Rio Capitão-Mor

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

O Rio Capitão-Mor, que é considerado apenas como um riacho, é um curso natural de água doce que está localizado no território do Município de Boa Viagem, no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará.

Imagem do Rio Capitão-Mor, em 2018.

Nesse percurso esse importante rio corta duas rodovias, uma federal e outra estadual, sendo elas a BR-020 e a CE-266, ficando a ponte da BR-020 dentro da cidade de Boa Viagem, onde corta os bairros Padre Paulo, Várzea do Canto e Floresta.

A SUA NASCENTE E O SEU PERCURSO:

Esse rio nasce na localidade de Salgadinho, na Serra das Bestas, se estende pelas localidades denominadas de Fazenda Ponte, Riacho Seco e Retiro, desaguando nas localidades denominadas de Volta do Rio e Barra do Rio, sendo um dos tributários do Rio Quixeramobim.

“Em seu longo percurso, como falamos anteriormente, o seu leito chega a banhar a cidade de Boa Viagem, encontrando-se a 10 quilômetros nas localidades denominadas de Barra do Rio e Volta do Rio, no Distrito de Domingos da Costa, com outros rios, sendo eles: Capitão-Mor, também chamado de Floresta;  Juazeiro, também chamado de Cajazeiras; Cabeça do Boi; Conceição, também conhecido como Rio dos Cachorros e o Rio Barrigas, que vem da Serra dos Machados, no Município de Itatira, todos afluentes do Rio Quixeramobim.” (SILVA JÚNIOR, 2015: O Rio Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/rio-boa-viagem/. Acesso no dia 23 de agosto de 2018)

Quanto a sua temporalidade esse rio é classificado como intermitente e em seu percurso, como falamos anteriormente, o seu leito banha a cidade de Boa Viagem, onde recebe o nome de Floresta.

Imagem da ponte sobre esse rio, em 2018.

Em sua extensão, que é aproximadamente de 45 quilômetros, desde a nascente até a foz, as margens de sua bacia se constituem de excelentes terras para o cultivo e a criação de pequenos animais.

“O Rio Boa Viagem (75 quilômetros), que tem como afluente o Riacho dos Cães (60 quilômetros), à direita, e o Riacho Capitão-Mor (45 quilômetros), à esquerda. O Boa Viagem nasce na serra do Calogi e banha a cidade homônima.” (GOMES, 1970: p. 87)

Sobre a cor de suas águas, no período das enchentes, que costumam acontecer entre março e maio, as suas águas ficam escuras por conta dos sedimentos que costumam ser arrastados das partes mais altas de sua nascente.
Depois disso as suas águas ficam bem claras e costumam ficar em maior volume nos poços que são feitos naturalmente, onde fica fácil de encontrarmos várias espécies de aves, serpentes, peixes, batráquios e quelônios.

UM POUCO DE SUA HISTÓRIA:

Sobre o seu nome ainda não sabemos o motivo da origem e nem quem deu a sua denominação, sabemos apenas que no fim do século XVIII, Antônio Domingues Álvares, que é considerado o fundador da cidade de Boa Viagem já conhecia esse rio por essa nomenclatura, o que nos prova que esse hidrônimo é muito antigo.
O nome de capitão-mor se refere a designação militar responsável pelo comando das tropas de ordenanças de cada cidade portuguesa no período em que o Brasil era colônia e possivelmente um desses militares tinha terras em nossa região.

A ADMINISTRAÇÃO DO RIO:

Esse rio, por sua extensão estar completamente dentro do Município de Boa Viagem, é gerenciado pela Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Boa Viagem.

A LISTA DAS BARRAGENS NO CURSO DO RIO:

No curso desse rio ele possui aproximadamente 53 pequenos açudes, que também são denominados na região de barreiros e foram financiados nos primeiros anos da década de 1980 em suas construções com recursos do GESCAP, o Grupo Especial de Socorro às Vítimas de Calamidades Públicas.

Imagem do sangradouro da Barragem da Fazenda Sítio, em 2011.

Em sua pequena calha, que espalha apenas pelo Município de Boa Viagem, os maiores açudes são denominados da seguinte forma:

  1. A Barragem da Fazenda Sítio;
  2. Açude da Fazenda Ponte;
  3. O Açude da Fazenda Sítio;
  4. Açude José de Alencar Araújo.

BIBLIOGRAFIA:

  1. BRAGA, Renato. Dicionário Geográfico e Histórico do Ceará. Tomo II. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1967.
  2. FRANCO, G.A; CAVALCANTE VIEIRA, M.D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 232.
  3. GOMES, Raimundo Pimentel. Corografia Dinâmica do Ceará. Fortaleza: Departamento de Imprensa Oficial do Ceará, 1970.
  4. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. O Rio Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/rio-boa-viagem/. Acesso no dia 23 de agosto de 2018.
  6. SOUSA BRASIL, Thomaz Pompeo de. Ensaio Estatístico da Província do Ceará. Tomo I. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 1997.