Pe. Ambrósio Rodrigues Machado e Silva

Ambrósio Rodrigues Machado e Silva nasceu no dia 7 de dezembro de 1792 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Manuel Antônio Rodrigues Machado e de Luiza Maria Pessoa.
Os seus avós paternos se chamavam Pedro Rodrigues e Tereza Machado, já os maternos eram Cosme Rabêlo Vieira e Maria Pessoa da Silva.
Nasceu com o auxílio de uma parteira em uma fazenda denominada de Logrador, seguindo ainda jovem para cidade de Salvador, na Bahia, onde ocorreu a sua ordenação ao sacerdócio aos 8 dias de setembro de 1815.
Segundo Silveira (2004, p. 85), em 1828, retornando para a sua terra natal, distribuiu os sacramentos ao povo na Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, que está localizada na povoação de Boa Viagem, no Sertão de Canindé, que antes era conhecida pelo topônimo de “Fazenda Cavalo Morto”.
Essa pequena capela, antes dele, durante alguns anos foi cuidada pelo Pe. Gonçalo Ignácio de Loiola Albuquerque e Melo – o Pe. Mororó, que foi fuzilado por conta de seu envolvimento na Confederação do Equador.
Depois dele, ainda em 1828, foi substituído pelo Pe. Hermenegildo José de Sousa Coutinho, que também passou pouquíssimo tempo.
Depois disso, entrando na vida pública da província, disputou uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Ceará, mandato que foi exercido entre 1835 a 1837.
Durante muitos anos, rompendo com o voto de castidade, viveu em união estável com a pernambucana Cândida Rosa das Neves, com quem gerou sete filhos, seis homens e uma mulher, sendo eles: Henrique Ambrósio Rodrigues Machado, Otávio Ambrósio da Silva Machado, Ambrosina da Silva Machado, Ambrósio da Silva Machado, Tito Pompeu da Silva Machado, Belisário Ambrósio da Silva Machado e Tertuliano Ambrósio da Silva Machado.

“O Padre Ambrósio, em que pese a sua qualidade de sacerdote, deixou vultosa descendência.” (ALEC, 2015: p. 85)

Com Isabel Maria do Sacramento gerou três filhos, duas mulheres e um homem, sendo eles: Izabel Ambrosina Machado, Maria Ambrosina e Germiniano Machado. Com Francisca Golveia gerou uma filha, que recebeu o nome de Benvinda da Silva Machado e com uma mulher parda chamada Firmina gerou um homem, apelidado de João da Bela.
Entre 1845 e 1850 foi vigário na Igreja Matriz de Santo Antônio, na vila de Campo Maior, na Província do Piauí.
Faleceu no dia 31 de outubro de 1878, aos 85 anos de idade, em sua propriedade, a Fazenda Barra do Figueiredo, em São João do Jaguaribe, sendo sepultado na capela existente na localidade.

BIBLIOGRAFIA:

  1. ALEC. Os Clérigos Católicos na Assembleia Provincial do Ceará. 1834-1889. Coordenação, pesquisa e texto de Osmar Maia Diógenes. Fortaleza: Inesp, 2015.
  2. FRANCO, G. A. & CAVALCANTE VIEIRA, M. D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 2007.
  3. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  4. PORDEUS, Ismael. Antônio Dias Ferreira e a Matriz de Quixeramobim. Subsídios históricos para as festividades do centenário da paróquia. Disponível em https://institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/1955/1955-AntonioDiasFerreiraMatrizQuixeramobim.pdf. Acesso no dia 2 de julho de 2021.
  5. INSTITUTO GENEALÓGICO BRASILEIRO. Revista Genealógica Brasileira. Ano III. nº 4. São Paulo, 1942.
  6. SILVEIRA, Aureliano Diamantino. Ungidos do Senhor na Evangelização do Ceará (1700 a 2004). 1º v. Fortaleza: Premius, 2004.
  7. SIMÃO, Marum. Quixeramobim – Recompondo a História. Fortaleza: MULTIGRAF, 1996.

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