O Pirão Quente

O PIRÃO QUENTE.

Eliel Rafael da Silva Júnior

O Município de Boa Viagem sempre foi muito carente de atendimento médico, restando ao povo mais pobre, nos casos mais complicados, procurar atendimento em Quixeramobim ou na capital, já os casos considerados mais simples eram resolvidos pelos diversos farmacêuticos estabelecidos na cidade.
Nas últimas décadas, atendendo diariamente na cidade de Boa Viagem, um dos mais famosos farmacêuticos desta região foi Jacob Carneiro, que logo ganhou do povo a alcunha de “Mão Santa”.
Certo dia, em seu consultório, atendeu uma senhora que vinha aflita da zona rural por conta de uma fraqueza que “bateu” no corpo de seu marido, sendo aconselhada pelo “Mão Sanda” com o seguinte diagnóstico:
Disse a senhora: – SEU JACOB, MEU MARIDO TÁ MUITO FRACO, PASSE UMA VITAMINAS PARA ELE!
Conhecendo o casal e percebendo que o problema do homem era fome respondeu o Jacob em alto e bom som: – HOMI, COMPRE UM CORREDOR DE BOI DO MAIOR QUE TEM, FAÇA UM PIRÃO BEM QUENTE E TAQUE NOS PEITO DELE!
A obediente senhora, ao sair da farmácia, passou no frigorifico mais próximo e comprou os ingredientes do pirão e ao chegar em casa obedeceu rigorosamente as prescrições médicas do confiável farmacêutico.
No dia seguinte a mesma senhora retorna à farmácia, não para relatar os benefícios do remédio, mas sim a procura de outro medicamento para curar as queimaduras provocadas no peito do marido. 

Uma ideia sobre “O Pirão Quente

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