Congregação Cristã no Brasil – Ponte Nova

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

A Congregação Cristã no Brasil possui um dos seus templos localizado na Rua Francisco Camurça, s/nº, no Bairro Ponte Nova, na cidade de Boa Viagem, no Município de Boa Viagem, no Estado do Ceará.

Imagem do templo da Congregação Cristã no Brasil de Ponte Nova, em 2015.

A Congregação Cristã no Brasil é uma confissão protestante de origem ítalo-americana, sendo a primeira igreja cristã a instalar-se em território nacional brasileiro sob a classificação teológica e sociológica “pentecostal”.

O SIMBOLO UTILIZADO POR ESSA DENOMINAÇÃO:

Uma denominação cristã é uma organização religiosa que funciona com um nome, uma estrutura e uma doutrina que são comuns, sendo o denominacionalismo o ponto de vista segundo o qual alguns ou todos os grupos cristãos são, em algum sentido, versões da mesma coisa, apesar de suas características distintivas.
O emblema utilizado pela denominação ao qual a Congregação Cristã no Brasil de Ponte Nova está filiada é o seguinte:

Imagem do brasão utilizado pela Congregação Cristã no Brasil.

Mesmo possuindo essa interessante característica, que a distingue das demais comunidades religiosas existentes no Município, a igreja local não possui a obrigação de divulgá-la, fato que muitas vezes torna esse símbolo completamente desconhecido entre os seus membros.

A FORMA DE GOVERNO:

A organização eclesiástica da Congregação Cristã no Brasil é uma forma adaptada do governo presbiteriano um grupo de igrejas locais são reunidas em uma “região administrativa”, normalmente correspondente a um município nos estados onde a igreja é maior e vários municípios onde a Congregação é menor, presidida por um conselho de anciãos e um corpo administrativo. As regiões administrativas são agrupadas em “regionais”, que por sua vez se concentram nas “assembleias estaduais”

OS PASTORES / OFICIAIS / MISSIONÁRIOS: 

O quadro de oficiais de uma Igreja Evangélica Congregacional é dividido em pastores, presbíteros e diáconos, que possuem o poder de dirigir e responder pelos trabalhos da comunidade, mas algumas de suas funções são limitadas pela assembleia de membros:

“Os oficiais são simples funcionários da igreja local, designados para ensinarem e para administrarem os interesses da igreja, e não tem poder de governo além do que possuem como membros da igreja.” (BERKHOF, 1990: p. 584)

Sobre a permanência do seu corpo de oficiais, no dia 30 de novembro de 1961, no pastorado do Rev. Francisco Souto Maior, em uma assembleia ordinária ficou definido o seguinte:

“Em seguida foi apresentada a seguinte proposta que, depois de discutida foi aprovada por todos. Que o pastor e demais oficiais: presbíteros e diáconos, a partir desta data, fiquem eleitos por tempo indeterminado. Sendo que, tanto o pastor como qualquer um dos oficiais, pode renunciar o seu cargo em qualquer tempo dando ciência a esta igreja com antecedência. E de igual modo, a igreja poderá demitir qualquer um destes em qualquer tempo, desde que para isto tenha motivo apresentado que justifique, também dando conhecimento com antecedência.”

Antes da decisão dessa assembleia os seus oficiais eram reconduzidos ao governo da igreja anualmente, por voto direto de seus membros, em assembleia especial. Seguindo os princípios bíblicos que tratam do assunto o ofício de pastor, presbítero ou diácono é perpétuo, porém o seu exercício é temporário.

  • Os Pastores:

O pastor é alguém com qualidades morais e espirituais, com formação especifica em um curso de Bacharelado em Teologia, que geralmente estudou em um seminário da própria denominação, ou indicado pela igreja, que foi avaliado por uma banca examinadora da junta regional e que foi ordenado por outros pastores, entre às suas várias funções destacamos: ensinar, disciplinar, aconselhar, realizar visitas e administrar o patrimônio da igreja.
Ao longo de sua história eclesiástica essa igreja já foi cuidadosamente dirigida pelos seguintes pastores:

  1. Rev. Antônio Francisco Neto – 1956 a 1957;
  • Os Presbíteros:

O presbítero é uma pessoa geralmente madura na fé e no testemunho, que foi reconhecida pela assembleia da igreja por suas qualidades e consagrado pelo pastor para supervisionar os serviços de ensino, disciplina, governo e administração.
Ao longo de sua história eclesiástica essa igreja já contou com a colaboração dos seguintes irmãos:

  1. Presb. Adelmo Vieira de Freitas – 1968 a 1973;
  • Os Diáconos e Diaconisas:

O diácono, ou a diaconisa, é o oficial eleito pela assembleia da igreja e consagrado pelo pastor para dedicar-se especialmente à arrecadação de ofertas para fins piedosos; ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos; à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino; exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e nas suas dependências.
Ao longo de sua história eclesiástica essa igreja já contou com a colaboração das seguintes pessoas:

  1. Diac. Adailton Alves Teixeira – 2000 a 2002;
  • As Missionárias:

O título de missionário(a) não existe nas escrituras, essa palavra significa alguém com uma missão, a função de um(a) missionário(a) é pregar o evangelho, consolidar uma igreja e depois que tudo está pronto e consolidado ele(a) passa a responsabilidade da igreja para um pastor.
Ao longo de sua história eclesiástica essa igreja já contou com a colaboração das seguintes irmãs:

  1. Cleonice Carneiro – 1973 a 1976;

AS CONGREGAÇÕES E A IGREJA MATRIZ:

Entre os cristãos de confissão protestante o termo igreja matriz é pouco utilizado, costuma-se usar o nome de igreja mãe para àquela comunidade religiosa que consegue gerar outras igrejas.

Sobre essas igrejas, principalmente entre aquelas de modo de governo congregacionalista, toda igreja começa a sua vida eclesiástica como um ponto de pregação, que é um local que serve de referência para futuros encontros, onde de forma simples e reverente se expõe a palavra de Deus.
Algum tempo depois, dependendo do número de pessoas e da regularidade dessas reuniões, o local passa a ser considerado pela comunidade mantenedora como uma de suas congregações.
Essas congregações, que podem ter ou não um templo, geralmente possuem uma liderança leiga formada e comprometida, que presta regularmente satisfação de suas atividades religiosas nas assembleias da igreja mãe.
Com o passar do tempo essas congregações conseguem a sua autonomia financeira, daí solicitam da igreja mãe a sua independência eclesiástica para realizar as suas próprias assembleias administrativas.
No Município de Boa Viagem a Igreja Evangélica Congregacional está distribuída da seguinte forma:

  • Zona Urbana:

A cidade:

  1. A Congregação Cristã no Brasil (Igreja Mãe).
  • Zona Rural:
  1. A Congregação na Fazenda Jantar.

OS DEPARTAMENTOS / OS SERVIÇOS:

Para organizar as atividades de seus membros a Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem está dividida em departamentos e serviços, sendo eles:

  • Os Departamentos:

Os departamentos são as divisões administrativas que tratam de grupos específicos da comunidade.

  1. A Escola Dominical;
  2. A União Auxiliadora Feminina – UAF;
  3. A União de Adolescentes Congregacionais – UAC;
  4. A União de Mocidade Evangélica Congregacional – UMEC;
  5. A União de Homens Evangélicos Congregacionais – UHEC;
  6. O Departamento de Missões;
  7. O Departamento de Música.
  • Os Serviços:

Os serviços são atividades religiosas desenvolvidas na igreja, que tem a finalidade de atingir e fortalecer grupos específicos da sociedade.

  1. A Escola Dominical – (Domingo);
  2. O Culto de Doutrina – (Quarta-Feira);
  3. O Culto de Evangelismo – (Domingo);
  4. O Culto de Jovens – (Sábado);
  5. O Culto de Oração – (Sexta-Feira).

O CONTATO:

Os canais de comunicação com a Igreja Evangélica Congregacional de Boa Viagem são os seguintes:

  • Telefone:
  1. 88.3427-1845 (Secretaria Pastoral);
  2. 88.3427-1852.

BIBLIOGRAFIA:

  1. FRANCO, G. A.; CAVALCANTE VIEIRA, M. D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 2007.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Andarilhos do Sertão: A Chegada e a Instalação do Protestantismo em Boa Viagem. Boa Viagem, CE: PREMIUS, 2015.

2 pensou em “Congregação Cristã no Brasil – Ponte Nova

  1. Pingback: RELIGIOSIDADE | História de Boa Viagem

  2. Pingback: Bairro Ponte Nova | História de Boa Viagem

Deixe um comentário