Urbano Rafael da Silva

Urbano Rafael da Silva nasceu por volta de 1871 na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, sendo filho de José Rafael da Silva e de Maria Joaquina da Conceição.
Por volta de 1912 contraiu matrimônio com Amara Vaz e Silva, nascida possivelmente em 1896, sendo filha do português Pedro Martins Vaz e de Maria Sinezia Filgueira Vaz.
Desse matrimônio foram gerados oito filhos, três homens e cinco mulheres, sendo eles: Exgesso Rafael da SilvaHercília Vaz Silva MarinhoJandyra Rafael de Sousa, Newton Rafael da Silva, Jupira Rafael da Silva, Murilo Rafael da Silva, Ezite Rafael Cavalcanti e Nercia Rafael da Silva.
Depois de casado, passou a explorar uma grande propriedade rural que lhe pertencia nas proximidades onde hoje se encontra o Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, onde mantinha uma grande quantidade de coqueiros.
Segundo informações que foram publicadas no Jornal de Recife, ano XLVIII, nº 52, edição do dia 4 de março de 1905, no dia anterior a essa matéria, por volta das 11 horas da manhã, ao se dirigir até o edifício nº 14 da Rua Barão da Vitória no intuito de receber uma premiação do jogo do bicho, foi agredido pelo proprietário da banca e seus funcionários, que se recusaram a pagar sua premiação.
Em perigo, para proteger a sua vida, procurando fugir, resolveu pular de uma das varandas do edifício, ficando bastante ferido, sendo depois disso socorrido e levado para sua casa.
Conforme notícias dos jornais de sua época, dentre eles o Diário de Pernambuco, nº 275, ano 98, página 2, edição do dia 25 de novembro de 1922, era capitão da Guarda Nacional e residiu em diversos locais da cidade do Recife, dentre eles a Rua da Regeneração, no Chapéu do Sol, hoje denominado de Água Fria, e algum tempo depois onde se encontra a Rua das Moças.

Imagem da matéria publicada no jornal.

Segundo o relato de alguns dos seus netos, que carinhosamente o chamavam de “Dindinho”, era um homem de grande estatura, de voz forte, gostava de fumar cigarro de palha e por volta de 1927 perdeu a sua esposa em um trabalho de parto das filhas gêmeas.
Depois de viúvo, durante alguns anos, residiu com a sua família na Rua Uriel de Holanda, nº 104, no Bairro Linha do Tiro, na cidade do Recife. Nessa época, segundo matéria publicada no Jornal Diário de Pernambuco, edição do  dia 16 de outubro de 1948, temos o conhecimento do seguinte ocorrido:

“Às 8 horas de ontem, na Avenida Beberibe, no subúrbio de Água Fria, o auto-onibus chapa nº 6669, desenvolvendo certa velocidade, e dirigido pelo profissional Cícero de Araújo, atropelou e feriu o comerciário Urbano Rafael da Silva, de 76 anos, residente à Rua das Moças, nº 1.133, no bairro do Arruda. Como consequência do acidente, o septuagenário sofreu fratura dos ossos da perna esquerda (no terço médio inferior), além de contusões e escoriações generalizadas. Inteirou-se da ocorrência o inspetor do trânsito nº 166, que providenciou a remoção da vítima para o pronto socorro…, com referência ao profissional culpado, esse não prestou auxílio à vitima e preferiu fugir para evitar a flagrância. Mais tarde, depois do repouso conveniente, Urbano Rafael foi transferido para o seu domicílio…”

Pouco tempo depois desse episódio, no dia 2 de junho de 1950, segundo informações existentes no livro C-33, pertencente ao Cartório Arruda, da 15ª Zona Judiciária, tombo nº 22.664, página 60v, da cidade do Recife, faleceu em sua residência aos 79 anos de idade.
Depois disso, recebendo as homenagens fúnebres que são de costume, foi sepultado por seus familiares no Cemitério de Beberibe.

BIBLIOGRAFIA:

  1. SILVA JÙNIOR, Eliel Rafael da. Exgesso Rafael da Silva. Disponível em https://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-silva/. Acesso no dia 19 de novembro de 2023.