Joaquim Vieira da Silva

Joaquim Vieira da Silva nasceu no dia 18 de maio de 1918 no Município de Catolé do Rocha, que está localizado no Sertão paraibano, distante 411 quilômetros da cidade de João Pessoa, sendo filho de Martins José da Silva e de Francisca Vieira de Freitas.
Os seus avós paternos se chamavam José Antônio da Silva e Delfina Maria da Conceição, já os maternos eram Pedro Vieira Carneiro e Maria Floriana de Morais.
Na época do seu nascimento, veio ao mundo pelas mãos de uma parteira em uma localidade nas proximidades do povoado de Riacho dos Cavalos, que alguns anos depois recebeu a sua autonomia política.

“O Sítio Riacho dos Cavalos foi a verdadeira origem do atual Município que lhe levou o nome. Era pródigo em aguadas, razão porque o gado e cavalos da região, procuravam aquele lugar para ali matar a sede. O fato contribuiu igualmente para batizar o local como Riacho dos Cavalos… Distrito criado com a denominação de Riachos dos Cavalos, pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31 de dezembro de 1943, criado com partes dos territórios dos Distritos Itacambá (atual Jericó) e Catolé do Rocha. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o Distrito de Riacho dos Cavalos, figura no Município de Catolé do Rocha. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1ª de julho de 1960. Elevado à categoria de Município com a denominação de Riacho dos Cavalos, pela lei estadual nº 2.675, de 22 de dezembro de 1961, desmembrado de Catolé do Rocha.” (IBGE: História do Município de Riacho dos Cavalos. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pb/riacho-dos-cavalos/historico. Acesso no dia 5 de abril de 2018)

Pouco tempo depois, nos últimos anos da década de 1920, por conta do baixo preço das terras existentes no Estado do Ceará, o seu pai deixou o Sertão paraibano e se instalou com a sua família na zona rural do Município de Boa Viagem:

“O primeiro desse grupo de paraibanos, Martins José da Silva (∗ 1891 † 1954)…, chegou por volta de março de 1926 motivado pelo baixo preço das terras cearenses… Ele era viúvo… Com o falecimento de sua primeira esposa contraiu novas núpcias. Dessa vez, com Maria Margarida de Andrade (∗ 1875 † 1962), mais conhecida como Marizinha, com quem decidiu vir para o Estado do Ceará… chegando ao Município de Boa Viagem, adquiriu uma propriedade de 300 ha., juntamente com Manoel Vieira de Lima, irmão de Quintiliano Vieira Lima, no valor de 8 mil contos de réis, denominada de Fazenda Pitombeira, e pertencente ao sogro de José Vieira de Lima, Teófilo da Costa Oliveira.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 189-191)

Mais tarde, nos primeiros anos da década de 1940, despertada a sua vocação ao ministério pastoral, foi encaminhado aos estudos no Seminário Teológico Congregacional existente na cidade de Catolé do Rocha.
Pouco tempo depois, por volta de 1945, passou a residir na cidade do Icó, contraindo matrimônio com Margarida Lins Vieira, que era nascida na cidade de Mamanguape, no Estado da Paraíba, sendo filha de Clementino Pereira Lins e de Josefa Olívia Lins.
Desse matrimônio foram gerados cinco filhos, dois homens e três mulheres, sendo eles: Genilene Vieira Lins Parca, Ivone Lins Vieira, Joaquim Vieira da Silva Filho, Margarida Meyre Lins Vieira e Clementino Martinho Lins Vieira.

Imagem de Joaquim Martins e de sua família.

Nessa época, juntamente com outros membros de sua família, participou ativamente da fundação da Igreja Evangélica Congregacional de Pitombeira, que está localizada na propriedade de seu pai:

“Ele foi construído graças à generosa contribuição de alguns irmãos. Dentre eles destacamos: Sebastião Alves da Silva, que contribuiu com 100 cruzeiros, Antônio Vieira da Silva, mais conhecido como Antônio Martins, que também contribuiu com 100 cruzeiros; e José Gomes de Oliveira, que contribuiu com 80 cruzeiros.” (SILVA JÚNIOR, 2015: p. 198)

Algum tempo depois, quando decidiu residir na cidade de Boa Viagem, juntamente com a sua esposa, tornou-se um membro ativo da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem:

“Na transição desses dois pastorados, ocorrida no dia 13 de julho de 1958, foi criado um outro departamento, a União Juvenil Congregacional, que tempos mais tarde passou a ser conhecida pela sigla UMEC, a União de Mocidade da Igreja Evangélica Congregacional, que teve como sua primeira presidente a irmã Margarida Lins Vieira, esposa do Vereador Joaquim Vieira da Silva.” (SILVA JÚNIOR, 2015: A história da Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/igreja-evangelica-congregacional-de-boa-viagem-historia/. Acesso no dia 10 de janeiro de 2017)

Antes disso, no dia 3 de outubro de 1954, desejando entrar na vida pública por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, militando nos quadros políticos da UDN, a União Democrática Nacional, foi conduzido a um mandato eletivo na segunda vaga existente no Poder Legislativo do Município de Boa Viagem.
Nessa legislatura, conseguiu ser eleito pelos seus pares como presidente da mesa diretora da Câmara Municipal para o período legislativo de 1958, dando total apoio ao projeto do Prefeito Delfino de Alencar Araújo para construção do Açude Público José de Alencar Araújo, na localidade de Capitão-mor.
Em sua curta gestão, na presidência da mesa diretora da Câmara Municipal, por meio de resolução, conforme o artigo 69 da Lei Orgânica do Município, promoveu uma organização administrativa do Poder Legislativo, quando foram criados os cargos de diretor geral, arquivista e escriturário.
Entre os seus projetos, apresentou requerimento ao prefeito sugerindo a transferência da feira livre dos dias de domingo para os sábados e o fechamento do comércio aos domingos, com exceção das casas de diversão e do comércio fora da cidade, ideia que não foi aceita pelos seus pares.
No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 3 de outubro de 1958, ainda compondo a bancada da UDN, conseguiu ser reconduzido ao exercício de mais um segundo mandato eletivo.
Pouco tempo depois, no dia 6 de abril de 1959, buscando melhores condições de sobrevivência, decidiu pedir licença de seu mandato, passando a residir com a sua família na cidade de Brasília, em seu lugar assumiu o suplente, o Vereador Antônio de Queiroz Sampaio.

Imagem da comemoração de suas bodas de prata em sua Loja Maçônica no dia 29 de novembro de 1970.

Imagem da comemoração de suas bodas de prata em sua Loja Maçônica no dia 29 de novembro de 1970.

Na cidade de Brasília passou a compor o quadro de membresia da IPB, a Igreja Presbiteriana do Brasil, chegando a ser consagrado como um de seus presbíteros, passando também a ser o administrador do patrimônio dessa denominação por aproximadamente três décadas.
Nessa mesma cidade, atestado o seu bom comportamento perante a sociedade, foi iniciado na Maçonaria.
Faleceu na cidade de Brasília, vítima de um câncer em seu estomago, no dia 9 de abril de 2009, aos 91 anos de idade.