Antônio Manoel da Silva

Antonio Manoel da SilvaAntônio Manoel da Silva nasceu no dia 8 de março de 1922 no Município de Pombal, que está localizado no Sertão paraibano, distante 371 quilômetros da cidade de João Pessoa, sendo filho de Manoel Ananias da Silva e de Luíza Maria de Sousa.
O seu avô paterno se chamava Ananias de Sousa, já os maternos eram José Antônio de Sousa e Jobelina Silva Sousa.
Passou grande parte de sua infância e juventude no Sítio Gado Bravo, uma localidade da zona rural onde os seus pais possuíam uma pequena propriedade.
Nos primeiros anos da década de 1940, por conta das perseguições que foram motivadas pela intolerância religiosa, muitos de seus parentes e conhecidos saíram do Sertão paraibano e se estabeleceram em uma localidade que é denominada de Cachoeira, na zona rural do Município de Boa Viagem.
Decidido a conhecer o local, veio tentar a sorte e dentro de pouco tempo, no dia 29 de novembro de 1946, segundo informações existentes no livro B-11, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 1.222, folha 19, contraiu matrimônio com Florípes Fragoso da Silva, que nasceu no dia 5 de agosto de 1929, sendo filha de Daniel Fragoso Vieira e de Francisca Raquel de Freitas.
Desse matrimônio foram gerados quatro filhos, uma mulher e três homens, sendo eles: Joás Fragoso da Silva, Hilda Fragoso Vieira, Ezaú Fragoso da Silva e Naum Fragoso da Silva.

Imagem de Floripes Fragoso da silva e seu esposo.

Imagem de Antônio Manoel da Silva e de sua esposa.

Depois de casado, passou a residir na propriedade de seu sogro e a compor o quadro de membresia da Igreja Evangélica Congregacional de Cachoeira.
Algum tempo depois, no dia 25 de agosto de 1954, nessa propriedade, por conta de uma grave hemorragia depois do parto, partilhou com os seus filhos do falecimento de sua esposa.
Pouco tempo depois desse triste fato, no dia 27 de abril de 1956, contraiu um novo matrimônio, dessa vez com Minelvina Fragoso Vieira, que nasceu no dia 25 de abril de 1934, sendo filha de Manoel Lucas de Andrade e de Esmeraldina Fragoso Vieira, que faleceu pouquíssimo tempo depois, no dia 16 de fevereiro de 1958, fazendo com que partisse para um terceiro relacionamento conjugal, que ocorreu no dia 7 de maio de 1958, dessa vez com a sua cunhada, Maria do Socorro Vieira, que nasceu no dia 10 de abril de 1942, com quem, nesse mesmo ano, sem nenhum tipo de planejamento, resolveu emigrar com parte de sua família para o Estado de Minas Gerais:

“No ano de 1958, diante de uma seca intensa que se abateu e afligiu o nosso Estado, a sua família resolveu emigrar para o Estado de Minas Gerais… Chegando ao Estado de Minas Gerais, a família não obteve êxito, foram quatro longos anos de intenso sofrimento, onde os seus membros conviveram com toda a sorte de escassez, tendo com abundância o frio e a fome, a última, só saciada quando a sua irmã mais velha, Hilda, votava do serviço, que conseguira como empregada doméstica, já à noite e tinha a graça de trazer um prato de comida para dividir entre os irmãos que em casa ficavam.” (SILVA JÚNIOR. 2010: Ezaú Fragoso da Silva. Disponível em http://www.camaraboaviagem.ce.gov.br/vereadores.php?bg=19. Acesso no dia 5 de outubro de 2016)

De seu terceiro matrimônio gerou dez filhos, quatro mulheres e seis homens, sendo eles: Vera Lúcia Vieira da Silva; Lucineia Vieira da Silva, que faleceu aos sete anos; Minelvina Vieira da Silva; Juarez Vieira da Silva, que faleceu aos quatro anos; Jocélio Vieira da Silva; Juarez Vieira da Silva; Adelmo Vieira da Silva; Miscilene Vieira da Silva e Ednaldo Vieira da Silva.
Chegando ao Estado de Minas Gerais, estabeleceu-se inicialmente com a sua família no Município de Santa Bárbara, que na época era uma pequena cidade distante 98 quilômetros de Belo Horizonte.
Nessa época, sem conhecer ninguém, com a esposa grávida e quatro filhos, não conseguindo emprego, resolveu investir as suas poucas economias alugando uma pequena propriedade, onde passou a plantar, sofrendo graves privações no primeiro ano de sua aventura.
No ano seguinte, conhecendo pessoas da região, foi contratado como morador de um fazendeiro no Município de Itaobim, que está distante 620 quilômetros da cidade de Belo Horizonte.

Imagem de Antônio Manoel e a sua família.

Imagem de Antônio Manoel e a sua família.

Em 1962, quatro anos depois de ter saído do Município de Boa Viagem, conseguindo juntar uma pequena soma em dinheiro, investiu esse valor nas passagens e despesas de viagem de retorno de sua família ao Estado do Ceará.
Retornando para o Município de Boa Viagem, passou a residir com a sua família na localidade que é denominada de Relógio, propriedade pertencente ao seu sogro.
Alguns anos depois, no dia 24 de maio de 1991, juntamente com os seus familiares, foi surpreendido pelo repentino falecimento de um de seus irmãos, que se chamava José Pedro de Sousa.
Mais tarde, no dia 14 de maio de 1996, depois de trinta e oito anos de convivência conjugal, foi surpreendido pelo falecimento de sua terceira esposa, até que, algum tempo depois, segundo informações existentes no livro B-09, pertencente ao Cartório Geraldina, tombo nº 4.643, folha 297v, contraiu um quarto matrimônio, dessa vez com Suzana Floriano Vieira de Araújo, que nasceu no dia 27 de janeiro de 1928, sendo filha de Cícero Vieira de Freitas e de Rosa Vieira Carneiro.
No dia 8 de março de 2006, juntamente com os seus familiares, partilhou a perda de seu irmão, o Presbítero Eleotério Manoel da Silva:

“Conforme informações existentes no Cartório Geraldina, 1º Ofício, livro C-6, tombo nº 4.702, folha 209, faleceu na cidade de Boa Viagem, aos 85 anos de idade, no dia 8 de março de 2006.” (SILVA JÚNIOR, 2014: Eleotério Manoel da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eleoterio-manoel-da-silva/. Acesso no dia 27 de maio de 2017)

Pouco tempo depois desse fato, no dia 8 de maio de 2010, segundo informações existentes no livro C-07, pertencentes ao Cartório Geraldina, tombo nº 5.630, folha 141, faleceu aos 88 anos de idade, vítima de câncer no pulmão, em sua residência.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares no mausoléu da família que existe no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Bairro Centro.

BIBLIOGRAFIA:

  1. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  2. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Ezaú Fragoso da Silva. Disponível em http://www.camaraboaviagem.ce.gov.br/vereadores.php?bg=19. Acesso no dia 5 de outubro de 2016.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Eleotério Manoel da Silva. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/eleoterio-manoel-da-silva/. Acesso no dia 27 de maio de 2017.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão da Prefeita Aline Cavalcante Vieira, por meio da lei nº, de 2019, uma das ruas do Bairro Oséas Facundo, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura.