Francisco Mendes Machado

Francisco Mendes Machado nasceu no dia 27 de abril de 1853 no Município Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Manoel Mendes Machado e de Ana Francisca do Espírito Santo.
Os seus avós paternos se chamavam Jacinto Mendes Machadinho e Maria Francisca da Paixão, já os maternos eram Francisco Luis Nunes Benevides e Isabel Maria do Espírito Santo.
Na época do seu nascimento a vila de Boa Viagem, que também era conhecida pelo topônimo de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado existente dentro dos limites geográficos do Município de Quixeramobim:

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2000: Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

Mais tarde, em 1882, desejando entrar na vida pública, conquistou uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores do Município de Boa Viagem para legislatura que ocorre entre 1883 a 1887.
Nessa legislatura, juntamente com os outros vereadores, reorganizou os trabalhos ordinários da Câmara Municipal, que foram interrompidos pelos efeitos da “Seca Grande; Reativou a cobrança da décima urbana e de outros impostos; Realizou a organização e o leilão dos impostos camarários; Aprovou o Código de Posturas, que regulamentava o comportamento e a ordem que deveria existir na vila; Recebeu o equipamento médico, uma seringa, e o soro antiofídico encaminhado pelo Farmacêutico Rodolpfho Marcos Theópfhilo; Implantou no Município o novo sistema de pesos e medidas determinado pelo Governo Provincial; Forneceu informações da retomada da produção agrícola da região e aprovação do desejo da Câmara Municipal em promover melhorias nas ruas da vila.

Imagem da Casa de Câmara e Cadeia do Município de Boa Viagem, fim da década de 1940.

No dia 8 de setembro de 1884, segundo informações existentes no livro B-01, destinado aos casamentos, página 185, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, em uma cerimônia que foi celebrada pelo Pe. Raimundo Teles de Sousa, contraiu matrimônio com Maria da Encarnação de Jesus, que nasceu no dia 22 de janeiro de 1868.
Desse matrimônio gerou alguns filhos, dentre ele destacamos Maria Hercília Mendes Maciel, que foi esposa de Josias Barbosa Maciel, intendente do Município de Boa Viagem em 1914.
Depois disso, segundo informações publicadas no jornal Gazeta do Norte, ano VIII, número 162, publicado no dia 18 de novembro de 1886, foi nomeado escrivão da coletoria de Boa Viagem.
Em 20 de março de 1890, conforme matéria publicada no dia 20 de março de 1890 no jornal O Libertador, ano X, número 68, página 1, recebeu uma portaria para assumir a função de sub-delegado.
Mais tarde, no dia 24 de julho de 1892, partilhou com os seus familiares do inesperado falecimento de sua esposa.
No ano seguinte, de acordo com o livro B-02, pertencente à secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, tombo nº 7, página 40, no dia 24 de janeiro de 1893, no Sítio Fogareiro, diante do Pe. José Antônio Cavalcante, contraiu novas núpcias, dessa vez com Maria Tereza da Silva.
No dia 28 de agosto de 1897, em acordo com uma matéria publicada pelo periódico A República, ano  VII, número 189, compunha uma das cadeiras do Conselho Municipal de educação.
Pouco tempo depois, no dia 13 de setembro de 1899, veio a óbito, com apenas 46 anos de idade.
Logo depois do seu falecimento, após as despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares em um mausoléu que existente no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Centro da cidade de Boa Viagem.

Imagem do túmulo de Francisco Mendes Machado, em 2017.

BIBLIOGRAFIA:

  1. CAVALCANTE MOTA, José Aroldo. História Política do Ceará (1889-1930). ABC: Fortaleza, 1996.
  2. FERREIRA NETO, Cicinato. A Tragédia dos Mil Dias: A seca de 1877-79 no Ceará. Premius: Fortaleza, 2006.
  3. IBGE. Histórico do Município de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017.
  4. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  5. PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM. Livro de tombo de casamentos – 1886/1893. Livro B-02, Tombo nº 7. Página 40.
  6. PEIXOTO, João Paulo M.; PORTO, Walter Costa. Sistemas Eleitorais no Brasil. Brasília: Instituto Tancredo Neves, 1987.
  7. VIEIRA JÚNIOR, Antônio Otaviano. Entre Paredes e Bacamartes. História da Família no Sertão (1780-1850). Edições Demócrito Rocha: Fortaleza, 2004.

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