Agostinha Sanches de Carvalho

Agostinha Sanches de Carvalho nasceu nos primeiros anos do século XVIII em um dos condados de Portugal, um país que está localizado na Península Ibérica, no continente europeu, sendo filha de Manuel da Rocha Franco e de Maria Sanches de Carvalho.
Descendente de judeus sefarditas radicados na península ibérica o nome dos seus avós paternos ainda nos são desconhecidos, mas os maternos se chamavam Agostinho de Carvalho e Ana Gonçalves de Carvalho:

“Originários da Ilha de Itamaracá, Rocha e Franco, do bisavô Manuel da Rocha Franco, que tinha um irmão Capitão-mor na Ribeira do Acaraú, eram famílias que existiam em França desde tempos remotos. Arnaldo da Rocha foi companheiro de D. Galdim Pires, mestre da Ordem do Templo. Teve esta família armas em Portugal… Sanches, da bisavó, Maria Sanches de Carvalho, vinha de D. Diniz, rei de Portugal, que teve dois filhos: D. Afonso e Fernão. Carvalho foi uma família que teve, além do brasão de armas, solar e muitas terras em Coimbra.” (FERNANDES VIEIRA, 1977: p. 62)

Na segunda metade do século XVIII, acompanhando os seus pais e outros parentes, saiu da Europa com destino à colônia portuguesa na América do Sul motivados pelo desejo de fazer riqueza no Novo Mundo:

“Na primeira metade do século XVIII o português Manuel da Rocha Franco, casado com Maria Sanches de Carvalho, seu cunhado Domingos Sanches de Carvalho e as sete filhas do casal: Antônia Franco de Carvalho, Senhorinha de Carvalho, Anacleta Sanches de Carvalho, Eugênia Gonçalves de Carvalho, Agostinha Sanches de Carvalho, Lina de Carvalho e Bernardina Sanches de Carvalho emigraram de Portugal com destino ao Brasil.” (NASCIMENTO, 2002: p. 49)

Quando essa família chegou ao Brasil logo fixou residência na vila de Olinda, que está localizada no litoral da Capitania de Pernambuco, onde, não sabemos por qual motivo, visto que, nessa época, a mineração na região das Minas Gerais parecia ser bem mais lucrativa, o seu pai decidiu começar a exploração de uma mina de cal:

“Viviam em Pernambuco muitas famílias de cristãos-novos, expulsos de Portugal e Espanha, vindos de Amsterdã. Algumas levas, por autodefesa, abraçaram o Cristianismo, mas nunca dispensaram suas práticas judaicas, embora ocultamente. Outras haviam fugido para evitar as perseguições do Santo Ofício.” (FERNANDES VIEIRA, 1977: p. 30)

O negócio com a pequena mina de cal, ao que nos parece, não ia tão bem, o ramo da pecuária parecia ser bem mais lucrativo do que o da construção. Sobre esse assunto Nascimento (2002: 49), em sua obra Memórias de Minha Terra, nos informa que os sogros de Manuel da Rocha Franco eram “Agostinho de Carvalho e Ana Gonçalves de Carvalho, os quais, em Pernambuco, constituíram a grande família dos Carvalhos” e estes eram prósperos pecuaristas da região, bem como senhores de escravos.
Embora acreditemos que a causa da migração da família de Manuel da Rocha Franco para o Brasil seja o mesmo da maioria dos outros portugueses, fazer fortuna, para alguns o real motivo está fortemente ligado ao romance de uma de suas filhas, Agostinha Sanches de Carvalho, com o Alferes Antônio Domingues Álvares, um jovem de sangue judeu-português:

“Os chamados cristãos-novos ou judeus convertidos ao catolicismo foram, a rigor, o principal alvo da ação inquisitorial portuguesa por mais de duzentos anos e os mais estigmatizados, ao menos do ponto de vista jurídico, pela obsessão da ‘pureza de sangue’ que grassava em Portugal.” (SOUZA, 1997: p. 239)

Apesar do jovem alferes ter sangue marrano não acreditamos que o verdadeiro motivo esteja ligado simplesmente a sua ascendência judia, pois a família da esposa de Manoel da Rocha Franco, como afirma Nascimento (2002: 49), “a grande família dos Carvalhos, a que pertenciam muitos judeu-portugueses”, também tinha em suas veias o sangue do povo de Israel:

“A partir do século XV a situação dos judeus tornou-se particularmente difícil na península ibérica. Em 1492, ano da primeira viagem de Colombo, foi anunciada a obrigatoriedade da conversão dos judeus ao Cristianismo na Espanha. As perseguições levaram milhares de judeus a fugirem para outras regiões europeias, principalmente para Portugal e França. Pouco tempo depois, a onda de segregação e violências, também se estendeu para terra lusitana, que também culminou na imposição da fé cristã às comunidades judaicas, em 1495. Criavam-se na península ibérica duas novas características sociais: o cristão-velho, que havia gerações professava a religião cristã, e o cristão-novo, judeu recentemente convertido ou que tinha algum parente judeu entre seus avós e bisavós. Entre os cristãos-novos, duas diferenciações: o converso, sempre suspeito de judaísmo, e o marrano, que mantinha a sua fé original mas praticava exteriormente a religião cristã apenas para sobreviver.” (CAMPOS & GARCIA MIRANDA, 2005: p. 176)

Supomos que o romance não era permitido pelos pais de Agostinha pelo fato de Antônio Domingues Álvares ser um jovem que não possuía recursos financeiros suficientes para dar-lhe uma vida digna.
Contudo, se a nossa opinião não estiver correta, se o verdadeiro motivo estiver ligado ao preconceito racial, ambicionava a todo o custo esconder o seu parentesco com o povo judeu, em outras palavras, tinha vergonha da descendência de sua esposa.
Por essa razão procurava a todo o custo “purificar” o sangue de sua família através do casamento de seus herdeiros. Ele desejava realizar o enlace matrimonial de suas filhas com homens que as projetassem socialmente, se porventura permitisse tal união estaria selando o seu futuro, Agostinha seria uma excluída social pelo fato de ter optado em relacionar-se com um descendente de judeu.
Pouco tempo depois, informado do paradeiro da família Rocha Franco, chegou ao porto do Recife uma embarcação de bandeira lusa que trazia a bordo, entre os seus passageiros, Antônio Domingues Álvares, que, meses antes, havia dado baixa de seu posto de alferes no exército português, e que, decidido pela paixão, viera ao encontro de sua amada na longínqua colônia portuguesa na América do Sul:

“Alferes é um posto ou uma graduação militar existente nas forças armadas de alguns países. Normalmente corresponde a um posto das categorias de oficial subalterno ou de cadete oficial. Originalmente o alferes era o encarregado do transporte da bandeira ou estandarte de um exército, unidade militar, ordem de cavalaria ou outra instituição militar, civil ou religiosa. Posteriormente transformou-se em um posto militar, ao qual já não estava necessariamente inerente o exercício da função de porta-bandeira. No entanto, em diversas forças armadas, continua a manter-se a tradição dos alferes mais novos de cada unidade serem designados para a função de porta-bandeiras.” (S.N.T)

Constantemente informado com as notícias que vinham das docas e decidido a mudar de ramo o velho patriarca decidiu embrenhar-se no Sertão com a sua família na intenção de cumprir o propósito que o trouxe ao Brasil, prosperar financeiramente:

“O Sr. Manuel da Rocha Franco tratou de liquidar seus negócios em Olinda e partiu para o Ceará, fugindo pela segunda vez do judeu, que pretendia fazer parte de sua família, deparando com uma bela chapada, onde surgia uma vila, denominada de Icó.” (NASCIMENTO, 2002: p. 49)

A família de Manoel da Rocha Franco, saindo da vila de Olinda, fixou residência próximo ao Rio Salgado, nas proximidades do Arraial Novo dos Icós, posteriormente denominado de vila do Icó, um povoado localizado na Capitania do Ceará, voltando os seus esforços para o plantio de cereais e a criação de gado.
Depois de estabelecidos começaram a prosperar financeiramente e as suas filhas, depois de algum tempo, foram se casando com pessoas de influência política e econômica dessa região.
Para o cauteloso patriarca tudo indicava que Antônio Domingues Álvares esqueceria a bela Agostinha, pois a enorme distância entre Olinda e o Icó, mais de 650 quilômetros, faria com que se acreditasse que nunca mais se ouviria falar daquele mancebo, por isso, estava tranquilo na esperança de não mais sofrer o assédio do insistente rapaz.
Algum tempo depois, atento a qualquer informação que o levassem ao destino de sua amada, desiludido pela esperança de ter as bênçãos de seu sogro, Antônio Domingues descobriu o roteiro daqueles que tanto procurava e decidiu que dessa vez não iria mais falar com o patriarca e sim iria propor uma fuga a sua querida Agostinha.
Depois disso, certificado da veracidade das informações recebidas, Antônio Domingues passou alguns dias escondido em algum lugar nas proximidades da fazenda de seu futuro sogro espreitando uma oportunidade de falar com a sua amada:

“Certo dia, Agostinha ordenou à sua negrinha de companhia que fosse ao mato apanhar alguns espinhos de mandacaru, objetivando facilitar o trabalho manual de coser rendas em sua almofada.” (NASCIMENTO, 2002: p. 49)

A tão esperada oportunidade surgiu quando esse se encontrou com uma escrava que estava a colher espinhos de mandacaru no meio do mato, hábito muito comum naquela época.
Insistentemente pediu a jovem mucama, que talvez o conhecesse, que entregasse um bilhete para sua ama e que logo à noite esperava a resposta daquela missiva no mesmo local. Movida pelo amor e pela longa saudade Agostinha foi ao encontro do seu pretendente, acompanhada de sua escrava, pronta para a cautelosa fuga:

“Sem perda de tempo, montaram num fogoso cavalo. A história não nos revela se havia outro animal, o que podemos presumir é que Agostinha viajou na garupa e sua mucama na lua da sela fugindo rumo ao imprevisível.” (NASCIMENTO, 2002: p. 50)

O jovem casal dirigiu-se para a vila da Mocha, posteriormente denominada de Oeiras, na época o principal povoado da Capitania do Piauí, distante mais de 450 quilômetros de sua origem, na intenção de se casarem, pois sabiam que ali havia alguns padres jesuítas que estavam realizando as Santas Missões.

Busto de Antônio Domingues Álvares e Agostinha Sanches de Carvalho, o local é considerado como marco 0 da cidade.

Imagem do busto de Antônio Domingues Álvares e Agostinha Sanches de Carvalho, o local é considerado como “o Marco Zero do Município”, em 2014.

Mas o intento não ocorreu como esperavam, por falta dos documentos apropriados tiveram de adiar o casamento para outra oportunidade. Diante dessa nova dificuldade tomaram outros rumos, cavalgaram por mais 400 quilômetros até chegarem aos Sertões de Quixeramobim, que está localizado na Capitania do Ceará.
Pouco sabemos se essa decisão de vir por essas bandas foi proposital ou obra do acaso, sabemos apenas que ao se aproximarem do local onde hoje está à vila de Domingos da Costa, temerosos de serem encontrados pelos jagunços a mando do pai de Agostinha, pressentiram que estavam sendo seguidos:

“Hipoteticamente acreditamos que no Arraial de Nossa Senhora do Ó, posteriormente chamada de vila do Icó, todos tinham conhecimento das terras de Gil de Miranda Carneiro no Sertão Central de nossa Capitania. Certos dessa hipótese podemos deduzir também que Antônio Domingues Álvares, quando esteve nessa vila, entre 1725 e 1730, de alguma forma tomou conhecimento da existência dessas terras e, possivelmente, tenha até tido algum contato com algum dos membros da família de Gil de Miranda Carneiro. Acreditamos ainda que ele passou muitos dias perambulando pela vila do Icó, quem sabe até sendo um hospede de Gil de Miranda, espreitando uma simples oportunidade de falar com a sua amada Agostinha. Confiamos ainda que Antônio Domingues Álvares sabia da existência dessas terras ou, quem sabe, Agostinha tinha amizade com a esposa de Phelipe Rodrigues, a filha de Gil de Miranda Carneiro, e que esses lhe dariam refúgio por algum tempo em sua propriedade após a planejada fuga.” (SILVA JÚNIOR, 2014: A História do Município. Disponível em www.historiadeboaviagem.com.br. Acesso em 28 de agosto de 2015)

Para dificultar ainda mais a desesperada fuga o cavalo que os conduzia morreu pela fadiga da longa e cansativa viagem próximo a uma lagoa, localizada às margens do Riacho Crateú, atualmente chamado de Rio Boa Viagem.
Em desespero e temendo serem alcançados pelos supostos jagunços, Agostinha prometeu que se escapassem de seus perseguidores mandariam construir, naquele local, uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Boa Viagem.
Para quem conhece um pouco da história religiosa da humanidade é bem complexo imaginarmos esse momento, tendo em vista que os dois tinham sangue judeu, povo que, historicamente, possui uma forte aversão à idolatria.
Infelizmente não sabemos muito, ou quase nada, sobre a vida religiosa do casal, tudo o que se fala sobre isso, hoje, é montado em conjecturas e suposições piegas que muitas vezes até aumentam a intensidade desse clamor. Se foi algo de dentro do coração ou apenas um forte gesto de piedade por conta do desespero, não sabemos; o que sabemos e que eles cumpriram a promessa.
Era muito comum, naquela época, valer-se de um santo publicamente, possuir um padroeiro ou, na melhor das hipóteses, construir uma capela, era uma forma de fugir da incriminação social, que os podia levar para à fogueira do Santo Ofício.
Isso servia até de prova para afirmar a catolicidade da pessoa frente às outras, no intuito de sair das vistas do tribunal eclesiástico, principalmente para um cristão-novo e os seus descendentes.
Conta-se que um dos jagunços, ao chegar às proximidades onde hoje está à vila de Domingos da Costa, sofreu de contrações espasmódicas dos músculos, se contorcendo em dores por conta do tétano. Esse motivo os fez regressar urgentemente para a vila do Icó, deixando o casal fugitivo viver em paz até uma nova oportunidade de serem encontrados.
Depois de algum tempo, tranquilizado pelo fim da perseguição, Antônio Domingues Álvares resolveu ir a sede da Capitania de Pernambuco no intuito de conseguir a documentação necessária para a realização de seu tão sonhado enlace matrimonial.
Durante o período de sua ausência, não sabemos por quanto tempo e nem o local exato de seu esconderijo, Antônio Domingues deixou a sua amada e a pequena mucama escondidas.
Algumas fontes nos relatam que elas ficaram em uma casinha de taipa, próxima à casa de um fazendeiro de sua confiança, provavelmente Phelipe Rodrigues e Barbosa de Barros, genro de Gil de Miranda Carneiro, nas proximidades do Riacho Crateú e da mesma lagoa onde falecera o seu possante cavalo algum tempo antes.
Mais tarde a referida lagoa recebeu a alcunha de Lagoa do Cavalo Morto, em terras que eram pertencentes a vila de Santo Antônio de Quixeramobim.
Esse período de breve afastamento marcou muito o início da vida conjugal desse jovem casal pelo fato de ter ocorrido a morte, de uma forma lastimável, de uma grande aliada de sua história de amor:

“Certa noite, Agostinha ouvindo uma pancada na porta, ordenou que sua acompanhante fosse examinar o que ocorria. Infelizmente era uma onça, que devorou a mucama. Ao regressar, Domingues encontrou Agostinha chorosa e abatida, com o triste acontecimento, que também muito o abalou.” (NASCIMENTO, 2002: p. 51)

Contemporâneos dessa história nos dão conta de que, finda tristeza pelo trágico incidente, os noivos finalmente conseguiram se casar e algum tempo depois conseguiram celebrar as pazes e encerrar a rixa existentes dentro da família.
Algum tempo depois, segundo relatos do Prof. Manoel Ximenes de Aragão, o casal prosperou financeiramente com a pecuária e por volta de 1772 doaram terras e gado para a construção da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, que posteriormente foi elevada à condição de igreja matriz paroquial.
Ainda sobre esses fantásticos e românticos acontecimentos ficamos surpresos com a escassa historiografia local produzida durante todos esses anos sobre esse misterioso casal.
Sobre os seus descendentes alguns relatos afirmam que eles geraram apenas quatro filhos, algo bastante incomum para essa época, foram eles: Ana do Nascimento Vidal, Maria do Ó de Carvalho, Isabel Carvalho e Luciano Domingos Carvalho:

“Foi casado com Ana do Nascimento Vidal, filha do Cel Antônio Ribeiro Campos e de Ana do Nascimento Vidal, esta, filha do patriarca Antônio Domingues Álvares e Agostinha Sanches de Carvalho.” (FREITAS, 2011: p. 468)

Outro mistério que cerca esse casal envolve a sua morte, não sabemos com precisão onde estão sepultados, acreditamos que estejam em algum local próximo à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, onde a tradição oral afirma que no passado existia um cemitério:

“Dizia a octogenária, triste e chorosa, talvez relembrando os seus falecidos sepultados ao lado da capelinha: Senhora Raimunda, esta morte, esta morte!” (NASCIMENTO, 2002: p. 54)

Sobre a sua residência, como falamos anteriormente, algumas fontes nos afirmam que o casal não residia na vila de Cavalo Morto, primeiro topônimo de Boa Viagem, e sim em um local na zona rural denominado de Espírito Santo, hoje dentro dos limites geográficos do Município de Monsenhor Tabosa, que antigamente pertencia ao Município de Boa Viagem:

“Vimos também o 2º proprietário da Fazenda Espírito Santo fora Antônio Domingues Álvares, não se sabendo, porém, com exatidão, se o mesmo adquirira as terras do Espírito Santo por espólio de Calixto Lopes da Silva, compra, ou benesse da coroa real… O certo é que Calixto Lopes da Silva e Antônio Domingues Álvares são, na ordem cronológica, os 2 desbravadores oficiais das terras que hoje perfazem o topo e as ilhargas da Serra das Matas.” (LIMA, 1994: p. 23)

BIBLIOGRAFIA:

  1. ARAÚJO, Vicente Freitas de. Bela Cruz, Biografia do Município. Florianópolis: Bookees, 2012.
  2. CAMPOS, Flávio de & GARCIA MIRANDA, Renan. A Escrita da História. São Paulo: Escala, 2005.
  3. FERNANDES VIEIRA, Enéas Braga. O Nobre da Vila. Crato: Itaytera, 1977.
  4. GIRÃO, Raimundo. A Marcha do Povoamento do Vale do Jaguaribe. Fortaleza: SUDENE, 1986.
  5. LIMA, Geraldo Oliveira. Gênese da Paróquia de Monsenhor Tabosa. Rio de Janeiro: Marque Saraiva, 1994.
  6. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  7. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão. Fortaleza: Premius, 2015.
  8. SOUZA, Laura de Melo. História da Vida Privada no Brasil. Cotidiano e Vida Privada na América Portuguesa. V. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, através da lei nº 818, de 12 de dezembro de 2002, uma das ruas do Bairro Recreio, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura, entretanto existe um grave erro a ser corrigido na placa de identificação da rua que informa Agostinha “GONÇALVES” de Carvalho e não Agostinha “SANCHES” de Carvalho.