Maurício Manoel Amazonas dos Santos

Maurício Manoel Amazonas dos Santos nasceu no dia 6 de novembro de 1966 no Município de Cupira, que está localizado no Sertão do Estado de Pernambuco, distante 167 quilômetros da cidade do Recife, sendo filho de Manoel João da Silva e de Marly Amazonas dos Santos.

“Nasci num lar cristão de orientação católico-romana. Fui batizado, mas não cheguei a fazer a Primeira Comunhão. Aos 8 anos de idade, converti-me ao Evangelho reformado na Igreja Evangélica Congregacional de Cupira (PE), minha cidade natal. Essa conversão foi a terceira de nossa família, sucedendo à de papai e à de mamãe. Tudo isso foi resultado do ministério evangelístico e domiciliar do Rev. Manoel Bernardino de Santana, hoje de saudosa memória, que após um curto período de discipulado, mandou-nos congregar na referida igreja, da qual ele era pastor jubilado ou licenciado (não me lembro ao certo). Cerca de um ano depois em que estávamos na igreja, a mesma ficou sem pastor e nossa família saiu para a Assembleia de Deus. Nesta, aos 14 anos, recebi também o batismo por imersão. Ali continuei até a idade de 16 anos, quando voltei, sem minha família, para a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil.”

Nos primeiros meses de 1996, com apenas 19 anos de idade, depois de manifestar a sua vocação e o desejo de seguir ao ministério pastoral, foi encaminhado pela assembleia da Igreja Evangélica Congregacional de Cupira aos estudos eclesiásticos no STCR – o Seminário Teológico Congregacional do Recife, onde concluiu essa etapa de sua formação nos últimos meses de 1989.

“Iniciei no Ministério da Pregação do Evangelho aos 12 anos de idade, como evangelista pessoal, na distribuição de folhetos. Aos 13 anos, já pregava no púlpito, trajando paletó e gravata, como manda o figurino da Assembleia de Deus. Aos 16 e 17 anos, recebia convite para cantar – acompanhado pelo meu violão – e também exercitar a pregação da Palavra em igrejas de Cupira, Caruaru, Palmares, Belo Jardim, Santa Cruz do Capibaribe e Jaboatão (hoje, Jaboatão dos Guararapes). Foi nessa época que despertou em mim (com alguns sinais indicativos das igrejas pelas quais eu passava) a consciência de vocação e chamado para o Ministério da Pregação e do Pastorado. Era necessário um melhor aprimoramento dos dons e talentos que Deus me dera. Surge a oportunidade de estudar no Seminário Teológico Congregacional do Recife – STCR – onde fiz o Bacharelado em Teologia. Foram 4 anos de estudos sistemáticos em regime de internato. Ali conheci grandes oradores e ouvi grandes debates. Foi um tempo de aprofundamento teológico, de oração, de reflexão e de importantes formulações conceituais. O Seminário foi de vital importância ao desafiar-me com ideias que vinham desde os antigos Pais da Igreja até os teólogos contemporâneos da chamada Neo-ortodoxia. Isso tudo me fazia ter uma única certeza: era preciso estudar, estudar e estudar.”

No ano seguinte, depois da formalização de um convite, seguiu para o interior do Estado do Ceara, onde foi ordenado ao ministério pastoral e serviu como pastor auxiliar do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira na Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem.

“No dia 4 de fevereiro de 1990, aos 23 anos de idade, fui ordenado ao Santo Ministério, na Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem (CE), onde permaneci como co-pastor do Rev. Ezequiel Fragoso Vieira até meados do ano de 1992, quando renunciei ao pastorado. Um ano depois eu me desfiliaria também do Quadro de Ministros da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil – UIECB. Sendo assim, eu fiquei, não apenas um pastor sem ovelhas, mas eu mesmo, uma ovelha fora do rebanho e sem pastor.”

Nos primeiros meses de 1992, na cidade de Fortaleza, contraiu matrimônio civil  com Erinete Alves da Silva, nascida em 21 de novembro de 1961, sendo filha de Samuel Alves da Silva e de Maria Ozenir da Silva Lobo.
Desse relacionamento conjugal foi gerada uma filha, sendo ela Niedja Paula Amazonas dos Santos.
Algum tempo depois, por volta de 1994, diante da incompatibilidade de gênio, passou por um doloroso processo de separação e regressou ao Recife.

“Entre 1993 e 1998, fiquei sem domicílio eclesiástico (esta é uma bonita palavra para uma pessoa cristã que enfrenta a feia situação de não ter comunhão com nenhuma igreja). Em 1998, eu já estudava a possibilidade de me congregar nalguma igreja. Em 1999, período em que morei no STCR, pensei que pudesse retornar ao ministério na igreja em que fui ordenado, mas eu estava enganado: ali não havia mais espaço para quem tinha feito as rupturas que eu fizera.”

Nos primeiros meses de 2000, após um exame vestibular, ingressou em uma das turmas do curso de Bacharelado em  Sociologia da UFRPE – a Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde concluiu esse curso em 2005 depois de apresentar um trabalho monográfico que teve por titulo “Casa da Esperança, uma Experiência de Inclusão Social”.
Mais tarde, no dia 2 de outubro de 2006, segundo informações existentes no livro 29-B auxiliar, pertencente ao Cartório de Registro Civil do Pina, tombo nº 8.637, folha 238, na Paróquia Anglicana Jardim das Oliveiras, na cidade do Recife, diante do Bispo Dom Eduard Robinson de Almeida Cavalcanti, contraiu matrimônio religioso com efeito civil com Keila Maria Pereira Camargo, nascida no dia 19 de abril de 1968, sendo filha de Artur Bartolomeu Pascoal Camargo e de Maria das Graças Pereira Camargo.
Nos primeiros meses de 2015, desejando aprimorar a sua formação, ingressou em uma das turmas de Mestrado em Ciências da Religião da UNICAP – a Universidade Católica de Pernambuco, onde em 2018 apresentou como trabalho de conclusão a dissertação que tem como titulo: “Os limites da tolerância religiosa no Brasil do segundo império e a inserção do protestantismo de missão no Recife (1855-1873), que pelo seu valor acadêmico nesse mesmo ano foi comercializado como livro.

BIBLIOGRAFIA:

  1. AMAZONAS, Maurício. Os limites da tolerância e a força do Evangelho. Recife: Bagaço, 2018.

4 pensou em “Maurício Manoel Amazonas dos Santos

  1. Pingback: Maurício Manoel Amazonas dos Santos (Bibliografia) | História de Boa Viagem

  2. Pingback: Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem | História de Boa Viagem

  3. Pingback: Maria Rosary Pereira | História de Boa Viagem

  4. Pingback: NOVEMBRO | História de Boa Viagem

Deixe uma resposta