Nautília Floriano Vieira

Nautília Floriano Vieira nasceu no dia 23 de dezembro de 1922 no Município de Catolé do Rocha, que está localizado no Sertão Paraibano, distante 411 quilômetros da cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, sendo filha de Cícero Vieira Carneiro e de Rosa Vieira Carneiro.
Os seus avós paternos se chamavam Pedro Vieira Carneiro e Maria Floriana de Morais, já os maternos eram José Vieira Carneiro e Maria Alexandrina Vieira Carneiro.
Na época de seu nascimento veio ao mundo pelas mãos de uma parteira em uma localidade denominada de Bom Nome, próximo da vila de Riacho dos Cavalos, que alguns anos depois conseguiu a sua autonomia política:

“O sítio Riacho dos Cavalos foi a verdadeira origem do atual Município que lhe levou o nome. Era pródigo em águas, razão porque o gado e os cavalos da região procuravam aquele lugar para ali matar a sede. O fato contribuiu igualmente para batizar o local como Riacho dos Cavalos… O Distrito foi criado com a denominação de Riachos dos Cavalos pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31 de dezembro de 1943, criado com partes dos territórios dos Distritos de Itacambá, atual Jericó, e Catolé do Rocha. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o Distrito de Riacho dos Cavalos, figura no Município de Catolé do Rocha, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. Elevado à categoria de Município com a denominação de Riacho dos Cavalos pela lei estadual nº 2.675, de 22 de dezembro de 1961, desmembrado de Catolé do Rocha.” (IBGE, 2000: Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/riacho-dos-cavalos/historico. Acesso no dia 24 de outubro de 2017)

Era professora, tendo deixado importante legado em sua terra natal ao lecionar durante muito tempo em um dos cômodos de sua própria casa, algo até hoje lembrado por muitas pessoas de sua geração.

“Nautília Floriano Vieira também contribuiu para educação do sítio Riacho dos Cavalos. Durante muitos anos lecionou na sua própria residência, deixando de fazê-lo quando passou a residir na cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará.” (VAZ, 2008: p. 33)

segundo informações existentes no livro B-16, pertencente ao Cartório de Registro Civil de Catolé do Rocha, 1º Ofício, folha 65V, tombo nº 634, no dia 18 de dezembro de 1941, diante de Natércio Dutra Pereira, suplente de juiz de paz, e do Rev. Antônio Francisco Neto, contraiu matrimônio com Otacílio Vieira da Silva, que era nascido no dia 7 de setembro de 1918, sendo filho de Ariamiro José da Silva e de Isaurina Isabel do Amor Divino.
Desse matrimonio foram gerados seis filhos, cinco homens e uma mulher, sendo eles: Ariamiro José da Silva Neto, Levi Vieira da Silva, Onaci Vieira da Silva, Uziel Vieira da Silva, Nilza Vieira Mendes e Naudier Vieira da Silva.
No dia 8 de março de 1992, juntamente com os seus familiares, partilhou da perda de seu irmão, David Vieira Carneiro.
Faleceu na cidade de Fortaleza, aos 75 anos de idade, no dia 24 de outubro de 1997.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado em um mausoléu pertencente a sua família que existe no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, Centro.

Imagem do túmulo da Família Vieira de Freitas, em 2010.

Imagem do túmulo da Família Vieira de Freitas, em 2010.

BIBLIOGRAFIA:

  1. IBGE. A história de Riacho dos Cavalos. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/riacho-dos-cavalos/historico. Acesso no dia 24 de outubro de 2017.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão. A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Fortaleza: PREMIUS, 2015.
  4. VAZ, Benedito Carneiro. Riacho dos Cavalos e sua história. João Pessoa: Imprima, 2008.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito José Vieira Filho – o Mazinho, através da lei nº 985, de 19 de dezembro de 2007, uma das ruas do Bairro Ponte Nova, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura.