Dirceu José dos Santos

Dirceu José dos Santos nasceu no dia 2 de abril de 1945 na cidade de Boa Viagem, que está localizada no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de José Santos Filho e de Joana Carolina dos Santos.
Os seus avós paternos se chamavam Alexandre José dos Santos e Luíza Maria do Espírito Santo, já os maternos eram Januário Avelino de Sousa e Maria Carolina de Sousa.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na localidade de Pedra Branca, próximo da vila do Ibuaçu, onde passou os primeiros anos de sua infância.

“Durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.” (SILVA JÚNIOR, 2016: A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016)

Algum tempo depois os seus pais adquiriram uma nova propriedade, passando a residir na localidade de Lembranças, onde o seu pai era uma das colunas do trabalho de confissão protestante exercido pela Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira na Congregação de Suçuarana, que deu origem à Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera.

“Nas proximidades dessa propriedade, já havia um trabalho protestante na residência de Sebastião Alves da Silva… e costumeiramente recebia a visita dos missionários da UESA… Em 1944, com o retorno e a mudança dos membros da Família Alves da localidade de Pedra Branca, os trabalhos religiosos foram transferidos para residência do casal José Santos Filho e Joana Carolina dos Santos.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 212-213)

Nessa localidade permaneceu por quase toda a sua adolescência até que, nos primeiros anos da década de 1950, os seus pais decidiram migrar para região sul de nosso país.
Em sua juventude, depois que retornou para o Município de Boa Viagem, juntamente com alguns amigos, adorava organizar e participar dos torneios de futebol de salão que ocorriam na quadra da Escola de Ensino Médio Dom Terceiro.

Imagem do time do Grêmio: (Em pé) Ideocílio, Luizinho e Toinho. (Agachados) Dirceu, Carlinhos e Zaga.

Mais tarde, segundo informações existentes no livro B-20, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 4.333, folha 110, no dia 10 de agosto de 1966, com 21 anos de idade, contraiu matrimônio com Ademilde Fragoso dos Santos, que nasceu no dia 20 de novembro de 1949, sendo filha de Cirilo Fragoso Vieira e de Eunice Fragoso Vieira, em uma celebração religiosa com efeito civil conduzida pelo Rev. Ezequiel Fragoso Vieira.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, um homem e duas mulheres, sendo eles: Ezenilde Fragoso Duarte, Edinilton Fragoso dos Santos e Eliziane Fragoso dos Santos.
Durante alguns anos residiu com a sua família na Rua Carlos Sabóia, nº 69, Centro, na cidade de Boa Viagem.

Imagem da residência de Dirceu José dos Santos, em 2018.

Depois de casado, durante algum tempo trabalhou como motorista e também motonivelador, sendo contratado pela Prefeitura de Boa Viagem na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, até iniciar o seu próprio negócio no ramo de panificação.

“A camionete rural da Prefeitura, que servia ao Gabinete, havia ido ao Banco do Brasil em Quixeramobim, sob a direção do guiador Dirceu José dos Santos, tratar assuntos da Prefeitura. Ao chegar ao local, também ficaram detidos Dirceu e a camionete. Não permitiram mais que ele dirigisse o carro, que foi levado por um policial.” (VIEIRA FILHO, 2008: p. 65)

A sua panificadora, que passou a ser denominada de “Santos Dumont”, funcionava na Rua Agronomando Rangel, nº 285, Centro.
Mais tarde, no dia 26 de julho de 1980, um dia de sábado, por volta das 9 horas da manha, segundo informações existentes no livro C-02, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 707, folha 20, faleceu quando fazia a entrega dos produtos de sua panificadora, perdendo a direção de sua Kombi depois de um acidente ocorrido no encontro da Avenida Basílio Vieira Carneiro com a Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020.
Em seguida, depois das formalidades fúnebres que são de costume, o seu corpo foi levado ao mausoléu da família existente no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Centro.

Imagem do túmulo de Dirceu José dos Santos, em 2017.

BIBLIOGRAFIA:

  1. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  2. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão. A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Fortaleza: PREMIUS, 2015.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016.
  4. VIEIRA FILHO, José. Minha História, Contada por Mim. Fortaleza: LCR, 2008.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, por meio da lei nº 1.073, de 21 de outubro de 2010, um ginásio poliesportivo recebeu a sua nomenclatura.