Várzea da Ipoeira

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

A Várzea da Ipoeira é uma vila existente na zona rural do Município de Boa Viagem, distante pouco mais de 18 quilômetros do Centro da cidade de Boa Viagem, no Estado do Ceará.

Imagem da placa de identificação da vila, em 2020.

Dentro da divisão politico-geográfica, em relação ao Marco Zero, essa vila está na região oeste do Município, dentro dos limites geográficos do território do Distrito de Várzea da Ipoeira.

A ORIGEM DE SEU TOPÔNIMO:

Designação toponímica classificada como complexa, a origem de sua denominação está relacionada ao tipo de solo existente em sua região, que é irrigada pelo Riacho Cabeça do Boi e o Riacho da Jurema.
O seu nome é antigo, sendo encontrado registros que datam de 1840 e em nossos dias se refere também ao nome de um dos Distritos do Município de Boa Viagem, que foi criado pela lei municipal nº 777, do dia 11 de outubro de 2001, tendo como sede o povoado de igual nomenclatura, que a partir dessa data foi elevada para categoria de vila.
Sobre os primeiros habitantes dessa pequena vila e da origem de seu nome o livro “Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender” nos dá as seguintes informações:

“A origem da denominação da comunidade de Várzea da Ipoeira é porque naquela época o vento trazia muita poeira das terras da várzea para dentro da casa das pessoas.” (FRANCO & CAVALCANTE VIEIRA, 2007: p. 32)

AS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

No passado, já nas primeiras décadas do século XIX, as terras dessa localidade aos poucos foram sendo colonizadas por pessoas que tinham como desafio desbravar o sertão investindo os seus recursos na criação de gado e no plantio de algodão e outras culturas de subsistência.

“No ano de 1840, chegava para Várzea da Ipoeira o Sr. Antônio Nunes Cavalcante, sendo filho do Sr. Francisco Nunes, da Carnaúba. Ele foi um grande proprietário, as suas terras se estendiam desde o Domingos da Costa, Saco do Belém. Nessa época Boa Viagem pertencia à freguesia de Quixeramobim. Antônio Nunes, conhecido por Antônio Matias, veio morar na localidade com o intuito de montar uma fazenda de bovinos e caprinos. Nessa localidade gerou alguns filhos, dentre eles Delfino Matias, que foi um dos responsáveis pela construção de um açude que foi edificado usando juntas de bois para arrastar a terra.” (FRANCO & CAVALCANTE VIEIRA, 2007: p. 32)

Depois de estabelecido, já em 1850, sendo de confissão católica, o Sr. Antônio Nunes Cavalcante investiu na construção de uma capela, que dentro de pouco tempo se tornou em referência para os habitantes da região, especialmente quando recebia um padre ou acontecia outro ofício.

“Em 1850 o Sr. Antônio Nunes construiu a igreja, realizou a festa da padroeira e construiu um cemitério. Em 1912 veio a falecer, deixando as marcas de seu trabalho na localidade de Várzea da Ipoeira.” (FRANCO & CAVALCANTE VIEIRA, 2007: p. 32)

Nessa mesma época, aos poucos, algumas pessoas foram construindo as suas casas na localidade, algo que contribuiu para formação de um pequeno povoado e surgimento de um pequeno comércio, que recebeu maior impulso nos últimos anos da década de 1970, depois da construção da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020, e posteriormente, nos primeiros anos da década de 1980, graças ao empenho do Pe. José Patrício de Almeida, da abertura da Rodovia Estadual CE-168, acesso carroçável para as vilas de Guia, Águas Belas e outras.

“Nesse mesmo período, nos últimos dias do ano de 1980, contando com o apoio do bispo da Diocese de Quixadá, Dom Joaquim Rufino do Rego, se estabeleceu nessa vila o Pe. José Patrício de Almeida, que lutou por muitos benefícios sociais para região, dentre eles a elevação da Capela de Nossa Senhora da Guia a condição de curato. Dentre as diversas marcas do seu frutífero sacerdócio ficou gravado na memória do povo dessa região o fato de ter conseguido, junto ao Governo do Estado, o piçarramento do trecho da Rodovia Estadual CE-168, que passa pelo Centro dessa vila, algo que trouxe muitos benefícios.” (SILVA JÚNIOR, 2019: A história da vila de Guia. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/guia/. Acesso no dia 4 de fevereiro de 2020)

Depois dessas obras de infraestrutura, por estar em um local potencialmente estratégico, aos poucos o Governo Municipal passou a dedicar maiores investimentos na localidade, o que favoreceu ainda mais ao seu crescimento.

Imagem aérea da vila, em 2019.

Mais tarde, nos primeiros dias de outubro de 2001, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, diante de seu desenvolvimento econômico, esse povoado foi elevado a condição de vila.

AS LOCALIDADES DE SUA VIZINHANÇA:

O acesso para vila de Várzea da Ipoeira, saindo da cidade de Boa Viagem, é feito por via terrestre por meio da Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020, seguindo depois pelo trecho carroçável da Rodovia Estadual CE-168.

Imagem do mapa da região.

A vila de Varzea da Ipoeira tem em sua vizinhança as seguintes localidades: Fuzil, Riacho da Jurema, Rosilho, Várzea da Pedra e Várzea do Carmo.

OS EQUIPAMENTOS EXISTENTES NA LOCALIDADE:

Na vila de Várzea da Ipoeira os seus habitantes possuem vários equipamentos para facilitar as suas vidas, bem como a dos moradores de sua vizinhança, sendo eles:

  1. Capela de Santa Ana;
  2. Escola de Ensino Fundamental Antônio Nunes Cavalcante;
  3. Praça Francisco Lucas Marinho;
  4. A Unidade Básica da Saúde;
  5. O Açude Antônio Nunes Cavalcante;
  6. Cemitério de Santa Ana;
  7. O Posto dos Correios.

BIBLIOGRAFIA:

  1. FRANCO, G. A.; CAVALCANTE VIEIRA, M. D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 2007.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. PELOSI FALCÃO, Marlio Dábio. Dicionário Toponímico, Histórico e Geográfico do Nordeste. Fortaleza: Artlaser Editora e Gráfica, 2005.
  4. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A Capela de São Pedro – Vila de Poço da Pedra. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/capela-de-sao-pedro-poco-da-pedra/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  5. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A Capela de São Sebastião. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/capela-de-sao-sebastiao-poco-da-pedra/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  6. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Pedro Soares de Almeida. Disponível de http://www.historiadeboaviagem.com.br/pedro-soares-de-almeida/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  7. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Posto dos Correios da Vila de Poço da Pedra. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/posto-dos-correios-da-vila-de-poco-da-pedra/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  8. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A Praça Francisco Chagas de Mesquita. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/praca-francisco-chagas-de-mesquita/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  9. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A Igreja Batista Regular de Poço da Pedra. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/igreja-batista-regular-de-ibuacu/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  10. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. O Distrito do Poço da Pedra. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/poco-da-pedra-2/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  11. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. A História do Distrito do Poço da Pedra. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/historia-do-distrito-de-poco-da-pedra/. Acesso no dia 30 de junho de 2019.
  12. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. O Cemitério de São Pedro. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/cemiterio-de-sao-pedro/. Acesso no dia 2 de julho de 2019.
  13. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. O Açude Público Manoel Vilemar Epifâneo de Almeida. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/acude-publico-manoel-vilemar-epifaneo-de-almeida/. Acesso no dia 2 de julho de 2019.

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