Antônio Sérgio Vieira Fernandes

Antônio Sérgio Vieira FernandesAntônio Sérgio Vieira Fernandes nasceu no dia 27 de setembro de 1975 na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, sendo o filho primogênito de Sérgio Amaro Sátiro Fernandes e de Rosa Vieira Fernandes.
Os seus avós paternos se chamavam Antônio Álvaro Fernandes e Ireuda Sátiro Fernandes, já os maternos eram David Vieira Carneiro e Maria Vieira Carneiro.
Passou os primeiros anos de sua infância na propriedade de seus pais, a Fazenda Barra do Umari, que está localizada nas proximidades da vila de Domingos da Costa, no Município de Boa Viagem:

“O Distrito de Domingos da Costa é o conjunto de cinquenta e cinco comunidades rurais que anteriormente pertenciam ao Distrito de Boa Viagem. Ele foi criado através da lei estadual nº 1.153, do dia 22 de novembro de 1951, na gestão do Prefeito Aluísio Ximenes de Aragão. Com a criação desse Distrito o povoado de Domingos da Costa, por sua maior capacidade de desenvolvimento econômico e social, foi elevado à condição de vila e deu nome ao Distrito.” (SILVA JÚNIOR, 2015: A História do Distrito de Domingos da Costa. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/historia-do-distrito-de-domingos-da-costa/. Acesso em 23 de setembro de 2016)

A sua infância foi completamente cercada de muitos carinhos e pequenos conflitos, que eram ocasionados, na maioria das vezes, por conta das divergências religiosas e políticas que envolviam os seus descendentes diretos.
Pelo lado paterno, com uma forte influência de confissão católica, o seu pai trazia nas veias um temperamento forte, que era recheado por uma longa tradição militar e política dentro do cenário da história cearense:

“Embora tenha nascido na capital possuía fortes ligações com o Município de Quixeramobim, nosso vizinho, sendo descendente de uma das mais tradicionais e distintas famílias de nosso Estado. Os seus avós paternos eram o Dr. Álvaro Otacílio Nogueira Fernandes, médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e Almerinda Clotilde do Nascimento. Já os maternos eram o Dr. Manuel Sátiro, que foi Deputado Constituinte Estadual, casado com Angelzinda dos Santos Sátiro, conhecida como Zindoca, que era irmã de Alcides de Castro Santos, fundador do Fortaleza Esporte Clube, e filha do Deputado Federal Agapito Jorge dos Santos. O seu pai era coronel da policial militar, fato que desde cedo ligou a sua vida acadêmica a rigidez do Colégio Militar de Fortaleza, onde concluiu o ginásio por volta de 1966.” (SILVA JÚNIOR, 2015: Sérgio Amaro Sátiro Fernandes. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/sergio-amaro-satiro-fernandes/. Acesso em 23 de setembro de 2016)

Essa forte marca de seus descendentes em sua história de vida justifica até o seu primeiro nome, “Antônio”, uma direta homenagem de seu pai para o seu avô paterno, que foi coronel da polícia militar do Estado do Ceará.
Pelo lado materno, de confissão protestante, a sua mãe lhe imprimiu uma inteligência e perspicácia que também lhe projetou, alguns anos mais tarde, dentro do cenário político boa-viagense, características que foram moldadas pela herança deixada pelo seu avô materno.
A sua vida acadêmica começou, de forma provisória, em uma pequena casinha, que foi adaptada pelo seu pai para servir de escola para os filhos dos moradores de sua fazenda e tinha como professor o Sr. Paulo Chaves de Melo.
Algum tempo depois, sendo matriculado na Escola de Ensino Fundamental David Vieira Carneiro, unidade de ensino que está localizada na vila de Domingos da Costa, onde estudou até concluir a 5ª série do Ensino Fundamental.
Mais tarde, por volta de 1990, desejando melhor qualificação para os seus filhos, os seus pais decidiram residir na cidade de Boa Viagem, sendo matriculado em uma das turmas da Escola de Ensino Fundamental David Vieira da Silva.
No dia 8 de março de 1992, juntamente com os seus familiares, partilhou da perda irreparável de seu avô materno, que faleceu de câncer e nessa época desempenhava um mandato eletivo.
No ano seguinte, mesmo sendo ainda muito jovem, foi testemunha ocular da projeção política tomada por sua mãe, que por diversas vezes assumiu à presidência da mesa diretora da Câmara Municipal de Vereadores e em 2008 assumiu como prefeita interina do Município de Boa Viagem por conta de uma licença solicitada pelo Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho.
Alguns anos antes disso, no 1º de setembro de 1997, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro, o Major Carneiro, foi nomeado para ocupar o cargo de Diretor do Departamento de Transportes da Prefeitura de Boa Viagem.
No ano seguinte, no dia 2 de janeiro, recebeu nomeação para exercer o cargo de Assessor do gabinete do prefeito, sendo lotado na Secretaria da Educação, Cultura e Desporto.
Algum tempo depois, sendo aprovado em um exame vestibular, foi matriculado em uma das turmas de Licenciatura Plena em Pedagogia da UECE, Universidade Estadual do Ceará, que nessa época estabeleceu o seu campus de ensino na Escola de Ensino Fundamental Mirian Brito Fialho, atualmente denominada de Escola de Ensino Fundamental Benjamim Alves da Silva:

“Para o avanço e progresso da nossa educação, o então prefeito, Dr. Francisco Vieira Carneiro, o Major… assinaram convênio com a Universidade Estadual do Ceará – UECE – com a finalidade de ser instalado aqui um curso de Pedagogia… tendo o curso funcionado na Escola Mirian Brito Fialho, no Bairro de Fátima.” (NASCIMENTO, 2002: p. 143)

No dia 3 de fevereiro de 1999, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, através da portaria nº 136, foi novamente nomeado para o cargo de Assessor, dessa vez da Secretaria da Educação, Cultura e Desporto.
No ano seguinte, no dia 7 de fevereiro, por meio da portaria nº 172, depois de ser aprovado no concurso público promovido pela Prefeitura de Boa Viagem, foi convocado para assumir o cargo de professor do Ensino Fundamental, desempenhando por diversos anos a função de diretor da Escola de Ensino Fundamental David Vieira Carneiro, na vila de Domingos da Costa.
No dia 22 de março de 2000, por meio do Núcleo de Formação do Educador da Secretaria da Educação do Estado do Ceará, unidade de ensino supletivo, conseguiu concluir a sua habilitação para o exercício do Magistério.
Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 2003, depois de alguns anos de estudo, recebeu o seu diploma de Ensino Superior, graduação que lhe conferiu o direito para lecionar no Ensino Fundamental.
No dia 29 de junho de 2005, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, por meio da portaria nº 1.303, foi nomeado diretor do Pólo Onze, que compreende a região do Distrito de Domingos da Costa.
Alguns anos mais tarde, no dia 12 de março de 2011, de forma semelhante ao seu avô materno, na cidade de Fortaleza, sofreu o mais duro golpe de sua vida quando perdeu o seu pai.
No ano seguinte a sua mãe, que nessa época exercia um mandato eletivo, resolveu renunciar do intento de se reeleger por conta do impedimento da lei complementar nº 135, de 4 de junho de 2010, que ficou conhecida em todo país como a lei da Ficha Limpa:

“O Ministério Público do Estado do Ceará, representado pelo Promotor de Justiça Dr. Rubem Machado Rebouças, conseguiu a impugnação das candidaturas do prefeito de Boa Viagem, Fernando Antônio Vieira Assef, e da presidente da Câmara Municipal, Rosa Vieira Fernandes. As decisões se fundamentam na Lei da Ficha Limpa – Lei Complementar 135/2010… Já a Vereadora Rosa Vieira Fernandes, que está na busca pelo quinto mandato, teve o registro indeferido tanto em primeiro como em segundo grau. Ela também teve as contas desaprovadas pelo TCM no período entre 2000 e 2005 e por isso foi considerada inelegível”. (ASCOM, 2012: Ministério Público Consegue a Impugnação das Candidaturas de Prefeito e da Presidente da Câmara de Boa Viagem. Disponível em http://tmp.mpce.mp.br. Acesso em 23 de setembro de 2016)

Diante disso, no pleito eleitoral que se seguiu, juntamente com a sua mãe, resolveu apoiar a candidatura de sua irmã, Rosana Clotilde Vieira Fernandes, que conseguiu uma expressiva votação e foi conduzida ao seu primeiro mandato no Poder Legislativo.

Imagem de seu material de campanha.

Imagem de seu material de campanha.

No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, estando filiado nos quadros políticos do PSC, o Partido Social Cristão, com a legenda nº 20.000, contando com o apoio de sua mãe e de sua irmã, resolveu pleitear uma das vagas ao Poder Legislativo, recebendo nessa oportunidade a confiança de 1.098 eleitores, estando entre os quatorze vereadores que receberam a maior votação dessa eleição.
No primeiro ano dessa legislatura, fazendo parte da base aliada da Prefeita Aline Cavalcante Vieira, votou favoravelmente aos projetos encaminhados pelo seu gabinete, entre eles destacamos a do sacrifício de animais de rua, que não apresentou a forma de apreensão, manejo, adoção e sacrifício desses animais, principalmente cães e gatos, algo que gerou grande polêmica na sociedade, sendo inclusive acionada a presença de representantes de sociedades de defesa dos animais, que nem sequer foram ouvidos pelos vereadores da base aliada da prefeita.

“Uma nova polêmica volta a dividir opiniões de moradores da pacata cidade, uma lei que recolhe animais de ruas para um abrigo, para evitar acidentes nas ruas e danos ao patrimônio publico. Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 19, uma intensa discussão entre vereadores da base de oposição foi registrada pelo publico presente, vereadores estiveram hoje votando o projeto de lei nº 032/2017, que altera a redação da lei nº 414 de 1984, na qual institui o código de postura do Município de Boa Viagem. De acordo com o parlamentar Adelmo Rodrigues – principal figura de oposição, o projeto de lei põe em risco a criação de animais como cachorros e gatos, o parlamentar questionou os demais vereadores os motivos pelos quais a prefeitura irá sacrificar animais que forem apreendidos, sendo respondido logo em seguida pelo vereador Arnaldo Cavalcante que leu o parágrafo 3 do artigo 1, que diz que o animal cuja apreensão seja impossível e perigosa ou o seu comportamento possa oferecer risco a saúde individual ou coletiva poderá após um atestado de um médico veterinário, ser sacrificado. Outros parlamentares de pronunciaram contra a medida, questionando valores a serem cobrados como multa pela apreensão do animal e a destinação de animais de raça. O debate ficou acalorado, porém, o projeto de lei seguiu para ser votado e acabou sendo aprovado pela maioria, com a ausência do Vereador Jardel Fernandes, o grupo de oposição encabeçado pelos vereadores Adelmo Rodrigues, Anchieta, Vera, Clícia, Jovino e Nete Facundo acabou ficando sem maioria.” (Sacrifício de animais de rua vira debate polêmico na Câmara Municipal de Boa Viagem nesta terça. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/sacrificio-de-animais-de-rua-vira-debate-polemico-na-camara-municipal-de-boa-viagem-nesta-terca20170919134732.html. Acesso  no dia 8 de janeiro de 2018)