Manoel José da Silva

Manoel José da Silva nasceu no dia 31 de dezembro de 1884 no Município de Catolé do Rocha, que está localizado no Sertão paraibano, distante 411 quilômetros da cidade de João Pessoa, capital daquele Estado, sendo filho de José Antônio da Silva e de Delfina Maria da Conceição.
Os seus avós paternos se chamavam José Delfino de Melo e Maria da Conceição, já os maternos eram Manoel Pereira de Sousa e Maria da Conceição.
Na época do seu nascimento, veio ao mundo pelas mãos de uma parteira nas proximidades da vila de Brejo dos Santos, que nesse período era conhecida pelo topônimo de “Brejo dos Cavalos”, sendo uma pequena localidade rural pertencente ao Município de Catolé do Rocha.
A mudança desse nome ocorreu por conta de uma grande onda de intolerância religiosa ocorrida nos últimos anos da década de 1930.

“A Igreja Evangélica Congregacional instalou-se nesse  Município em 1928. O pastor era o Rev Henry Briault, de nacionalidade inglesa, que trabalhou, de certo modo, pelo progresso do lugar. Pelos anos de 1937 a 1939, as duas forças religiosas do lugar tiveram divergências, desentendimento este que gerou até violência.”  (IBGE: A história de Brejo dos Santos. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/brejo-dos-santos/historico. Acesso no dia 24 de fevereiro de 2018)

Mais tarde, ainda residindo nessa localidade, contraiu núpcias com com Antônia Maria da Conceição, sendo filha de Antônio Wanderley da Silva e de Antônia Maria de Jesus.
Desse matrimônio foram gerados nove filhos, cinco homens e quatro mulheres, sendo eles: Manoel José da Silva Filho, Beliza Maria da Silva; Delmiro Manoel da Silva, Francisca Maria da Silva, Wandeley Manoel da Silva, Genezina Maria da Silva, Luiza Maria da Silva, José Antônio da Silva Neto e Catarino Manoel da Silva.
Mais tarde, estando viúvo, contraiu um novo matrimônio, dessa vez com Rosa Maria da Conceição, que era nascida no dia 22 de setembro de 1894, sendo filha de Francisco de Andrade Maciel e de Maria Antônia da Conceição,
Desse matrimônio foram gerados cinco filhos, três homens e duas mulheres, sendo eles: Francisco Manoel da Silva, Delfina Maria da Conceição, Rubem Manoel da Silva, Levi Manoel da Silva, Abel Manoel da Silva e Maria Rosa Vieira.
Em junho de 1933, por conta de um parto a sua esposa sofreu com uma grave infecção durante 15 dias, fato que lhe levou ao óbito.
Algum tempo depois, no dia 3 de janeiro de 1934, segundo informações existentes no livro B-07, pertencente ao Cartório de Registro Civil de Catolé do Rocha, tombo nº 168, folha 2, estando novamente viúvo, contraiu matrimônio com a sua cunhada, que se chamava Sofia Vieira de Freitas, que nasceu no dia 4 de agosto de 1885, sendo filha de Pedro Vieira Carneiro e de Maria Floriana de Morais.

“Os filhos de Sofia Vieira de Freitas, com o seu primeiro esposo, José da Silva Filho foram: Rosemiro Vieira da Silva, Maria Vieira da Silva, José Vieira da Silva, Telmira Vieira da Silva, Sebastião Vieira da Silva, Alcina Vieira da Silva e Isaías Vieira da Silva.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 200)

Algum tempo antes desses fatos, sendo um esforçado evangelista protestante, foi consagrado diácono da Igreja Evangélica Congregacional de Brejo dos Santos, localidade em que habitava.
Nos últimos meses de 1937, desejando seguir o mesmo destino de alguns de seus familiares, entre eles um de seus irmãos, Martins José da Silva, que necessitando de mais terras escolheu o Estado do Ceará como alternativa, migrou com a sua numerosa família também para zona rural do Município de Boa Viagem.

“No dia 15 de novembro de 1937, o primo de Manoel Maria de Jesus, Manoel José da Silva (*1885 †1955), diácono da Igreja Evangélica Congregacional que era estabelecida no Sítio Jacu, no estado da Paraíba, veio para o Município de Boa Viagem, no Estado do Ceará.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 199)

Antes disso, adquiriu uma considerável propriedade em uma localidade que era denominada de “Madeira Cortada”, propriedade que antes pertencia ao agropecuarista Vicente de Paulo.
Ao se estabelecerem nessa propriedade, com o apoio da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira, aos poucos essa grande família deu sustentação para fundação do trabalho protestante que surgiu na região, sendo eles: a Igreja Batista Regular de Madeira Cortada e a Igreja Evangélica Congregacional de Várzea da Tapera.

“O trabalho protestante na localidade de Lembranças teve início graças ao empenho evangelístico do Diácono Manoel José da Silva, que tinha adquirido uma propriedade próxima à Fazenda Lembranças. Conta-se que ele não perdia uma oportunidade para evangelizar, e através de uma simples conversa gerou uma grave crise religiosa em um fazendeiro, com quem negociava uma compra de gado… Essa crise se tornou em uma forte angústia, e a tristeza que tomou o coração de Antônio Ramiro Carneiro o motivou à busca da verdade, a salvação por meio da graça.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 215 – 216)

Nos primeiros meses de 1942, ano em que ocorreu uma grave estiagem, juntamente com outros habitantes da região, iniciou as obras de construção de um açude, que só conseguiu juntar um bom volume d’água no ano seguinte, o suficiente para iniciarem um plantio de batatas, o que garantiu o sustento da família por algum tempo.
Segundo informações existentes no livro C-12, pertencentes ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 5.517, folha 24, faleceu no dia 15 de junho de 1955, pouco tempo depois de completar setenta e um anos de idade.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado no mausoléu pertencente a sua família que existe no Cemitério das Lembranças, que está localizado na zona rural do Município de Boa Viagem.