José Onedir Lima Sales

José Onedir Lima Sales nasceu no dia 11 de março de 1959 no Município de Luziânia, que está localizado no Estado de Goiás, distante 196 quilômetros da cidade de Goiânia, sendo filho de Francisco Oliveira Sales e de Antônia Aldenora de Lima Sales.
Os seus avós paternos se chamavam Francisco Sales e Maria das Dores de Almeida, já os maternos eram Francisco Pinto do Nascimento e Ana Honorato de Sousa.
Poucos dias depois do seu nascimento, em 25 de março, conforme informações existentes no livro nº 30 da Paróquia de Santa Luzia, tombo nº 94, folha 102, seguindo os ritos da confissão religiosa de seus pais, recebeu o sacramento do batismo das mãos do Pe. José Isidoro Pereira da Silva.
Mais tarde, quando os seus pais decidiram retornar para o Município de Boa Viagem, fixaram residência na localidade de Águas Belas, onde passou de sua infância até a sua juventude.
Nessa localidade, pouco tempo depois de sua chegada, foi criado como filho adotivo de Gustavo de Sousa Lima, um parente próximo que era agropecuarista, comerciante e uma importante liderança política da região.
Nos últimos meses de 1983, já maduro e enfrentando grande dificuldade por conta da falta de um local onde pudesse estudar, conseguiu concluir o equivalente à 4ª série do Ensino Fundamental na Escola de Ensino Fundamental Manoel João da Silva.
Posteriormente, conseguiu concluir o Ensino Fundamental através da Coordenadoria de Ensino Supletivo da Secretaria da Educação do Estado do Ceará, e em 2002, na Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, o Ensino Médio através do projeto Tempo de Avançar.
Antes disso, nos últimos meses de 1985, conforme o seu depoimento, em um parque de diversões, conheceu a sua futura companheira, que era professora na Escola de Ensino Fundamental David Vieira da Silva:

“No dia 20 de dezembro de 1985, na cidade de Boa Viagem, em um parque de diversões, conheci Regina com uma de suas amigas. Depois disso, sentindo-me atraído por ela e percebendo o mesmo sentimento dela, pedi ajuda e conselhos de alguns de nossos amigos, que tornaram possível o nosso desejado encontro. Pouco tempo depois, quando já estávamos namorando, fui interpelado por sua avó materna sobre as minhas intenções com a sua neta, quando revelei o meu desejo de contrair matrimônio com ela.” (S.N.T)

Mais tarde, no dia 26 de junho de 1987, segundo informações existentes no livro B-07, pertencentes ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 3.199, folha 175, contraiu matrimônio com Regina Célia Teixeira Sales, que era nascida no dia 25 de maio de 1958, sendo filha de Valdemiro Teixeira e de Maria Soledade Nascimento Teixeira.
Pouco tempo depois, no dia 11 de julho, às 16 horas, na Capela de São José, em Águas Belas, em uma cerimônia religiosa, confirmou os seus votos diante do Pe. José Patrício de Almeida.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, um homem e duas mulheres, sendo eles: Vanessa Teixeira Sales, Vanderson Gustavo Teixeira Sales e Vanusse Teixeira Sales.
Depois de casado, passou a residir com a sua família na Rua Agronomando Rangel, nº 889, no Bairro Boaviaginha, na cidade de Boa Viagem, presente de seu pai adotivo.
Nessa época, 
frequentando regularmente os trabalhos religiosos da Paróquia de Nossa Senhora de Boa Viagem, fortalecia o seu relacionamento conjugal nas reuniões promovidas pelo ECC, o Encontro de Casais com Cristo.

“Regina era de confissão católica, professora lotada há 20 anos na escola de Ensino Fundamental David Vieira da Silva, onde matriculamos nossos três filhos para educá-los. Em 1996, fomos convidados a participar do ECC, o Encontro de Casais com Cristo.” (S.N.T)

Algum tempo antes disso, depois de casado, por meio de sua amizade com o Prefeito José Vieira Filho e de sua esposa, a Deputada Maria Dias Cavalcante Vieira, que nessa época era secretária da administração do Estado do Ceará, conseguiu um contrato como agente penitenciário da Secretaria de Segurança Pública.

Imagem de presidiários e da horta, em 1997

Nesse trabalho, nos últimos meses de 1995, conforme informações publicadas no dia 12 de agosto de 1997 no jornal Tribuna do Ceará, caderno dia-a-dia, página 19, desenvolvia um valioso projeto de ressocialização dos presos na unidade prisional existente no Município de Quixeramobim:

“Um projeto idealizado há dois anos pelo Agente Prisional José Onedi, que objetiva a ressocialização de presos da justiça, vem dando certo em Quixeramobim e poderá exemplo para todo o país, caso a ideia seja seguida. Com autorização do juiz e do promotor do Município, o agente prisional procurou a Secretaria da Agricultura e solicitou espaço para os presos trabalhassem com horticultura, sendo prontamente atendido pelo secretário, José Maria Pimenta, que encampou o projeto depois da aprovação do projeto pelo prefeito, Cirilo Pimenta.”

Esse projeto também foi amplamente divulgado no dia 8 de setembro de 1997 no caderno regional, página 3, do jornal Diário do Nordeste, causando boa repercussão, mas gerando muita inveja entre seus companheiros, fato que lhe trouxe muitos problemas em seu emprego.
Ainda nessa época, no dia 5 de setembro de 1998, foi um dos sócios fundadores da Associação dos Pequenos Produtores e Criadores de Águas Belas, sendo eleito posteriormente como seu presidente.
Nessa associação, enfrentando grandes desafios, conseguiu apoio para promoção de diversos cursos de qualificação profissional dos produtores rurais de sua região.
Mais tarde, nos primeiros meses de 2000, sendo motivada por algumas de suas colegas de trabalho, a sua esposa passou a compor uma das turmas da FECLESC, a Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central, onde com muitas dificuldades enfrentou esse curso.
Pouco tempo depois, na eleição municipal que ocorreu no dia 1º de outubro de 2000, o primeiro a ser completamente informatizado no Município de Boa Viagem, desejando entrar na vida pública por meio de um mandato eletivo na Câmara Municipal de Vereadores, compondo os quadros políticos do PMDB, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, com a legenda nº 15.670, conseguindo receber apenas 45 votos, ficando em uma das suplências de seu partido.
Mais tarde, nos primeiros meses de 2002, a sua esposa foi acometida com os sintomas de uma doença pouco conhecida, a dengue hemorrágica, que dentro de pouco tempo levou-lhe a óbito
:

“Aconteceu o inesperado, mas dentro do projeto de Deus, pois no dia 7 de abril de 2002 demos a sua entrada na emergência do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima com uma simples dor de cabeça e febre. Seguindo às recomendações médicas, por volta das 15 horas, a deixei no hospital e mais tarde, pelas 18 horas, voltei para buscá-la. No hospital, percebi uma movimentação estranha dos médicos e enfermeiros. Descobri que era a Regina que estava em coma. Daí, pedi aos médicos a sua imediata transferência para Fortaleza, onde receberíamos melhor assistência médica. Na viagem, depois de uma hora já na estrada, pedi ao motorista para que parasse a ambulância, tomei-la em meus braços e louvei a Deus, tirei a aliança de seu dedo e ali nos despedimos, pouco tempo depois ela exalou o seu último suspiro.” (S.N.T)

Nos primeiros meses de 2007, depois da morte de seu pai de criação, recebeu uma pequena parte de sua herança, tornando-se um pequeno produtor do Distrito de Águas Belas.

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