Manoel da Costa Freire

Manoel da Costa Freire nasceu por volta de 1851 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Francisco da Costa Freire e de Maria Carolina de Paula.
Na época de seu nascimento a vila de Boa Viagem, que também era conhecida pela alcunha de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado existente dentro dos limites geográficos do Município de Quixeramobim.

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2010: Histórico de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

Era agropecuarista e durante muitos anos residiu com a sua família em uma localidade denominada de Poço Cercado, atualmente conhecida como Boa Ventura.
Segundo informações existentes no livro B-01, pertencente à secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, folha 90v, no dia 8 de novembro de 1871, diante do Pe. Francisco Ignácio da Costa Mendes, contraiu matrimônio com Rosa Maria do Espírito Santo.
Desse matrimônio foram gerados vários filhos, dentre eles destacamos: Maria Rosa do Espírito Santo, Vicente Paulo da Costa, José Rodrigues da Costa e João da Costa Freire.
Mais tarde, no dia 18 de setembro de 1883, na qualificação do conselho dos guardas ativos do 52º Batalhão da Guarda Nacional do Município de Boa Viagem, o seu nome figurou com a matrícula nº 245 no “Quarteirão da Tapera”, onde foi designado como guarda de linha.
O 52º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional foi criado através do decreto nº 4.520, de 28 de abril de 1870, sendo desmembrado do Município de Quixeramobim e tinha como comandante o Tenente Coronel José da Silva Bezerra.

“A Guarda Nacional foi uma força paramilitar organizada por lei no Brasil durante o período regencial, em agosto de 1831, para servir de ‘sentinela da constituição jurada’, e desmobilizada em setembro de 1922. No ato de sua criação lia-se: ‘Com a criação da Guarda Nacional foram extintos os antigos corpos de milícias, as ordenanças e as guardas municipais.’ Em 1850 a Guarda Nacional foi reorganizada e manteve as suas competências subordinadas ao ministro da Justiça e aos presidentes de província. Em 1873 ocorreu nova reforma que diminuiu a importância da instituição em relação ao Exército Brasileiro. Com o advento da República a Guarda Nacional foi transferida em 1892 para o Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Em 1918 passou a Guarda Nacional a ser subordinada ao Ministério de Guerra através da organização do Exército Nacional de 2ª Linha, que constituiu de certo modo sua absorção pelo Exército.” (S.N.T)

No dia 3 de fevereiro de 1895, juntamente com os seus familiares, partilhou da notícia do falecimento de seu pai, que veio a óbito aos 74 anos de idade.
Alguns anos depois, no dia 28 de maio de 1906, segundo informações existentes no livro B-01, pertencentes ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 14, folha 159v, com 55 anos de idade, estando viúvo, contraiu matrimônio com Francisca Januária de Freitas, que nasceu em 1874, sendo filha de João Alves Freire e de Joaquina Maria da Conceição. Desse matrimônio foi gerada uma filha, sendo ela Delfina Alves de Sousa.
Pouco tempo depois, no dia 30 de abril de 1910, juntamente com os seus familiares, partilhou da notícia do falecimento de sua mãe, que veio a óbito aos 82 anos de idade.

BIBLIOGRAFIA:

  1. IBGE. Histórico de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017