Emilton Rafael da Silva

Emilton Rafael da Silva nasceu no dia 3 de fevereiro 1935 na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, sendo o filho primogênito de Exgesso Rafael da Silva e de Maria da Penha Silva.
Os seus avós paternos se chamavam Urbano Rafael da Silva e Amara Vaz e Silva, já os maternos eram Cezario Godoy de Vasconcelos e Arminda Valença Leite.
Na sua infância, por conta da profissão do seu pai, que era funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, morou em diversas cidades do interior pernambucano.
Nesse tempo, segundo alguns de seus relatos, como era natural para qualquer criança, a sua maior alegria era quando um circo ou um parque chegavam à cidade, tendo a sua entrada franca aos espetáculos ou aos brinquedos sendo garantida pelos seus proprietários:

“Nessa época, ao transitar por esses Municípios, juntamente com a sua família, era cercado de privilégios, pois tinha o monopólio de todas as informações da cidade, desde às públicas até as mais particulares. Diante desse fato, conseguiu construir valiosos vínculos de amizade com importantes figuras do cenário político, algo que tirou proveito para aos poucos fazer com que alguns dos seus filhos ingressassem no serviço público.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017)

Nessa época, mesmo com essas frequentes mudanças, os seus pais nunca relaxaram na qualidade de sua educação, sempre procurando as melhores escolas das cidades por onde passavam, pois acreditavam que somente uma boa educação, acompanhado de qualificação profissional, seriam capazes de abrir um leque de oportunidades de emprego e colocação profissional.
Nos últimos meses de 1938, quando estava prestes a completar 4 anos de idade, o seu pai foi transferido para o Município de Pesqueira, que está localizado no Vale do Ipojuca, distante 215 quilômetros da cidade do Recife.
Nessa época, ao visitar uma de suas tias na cidade de Caruaru, que se chamava Débora Borges Godoy de Vasconcelos Leite, um simples fato provocou uma enorme mudança na vida religiosa de sua família.
A sua mãe, que era muito religiosa, foi convencida pela pregação do Evangelho em um simples culto doméstico quando ouviu o cântico nº 284 do Salmos e Hinos, passando a partir desse momento a professar a confissão protestante, algo que inicialmente gerou certos conflitos entre os seus pais.
Mais tarde, no dia 4 de janeiro de 1940, segundo informações publicadas no Jornal do Brasil, o seu pai foi promovido para exercer a função de carteiro, passando a residir com a sua família no Município de Jurema, distante 195 quilômetros da cidade do Recife.
Pouco tempo depois dessa conquista, a sua família passou a residir no Município de Agrestina, quando no dia 6 de março de 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial, por meio do decreto nº 11.854, o seu pai foi promovido ao exercício da função de telegrafista, sendo requisitado pelas forças armadas para monitorar e manter as comunicações entre às tropas brasileiras que estavam aquarteladas pelo litoral:

“Alguns anos antes de seu nascimento, no período da II Guerra Mundial, dada à importância das comunicações para a segurança nacional, o seu pai foi requisitado e chegou a ficar alguns dias aquartelado aguardando o embarque das tropas brasileiras para o teatro de guerra europeu, fato que não aconteceu por conta de ser arrimo de família.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 10 de novembro de 2017)

Nos primeiros meses de 1946, a sua família passou a residir no Município de Sirinhaém, na Zona da Mata pernambucana, distante apenas 64 quilômetros da cidade do Recife, onde permaneceram por pouco tempo, quando o seu pai pediu transferência para o Município de São Joaquim do Monte, no Agreste pernambucano.
Mais tarde, por volta de 1955, a sua família passou a residir no Município de Caruaru, que está localizado no Vale do Ipojuca, 130 quilômetros distante da cidade do Recife.
Nessa época, no dia 12 de maio de 1955, com apenas 20 anos de idade, na cidade de Caruaru, contraiu matrimônio com Maria Ramos da Silva, que é natural de Vertentes, tendo nascida no dia 2 de outubro de 1938, sendo filha de Artur Julião Ramos e de Inácia Martins Ramos.

Imagem de seu casamento, em 1955.

Desse matrimônio foram gerados nove filhos, três mulheres e seis homens, sendo eles: Maria da Penha Ramos de Araújo, Emilêda Ramos Marinho, Emilton Rafael Júnior, Emilson Rafael da Silva, Edilma Maria Rafael, Emanuel Emerson Rafael da Silva, Exgesso Rafael da Silva Neto, Ebenézer Rafael da Silva e Ernando Rafael da Silva.
Alguns anos mais tarde, por indicação de seu pai, seguiu carreira profissional na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, servindo na agência de diferentes cidades do interior pernambucano, entre elas destacamos: Pesqueira, Bonito e São Joaquim do Monte.
No dia 1º de julho de 1962, partilhou com a sua esposa e filhos do falecimento de seu sogro, que foi sepultado do Cemitério Dom Bosco, na cidade de Caruaru.
Mais tarde, nos primeiros meses de 1976, mesmo morando distante da cidade do Recife, deu toda atenção que estava ao seu alcance para sua mãe, que lutava contra um câncer no estômago.

“Segundo informações existentes no Cartório de Santo Amaro, pertencente ao 5º distrito, tombo nº 550, folha 93v, faleceu no dia 1º de junho de 1976 no Hospital de Santo Amaro, prestes a completar 64 anos de idade.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Maria da Penha Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/maria-da-penha-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

No dia 27 de maio de 1992, já estando aposentado e residindo na cidade de Caruaru, foi surpreendido pela notícia do falecimento de seu pai, que veio a óbito pouco tempo depois de completar 79 anos de idade, vítima de enfisema pulmonar, sendo também sepultado no Cemitério Dom Bosco.
Nessa época, sempre que tinha oportunidade, acompanhava o seu irmão, Emelson Rafael da Silva, participando de alegres caçadas pelo sertão, sendo um exímio atirador de rifle e aproveitando os horários vagos para uma partida de dominó.

Imagem de uma das caçadas em família.

Mais tarde, no dia 25 de março de 1998, sofreu outra perda em sua família, dessa vez o seu irmão caçula, que se chamava Eliel Rafael da Silva e residia na cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará, onde possui outros irmãos.
Nesse dia, ao receber essa trágica notícia, imediatamente pegou o seu veículo e seguiu para o Estado vizinho no intuito de participar do ofício fúnebre de seu irmão, que ocorreu no templo da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, sendo conduzido por seu cunhado, o Rev. Ezequiel Fragoso Vieira.

“Por conta disso, no fim da noite do dia 25 de março de 1998, segundo informações existentes no livro C-5, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 3.392, folha 181, com a sua pressão arterial estando bastante alterada por ter passado o dia na prefeitura esperando ser atendido pelo prefeito, sofreu um ataque cardíaco fulminante, vindo a óbito sem receber nenhum tipo de assistência médica.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

Muitos anos depois, sempre que tinha uma oportunidade, vinha para cidade de Boa Viagem no intuito de se confraternizar com os seus irmãos, onde a sua presença é muito estimada.

Imagem de um dos encontros da família Rafael, em 2015.

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