Francisco Ferreira Brasil

Francisco Ferreira Brasil nasceu no dia 6 de janeiro de 1831 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza.
Quando nasceu a cidade de Boa Viagem, que era conhecida também pela alcunha de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado que estava localizado dentro dos limites geográficos pertencentes ao Município de Quixeramobim.

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2010: Histórico de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

Era agropecuarista, sendo casado com Maria Liotéria Nunes, que nasceu em 15 de janeiro de 1829.
Desse casamento foram gerados vários filhos, dentre eles destacamos: Epifânio Ferreira Brasil, Francisco de Sales Brasil, Severiano Ferreira Brasil, Maria Ferreira Brasil e Francisco Ferreira Brasil.
Nos primeiros meses de 1886, desejando entrar na vida pública do Município de Boa Viagem, concorreu por uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, desempenhando o seu primeiro mandato na legislatura que se seguiu entre 1887 e 1890.

Imagem da Casa de Câmara e Cadeia do Município de Boa Viagem, fim da década de 1940.

Mais tarde, depois de uma nova disputa, já no período da República, foi reconduzido para o desempenho de seu segundo mandato, que ocorreu entre o dia 10 de junho de 1900 até o dia 10 de junho de 1904.
Nessa legislatura uma das ações de maior importância está registrada no ofício enviado no dia 2 de outubro de 1902 pela Câmara Municipal de Vereadores ao Presidente do Estado do Ceará, o Dr. Pedro Augusto Borges, onde foi relatado o estado de penúria e de miséria a qual se encontrava a nossa população, que nessa época era castigada por uma terrível seca:

“Paço da Câmara Municipal da vila de Boa Viagem em 2 de outubro de 1900. Exmo. Sr. O acrisolado espírito de patriotismo de V. Exc. o amor as instituições republicanas e o extremo interesse pela prosperidade desse Estado, mormente na crise calamitosa porque ele passa, com uma secca exterminadora, acompanhada de assombroso cortejo da peste…. para satisfazer um restricto e sagrado dever, não só para scientificar a V. Exc. o estado de miséria a que está reduzido a este Município…. Este Município, Exmo. Sr. Não tendo tido ao menos uma chuva regular, ficou todo ele reduzido a miséria pela falta de pastagem e água e nestas circunstancias a população esgotada de meios para sua subsistência em conseqüência da seca do anno de 1898 e extraordinárias inundações feitas pelo inverno do anno próximo passado, grande parte dela emigrou…. que vai extinguindo o gado vacum e cavallar, a peste assolando em diversos Municípios e a população inanida morrendo de fome…” (MOTA, 1999: p. 90)

No dia 1º de maio de 1904 conseguiu ser reconduzido para o desempenho de seu terceiro mandato parlamentar, que teve início no dia 10 de junho de 1904 e foi encerrado no dia 10 de junho de 1907.
Em 1907 recebeu uma nova recondução ao Poder Legislativo, que foi encerrado em 1910.
Segundo informações existentes no livro B-01, pertencente à secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, tombo nº 15, página 88, faleceu no Sítio Pocinhos, na zona rural do Município de Boa Viagem, aos 83 anos de idade, no dia 18 de julho de 1914.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares em um túmulo existente no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Centro da cidade de Boa Viagem.

Mausoléu de Francisco Ferreira Brasil

Imagem da coluna tumular do Vereador Francisco Ferreira Brasil, em 2013.

BIBLIOGRAFIA:

  1. MOTA, José Aroldo Cavalcante. História Política do Ceará (1930 – 1945). Fortaleza: Stylus Comunicações, 1989.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.