Maria Ditoza do Vale Oliveira

Maria Ditoza do Vale Oliveira nasceu no dia 11 de maio de 1855 no Município de Quixeramobim, que está localizado no Sertão Central do Estado do Ceará, distante 203 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filha de Antônio Bezerra do Vale e de Maria dos Prazeres de Jesus.
Os seus avós paternos se chamavam Francisco Nunes de Rezende e Anna Izabel da Silva, já os maternos eram Venâncio Ferreira Saraiva e Maria Delfina do Carmo.
Na época do seu nascimento a vila de Boa Viagem, que também era conhecida pelo topônimo de “Cavalo Morto”, era apenas um pequeno povoado existente dentro dos limites geográficos do Município de Quixeramobim:

“Distrito criado com a denominação de Boa Viagem, ex-povoado de Cavalo Morto, pela lei provincial nº 1.025, de 18 de novembro de 1862. Elevado à categoria de vila com a denominação de Boa Viagem, pela lei provincial nº 1.128, de 21 de novembro de 1864, desmembrado de Quixeramobim.” (IBGE, 2010: Histórico de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017)

De acordo com as informações existentes no livro B-01, pertencente à secretaria da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, página 70, no dia 11 de maio de 1869, aos 19 anos de idade, contraiu matrimônio com o Capitão Francisco Nunes de Rezende Oliveira, que era filho de Manoel Nunes de Oliveira, em uma cerimônia que foi celebrada pelo Pe. Francisco Ignácio da Costa Mendes no Sítio Boa-fé.
Desse matrimônio foram gerados quatorze filhos, sete homens e sete mulheres, dentre eles destacamos: João Rezende de Oliveira, José Leal de OliveiraAna Gonçalves Leitão, Francisco de Rezende Oliveira, Luzia Albina de Araújo, Francisca Rezende de Oliveira, Salustiano Rezende de Oliveira, Maria das Dores de Oliveira, Maria da Conceição de Oliveira Sampaio, Theotônio Nunes de Oliveira, Manoel Rezende de Oliveira, Leolina Rezende de Oliveira, Maria Ditoza de Oliveira e João Nunes de Rezende Oliveira.
Depois de seu matrimônio residiu com a sua família durante muitos anos na Fazenda Almas, onde alguns dos seus filhos se constituíram como importantes lideranças políticas do Município de Boa Viagem.
No dia 29 de janeiro de 1899, juntamente com os seus familiares, foi surpreendida pela notícia do falecimento de sua mãe, que faleceu de hepatite, aos 70 anos de idade, na localidade de Cachoeira, recebendo as exéquias fúnebres das mãos do Mons. José Cândido de Queiroz Lima.
Segundo informações existentes no livro C-02, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 613, folha 49v, faleceu em sua propriedade no dia 26 de março de 1940, aos 90 anos de idade.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares no Cemitério Parque da Saudade, que está localizado na Rua Joaquim Rabêlo e Silva, nº 295, no Centro da cidade de Boa Viagem.

BIBLIOGRAFIA:

  1. IBGE. Histórico do Município de Boa Viagem. Disponível em http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=230240&search=ceara|boa-viagem|infograficos:-historico. Acesso no dia 13 de julho de 2017.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. SILVA JÚNIOR, Eliel Rafael da. Antônio Bezerra do Vale. Disponível em https://www.historiadeboaviagem.com.br/antonio-bezerra-do-vale/. Acesso no dia 29 de janeiro de 2017.