Exgesso Rafael Filho

Exgesso Rafael da Silva nasceu no dia 18 de outubro de 1940 no Município de Jurema, que está localizado na região do Agreste pernambucano, distante 193 quilômetros da cidade do Recife, sendo filho de Exgesso Rafael da Silva e de Maria da Penha Silva.
Os seus avós paternos se chamavam Urbano Rafael da Silva e Amara Vaz e Silva, já os maternos eram Cezario Godoy de Vasconcelos e Arminda Valença Leite.
Na sua infância, por conta da profissão do seu pai, que era funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, morou em diversas cidades do interior pernambucano.
Nesse tempo, segundo o relato de seus irmãos, como era natural para qualquer criança, a sua maior alegria era quando um circo ou um parque chegavam à cidade, tendo a sua entrada franca aos espetáculos ou aos brinquedos garantida pelos seus proprietários:

“Nessa época, ao transitar por esses Municípios, juntamente com a sua família, era cercado de privilégios, pois tinha o monopólio de todas as informações da cidade, desde às públicas até as mais particulares. Diante desse fato, conseguiu construir valiosos vínculos de amizade com importantes figuras do cenário político, algo que tirou proveito para aos poucos fazer com que alguns dos seus filhos ingressassem no serviço público.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Exgesso Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/exgesso-rafael-da-siva/. Acesso no dia 12 de novembro de 2017)

Nessa época, mesmo com essas frequentes mudanças, os seus pais nunca relaxaram na qualidade de sua educação, sempre procurando as melhores escolas das cidades por onde passavam, pois acreditavam que somente uma boa educação, acompanhado de qualificação profissional, seriam capazes de abrir um leque de oportunidades de emprego e colocação profissional.
Algum tempo antes do seu nascimento, ao visitar uma de suas tias na cidade de Caruaru, que se chamava Débora Borges Godoy de Vasconcelos Leite, um simples fato provocou uma enorme mudança na vida religiosa de sua família.
A sua mãe, que era muito religiosa, foi convencida pela pregação do Evangelho em um simples culto doméstico quando ouviu o cântico nº 284 do Salmos e Hinos, passando a partir desse momento a professar a confissão protestante, algo que inicialmente gerou certos conflitos entre os seus pais.
Mais tarde, no dia 6 de março de 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial, por meio do decreto nº 11.854, residindo com a sua família no Município de Agrestina, o seu pai foi promovido ao exercício da função de telegrafista, sendo imediatamente requisitado pelas forças armadas para monitorar e manter as comunicações entre às tropas brasileiras que estavam aquarteladas pelo litoral:

“Alguns anos antes de seu nascimento, no período da II Guerra Mundial, dada à importância das comunicações para a segurança nacional, o seu pai foi requisitado e chegou a ficar alguns dias aquartelado aguardando o embarque das tropas brasileiras para o teatro de guerra europeu, fato que não aconteceu por conta de ser arrimo de família.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 10 de novembro de 2017)

Nos primeiros meses de 1946, a sua família passou a residir no Município de Sirinhaém, na Zona da Mata pernambucana, distante apenas 64 quilômetros da cidade do Recife, onde a sua família permaneceu por pouco tempo, quando o seu pai pediu transferência para o Município de São Joaquim do Monte, no Agreste pernambucano.
Mais tarde, por volta de 1955, a sua família passou a residir no Município de Caruaru, que está localizado no Vale do Ipojuca, 130 quilômetros distante da cidade do Recife.
Alguns anos mais tarde, em 1969, juntamente com um de seus irmãos, Ely Rafael da Silva, resolveram conhecer a cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará, onde uma de suas irmãs, Emivanete da Silva Vieira residia.
O propósito dessa viagem era estabelecer-se comercialmente com uma panificadora, que foi aberta na Rua José Rangel de Araújo, nº 29, Centro, próximo onde hoje se encontra a Escola de Ensino Fundamental Padre Antônio Correia de Sá.
Essa pequena panificadora, que logo foi equipada com tudo o que havia de mais moderno no mercado, não estava produzindo o que esperavam e dentro de pouco tempo a sociedade foi desfeita, quando decidiu regressar para o Município de Belo Jardim.
Nessa época passou a viver com Maria Lúcia Souza, sendo filha de Arcanjo Ferreira de Souza e de Maria Izabel de Oliveira.
Desse relacionamento foram gerados dois filhos: Luciana e Arcanjo Ferreira de Sousa Neto.

Imagem de Exgesso Rafael Filho ao lado de sua esposa.

Mais tarde, nos primeiros meses de 1976, mesmo morando distante da cidade do Recife, deu toda atenção que estava ao seu alcance para sua mãe, que lutava contra um câncer no estômago.

“Segundo informações existentes no Cartório de Santo Amaro, pertencente ao 5º distrito, tombo nº 550, folha 93v, faleceu no dia 1º de junho de 1976 no Hospital de Santo Amaro, prestes a completar 64 anos de idade.” (SILVA JÚNIOR, 2017: Maria da Penha Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/maria-da-penha-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)

No dia 27 de maio de 1992, foi surpreendido pela notícia do falecimento de seu pai, que veio a óbito pouco tempo depois de completar 79 anos de idade, vítima de enfisema pulmonar.
Nos últimos meses de 1994, decidiu residir durante algum tempo na cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará, onde passou pouco mais de um ano, quando resolveu retornar para o Estado de Pernambuco, fixando residência na cidade de Vitória de Santo Antão.
Nessa época, na cidade de Boa Viagem, residiu com a sua família no primeiro andar de uma casa que está localizada na Rua Antônio Domingues Álvares, nº 176, 1º andar, no Bairro Vila Azul.

Imagem de onde residiu na cidade de Boa Viagem.

Mais tarde, no dia 25 de março de 1998, sofreu outra perda em sua família, dessa vez o seu irmão caçula, que se chamava Eliel Rafael da Silva e residia na cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará, onde possui outros irmãos.

“Por conta disso, no fim da noite do dia 25 de março de 1998, segundo informações existentes no livro C-5, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 3.392, folha 181, com a sua pressão arterial estando bastante alterada por ter passado o dia na prefeitura esperando ser atendido pelo prefeito, sofreu um ataque cardíaco fulminante, vindo a óbito sem receber nenhum tipo de assistência médica.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eliel Rafael da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eliel-rafael-da-silva/. Acesso no dia 3 de dezembro de 2017)