Eliel Rafael da Silva Júnior

Eliel Rafael da Silva Júnior nasceu no dia 21 de janeiro de 1975 na cidade de Caruaru, que está localizada no Agreste pernambucano, distante 130 quilômetros da cidade do Recife, sendo o filho primogênito de Eliel Rafael da Silva e de Jemima Rodrigues Rafael.
Os seus avós paternos se chamavam Exgesso Rafael da Silva e Maria da Penha Silva, já os maternos eram João Rodrigues da Silva e Eunice Antero Rodrigues.
Segundo informações existentes no livro A-77, do Cartório da 2ª Zona Judiciária, tombo nº 92.710, folha 94, nasceu às 6h50min na Casa de Saúde Bom Pastor, que está localizada na Rua João Cursino, s/nº, no Bairro Maurício de Nassau.

“Nasci em uma época em que se prenunciava uma grave crise econômica no Brasil. Nesse período foi eleito como presidente de nosso pais, de maneira indireta, pelo Congresso Nacional, o General Ernesto Geisel. O novo presidente enfrentaria um descontentamento político enorme por parte da população, visto que o desemprego aumentara vertiginosamente e a inflação tolhia o pequeno salário do trabalhador. O mundo enfrentava uma grave crise por conta do petróleo, para termos ideia da crise um barril de petróleo que custava na época apenas 2,2 dólares passou a custar 22,5 dólares… Alguns anos antes, o meu pai, um homem simpático e trabalhador conheceu a minha mãe, uma mulher portadora de grande beleza e de privilegiada inteligência em uma pequena cidade do interior do Ceará chamada de Boa Viagem, ele era irmão de Emivanete da Silva Vieira, esposa do conceituado Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, já ela era filha de um diácono piedoso por nome de João Rodrigues da Silva.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 11)

Na cidade de Caruaru o seu pai trabalhava no cortume de um de seus irmãos, que se chamava Emelson Rafael da Silva, residindo em uma pequena e confortável casa que estava localizada na Rua D-7, nº 11, na Vila Kennedy, que posteriormente, por volta de 1976, quando passaram a residir na cidade do Recife, foi negociada com outro de seus irmãos, que se chamava Emilton Rafael da Silva.
Pouco tempo depois de seu nascimento, por conta do agravamento da crise econômica no país, os seus genitores resolveram retornar para cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará, onde o seu pai foi contratado por umas das firmas ligadas à Empresa Queiroz Galvão, que nessa época executava as obras de pavimentação da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020.

“Mais tarde, por volta de 1974, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro, o Major Carneiro, a cidade recebeu dois grandes investimentos estatais, o primeiro deles foi no campo da assistência social com a construção do Centro de Referência da Assistência Social Deputado José Vieira Filho, o outro foi uma obra estruturante que é considerada um marco divisor do desenvolvimento econômico de toda essa região, que foi o revestimento asfáltico da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020.” (SILVA JÚNIOR, 2011: A BR-020. Disponível em. Acesso no dia 28 de setembro de 2018)

Já estabelecidos em Boa Viagem, a sua família passou a residir em uma das casas do acampamento da empresa, que estava localizada na Rua Antônio Rocha Bezerra, s/nº, no Bairro Vila Holanda, na periferia da cidade.

Imagem da Vila do Juraci, no Bairro Vila Holanda.

Finalizando essa obra de pavimentação, e atendendo aos constantes pedidos do seu irmão, o seu pai resolveu novamente retornar para cidade de Caruaru, onde, dessa vez, passou pouco tempo.
Mais tarde, nos primeiros anos da década de 1980, desejando melhores condições de subsistência, os seus pais decidiram se estabelecer na cidade do Recife, onde com o dinheiro da venda do imóvel que possuíam em Caruaru construíram uma casa na Rua Rio Jamundá, nº 42, próximo ao Conjunto da UR-7, no Bairro da Várzea.

“De minha primeira infância poucas recordações me restam. Destas as que mais me marcaram foi a de minha querida avó paterna a me balançar em seu pequeno sítio no Recife, e das férias que sempre passávamos na casa dos meus avós maternos, na localidade de Boqueirão, no Município de Boa Viagem.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 11)

Nessa casa, que era dentro do sítio de seu avô paterno, tinha como vizinhos algumas das irmãs de seu pai, sendo elas: Emalba Rafael da SilvaEmyrtes Rafael da Silva e Elielze Rafael da Silva, com quem construiu uma feliz infância ao lado de seus primos.
Esse sítio era localizado nas proximidades da famosa “Mata de Brennand”, de onde o seu pai retirou toda madeira para colocar no telhado da casa e vez por outra encontrava o cadáver de alguém indesejado pela ditadura e de seus temidos “grupos de extermínio”.

Imagem de infância entre os seus primos.

Ainda nessa época, acompanhando os seus pais e tios, costumava frequentar os trabalhos religiosos promovidos pela Igreja Evangélica Batista Calvário, que tem o seu templo localizado na Rua Inaldo Bartolomeu de Carvalho, nº 24, no Conjunto UR 7, no Bairro da Várzea.

“Desde cedo prezei pela formação de novas amizades e busquei moldar o meu caráter pela boa educação de minha família, que apesar da pobreza eram rígidos e coerentes em minha formação. Durante toda a minha infância os meus pais me conduziram na fé reformada. Fato que sempre marcou muitas de minhas atitudes. Sempre gostei de sorrir e brincar, mas isso nunca me isentou de minhas obrigações. Por ser o mais velho dentre os três filhos, sempre cuidei dos meus irmãos. O meu pai saia bem cedo para o trabalho e costumava viajar e minha mãe, diariamente, saia de casa para o colégio tendo em vista terminar o 2º grau. Em casa eu ficava responsável pelos menores aguardando ansiosamente à volta de minha mãe da escola para juntar-me aos colegas na rua, onde brincávamos de futebol, pião e bola de gude. Assim foi minha infância na cidade de Recife.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 12)

Nos primeiros meses de 1982, quando chegou a sua época de frequentar os bancos escolares, iniciou a sua vida estudantil em uma das turmas do Instituto Nossa Senhora do Carmo, uma pequena escola da rede particular que era localizada na Rua Rio Gramame, nº 73, na Vila da COHAB, denominada também de UR-7, no Bairro da Várzea, onde permaneceu até os últimos meses de 1983.

Imagem de um desfile cívico de sua escola nos primeiros anos da década de 1980.

No ano seguinte, por conta da dificuldade de seus pais em pagar as mensalidades de uma escola particular, foi matriculado na Escola Estadual Maria do Rego Barros Lacerda, que está localizada na Rua Vale do Sirigi, s/nº, também no Bairro da Várzea, onde permaneceu até os últimos meses de 1985, quando retornou para sua primeira escola.
Todos os anos, geralmente nas férias escolares de julho, costumava vir passar esse período na casa de seus avós maternos na localidade de Boqueirão, na zona rural do Município de Boa Viagem, aproveitando esse tempo com pescarias e brincadeiras nos poços existentes nas areias do Rio Conceição, participando regularmente das atividades religiosas que aconteciam na casa de seus avós, como também na Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera, que na época tinha o seu templo na localidade de Lembranças.

“O Diácono João Rodrigues da Silva começa a dar assistência a essa congregação. Ele liderará com muito zelo esse trabalho até 1987, quando muda a sua residência em definitivo para a cidade de Fortaleza. Antes disso, enquanto residiu na vila de Boqueirão, o Diácono João Rodrigues da Silva, que além de agricultor era comerciante, possuía também uma pequena padaria e tinha um potente serviço de som sobre o telhado de sua casa, que diariamente, servia para o evangelismo da pequena vila.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 218)

Mais tarde, nos primeiros meses de 1987, diante do desejo de conseguir melhores condições de subsistência, os seus pais decidiram retornar definitivamente para cidade de Boa Viagem, onde chegaram na tarde do dia 27 de março com os poucos móveis e utensílios domésticos que conseguiram trazer.

“O país atravessava uma enorme turbulência econômica e política. Em fevereiro de 1987 o Brasil declarava-se em ‘moratória técnica’, uma expressão criada pelo governo para expressar que não tinha mais dinheiro para pagar a dívida externa. Esses e outros fatos levaram a minha família a emigrar novamente para o Estado do Ceará, visto que o meu pai, até então funcionário de uma das empresas ligadas a SUDENE pedira demissão e, preocupado com o bem estar da família, resolveu vir para o Município de Boa Viagem, onde encontrou uma cidade promissora para o desenvolvimento de sua profissão.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 12)

Pouco tempo depois de sua chegada, desejando que o seu filho estudasse em uma boa escola, os seus pais tentaram de todas as formas conseguir uma vaga em uma das turmas da Escola de 1º Grau David Vieira da Silva, que nessa época utilizava a metodologia de ensino pelo televisor, algo inovador para época.

Imagem de um momento de sua infância juntamente com o seu irmão, Leonardo Rodrigues Rafael.

Desiludidos por não participarem da “elite social” e diante do fato de não terem alguém com prestígio econômico ou político que lhes atendessem o pedido, por intermédio do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, foi matriculado em uma das turmas da Escola de 1º e 2º Graus Dom Terceiro, onde concluiu a primeira etapa de sua formação alguns anos mais tarde, no dia 27 de dezembro de 1991.

“Nessa cidade começamos uma nova vida, ou melhor, uma vida nova, visto que tínhamos que nos adaptar a nova realidade em que viveríamos. Na cidade de Boa Viagem eu não tinha amigos, não conhecia ninguém. Ao chegar a essa cidade o Pastor Ezequiel Fragoso logo cuidou de me matricular no colégio em que ele era um de seus diretores.  Essa escola seria o meu motivo de orgulho, visto que ela foi decisiva para minha formação acadêmica. No Colégio Dom Terceiro, aos poucos, fiz amigos e me conscientizei da necessidade de estudar, onde tive professores que foram marcantes para minha vida, tais como: Pe. Paulo, Dona Ireuda, Dona Isabel, Dona Narcé, Dona Rosary, Dona Irismar, Chiquinho etc…” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 13)

Nessa época, logo que a sua família se estabeleceu na cidade de Boa Viagem, inicialmente residiram na Rua Agronomando Rangel, s/nº, esquina com a Rua Enedina de Carvalho, no Centro, logo depois na Rua José Leorne Leitão, nº 9, no Bairro Alto do Motor, depois na Rua Jaime Ribeiro e Silva, nº 140, também no Centro, e por fim na Avenida França Mota, nº 33, Centro, onde os seus pais adquiriram uma casa com parte dos recursos da venda do imóvel que possuíam na cidade do Recife.
Em quase todos esses endereços o seu pai mantinha uma pequena oficina em um dos cômodos da casa, ou em um ponto alugado em suas proximidades, onde aprendeu a trabalhar com solda elétrica, pintura e a realizar pequenos reparos em motores a diesel e outros equipamentos.
Antes de concluir o ensino primário, sendo oriundo de classe pobre, compreendia que nunca conseguiria chegar ao nível superior e que teria melhores oportunidades de trabalho caso conseguisse ingressar em um curso técnico, preferencialmente no campo profissional de seu pai, surgindo nessa ocasião a oportunidade de retornar para o Estado de Pernambuco, onde ingressaria em uma das turmas da Escola Agrotécnica Federal de Belo Jardim, residindo com um de seus tios, Exgesso Rafael Filho.

“Em Boa Viagem o meu pai começou a trabalhar com a montagem de poços artesianos e sempre que podia me levava para acompanhar nessas montagens. Algo que sempre me chamou a atenção nesses locais foi o ar de felicidades na quais os moradores nos recebiam e de meu pai que sempre levava mantimento de sobra para os moradores que se  comprometiam em fazer nossa refeição. Eu percebia que a água que meu pai fazia jorrar da terra servia para regar os campos de um povo de mãos calejadas pelo trabalho. Queria ser tão importante para aquela gente como ele foi.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 13)

Ainda nesse período, nos últimos meses de 1987, passou pela oportunidade do primeiro emprego, quando juntamente com outros de seus primos, que se chamavam Ezequias da Silva Alves e Wilson Rafael Ribeiro, foram contratados por uma de suas tias, Emivanete da Silva Vieira, que fabricava bambolês e os fazia vender na rua.
Nessa mesma época, pouquíssimo tempo depois que chegaram ao Ceará, o seu pai resolveu investir na agricultura plantando uma grande e variada horta de legumes orgânicos na propriedade de seu cunhado, que se chamava Francisco Alves de Sousa, tendo nessa ocasião a valiosa ajuda de um de seus sobrinhos, Ebenézer Alves de Sousa.
Pouco tempo depois, desejando-lhe dar uma nova ocupação, os seus pais compraram algumas mercadorias, na maioria brinquedos, bijuterias e roupas, colocando um pequeno banco na feira, localizada na esquina da Rua José Leal de Oliveira com a Rua Antônio Domingues Álvares, que não conseguiu êxito por conta das poucas mercadorias e do grande número de concorrentes.

Imagem de Eliel e de alguns amigos de infância, em 1988.

Poucos meses depois, diante da falência do primeiro negócio, foi contratado pelo feirante da banca vizinha, chamado José Auci Pereira, que possuía uma Kombi de cor azul, sendo gerenciada por sua filha, Cláudia Régia da Silva Sampaio.
Nos primeiros meses de 1989, diante do fato de seu pai ter apoiado ao candidato Benjamim Alves da Silva no pleito municipal, conseguiu uma oportunidade de emprego como agente administrativo na SOUSP, a Secretaria de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Boa Viagem, que funcionava na Rua José Rangel de Araújo, nº 127, Centro, e logo depois da Secretaria da Educação, Saúde e Promoção Social.
Mais tarde, por volta de 1991, por indicação de um amigo, passou a trabalhar como auxiliar mecânico e soldador na oficina mecânica da Indústria Cearense de Tintas Ltda, uma fábrica de cal refinado que também produzia tinta em pó solúvel existente na periferia da cidade, onde trabalhou por quase dois anos, de onde saiu para gerenciar um comércio pertencente ao seu pai, que foi denominado de “O Boiadeiro, Máquinas e Motores Agrícolas Ltda”, que funcionava em regime de consignação com uma empresa do mesmo ramo existente na cidade de Quixadá.

“Permaneci nesse emprego por quase dois anos. Decidi sair do emprego e ir embora, pois tinha um enorme desejo de ir morar com o meu tio Exgesso na cidade de Belo Jardim, onde queria fazer o curso de técnicas agrícolas na Escola Técnica Federal. Nutria esse desejo, pois serviria para ajudar ao meu pai em suas atividades. Por influência dele não prossegui nesses planos, decidi só sair de Boa Viagem quando terminasse o meu curso de contabilidade. Permanecendo em Boa Viagem, logo fui convidado a trabalhar na Indústria Cearense de Tintas. Nesse novo trabalho eu era um dos responsáveis pela manutenção das máquinas da fábrica. Foi uma época muito agitada, passava o dia trabalhando na fábrica, saia correndo para escola e antes de ir ao colégio apresentava um programa religioso da Igreja Evangélica Congregacional na Rádio Liberdade.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 14)

Nos últimos meses de 1992, depois de examinado e declarado apto por unanimidade entre os oficiais da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, foi recebido em assembleia como um de seus membros, passando pelo batismo por aspersão no dia 31 de dezembro em um ofício que foi celebrado pelo Rev. Ezequiel Fragoso Vieira.
Nessa igreja, onde aos poucos construiu muitas e sólidas amizades, conseguiu moldar a sua fé e aos poucos foi se constituindo como uma das lideranças entre os jovens e adolescentes dessa comunidade.

“Nos primeiros meses do ano de 1993 senti algo diferente em minha vida, percebi que Deus tinha um projeto novo para mim, o ministério pastoral. Foi com grande alegria que meus pais receberam esta notícia, que logo depois foi compartilhada com o meu pastor, tratando em seguida de levar meu nome para assembleia de membros que, de forma unânime, me encaminhou para aperfeiçoar os meus conhecimentos no Seminário Teológico Congregacional do Nordeste, um seminário de prestígio com mais de 75 anos de existência. O destino novamente me levou ao Recife e, em 1995, iniciei aos meus estudos em teologia.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 14)

Algum tempo depois, no dia 22 de dezembro de 1994, conciliando o trabalho e os estudos, conseguiu concluir o curso Técnico em Contabilidade ofertado pela Escola de 1º e 2º Graus Dom Terceiro.

Imagem de parte dos alunos de sua turma, em 1998.

Mais tarde, nos primeiros meses de 1995, depois do despertamento de sua vocação, foi encaminhado aos estudos eclesiásticos no Seminário Teológico Congregacional do Nordeste, uma instituição de nível superior que está ligada ao DET, o Departamento de Educação Teológica da UIECB, a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, que possui o seu principal campus de formação teológica no Nordeste localizado na Rua Arealva, nº 19, no Bairro Tejipió, no limite da cidade do Recife com a cidade de Jaboatão dos Guararapes.

“No início não foi nada fácil para mim, tive de me readaptar em morar em uma cidade grande. Não tinha conhecidos na república de estudantes em que fui morar e logo percebi que todos os colegas enfrentavam o mesmo problema que eu, daí formamos uma enorme família distantes de nossas casas. Em meu primeiro ano de seminário tudo era novo, o reitor daquela casa era bastante rígido com a nossa formação, cobrando muito de nossos estudos, e juntos não mediamos esforços para atingir aquilo que ele estabelecia. O seu nome era Manoel Bernadino de Santana Filho, um homem de muita capacidade e competência que depois se tornou em um bom e fiel amigo. Em meu primeiro ano de estudos, para não onerar as finanças da igreja, toda manutenção do seminário e pessoal era dada com muito amor e esforço pelos meus pais. Algo que me marcou nos primeiros dias de seminário foi que não sei se perdi ou troquei de identidade, pois não era mais chamado pelo meu nome e sim de ‘o seminarista’.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 14)

Nessa instituição de ensino conviveu em ambiente de estudos com diversas pessoas, de diversas denominações protestantes, dentre elas destacamos alguns que se tornaram referência no ministério pastoral ou no magistério: Hélder César de Araújo Ângelo, Josemar Guedes, Roberto Marques, Rovanildo Vieira Soares, Gicélia Mendes Ferreira, João Alexandre Arruda Júnior, Rosilene Costa Figueredo, Luís Carlos Pontes, Eugênia de Lira, entre outros.
A rotina de estudos do seminário, que era marcada pela constante disciplina e vigilância começava ao nascer do Sol e por volta das 5h15min os estudantes já deveriam estar de pé e com o seu asseio impecável, com as suas camas devidamente arrumadas, quando obrigatoriamente tinham de sair do alojamento para fazer a limpeza de um dos setores do campus, para onde era designado previamente em uma escala criteriosamente feita pelo diretor interno, e logo depois, com a bíblia na mão, procurar um espaço reservado para suas orações e meditações devocionais.

Imagem do bloco acadêmico do Seminário Teológico Congregacional do Nordeste, em 2014.

Nesses momentos os alojamentos já deveriam estar perfeitamente limpos e trancados, só sendo utilizados em casos extraordinários e, ainda assim, com a devida autorização e supervisão do diretor interno.
Às 6h20min era o momento do café da manhã, que era carinhosamente preparado por uma chefe de cozinha, contando com o auxílio de alguns dos alunos designados na escala nas três refeições, que tinha início com uma breve oração de agradecimento, sendo encerrado com um toque da campainha, quando todos tinham de fazer absoluto silêncio para os avisos do dia, que geralmente eram dados pelo diretor interno e ocasionalmente por um dos professores ou pelo próprio reitor.
Depois do café da manhã os alunos eram autorizados a imediatamente retornar para o alojamento e passar um brevíssimo período, onde faziam um novo asseio e se dirigiam para às salas de aula no bloco acadêmico, que começavam rigorosamente às 7h, da terça até a sexta-feira.
O almoço começava rigorosamente ao meio-dia, depois das aulas, seguindo o mesmo roteiro do café da manhã, tendo um espaço para orações e avisos, seguido de um espaço para descanso, que era encerrado às 14h15min, quando todos tinham liberdade para voltar aos seus aposentos.
No período da tarde, das 14h15min até às 17h, todos os alunos deveriam estar obrigatoriamente na banca de estudos em uma sala contígua à biblioteca existente no bloco acadêmico, onde tinha acesso a um rico e variado acervo, tendo de semanalmente apresentar uma ficha com 20 horas semanais de estudos ao diretor interno do estabelecimento.

Imagem da Igreja Evangélica Congregacional de Caruaru, em 1996.

Ao fim da banca de estudos, da terça-feira até à sexta, os alunos do internato tinham uma hora vaga, que dedicavam a prática de alguma atividade física, geralmente futebol e ocasionalmente voley.
O jantar era servido pontualmente no refeitório às 18h, acompanhando o mesmo roteiro das outras refeições, seguido de um breve momento para asseio pessoal, quando à 19h todos tinham de regressar aos estudos na biblioteca ou em sala de aula, dependendo da grade curricular construída no início do semestre por cada aluno, mesclando as cadeiras oferecidas no início de cada semestre entre os turnos da manhã e da noite, que eram oferecidas no internato e no externato, que funcionava no Edifício Artur Pereira Barros, anexo da Igreja Evangélica Pernambucana, localizada na Rua do Príncipe, nº 258, no Bairro da Boa Vista.
Nessa época o regulamento acadêmico do STCN previa que no sábado, dia que geralmente era utilizado pelos alunos internos para lavagem de suas roupas e outros utensílios, os estudantes podiam livremente sair do campus, sabendo que o domingo estava reservado para o estágio probatório na comunidade que fora previamente designado no início de cada semestre, devendo o aluno obrigatoriamente retornar ao internato às 18h da segunda-feira.

Imagem da Igreja Evangélica Congregacional de Jaboatão.

Em seu primeiro ano de curso foi designado a servir como seminarista disponível aos trabalhos religiosos executados pela Igreja Evangélica Congregacional de Jaboatão, que está localizada na Avenida Barão de Lucena, nº 89, no Centro da cidade de Jaboatão dos Guararapes, sendo tutorado pelo Rev. João Muniz Sobrinho, prestando a maioria de seus serviços em congregações existentes na cidade de Moreno, como também no Bairro Alto do Céu, em Jaboatão dos Guararapes.

“No primeiro domingo do semestre fui convidado pelo Rev. Muniz Sobrinho para trazer o sermão na Igreja Evangélica Congregacional de Jaboatão. Confesso, senti um enorme frio na barriga, não sabia o que era fazer a preleção em uma igreja como aquela, apesar de que a igreja de Boa Viagem ser tão grande quanto ela, meu medo era por não conhecer o público. Graças a Deus foi tudo muito bem, e na porta da igreja recebia o peso da responsabilidade que agora tinha sobre os meus ombros, muitas senhoras, bem idosas, me chamavam de ‘senhor pastor’, algo que para mim era muito estranho, elas tinham uma cortesia para comigo que eu não era acostumado a ter. Outra experiência marcante ocorreu naquele mesmo ano, na festa de Natal, quando recebi do meu tutor, o Rev. Ezequiel, a responsabilidade de levar o sermão para minha igreja. O Natal em minha igreja é uma grande festa, todas as famílias costumam se reunir no culto e, por muito tempo percebi que muitos gostavam apenas de mostrar suas roupas… meu sermão naquela noite foi baseado na humildade do nascimento de Jesus, que ofusca toda beleza de nossas roupas. Este sermão ainda hoje é comentado por alguns irmãos.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 14-15)

No segundo ano, a convite do Rev. Fredd Willham Silveira da Cruz, executou estágio supervisionado na Igreja Evangélica Congregacional do Vasco da Gama, na cidade do Recife, e logo depois, no terceiro ano de curso, por designação do diretor acadêmico, na Igreja Evangélica Congregacional do Pina, que está localizada na Rua Artur Lício, nº 197, no Bairro do Pina, sendo tutorado em suas atividades pelo Rev. Gilberto Alves de Sousa.
Nessa comunidade, praticando atividades de evangelismo pessoal, conviveu de perto com a pobreza das famílias que viviam nas paliçadas que serviam de suas residências sobre o Rio Capibaribe, na favela de Brasília Teimosa, onde chegou a presenciar diversas cenas de violência física e social.

“O meu segundo ano no seminário foi maravilhoso, pois minha igreja, em uma assembleia especial, decidiu assumir a total responsabilidade sobre os meus estudos. Foi também um ano de profundas mudanças naquela casa. O novo reitor, o Rev. Elecir Brito da Silva, modificara muitos aspectos de nossa vida interna e eu desfrutaria de ter como um bom amigo o Rev. Jaílson Amorim Pereira, novo diretor interno do seminário.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 15)

Nessa época, embora distante de sua igreja de origem, sem imaginar o que lhe aguardava em um futuro breve, embora sabendo o que ocorria nos bastidores, as mudanças políticas ocasionadas por conta de uma sucessão pastoral repentina e cheia de vícios iriam contribuir para liquidar as suas pretensões ministeriais dentro dos quadros da UIECB.

“O primeiro semestre de 1997 foi um ano de muitas transformações e mudanças, pois o meu tutor, o Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, por motivos de saúde, comunica  e ao mesmo tempo pede afastamento de suas atividades da igreja. Em seu lugar, em uma eleição contestável segundo os princípios congregacionais, foi eleito o Rev. Josafá Vieira. Pouco tempo depois, uma das primeiras ações do referido pastor frente à igreja foi, em uma assembleia ordinária, cortar a metade da manutenção que a igreja tinha firmado compromisso para comigo. Chegou ao ponto de nem ter contato comigo durante os anos finais em que estive naquela casa, fazendo-me perceber que pretendia aos poucos cortar o elo que me mantinha ligado à igreja. Tudo isso era um prenúncio do que estava me aguardando para o próximo ano. No seminário a minha vida acadêmica caminhava muito bem, havia uma promessa da direção do seminário para comigo e outros colegas de investir em novos professores, onde o seminário custearia bolsas de mestrado no Seminário Batista do Nordeste, e ainda um convite para lecionar naquele seminário. Naquele ano já surgiam alguns convites de algumas igrejas solicitando os meus trabalhos, havia um convite da Bahia, Alagoas e Recife. Ainda não me comprometia com ninguém visto que pretendia dar continuidade às minhas pesquisas.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 15)

Em seu quarto ano de estudos, tendo cumprindo rigorosamente as suas cadeiras de estágio, permaneceu servindo na Igreja Evangélica Congregacional do Pina, onde ocasionalmente era convidado pelos pastores conhecidos a ser preletor em outras comunidades, ganhando visibilidade ministerial e acadêmica, tendo a oportunidade de tornar o seu nome conhecido na cidade do Recife entre os de sua denominação.
Antes disso, nas férias que ocorriam em julho, sempre que retornava para o Município de Boa Viagem, a convite da Comissão Municipal de Distribuição de Alimentos, participava ativamente da distribuição de alimentos aos agricultores atingidos pelas secas que era promovido pelo PRODEA, o Programa de Distribuição de Alimentos.
Nessa fase do curso muitos dos seus objetivos acadêmicos e ministeriais estavam perfeitamente se encaixando até que, na madrugada do dia 26 de maio de 1998, estando em seus aposentos no dormitório do seminário, recebeu a notícia do inesperado falecimento de seu pai, que veio a óbito por conta de um infarto fulminante com apenas 49 anos de idade, algo que modificou muitos dos seus planos.

“O meu último ano de seminário foi um dos mais felizes e mais tristes de minha vida, tudo parecia bem. Havia conseguido definir e dar início ao meu trabalho monográfico, tendo em vista a conclusão de meu bacharelado. Nesse último ano de curso o pastor de minha igreja havia conseguido por fim ao seu intento, cortou por completo a minha manutenção. Eu não compreendia o motivo de suas atitudes, visto que o tinha como amigo pessoal, e vasculhando em minha memória nunca havia tido nenhum atrito com ele, o que eu sabia é que as nossas ideias com relação a posições teológicas e filosóficas se divergiam. Percebia também que ele não gostava de alguns de meus amigos, dentre eles o Rev. Maurício Manoel Amazonas dos Santos, alguém que para mim era como um irmão. Os meus pais novamente assumiram o custo de minha formação até que, no dia 25 de maio, aconteceu um desastre para minha família. O meu querido pai veio a falecer, vítima de um ataque cardio respiratório fulminante. Recebi a notícia de madrugada pela janela do meu quarto. Foi algo que me abalou profundamente, cheguei a pensar que ele tivesse sido assassinado, e que minhas tias estivessem escondendo de mim, logo me batendo um desespero e um desejo absurdo de vingança… No dia 26 de maio, às 18 horas, eu estava entregando meu pai a terra no cemitério municipal. Passei uma semana em minha casa dando assistência a minha família, tentando organizar o pequeno estabelecimento comercial – O Boiadeiro, Máquinas e Motores Agrícolas – de meu pai, foi uma semana terrível, nunca vi tanta gente sem sentimento, amigos que se afastavam e outros que se julgavam amigos e só tentavam tirar proveito da circunstância. Lembro-me bem das ameaças sofridas por meu irmão, aonde cheguei até a bater boca com o delegado da cidade, que defendia os interesses de um aproveitador. Após uma semana, voltei ao seminário. Estava decidido a somente terminar o semestre e retornar para minha casa, visto que, com a morte de meu pai, minha família não tinha mais condições de manter meus estudos. Foi neste instante que o reitor e o diretor interno do seminário surgiram como dois anjos enviados por Deus. Conseguiram uma bolsa integral para que eu pudesse me formar e me pediram que quando eu terminasse o curso, passasse um período em casa e logo regressasse ao seminário para lecionar. O último semestre de 1998 foi dificílimo e meus tios me prestaram muito auxílio. Consegui com louvor concluir minha monografia depois de enfrentar uma banca examinadora de 6 horas.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 15-16)

Diante desse fato, por conta da inesperada perda do suporte financeiro de seu pai e sem a menor perspectiva de ajuda em sua manutenção da igreja que o enviou, chegou a organizar a sua mudança de retorno para cidade de Boa Viagem, atitude que logo foi interferida pelo diretor interno da instituição, o Rev. Jaílson Amorim Pereira, que conseguiu levantar um grupo de pessoas responsáveis por sua bolsa de estudos até o final do curso, sendo o juramentista de sua turma e colando o grau de Bacharel em Teologia na Igreja Evangélica Pernambucana no dia 5 de dezembro de 1998.

Imagem registrando o dia do seu término de curso, em 1998.

Na época de seminário foi aluno de vários e excelentes professores, sendo alguns deles: Manoel Bernardino de Santana Filho, Jaílson Amorim Pereira, Joice Elizabeth Winifred Every-Clayton, Glenn Thomas Every-Clayton, José Bonifácio de Sousa e Silva e vários outros.
Ao fim dessa etapa, embora existindo outras alternativas, devido a morte de seu pai resolveu retornar para cidade de Boa Viagem no intuito de ajudar a sua mãe e aos seus irmãos a toparem os negócios de família, que era um comércio varejista de implementos agrícolas, uma oficina mecânica e uma escola, que se chama Instituto de Educação Paulo Moody Davidson, pois compreendia que a sua primeira igreja era a sua mãe e os seus irmão, e que estando no campo não desenvolveria um bom trabalho se estivesse preocupado com eles.
No início, sem condições de manter a variedade de ramos, o comércio e a oficina foram vendidas, tendo o dinheiro sido investido no patrimônio da escola, que aos poucos foi expandindo em seus negócios.

“Minha mãe era diretora de uma escola particular que a trinta e nove anos educa nesta cidade. A referida escola não possuía um prédio próprio, funcionava no prédio de uma escola que havia falido. No dia 2 de janeiro de 1999 a dona do referido prédio, mesmo consciente do contrato que tínhamos, nos forçava a sair da escola deixando tudo que havíamos construído para ela. Foi uma época que recebíamos telefonemas de madrugada com ameaças e que ela induzia seu irmão, que era vereador, a forçar a minha mãe a assinar papéis em branco. Se não fosse a força de alguns parentes meus de Caruaru, homens destemidos e de coragem teríamos perdido tudo. Minha mãe era viúva, mas havia alguém no Céu e na Terra por ela. Graças ao nosso bom Deus vendi a lojinha de meu pai e conseguimos comprar um terreno bem  localizado na cidade, começamos a construir e transferimos o Instituto de Educação Paulo Davidson para seu próprio prédio em julho de 1999, um mês antes do fim do contrato.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 17)

Nessa mesma época, conciliando o seu trabalho com o empreendimento comercial da família, passou a lecionar como contratado na Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, onde depois de algum tempo, prestando concurso público, assumiu a coordenadoria de gestão e algum tempo depois a coordenadoria administrativa e financeira na composição de seu núcleo gestor.

Imagem de uma das composições do Núcleo Gestor da EEM Dom Terceiro, em 2002.

Umas das transformações com essas repentinas mudanças em sua vida ocorreu no seio de sua comunidade religiosa, que por conta da política eclesiástica local aos poucos foi sendo colocado em um movimento centrípeta para fora das escalas de serviço, algo que ficou bem claro quando ainda estava no seminário e uma carta emitida pelo pastor de sua igreja denegriu a sua imagem, sendo por conta disso chamado para prestar esclarecimentos sobre o assunto diante do reitor.
O referido pastor não tinha ciência de que a sua carta seria exposta, tinha certeza de que o corporativismo pastoral iria abafar as suas palavras, algo que lhe causou surpresa, chegando inclusive a negar que lhe tinha escrito em uma reunião de oficiais.

“Terminado o período festivo regressei para Boa Viagem, chegando aqui, fiquei um pouco perdido, precisava me readaptar à cidade. A minha igreja, local que tinha como abrigo tornou-se um local inóspito. Percebia que não era bem vindo, visto que o pastor da igreja tinha escrito uma carta levantando falso testemunho a meu respeito. Pedi provas sobre o escrito, cheguei ao absurdo de ouvir que eu mesmo tinha forjado a carta que agredia a minha imagem. Foi uma dura prova que aprendi, conheci o lado negro e sujo da religião. Observei que para muitos religiosos à vontade de Deus não está em primeiro plano e sim as suas vaidades. Lembrei-me que na época da inquisição a igreja costumava levar para fogueira os cristãos que não concordavam plenamente com suas ideias, agora, eu era membro de uma igreja que não iria manda me queimar, mas que me colocava dentro da  geladeira, não me dava oportunidade.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 19)

Pouco tempo depois, percebendo que estava sendo subutilizado em sua comunidade eclesiástica, dispôs-se a prestar auxílio nas igrejas que lhe convidavam, entre elas a Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, passando depois disso a regularmente prestar serviço voluntário na Igreja Evangélica Boa-viagense, que nessa época ainda não tinha se organizado eclesiasticamente.
No dia 23 de julho de 2000, depois de prestar exame vestibular, foi aprovado para uma das vagas do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da UVA, a Universidade Estadual Vale do Acaraú, que nessa época funcionava nas dependências da Escola de Ensino Fundamental Pe. Antônio Correia de Sá.

Imagem da solenidade de diplomação da Universidade Vale do Acaraú, em 2002.

Algum tempo depois, no dia 22 de novembro de 2002, seguindo as formalidades da instituição, depois de apresentar o seu “Memorial de Prática Educativa”, trabalho necessário para finalização do curso, foi o orador da turma que foi diplomada na Associação Atlética Banco do Brasil.

“No ano de 2000 prestei exame vestibular para ingressar na Universidade Estadual Vale do Acaraú, onde consegui aprovação… Neste mesmo ano fui convidado pela direção da Escola de Ensino Fundamental e Médio Dom Terceiro para lecionar a disciplina de História, fato que para mim foi de bastante orgulho visto que fui aluno daquela escola. Em 2001, na mesma escola lecionei Língua Portuguesa e prestei concurso público para compor o núcleo gestor da referida escola.” (SILVA JÚNIOR, 2002: p. 17)

Antes disso, nos últimos meses de 2000, depois de prestar concurso público, foi contratado como recenseador pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o estudo do censo demográfico ocorrido em 2000.
Mais tarde, no dia 6 de abril de 2001, a convite do Dr. Pedro Pia de Freitas, foi convidado a participar como agente do Juizado da Infância e da Juventude da Comarca de Boa Viagem.
Pouco tempo depois desses fatos, segundo informações existentes no livro B-Auxiliar nº 1, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 70, folha 35v, no dia 24 de novembro de 2004 contraiu matrimônio religioso, com efeito civil e disparidade de culto, com Eulene Gomes Facundo, nascida no dia 21 de janeiro de 1978, sendo filha de Oséas Alves Facundo e de Maria do Socorro Gomes Facundo na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem diante do Monsenhor Luiz Orlando de Lima e do Rev. Maurício Manoel Amazonas dos Santos, ministro anglicano.
Algum tempo antes de seu casamento, no dia 15 de novembro de 2003, ingressou nos quadros da maçonaria, compondo uma das colunas da Loja Maçônica Cavaleiros do Amor, nº 79, sendo elevado ao grau de companheiro no dia 20 de novembro de 2005 e posteriormente exaltado a mestre no dia 17 de maio de 2008.
No dia 24 de maio de 2005, depois de algum tempo de estudos e ingressando como portador de diploma, novamente pela UVA, conseguiu concluir o curso de Licenciatura Plena em História e Geografia, ingressando depois disso em um curso de especialização em Gestão Escolar na UDESC, a Universidade do Estado de Santa Catarina, sendo diplomado pouco tempo depois no dia 21 de fevereiro de 2006, oportunidade em que defendeu a sua monografia que teve por tema “O Papel do Coordenador Escolar como Orientador Educacional na Escola Democrática Participativa”.
Nessa mesma época, desejando aprimorar os seus conhecimentos, mesmo sem perspectivas ministeriais, ingressou em uma especialização em Teologia Latino Americana na FAK, a Faculdade Kurios, apresentando como trabalho monográfico uma pesquisa por tema “Andarilhos da Fé: A História da Instalação do Protestantismo no Sertão do Município de Boa Viagem – Ceará”, sendo diplomado no dia 14 de abril de 2007.
Antes disso, pelo Instituto Superior de Teologia Aplicada, ingressou em uma turma de especialização em Psicopedagogia Institucional, sendo diplomado no dia 8 de maio de 2007, apresentando um trabalho monográfico intitulado de “A Importância do Lúdico no Processo de Alfabetização na Educação Infantil na Visão de Jean Piaget”, que foi orientado pelo M.e Prof. Nilo César Batista da Silva, texto que veio a se tornar em um capitulo do livro “A Aprendizagem à Luz da Psicopedagogia”, obra que teve um de seus exemplares entregue a Presidente Dilma Vana Rousseff.
Poucos dias depois, no dia 20 de julho de 2007, depois de algum tempo de estudos na cidade de Fortaleza, desejando validar o seu diploma de Bacharelado em Teologia, convalidou o seu curso pela UFC, a Universidade Federal do Ceará, oportunidade em que apresentou o trabalho monográfico que tem por título  “‘A Perseverança dos Santos’. Uma Análise do Quinto Ponto do Calvinismo”.
No dia 2 de junho de 2008, depois de prestar concurso público, foi convocado para tomar posse do cargo de carreira de Técnico em Assuntos Culturais da Secretaria da Cultura, Turismo e Lazer da Prefeitura Municipal de Boa Viagem, onde vem contribuindo para o desenvolvimento de diversos projetos, principalmente no que se refere à pesquisa acerca da história do Município de Boa Viagem.
Diante disso, no dia 10 de setembro de 2009, por meio de uma resolução, o seu nome foi referendado ao título de cidadania pela Câmara Municipal de Vereadores, sendo aprovado por unanimidade.

Imagem do Prof. Eliel Rafael da Silva Júnior recebendo o seu título de cidadania, em 2009.

Antes disso, novamente pela FAK, ingressou em uma das turmas de especialização em História e Geografia, curso que foi ofertado na Escola de Ensino Fundamental David Vieira da Silva, sendo diplomado no dia 4 de julho de 2009.
Mais tarde, pela FAEME, a Faculdade Evangélica do do Meio Norte, na cidade de Quixadá, concluiu o curso de Licenciatura Plena em Filosofia, sendo diplomado no dia 15 de dezembro de 2011, tendo apresentado como trabalho de final de curso a monografia denominada de “Análise do Existencialismo Ateu na Perspectiva de Sartre”.
Algum tempo depois, desejando continuar aprimorando os seus conhecimentos, ingressou dessa vez na UNIFUTURO, onde na cidade de Tauá cursou uma especialização em Educação Global, Inteligências Humanas e Construção da Cidadania, sendo diplomado no dia 11 de agosto de 2017.
Pouco tempo depois, na noite do dia 16 de dezembro, juntamente com o Prof. Cícero Pinto do Nascimento, recebeu uma premiação em reconhecimento ao desenvolvimento de seu trabalho em favor do Município de Boa Viagem.

Imagem do dia da entrega dessa comenda.

Essa comenda, que foi concedida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Boa Viagem, foi gentilmente entregue pela sua presidente, a Empresária Mirtes Brasil.

BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:

  1. BRANCO DE ARAÚJO, Lucirene Castelo. A Aprendizagem à Luz da Psicopedagogia. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2011.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A Angelologia e a sua Relevância para a Igreja. 1998. 105 f. Monografia (Bacharelado em Teologia) – Seminário Teológico Congregacional do Nordeste, Recife, 1998.
  4. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Memorial de Prática Educativa. 2002. 35 f. Memorial de Prática Educativa (Licenciatura em Pedagogia) – Universidade Estadual Vale do Acaraú, Boa Viagem, 2002.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. O Papel do Coordenador Escolar de Gestão como Orientador Vocacional da Escola Democrática Participativa. 2004. 52 f. Monografia (Especialização em Gestão Escolar) – Universidade de Santa Catarina, Quixadá, 2004.
  6. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A Importância do Lúdico no Processo de Alfabetização na Educação Infantil na Visão de Jean Piaget. 2006. 77 f. Monografia (Especialização em Psicopedagogia) – Instituto Superior de Teologia Aplicada, Boa Viagem, 2006.
  7. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. “A Perseverança dos Santos.” Uma Análise do Quinto Ponto do Calvinismo. 2007. 59 f. Monografia (Convalidação do Bacharelado em Teologia) – Universidade Federal do Ceará, Maranguape, 2007.
  8. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Análise do Existencialismo Ateu na Perspectiva de Sartre. 2009. 69 f. Monografia (Licenciatura em Filosofia) – Faculdade Evangélica do Meio Norte, Quixadá, 2009.
  9. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. “Andarilhos da Fé.” A História da Instalação do Protestantismo no Sertão do Município de Boa Viagem – Ceará. 2009. 162 f. Monografia (Especialização em História e Geografia) – Faculdade Kurios, Maranguape, 2009.
  10. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão: A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Boa Viagem, CE: Premius, 2010.

18 ideias sobre “Eliel Rafael da Silva Júnior

  1. Pingback: Eliel Rafael da Silva | História de Boa Viagem

  2. Pingback: Eliel Rafael da Silva Júnior (Bibliografia) | História de Boa Viagem

  3. Pingback: AS COMENDAS E OS TÍTULOS CONCEDIDOS PELO MUNICÍPIO DE BOA VIAGEM | História de Boa Viagem

  4. Pingback: Aline Cavalcante Vieira | História de Boa Viagem

  5. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Benjamim Alves da Silva | História de Boa Viagem

  6. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Delfina Vieira da Silva | História de Boa Viagem

  7. Pingback: Creche Proinfância Edson Tadeu de Queiroz Teodoro Albuquerque | História de Boa Viagem

  8. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Filomena Uchôa Viana | História de Boa Viagem

  9. Pingback: Escola de Ensino Fundamental José Adauto Sales | História de Boa Viagem

  10. Pingback: Escola de Ensino Fundamental José Assef Fares | História de Boa Viagem

  11. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Osmar de Oliveira Fontes | História de Boa Viagem

  12. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Patrícia Facundo Campos | História de Boa Viagem

  13. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Samuel Alves da Silva | História de Boa Viagem

  14. Pingback: Escola de Ensino Médio Dom Terceiro | História de Boa Viagem

  15. Pingback: Paróquia de Nossa Senhora da Guia | História de Boa Viagem

  16. Pingback: Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem | História de Boa Viagem

  17. Pingback: Escola de Ensino Fundamental Maria Auzerina Chaves | História de Boa Viagem

  18. Pingback: Cícero Pinto do Nascimento | História de Boa Viagem

Deixe uma resposta