Virgílio Cândido de Oliveira nasceu por volta de 1837 no Município Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de José Alves da Costa e de Maria da Encarnação de Jesus.
Na época do seu nascimento a vila de Boa Viagem, que também era conhecida pelo topônimo de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado existente dentro dos limites geográficos do Município de Quixeramobim:
Segundo informações existentes no livro B-21, existente na secretaria da Paróquia de Santo Antônio de Quixeramobim, página 121, no dia 22 de novembro de 1859, na Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, diante do Pe. Antônio Correia de Sá, contraiu matrimônio com Balbina Alves Leal, nascida por volta de 1836, sendo filha do Capitão Vicente Alvares da Costa e de Anna Isabel Maria.
Desse matrimônio foram gerados cinco filhos, quatro homens e uma mulher, sendo eles: Antônio Tibério de Oliveira, Anna Dionízia Ramalho, José Virgílio de Oliveira, Maria Virginia de Oliveira e Tomásia Alves de Oliveira.
Entre os anos de 1873 e 1876, exerceu a função pública de 4º suplente de Juiz de Paz em Boa Viagem.
Mais tarde, no dia 7 de janeiro de 1883, depois de uma disputa eleitoral, tomou posse como suplente em um mandato na Câmara de Vereadores, legislatura que se estendeu até 1887.
Nessa legislatura, juntamente com os outros vereadores, reorganizou os trabalhos ordinários da Câmara Municipal, que foram interrompidos pelos efeitos da “Seca Grande”; reativou a cobrança da décima urbana e de outros impostos; realizou a organização e o leilão dos impostos camarários; aprovou o Código de Posturas, que regulamentava o comportamento e a ordem que deveria existir na vila; recebeu o equipamento médico, uma seringa, e o soro antiofídico encaminhado pelo Farmacêutico Rodolpfho Marcos Theópfhilo; implantou no Município o novo sistema de pesos e medidas determinado pelo Governo Provincial; forneceu informações da retomada da produção agrícola da região e aprovação do desejo da Câmara Municipal em promover melhorias nas ruas da vila.
BIBLIOGRAFIA:
- CAVALCANTE MOTA, José Aroldo. História Política do Ceará (1889-1930). ABC: Fortaleza, 1996.
- FERREIRA NETO, Cicinato. A Tragédia dos Mil Dias: A seca de 1877-79 no Ceará. Premius: Fortaleza, 2006.
- IBGE. Histórico do Município de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017.
- PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO DE QUIXERAMOBIM. Livro de registro de casamentos. 1859 – 1865. Livro B-21. Página 121
- PEIXOTO, João Paulo M. & PORTO, Walter Costa. Sistemas Eleitorais no Brasil. Brasília: Instituto Tancredo Neves, 1987.
- SARAIVA CÂMARA, José Aurélio. Fatos e Documentos do Ceará Provincial. Imprensa Universitária da Universidade Federal: Fortaleza, 1921.

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