Eliane da Silva Alves

Eliane da Silva Alves nasceu no dia 10 de janeiro de 1945 no Município de Agrestina, que está localizado na região do Agreste pernambucano, distante 154 quilômetros da cidade do Recife, sendo filha de Exgesso Rafael da Silva e de Maria da Penha Silva.
Os seus avós paternos se chamavam Urbano Rafael da Silva e Amara Vaz e Silva, já os maternos eram Cezario Godoy de Vasconcelos e Arminda Valença Leite.
Na sua infância, por conta da profissão do seu pai, que era um funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, morou em diversas cidades do interior pernambucano.
Nesse tempo, segundo o relato de alguns dos seus irmãos, como era natural para qualquer criança, a sua maior alegria era quando um circo ou um parque chegavam à cidade, tendo a sua entrada franca aos espetáculos ou aos brinquedos sendo garantida pelos seus proprietários:

“Nessa época, ao transitar por esses Municípios, juntamente com a sua família, era cercado de privilégios, pois tinha o monopólio de todas as informações da cidade, desde às públicas até as mais particulares. Diante desse fato, conseguiu construir valiosos vínculos de amizade com importantes figuras do cenário político, algo que tirou proveito para aos poucos fazer com que alguns dos seus filhos ingressassem no serviço público.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017)

Mesmo com essas frequentes mudanças, os seus pais nunca relaxaram na qualidade de sua educação, sempre procurando as melhores escolas das cidades por onde passavam, pois acreditavam que somente uma boa educação, acompanhado de qualificação profissional, seriam capazes de abrir um leque de oportunidades de emprego e colocação profissional.
Nos primeiros meses de 1946, tendo pouco mais de um ano de idade, a sua família passou a residir no Município de Sirinhaém, na Zona da Mata pernambucana, distante apenas 64 quilômetros da cidade do Recife, onde permaneceram por pouco tempo, quando o seu pai pediu transferência para o Município de São Joaquim do Monte, no Agreste pernambucano.
Mais tarde, por volta de 1955, a sua família passou a residir na cidade de Caruaru, que está localizado no Vale do Ipojuca, 130 quilômetros distante da cidade do Recife, onde o seu pai adquiriu uma casa na Rua João José do Rego, nº 139, no Bairro do Morro do Bom Jesus.
Nos últimos meses de 1958, a sua família foi transferida para o Município de Água Preta, que está localizado na região da Zona da Mata, 102 quilômetros distante da cidade do Recife, onde o seu pai assumiu a chefia dos correios.

Imagem da família Rafael da Silva, década de 1960.

Imagem da família Rafael da Silva, década de 1960.

Nos primeiros anos da década de 1960, os seus pais decidiram fixar residência na cidade do Recife, habitando inicialmente na Rua Queira Deus, s/nº, no Bairro de Tejipió, depois no Bairro de Casa Amarela, Água Fria e pouco tempo depois, em um pequeno sítio que está localizado na Rua Cirigi, nº 226, no Bairro da Várzea, próximo da mata de Brennand, onde o seu pai construiu uma confortável casa.

“Nesse período, o seu pai passou a trabalhar em uma empresa que era denominada pela sigla CERMIC, que estava localizada no Município de Cabo de Santo Agostinho, sendo um dos responsáveis pelo escritório.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017)

Antes disso, quando chegou a sua época de frequentar os bancos escolares, passou curtas temporadas nas escolas das cidades por onde os seus pais habitaram, recebendo uma instrução mais sólida no Instituto Santo Amaro, que era localizado no Bairro de Casa Amarela, e por fim no Instituto São José, unidades escolares existentes na cidade do Recife, onde conseguiu concluir à 6ª série do Ensino Primário.
Dessa época, no meio da pilhéria, ainda guarda uns versinhos de insulto feito pelos seus irmãos aos locais por onde estudou:

“No Instituto Santo Amaro você entra burro e saí cavalo, já no Instituto São José, sai burro se quiser!”

Mais tarde, nos primeiros meses de 1960, com apenas 15 anos de idade, passou uma pequena temporada residindo com uma de suas irmãs, Emalba da Silva Lima, e logo depois com Emivanete da Silva Vieira, na cidade de Belo Jardim, sendo uma pessoa muito presente na vida de seus sobrinhos.
Na cidade de Belo Jardim, o seu cunhado era pastor da Igreja Evangélica Congregacional, sendo aceita como membro dessa comunidade no dia 4 de dezembro de 1960, recebendo o batismo poucos dias depois pelo Rev. Ezequiel Fragoso Vieira.
Algum tempo depois, quando o seu cunhado assumiu o pastorado da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, no Estado do Ceará, juntamente com os seus pais passaram um período de férias nessa cidade, onde construiu importantes vínculos.
Mais tarde, na manhã do dia 17 de julho de 1969, segundo informações existentes no livro B-21, pertencentes ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 5.025, folha 159v, diante da Drª Gizela Nunes da Costa, contraiu matrimônio civil com Francisco Alves de Sousa, que nasceu no dia 4 de outubro de 1940, sendo filho de José Pedro de Sousa e de Rita Maria de Sousa.

Imagem de seu casamento, em 1969.

Desse casamento foram gerados cinco filhos, duas mulheres e três homens, sendo eles:  Azenete da Silva Alves, Ezequias da Silva Alves, Ebenézer da Silva Alves, Azeneide da Silva Alves e Eudes da Silva Alves.
Depois de casada, passou a residir com o seu esposo em uma das casas existentes dentro da propriedade de seu sogro, até que, nos primeiros anos da década de 1970, por conta de uma estiagem, decidiu migrar com a sua família para o Município de Caruaru, no Estado de Pernambuco, habitando durante algum tempo em uma das fazendas de seu irmão, Emelson Rafael da Silva, que era um destacado empresário do ramo de beneficiamento de couro daquele Município.
Pouco tempo depois, chegando à quadra invernosa no Município de Boa Viagem, regressou ao Estado do Ceará com a sua família e nessa oportunidade, depois de muitas economias, conseguiu juntar uma soma em dinheiro para adquirir uma excelente propriedade, que era denominada de Bom Sucesso, pertencente ao espólio de David Vieira da Silva.
Essa propriedade, que é bastante fértil, está localizada nas proximidades do Açude Monsenhor José Cândido de Queiroz Lima, próximo da propriedade de seu sogro.
Nessa época, nos primeiros meses de 1976, mesmo morando distante da cidade do Recife, deu toda atenção que estava ao seu alcance para sua mãe, que lutava contra um câncer no estômago, falecendo no dia 1º de junho desse ano no Hospital de Santo Amaro, prestes a completar 64 anos de idade.
Mais tarde, nos primeiros meses de 1980, novamente por conta de seguidos anos de estiagem, resolveu retornar com a sua família para propriedade de seu irmão, no Município de Caruaru.
Algum tempo depois, no dia 24 de dezembro de 1983, depois de ter regressado ao Município de Boa Viagem, partilhou com a sua família do inesperado falecimento de sua filha mais velha, que veio a óbito na cidade de Fortaleza vítima de um cisto cerebral.
Nos últimos meses de 1987, desejando dar melhor qualidade de vida aos seus filhos, adquiriu uma pequena propriedade próximo da cidade de Boa Viagem, que é denominada de Juazeiro, local onde mantinha um ponto de pregação regular da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem.
A partir dos primeiros anos da década de 1990, por conta das difíceis condições sociais do país, os seus filhos, aos poucos, decidiram partir para o Estado de São Paulo em busca de melhores condições de sobrevivência, fato que dificultou o desenvolvimento do trabalho em sua propriedade.
Alguns anos depois, sucessivas perdas se abateram sobre a sua família, inicialmente foi a morte do seu sogro, pouco tempo depois foi a vez de sua sogra, mais tarde a de seu pai e por fim a de um de seus irmão, que se chamava Eliel Rafael da Silva.
Pouco tempo depois, nos primeiros meses de 1999, por conta dos problemas políticos e doutrinários existentes dentro da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, que findaram em uma divisão, juntamente com a sua família passou a compor o quadro de membros da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira, fortalecendo o grupo que algum tempo depois passou a compor a Igreja Evangélica Boa-viagense.

“Embora nos dias de hoje ela não possua nenhuma congregação, ninguém pode tomar-lhe o mérito de ser a igreja mãe da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem e da Igreja Evangélica Boa-viagense, duas das principais igrejas protestantes estabelecidas na cidade de Boa Viagem, que regularmente costumam receber àqueles que migram para o principal centro urbano do Município.” (SILVA JÚNIOR, 2015: A Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/igreja-evangelica-congregacional-de-cachoeira/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

Nessa época, recebendo a valiosa ajuda dos seus filhos que estava na Sudeste, o seu esposo conseguiu adquirir um veículo da montadora Ford, modelo Pampa, que utilizava regularmente para o transporte de pessoas para os cultos que aconteciam na cidade, sendo mais tarde um dos apoiadores para fundação de uma congregação na localidade de Anafuê.
Em sua propriedade, aproveitando melhor a sua produção de leite, juntamente com o seu esposo, deu inicio a uma pequena fábrica de doces, conseguindo a façanha de vender toda a sua produção no comércio da cidade, principalmente nas escolas.

Imagem de Francisco Alves de Sousa e de sua família, em 2001.

Imagem de Francisco Alves de Sousa e de sua família, em 2001.

Na manhã do dia 27 de novembro de 2001, foi surpreendida pela notícia do trágico falecimento de seu esposo, que se envolveu em um grave acidente automobilístico.

“Mais tarde, no dia 27 de dezembro de 2001, conforme informações existentes no livro C-05, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 3.940, folha 18v, quando ia fazer a entrega de uma encomenda de sua fábrica, pilotando uma motocicleta Honda CBX, cor vinho, placa CFV 9240, entrou de forma desatenta na Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020, sendo colhido violentamente por uma caminhonete que irresponsavelmente não parou para prestar-lhe socorro.” (SILVA JÚNIOR, 2016: Francisco Alves de Sousa. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/francisco-alves-de-sousa/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

Depois desse fato, desconsolada por não ter mais o seu esposo, resolveu se estabelecer na cidade de Boa Viagem, inicialmente na Rua 26 de Junho, nº 672, no Bairro Boaviaginha, e logo depois em sua casa própria, que está localizada na Rua Enedina de Carvalho, nº 393, no Bairro Tibiquari, estando acompanhada de sua neta, Daniele Dayse Alves de Lima.

Imagem da residência de Eliane da Silva Alves, em 2018.

BIBLIOGRAFIA:

  1. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017.
  2. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Francisco Alves de Sousa. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/francisco-alves-de-sousa/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017.
  3. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.

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