Francisco de Assis Marinho

Francisco de Assis Marinho nasceu no dia 7 de agosto de 1861 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Antônio Marinho Falcão e de Maria Ignácia de Jesus.
Nessa época, a vila de Boa Viagem, que também era conhecida pela alcunha de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado existente dentro dos limites geográficos do Município de Quixeramobim.

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2010: Histórico de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

Foi casado em primeiras núpcias com Eugênia Vieira da Costa, com quem gerou vários filhos, entre eles Francisco de Assis Marinho, que era popularmente conhecido por “Chico França”.
No dia 18 de setembro de 1883, na qualificação do conselho dos guardas ativos do 52º Batalhão da Guarda Nacional de Boa Viagem, o seu nome figurou com a matrícula nº 546 no “Quarteirão do Jantar”, onde foi designado como guarda de linha.
O 52º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional foi criado através do decreto nº 4.520, de 28 de abril de 1870, sendo desmembrado do Município de Quixeramobim e tinha como comandante o Tenente Coronel José da Silva Bezerra.
Algum tempo depois, no dia 10 de junho de 1902, foi escolhido como intendente do Município de Boa Viagem pela Câmara Municipal, assumindo essa função no lugar de Quintiliano Rodrigues de Mesquita, permanecendo nela até ser exonerado no dia  9 de junho de 1903.
Pouco tempo depois, no dia 10 de junho de 1903, depois de uma nova eleição, foi novamente escolhido pelo Poder Legislativo para assumir um novo mandato, continuando nessa função até o dia 20 de setembro de 1904, quando recebeu uma terceira nomeação.
No dia 10 de junho de 1904, foi reconduzido pelos vereadores para o exercício da mesma função, permanecendo nela até o dia 9 de junho de 1905, quando foi substituído por Manoel de Assis Marinho, seu irmão.
Pouco tempo depois, entre 1907 a 1910, retornou ao comando da intendência do Município, falecendo no exercício do mandato.
Depois de viúvo, contraiu um novo relacionamento conjugal, dessa vez com Raimunda de Carvalho Marinho.
Segundo informações existentes no livro C-01, pertencente à secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, tombo 22, página 66v, faleceu de tuberculose, com apenas 48 anos de idade, no dia 18 de novembro de 1909.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares em um mausoléu existente no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Centro da cidade de Boa Viagem.