Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

O templo da Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera está localizado na margem da Rodovia Estadual CE-265, dentro dos limites geográficos do Distrito de Poço da Pedra, distante 42 quilômetros da cidade de Boa Viagem, no Município de Boa Viagem, no Estado do Ceará.

Congregação da Igreja Evangélica Congregacional em Várzea da Tapera

Imagem da Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera, em 2013.

Apesar de ser tratada por muitos como igreja essa comunidade ainda não possui a sua autonomia administrativa, portanto ela ainda é uma congregação da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, que possui vinculo denominacional com a UIECB, a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, estando dentro dos limites geográficos de sua 25ª região administrativa.

A SUA HISTÓRIA:

O protestantismo existente nessa região do Município de Boa Viagem teve início nos últimos anos da década de 1930 como fruto do trabalho evangelístico realizado por moradores da Fazenda Madeira Cortada:

“Antes da existência da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira já haviam trabalhos evangélicos no Município de Boa Viagem. Em 1938, Manoel José da Silva, diácono da Igreja Evangélica Congregacional de Jacu, vendeu a Fazenda Dois Irmãos, no Estado da Paraíba, e comprou a Fazenda Madeira Cortada, no Município de Boa Viagem, no Estado do Ceará. Ele e vários membros da Igreja do Jacu chegam à Fazenda Madeira Cortada no dia 15 de novembro de 1938, reunindo-se em congregação na casa do irmão Francisco Fragoso Vieira. Esses irmãos evangelizaram os povoados vizinhos e conseguiram organizar uma congregação na localidade de Lembranças, sendo os evangélicos em sua maioria cearenses. O lugar de culto era na residência do irmão Antônio Ramiro Carneiro.” (FRAGOSO VIEIRA, 1997: p. 2-3)

Nessa época o trabalho de evangelismo era totalmente informal, não seguia um plano ordenado, nascia espontaneamente das conversas do cotidiano entre os moradores dessa região:

“O trabalho protestante na localidade de Lembranças teve início graças ao empenho evangelístico do Diácono Manoel José da Silva, que tinha adquirido uma propriedade próxima à Fazenda Lembranças. Conta-se que ele não perdia uma oportunidade para evangelizar, e através de uma simples conversa gerou uma grave crise religiosa em um fazendeiro, com quem negociava uma compra de gado… Essa crise se tornou em uma forte angústia, e a tristeza que tomou o coração de Antônio Ramiro Carneiro o motivou à busca da verdade, a salvação por meio da graça.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 215 – 216)

Depois desse diálogo, o ponto de referência para os cultos dessa comunidade passaram a ser regulares na residência do agropecuarista Antônio Ramiro Carneiro, que juntamente com alguns de seus familiares aderiu à confissão protestante.
Pouco tempo depois essa alegre comunidade passou a ser regularmente assistida pelos pastores da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira, que nessa época era a única comunidade do Município organizada como igreja:

“Com o passar do tempo, o trabalho foi se desenvolvendo, e logo começaram a surgir os primeiros frutos. Sempre que os missionários da UESA estavam na cidade de Boa Viagem costumavam visitar essa alegre congregação. Nesse tempo, a Congregação de Lembranças estava aos cuidados da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira, que posteriormente a transferiu para os cuidados da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, na sede do Município.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 216)

Nessa fase ela foi assistida pelos missionários da UESA, a União Evangélica Sul-Americana, que dispunha dos seguintes pastores em nossa região: o Rev. Paulo Moody Davidson, o Rev. Eduardo Carl Knechtel, o Rev. Humbert Cook, o Rev. Cecil Flecthel e o Rev. Percy Bellah, que regularmente se revesavam de seus campos para cumprir os atos pastorais pelo Município de Boa Viagem.
Logo depois, quando ficou definida a sua adesão aos congregacionais, a igreja foi acompanhada por pastores brasileiros, inicialmente pelo Rev. Antônio Francisco Neto, que regularmente vinha da cidade de Catolé do Rocha; depois pelo Rev. Manoel Bernardino de Santana, que durante algum tempo residiu na cidade de Boa Viagem; e novamente pelo Rev. Antônio Francisco Neto; logo depois pelo Rev. José Borba da Silva Neto, que organizou os estatutos da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem.
No fim da década de 1950, depois da unificação dos pastorados pelo Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, aos poucos os trabalhos que eram mantidos pela Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira foram sendo transferidos para os cuidados da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem.
Antes disso, por volta de 1948, com o expressivo desenvolvimento desse trabalho, essa comunidade ganhou uma pequena propriedade para construção de seu templo, que foi edificado por meio de um mutirão nas cercanias da casa de seu doador:

“Esse terreno foi doado pelo Sr. Antônio Ramiro Carneiro aos missionários da UESA, a União Evangélica Sul-Americana, que sem demora estimularam os seus frequentadores a realizar um mutirão em favor da construção do referido salão apropriado para os cultos.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 216)

Nessa época, um dos principais envolvidos nessa edificação foi José Vieira de Freitas Filho, que residia com a sua família nas proximidades dessa localidade e dava forte apoio ao seu funcionamento. Outros nomes que merecem ser mencionados é o de Sebastião Alves da Silva e o de Eládio Alves da Silva, que na época era estudante do Seminário Teológico Congregacional do Nordeste e realizavam estágio pastoral nessa comunidade.
Pouco tempo depois, já em idade bastante avançada e pretendendo se desfazer de sua propriedade, o irmão Antônio Ramiro comprou a pequena “casa de oração”, como era popularmente conhecida, e um de seus filhos, Elias Ramiro Carneiro, fez a doação de um terreno bem mais amplo, onde posteriormente foi edificado um templo com maiores dimensões que o primeiro:

“Em 1959, depois da venda da propriedade do Sr. Antônio Ramiro, já no pastorado do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, os protestantes da localidade novamente se mobilizaram para a construção de um novo templo. O antigo salão, que era localizado vizinho à casa do Sr. Antônio Ramiro, geraria certo desconforto aos novos proprietários da residência, pois eles não eram protestantes, fato que motivou a construção de um novo salão de cultos.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 217)

O registro da doação dessa propriedade encontra-se registrada no livro de atas da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem do dia 30 de setembro de 1957:

“Em seguida foi lido o teor de uma Escritura Pública de um terreno de 100 palmos em quadro, o teor foi proposto e apoiado por todos os membros. Foi dado um voto de louvor para o nosso irmão Antônio Ramiro Carneiro, por ter doado o referido terreno.”

Depois disso, segundo informações obtidas da Profª Irismar Soares Costa, que na época era criança, os principais envolvidos nessa obra de edificação foram os irmãos Geraldo Rodrigues da Silva e João Rodrigues da Silva.
Esse templo, que ficava bastante isolado das casas existentes na localidade, em suas atividades semanais de rotina, costumava receber uma grande quantidade de pessoas, principalmente jovens, crianças e adolescentes.

Imagem da Congregação de lembranças, início da década de 1980.

Imagem da Congregação de Lembranças, início da década de 1980.

Pouco tempo antes disso, por volta de 1951, essa comunidade foi carinhosamente regida por José Santos Filho, que anteriormente havia sido consagrado diácono e assumiu essa grande responsabilidade até os últimos meses de 1959, quando saiu dessa localidade e foi morar no Estado do Paraná.
Depois disso, essa próspera congregação passou a ser cuidada pelo irmão João Rodrigues da Silva, que foi consagrado diácono e acumulava a função de superintendente:

“O Diácono João Rodrigues da Silva começa a dar assistência a essa congregação. Ele liderará com muito zelo esse trabalho até 1987, quando muda a sua residência em definitivo para a cidade de Fortaleza. Antes disso, enquanto residiu na vila de Boqueirão, o Diácono João Rodrigues da Silva, que além de agricultor era comerciante, possuía também uma pequena padaria e tinha um potente serviço de som sobre o telhado de sua casa, que diariamente, servia para o evangelismo da pequena vila.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 218)

No exercício dessa importante função, durante muitos anos, a casa do irmão João Rodrigues da Silva, que está localizada na Rua José André da Cruz, s/nº, no Centro da vila de Boqueirão, esteve aberta para acolher os pastores e os evangelistas que regularmente visitavam essa congregação.
Nessa residência o Rev. José Borba da Silva Neto, o Rev. Francisco Souto Maior, a Missionária Odaci da Cunha Lima e o Rev. Ezequiel Fragoso Vieira, muitas vezes acompanhados de suas famílias, descansavam os seus cavalos e pernoitavam depois da execução das atividades religiosas que eram programadas. Era comum, no alpendre dessa casa, serem realizados os cultos de evangelismo, que costumavam reunir muitas pessoas.
Pouco tempo depois, já no fim da década de 1970, com a melhoria da qualidade das estradas, a Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem adquiriu uma rural willys, que era equipada com um gerador e um potente equipamento de som.
Durante o dia, o culto era anunciado no equipamento de som existente no telhado da residência do Diácono João Rodrigues da Silva:

“Todas as tardes, costumava pregar o Evangelho e deleitar a comunidade ao som de Feliciano Amaral, Luiz de Carvalho, Edgar Martins, Josué Barbosa Lira, Victorino Silva, entre outros expoentes da música sacra cristã.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 218)

Como nessa época não havia iluminação elétrica os cultos de evangelismo se tornavam o ponto de encontro da juventude e dos curiosos da comunidade, que costumavam se confraternizar com as pessoas da caravana que vinha da cidade.

Imagem da residência do Sr. João Rodrigues da Silva, em 2000.

Imagem da residência do Sr. João Rodrigues da Silva, em 2000.

Nesse período, no dia 5 de abril de 1970, conforme ata da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem, por conta de graves divergências doutrinárias, um grande número de pessoas dessa congregação foi eliminada de seu quadro de membresia:

“Após a aprovação deste relatório, resolve-se eliminar os seguintes membros: Francisco Carneiro de Oliveira, José Nertova de Oliveira, José Nazion de Oliveira, Dacina Ferreira de Oliveira, Maria Branca Costa, Antonio Ramiro Carneiro, Antônia da Silva Bié, Lucimar Ferreira de Oliveira, Sebastião Nascimento de Arruda, Audízio Ramiro Bié, Laura Bié, Maria Alice de Oliveira, Jurandy Oliveira Guerra, Juracy de Oliveira Guerra, os quais já abandonaram a nossa igreja aceitando doutrinas heréticas e aderindo ao movimento pentecostal da ‘Igreja da Aliança com Cristo’.”

Esse grupo de pessoas foi disciplinado por terem sido rebatizados nessa igreja, que parece não ter sobrevivido durante muito tempo.
Ainda nessa época, por conta da distância da cidade e da dificuldade de acesso, essa comunidade viveu praticamente independente da igreja-mãe, fato que lhe fez possuir, desde cedo, uma liderança autóctone:

“Desde cedo, uma forte característica dessa pequena congregação foi a sua autonomia. Devido à distância da sede, e à sua dificuldade de acesso, ela conseguiu formar uma liderança que atendia às necessidades espirituais do rebanho da localidade, fato que possibilitou o progresso da obra.” (SILVA JÚNIOR: 2015: p. 218)

Nos primeiros meses de 1987 o Diácono João Rodrigues da Silva transferiu a sua residência para cidade de Fortaleza, época em que a congregação passou a ser administrada por um triunvirato, que era formado pelos irmãos Enoque Antero da Silva, Antônio Simão e Luiz Francelino.
Nesse tempo a intolerância religiosa ainda grassava na mente daqueles que não aceitavam a existência do protestantismo nessa região e por diversas vezes o pequeno templo passou a ser alvo do vandalismo e constante desrespeito de algumas pessoas da localidade.
Diante disso, desejando inseri-la nas proximidades de um assentamento rural que estava sendo construído, o Assentamento Boa Ventura, os seus membros decidiram negociar o templo com o agropecuarista Firmino Alves de Oliveira.

Imagem do segundo templo da Congregação de Lembranças, que recebeu adaptações e foi transformada em uma residência, em 2002.

Imagem do segundo templo da Congregação de Lembranças, que recebeu adaptações e foi transformada em uma residência, em 2002.

Um pouco antes dessa negociação, consciente do interesse da congregação, o irmão Raimundo Alves Batista realizou um termo de doação de uma pequena propriedade para edificação do templo nas proximidades desse assentamento, local que é conhecido como Várzea da Tapera.
Nessa mesma época, em 1989, a congregação tinha como evangelista o irmão Edinaldo Alves da Silva, que utilizou de sua influência para conseguir muitos donativos dos comerciantes de confissão protestante da cidade no intuito de construir o novo templo.
Conforme o seu relato, “passava três dias por semana nessa região visitando os crentes, evangelizando e preparando um grupo de pessoas para o batismo, nos outros dias, quando estava na cidade, pedia material de construção aos comerciantes de minha intimidade”.
Aos domingos, juntamente com o Rev. Maurício Manoel Amazonas dos Santos, percorria o mesmo roteiro da semana confirmando as suas visitas e reforçando o convite para as pessoas assistirem o culto dominical, que sempre era bem concorrido.
Em 1991, depois da construção do templo, a congregação passou um breve período sem evangelista até que, em 1994, a congregação voltou a contar com os esforços do irmão Edinaldo Alves da Silva, que retomou a rotina de anteriormente.
Finalmente no dia 11 de fevereiro de 1997, depois de vários anos em obras, o templo da congregação foi finalmente inaugurado e desde essa época comemora o seu aniversário nessa data.
No início do século XXI essa congregação recebeu o apoio da Igreja Evangélica Congregacional de Madalena, que mensalmente enviava os seus pastores e oficiais para executar os ofícios pastorais que eram necessários ao bom funcionamento dessa comunidade:

“O trabalho na cidade de Madalena é promissor, já foi organizado um ponto de pregação no Bairro Henrique Jorge. O Presbítero Jairton Vieira de Freitas é atualmente o obreiro das congregações de Madalena e Lembranças.” (FRAGOSO VIEIRA, 1997: p. 5)

Em 2003 essa congregação passou a contar com os cuidados de um pastor residente, o Rev. Jairton Vieira de Freitas, que assumiu o seu pastorado até os últimos meses de 2005, quando foram lançados os fundamentos de seu salão social, deixando o trabalho depois disso sob a responsabilidade do Presbítero Waldinar Rodrigues Mesquita.
Alguns anos antes disso, desejando ter um pastor residente, a congregação investiu esforços para construir uma casa pastoral, que foi concluída por volta de 2002.
Nos últimos meses de 2007, após a conclusão de seu curso no Seminário Teológico Congregacional do Nordeste, foi a vez do Rev. Francisco Wagner de Oliveira Fernandes, que assumiu as atividades do campo e permaneceu nessa função até 2010.
No ano seguinte, necessitando de um pastor, a congregação convidou ao Rev. João Carneiro, um pastor batista que residia na localidade de Areia dos Albertos, que assumiu essa responsabilidade durante o ano de 2011 e deixou esse pastorado em virtude da existência de algumas incompatibilidades administrativas.

Imagem do interior do templo, em 2013.

Imagem do interior do templo, em 2010.

Nos primeiros meses de 2012 esse campo foi assumido pelo Rev. Raimundo Elias Gomes Filho, que até os dias de hoje executa as atividades inerentes ao seu ofício e tenta conseguir a emancipação eclesiástica da comunidade.
No segundo semestre de 2015, depois de muito tempo, foram retomadas as obras de construção do salão social da igreja depois de mais uma campanha de arrecadação entre os irmãos:

“Estaremos em breve retomando as obras do salão social de nossa igreja e contamos com todos aqueles que queiram nos ajudar, primeiramente em oração, por que DEUS é o dono da prata e do ouro… Sabemos que não temos condições financeiras para tão grande obra… Já estamos sonhando e visualizando o nosso salão pronto com as salas de aula funcionando e nossos jantares de final de ano em um espaço lindo e maravilhoso que o SENHOR há de nos presentear.” (GOMES FILHO, 2015: Nosso Salão Social em Cosntrução. Disponível em preliasfilho.blogspot.com.br. Acesso em 3 de julho de 2015)

OS PASTORES:

  1. Rev. Jairton Vieira de Freiras – 2003 a 2006;
  2. Rev. Francisco Wagner de Oliveira Fernandes – 2007 a 2010;
  3. Rev. João Carneiro – 2011 a 2012;
  4. Rev. Raimundo Elias Gomes Filho – 2012 (atual).

OS EQUIPAMENTOS:

Para executar bem as suas atividades sociais e espirituais a igreja dispõe de alguns equipamentos, são eles:

  1. Casa Pastoral;
  2. O Salão Social.

O CONTATO:

O canal de comunicação com a Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera é feito pela secretaria pastoral da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem pelo seguinte telefone:

  • Telefone:
  1. 88.3427-1845 (Secretaria Pastoral).