Antônio Vieira de Lima

Antônio Vieira de Lima nasceu no dia 1º de março de 1911 no Município de São João do Cariri, que está localizado na região de Campina Grande, distante 287 quilômetros da cidade de João Pessoa, sendo filho de Quintiliano Vieira de Lima e de Felisbela Vieira de Freitas.
Os seus avós paternos se chamavam Francisco Pereira Lima e Maria Vieira da Conceição, já os maternos eram Pedro Vieira Carneiro e Maria Floriana de Morais.
Na época do seu nascimento veio ao mundo pelas mãos de uma parteira na vila de São José dos Cordeiros, que anos depois recebeu emancipação política:

“Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no Município de São João do Cariri o distrito de Cordeiros. Pelo decreto-lei estadual nº 1.010, de 30-03-1938, o distrito de Cordeiros passou a denominar-se São José dos Cordeiros… Elevado à categoria de município com a denominação de São João dos Cordeiros, pela lei estadual nº 2662, de 22-12-1961, desmembrado de São João do Cariri.” (IBGE, 2000: Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/sao-jose-dos-cordeiros/historico. Acesso no dia 4 de junho de 2020)

Ao que indica os seus pais passaram uma curta temporada nessa localidade envolvidos no plantio do algodão, uma valiosa pluma que era comprada a um bom preço pelas indústrias estabelecida na cidade de Campina Grande.
Depois disso os seus pais regressaram para Brejo dos Santos, que nessa época era uma vila do Município de Catolé do Rocha até que, em 1924, depois de receber a agradável visita de um de seus irmãos e motivado por problemas no seio de sua família acompanhou os seus pais, que decidiram migrar para o Município de Boa Viagem, no Sertão do Estado do Ceará.
Esse irmão, que se chamava José Vieira de Lima, havia contraído núpcias com a filha de um importante agropecuarista e liderança política dessa região, Theóphfilo da Costa Oliveira, que vendeu uma propriedade denominada de Fazenda Santo Antônio aos seus pais.

“Quintiliano Vieira Lima chegou ao Município de Boa Viagem, com toda a sua família, no dia 24 de dezembro de 1925, e no dia seguinte, após a missa, partiram para a sua nova propriedade.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 177)

Mais tarde, no dia 15 de outubro de 1937, segundo informações existentes no livro B-06, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 39, página 100v, contraiu matrimônio civil com Maria Nilza de Aragão Lima, nascida em Boa Viagem no dia 23 de abril de 1914, sendo filha de Luís Ximenes de Aragão e de Maria Sinhá de Aragão.
Desse matrimônio foram gerados doze filhos, mas sobreviveram apenas seis, três homens e três mulheres, sendo eles: Maria do Carmo Lima Coimbra, Irineu Aragão Lima, Antônio Vieira Lima Filho, Francisco de Assis Aragão Lima, Maria Miriam Aragão Lima Caetano e Maria Marlene Lima Leite.
No dia 5 de maio de 1947 um de seus irmãos, Joaquim Vieira Lima, foi nomeado interventor do Município de Boa Viagem no lugar do Tenente José Silvino da Silva pelo governador do Estado do Ceará, o Dr. Faustino de Albuquerque e Sousa, permanecendo nessa função até o dia 25 de março de 1948, data que marcou o início da abertura política e a reinstalação das câmaras municipais no Ceará.
Na disputa eleitoral que ocorreu depois desse fato, deu apoio ao projeto político de seu irmão Quintiliano Vieira de Lima Filho em ingressar na vida pública por meio de um mandato eletivo:

“Na eleição municipal ocorrida no dia 7 de dezembro de 1947, desejando entrar na vida pública do Município de Boa Viagem por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, logo após a redemocratização de nosso país, conseguiu ser eleito para o exercício de seu primeiro mandato, assumindo essa função no dia 25 de março de 1948, permanecendo nela até o dia 24 de março de 1951.” (SILVA JÚNIOR, 2015: Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/quintiliano-vieira-filho/. Acesso no dia 5 de julho de 2020)

Na eleição municipal seguinte, ocorrida no dia 3 de outubro de 1950, desejando ocupar a cadeira deixada pelo seu irmão, militando nos quadros políticos da UDN – a União Democrática Nacional, ficou na suplência de sua coligação ao receber apenas 83 votos, estando entre os nove vereadores de maior votação desse pleito.
Uma curiosidade desse pleito é que o seu irmão José Vieira de Lima, pela mesma legenda partidária, concorreu na disputa pela cadeira do Poder Executivo, todavia não obteve êxito.

“Em 1950, meu pai era candidato a prefeito e sofreu várias ameaças, tais como: altas horas da noite bateram nas porteiras, anexas à casa da fazenda. Certamente, eles esperavam que meu pai saísse no escuro, pensando que os animais estivessem fugindo do curral, mas isso não aconteceu. Então eles bateram em uma janela da casa. O meu pai estava armado, dentro da casa; a minha mãe acendeu a lamparina e os bandidos fugiram.” (VIEIRA FILHO, 2008: p. 52)

Nessa legislatura, no dia 9 de novembro de 1952, assumiu o lugar deixado pelo Vereador Cícero Carneiro Filho, que pediu licença para resolver problemas particulares.
Algum tempo depois, desejando melhores condições de subsistência para sua família, seguiu o mesmo caminho de seu irmão Bento Vieira de Lima, que algum tempo antes migrou para o Estado do Mato Grosso do Sul, onde se estabeleceu como comerciante na cidade de Dourados.
Nessa cidade durante muitos anos habitou com a sua família na Rua Maria da Glória, nº 871,no Bairro Cabeceira Alegre.
No dia 7 de novembro de 1993, depois de cinquenta e seis anos de vida conjugal, juntamente com os seus filhos foi surpreendido pelo falecimento de sua esposa.
Segundo informações existentes no livro C-025, pertencente ao 2º Tabelionato de Notas e Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais, folha 163, faleceu por conta de um câncer no dia 27 de agosto de 1995 depois de completar 84 anos de idade.
Logo após o seus falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, foi sepultado por seus familiares no Cemitério Municipal Bom Jesus, que está localizado na Rua 1º de Abril, nº 165, na Vila Santa Catarina.

BIBLIOGRAFIA:

  1. FRANCO, G. A.; CAVALCANTE VIEIRA, M. D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 2007.
  2. IBGE. Histórico de São José dos Cordeiros. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/sao-jose-dos-cordeiros/historico. Acesso no dia 4 de junho de 2020.
  3. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  4. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão: A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Boa Viagem, CE: Premius, 2015.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Quintiliano Vieira Lima Filho. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/quintiliano-vieira-filho/. Acesso no dia 5 de julho de 2020.
  6. VIEIRA FILHO, José. Minha História, Contada por Mim. Fortaleza: LCR, 2008.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito Murilo Zauith, por meio da lei nº 3.635, de 9 de novembro de 2012, uma das ruas que se estendem pelos bairros Harrison de Figueredo e Jardim Deoclécio Artuzzi, na cidade de Dourados, recebeu a sua denominação.

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