncia pastoral de seu esposo da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem por conta de problemas de saúde, passou a compor os quadros de membresia da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira, prestando valiosos serviços para Igreja Evangélica Boa-viagense quando essa era sua congregação.

Imagem de um dos encontros da família Rafael, em 2015.

No dia 10 de maio de 2007 sofreu outra significativa perda familiar, sendo abalada pela notícia do falecimento de Emelson Rafael da Silva, que residia na cidade de Caruaru e eventualmente costumava lhe fazer prazerosas visitas na localidade de Arvoredo, onde possui uma bela casa de campo em uma das marges do Açude Público Prefeito José Vieira Filho.

BIBLIOGRAFIA:

  1. COSTA, Irismar Soares. Traços Biográficos do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira. Monografia apresentada ao Departamento de Graduação da Universidade Estadual Vale do Acaraú, 1999.
  2. FRAGOSO VIEIRA, Ezequiel. A História da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem. Boa Viagem: Sem Editora, 1997.
  3. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  4. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão. A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Fortaleza: PREMIUS, 2015.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017.
  6. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 10 de novembro de 2017.
  7. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Maria da Penha Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/maria-da-penha-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017.