O Defunto é Meu.

O DEFUNTO É MEU.

Francisco Erialdo Rodrigues Costa
Rogerlando (Ilustrador)

Certo vereador do Município de Boa Viagem, para fazer média com a família de um defunto, passou a noite toda em seu velório.
Como bom político, para ser solidário a família e quem sabe, na próxima eleição aumentar o seu número de votos, passou a noite inteirinha rezando, chorando ao pé do caixão e consolando os parentes do defunto.
Pela manhã, bem cedinho, saiu com os papéis do morto no intuito de usar de sua influência para agilizar o enterro do finado, e ao retornar deu de cara com um de seus colegas de legislativo já “pegado” na alça do caixão, pois o enterro já estava saindo.
Indignado com o concorrente brandou na frente de todos: – Ah, isso não meu colega! Passei a noite inteirinha chorando, rezando, confortando a família e só agora você aparece para fazer a média? Vai me desculpar, mas largue logo este caixão que o defunto é meu!

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