Mons. Pedro Vitorino Dantas

Pe.-Pedro-Vitorino-DantasPedro Vitorino Dantas nasceu no dia 18 de janeiro de 1915 no Município de Cascavel, que está localizado na região Norte do Estado do Ceará, distante 62 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de João Vitorino Dantas e de Edwiges Eufrásia Dantas.
Poucos dias depois do seu nascimento, que ocorreu no Sítio Bananeiras, seguindo os costumes da confissão religiosa de seus pais, foi batizado pelo Pe. Francisco Valdivino Nogueira, vigário da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Ainda sabemos pouco sobre a sua infância, mas o certo é que bem jovem, em 1930, almejando seguir o sacerdócio, foi encaminhado aos estudos eclesiásticos no Seminário Episcopal do Ceará, atual Seminário da Prainha, que está localizado na Rua Tenente Benévolo, nº 201, no Centro da cidade de Fortaleza.
No dia 30 de novembro de 1941, depois de anos de estudos, foi finalmente ordenado pelo arcebispo de Fortaleza, Dom Antônio de Almeida Lustosa.
Depois de ordenado foi nomeado secretário particular do arcebispo até que, no dia 31 de janeiro de 1943, recebeu a sua primeira designação pastoral, a Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, que está localizada no Sertão Central do Estado.
Poucos dias depois disso, no dia 7 de fevereiro de 1943, tomou posse de sua provisão na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, ocasião em que substituiu ao Mons. José Gaspar de Oliveira.
Em seu paroquiato nessa freguesia, no dia 29 de junho de 1944, aconteceu à inauguração do Salão Paroquial Monsenhor José Gaspar de Oliveira, local que até os dias de hoje é de grande serventia para paróquia.
Pouco tempo depois, no dia 28 de dezembro de 1946, ocorreu também o trágico assassinato de José Inácio de Carvalho, líder político com quem mantinha estreita relação de amizade:

“José Inácio de Carvalho, nos idos de 1940, vivia no auge de sua carreira política. O interventor do Município, Tenente José Silvino [da Silva], obedecia à sua orientação política. O Coletor Fausto Costa era da sua grei política. O vigário da Matriz, Padre Pedro Vitorino Dantas, era seu confidente e orientador espiritual. O juiz, Dr. Lourival Soares, todo dia passava em sua casa para troca de ideias. A sua casa vivia cheia de gente do Município e dos coordenadores da candidatura do General Onofre Gomes Muniz ao governo do Estado. Transbordava de felicidade.” (MOTA, 1996: p. 55)

Pouco tempo depois desse fato, alguns rumores passaram a dizer que o padre sabia o nome do criminoso, que havia se confessado, fato que o fez solicitar transferência da paróquia, ocorrida no dia 31 de janeiro de 1947, quando foi substituído pelo Pe. Francisco Clineu Ferreira.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem em 2000.

Imagem da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, em 2000.

Nesse mesmo ano, substituindo o Pe. Heitor Vieira Cavalcante ao assumir a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que está localizada no Município de Amontada, onde permaneceu até 1961, quando foi substituído pelo Pe. José Martins Dourado.
Algum tempo depois, em 1968, substituindo dessa vez o Mons. José Gaspar de Oliveira, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Fortaleza, permanecendo nessa função até 1978, quando foi substituído pelo Pe. Manoel Lemos Amorim.
Pouco tempo depois disso, ainda na cidade de Fortaleza, contando apenas 64 anos de idade, faleceu repentinamente no dia 26 de maio de 1979.

BIBLIOGRAFIA:

  1. MOTA, José Aroldo Cavalcante. Boa Viagem, Realidade e Ficção. Fortaleza: MULTIGRAF, 1996.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto de. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão: A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Boa Viagem, CE: Premius, 2010.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, através da lei nº 459, de 21 de março de 1988, uma das ruas que se estendem pelos Bairros Centro e Tibiquari, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua denominação;
  2. Na cidade de Amontada, no Bairro Centro, uma das ruas recebeu a sua nomenclatura.