Rio Juazeiro

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

O Rio Juazeiro é um curso natural de água doce que corta grande parte do território do Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará.

Imagem do leito do Rio Juazeiro, em 2018.

Nesse percurso esse importante rio corta uma rodovia federal, a BR-020, número da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, ficando a sua ponte distante aproximadamente 10 quilômetros da cidade de Boa Viagem.

A SUA NASCENTE E O SEU PERCURSO:

Esse rio possui as suas principais nascentes na Serra das Matas, dentro dos limites geográficos do Município de Monsenhor Tabosa, do lado esquerdo, seguindo para dentro do Município de Boa Viagem, especificamente no Distrito de Águas Belas, passa pelas localidades de Recreio, Águas Belas, Pitombeira dos Beneditos, Arara dos Marianos, Arara dos Francos, Pau Ferro e Várzea dos Bentos, onde se encontra com o Rio Espírito Santo, recebendo também as águas do Rio Arara.

“Vejamos os principais rios que banham o nosso Município: Quixeramobim, conhecido como Rio Juazeiro, nasce na Serra das Matas (Monsenhor Tabosa); Conceição ou Rio dos Cachorros (nasce em Itatira); Carrapateiras ou Jacaúna (abastece o Açude Vieirão). Origina-se na divisa de Boa Viagem com Pedra Branca; Barrigas, com nascente na Serra do Machado (Itatira); Tapera, nasce em Pedra Branca; Capitão-Mor, com surgimento nas proximidades da localidade de Salgadinho, em direção aos Barreiros e Rio Boa Viagem, que tem duas nascentes: uma em Borgado (Monsenhor Tabosa) e outra na Serra das Pipocas, que divide Boa Viagem de Independência. É importante lembrar que todos esses rios desaguam no Rio Quixeramobim.” (NASCIMENTO, 2002: p. 32-33)

Ainda no lado esquerdo, nascendo na Serra da Pelada e Queimadas, também no Município de Monsenhor Tabosa, passa pelas localidades do Saco do Juazeiro, Diamante, Bargado, Boa Vista dos Rodrigues, seguindo em sentido lateral ao Rio Espírito Santo, passando também na localidade do Espírito Santo dos Camundos, onde finalmente se encontra com o Rio Espírito Santo nas proximidades da vila de Nossa Senhora do Livramento, mais adiante, seguindo para dentro do Município de Boa Viagem, passa pelas localidades de Timbaúba, Tenda, Fazenda Nova, Flores e Varzinha dos Ferreiras, caindo finalmente no Rio Cajazeiras, que logo depois muda o seu topônimo para Rio Juazeiro.
Ainda no lado esquerdo, nascendo na Serra das Bestas, também no Município de Monsenhor Tabosa, suas águas ganham volume passando pelas localidades de Santana, Santana dos Domingos, João Lopes, Cacimba Nova, Olho d’Água da Mandioca, Barra da Oiticica, encontrando-se finalmente com o Rio Espírito Santo.
O Rio Espírito Santo, que recebe a maior parte do volume de suas águas nas proximidades da vila de Nossa Senhora do Livramento segue por aproximadamente 6 quilômetros onde serpenteia em diversas curvas, estando em alguns momentos dentro do Município de Boa Viagem e em outros dentro do Município de Monsenhor Tabosa, chegando a localidade de Várzea dos Bentos, em Monsenhor Tabosa, o rio toma o sentido da localidade Pedra da Abelha seguindo para localidade Poço Grande dos Anteros, Volta do Rio, Sabonete, Fazenda Nova e Varzinha dos Ferreiras, onde forma o Rio Cajazeira, descendo por Pitombeira, Cajazeira, Jordão, Juazeiro, Caiçarinha e Barra do Rio, onde ajuda na formação do Rio Quixeramobim.
Quanto a sua temporalidade, esse rio é classificado como intermitente e em sua extensão, que possui diversas ramificações, da nascente até a foz possui mais de 80 quilômetros, tendo excelentes terras para o cultivo e a criação de pequenos animais.

Imagem das rochas dentro do leito do Rio Juazeiro.

Imagem de parte das rochas existentes dentro do leito do Rio Juazeiro, em 2008.

No curso desse rio encontramos lindos atrativos turísticos e alguns pontos de estudo arqueológicos, entre eles destacamos o Cachoeirão dos Ferreiras e o Poço do Letreiro.
Sobre a cor de suas águas, no período das enchentes, que costumam acontecer entre março e maio, as suas águas ficam escuras por conta dos sedimentos que costumam ser arrastados das partes mais altas de sua nascente.
Depois disso as suas águas ficam bem claras e costumam ficar em maior volume nos poços que são feitos naturalmente, onde fica fácil de encontrarmos várias espécies de aves, serpentes, peixes, batráquios e quelônios.

ESSE RIO E A ECONOMIA:

Nas últimas décadas o leito desse rio, no período de estiagem, tem servido para exploração econômica de suas jazidas de areia para construção civil, algo totalmente regulamentado pelo DNPM, o Departamento Nacional de Produção Mineral e os demais órgãos governamentais desse setor.

“Esse rio, que desde cedo foi percebido como importante fonte de renda, nos primeiros anos da década de 1980 começou a ser explorado com a extração de seu principal minério, a areia, que serve de base para construção civil que ocorre na cidade. No presente, no local dessa extração, por conta da formação de uma pequena lagoa, esse espaço tem servido também como ponto de encontro para lazer aos finais de semana, costumando reunir algumas pessoas, principalmente da cidade.” (SILVA JÚNIOR, 2018: Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/juazeiro/. Acesso no dia 14 de abril de 2020)

Imagem do Rio Juazeiro, em 2020.

A ADMINISTRAÇÃO DO RIO JUAZEIRO:

Poucas pessoas sabem que o gerenciamento do Rio Juazeiro é da SEMACE, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente, órgão do Governo Estadual que administra os principais rios do Estado do Ceará.

A LISTA DAS BARRAGENS NO CURSO DO RIO JUAZEIRO:

No curso desse rio já foram planejadas duas grandes barragens, uma na localidade de Pedra da Abelha e outra na de Cajazeira, e diante do fato desse rio, quando cheio, possuir grande volume d’água, as barragens construídas estão localizadas em seus afluentes:

  1. O Açude Público da Barra;
  2. O Açude Público do Recreio.

BIBLIOGRAFIA:

  1. BRAGA, Renato. Dicionário Geográfico e Histórico do Ceará. Tomo II. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1967.
  2. FRANCO, G.A; CAVALCANTE VIEIRA, M.D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 232.
  3. GOMES, Raimundo Pimentel. Corografia Dinâmica do Ceará. Fortaleza: Departamento de Imprensa Oficial do Ceará, 1970.
  4. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Juazeiro. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/juazeiro/. Acesso no dia 14 de abril de 2020.
  6. SOUSA BRASIL, Thomaz Pompeo de. Ensaio Estatístico da Província do Ceará. Tomo I. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 1997.

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