Manuel Melchiades Mendes Machado

Manuel Melchiades Mendes Machado nasceu  no dia 1º de agosto de 1859 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Manuel Mendes Machado e de Ana Francisca do Espírito Santo.
Os seus avós paternos se chamavam Jacinto Mendes Machado e Mariana Francisca da Paixão, já os maternos eram Francisco Nunes Benevides e Isabel Maria do Espírito Santo.
Na época do seu nascimento a vila de Boa Viagem, que também era conhecida pela alcunha de “Cavalo Morto”, era apenas uma minúscula localidade existente dentro dos limites geográficos pertencentes ao Município de Quixeramobim.

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2000: Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

Nessa época, sem assistência médica, veio ao mundo pelas mãos de uma parteira na propriedade de seus pais, que se chamava Fazenda Passagem, onde passou grande parte de sua vida.
Foi casado com Maria Salvina Mendes, nascida em 1864, com quem gerou os seguintes filhos: Francisco Melchiades Mendes, João Mendes Machado, Pedro Mendes Sobrinho, Jovino Melchiades Mendes, Manuel Mendes Machado, Maria Encarnação Mendes, Maria das Mecês Mendes, Rita Ernestina Mendes e Francisca Eunice Mendes.
Nos últimos meses de 1897, adquiriu uma propriedade por compra em Poço da Cruz, nas proximidades do Rio Juazeiro.
Sendo um agropecuarista de renome da região, possuía a patente de Major da Guarda Nacional no Quarteirão da Caraúba, e nos últimos meses de 1927 deu apoio ao projeto político de um de seus filhos, Francisco Melchiades Mendes, em ingressar na vida pública do Município de Boa Viagem, conseguindo uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores.
Pouco tempo depois, no dia 8 de dezembro de 1929, juntamente com os seus familiares, foi surpreendido pelo falecimento de sua esposa, que veio a óbito aos 65 anos de idade.
Mais tarde, no dia  3 de outubro de 1938, veio a óbito aos 79 anos de idade na localidade de Santa Vida, na zona rural do Município de Boa Viagem.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, Centro.

BIBLIOGRAFIA:

  1. IBGE. Histórico do Município de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017.
  2. CAVALCANTE MOTA, José Aroldo. História Política do Ceará (1889-1930). ABC: Fortaleza, 1996.
  3. FERREIRA NETO, Cicinato. A Tragédia dos Mil Dias: A seca de 1877-79 no Ceará. Premius: Fortaleza, 2006.
  4. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.