Maria Cristina Pontes Vieira

Maria Cristina Pontes Vieira nasceu no dia 24 de abril de 1951 na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, sendo a filha caçula de José Maria Ferreira Pontes e de Maria Alice da Silva Pontes.
Os seus avós paternos se chamavam Silvestre Ferreira Pontes e Maria Joaquina Ferreira Pontes, já os maternos eram Eufrásio da Silva e Luiza Gomes da Silva.
Alguns meses antes do seu nascimento uma tragédia familiar castigou a sua família diante do inesperado falecimento de seu pai, que veio a óbito por conta de um ataque cardíaco fulminante.
Algum tempo depois, quando chegou a sua época de estudar, inicialmente recebeu instrução elementar na residência de uma professora que morava nas proximidade de sua casa até que, anos mais tarde, depois de cumprir o exame de admissão, foi matriculada em uma das turmas do Colégio Estadual Justiniano de Serpa, onde concluiu a sua formação no ginásio e em seguida, no início da década de 1970, o curso científico.
Nessa época, depois de cumprir o concorrido exame vestibular, ingressou em uma das turmas do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará – a UFC, concluindo a sua graduação em Engenharia Agronômica no segundo semestre de 1978.
No ano seguinte, depois de prestar concurso público, ingressou na EMATERCE – a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, sendo lotada inicialmente no Município de Senador Pompeu, e pouquíssimo tempo depois na unidade da empresa existente no Município de Farias Brito, ficando por lá até o final desse ano até que, no início de 1980, foi transferida para unidade da empresa existente no Município de Boa Viagem com o objetivo de trabalhar junto aos agricultores familiares do programa denominado de POLONORDESTE.

“Art 1º – É criado o Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas no Nordeste (POLONORDESTE), com a finalidade de promover o desenvolvimento e a modernização das Atividades agropecuárias de áreas prioritárias do Nordeste, com o sentido de pólos agrícolas e agropecuários.” (PORTAL DE LEGISLAÇÃO, 2000: Disponível em https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/57304-dispue-sobre-a-criauuo-do-programa-deFdesenvolvimento-de-areas-integradas-do-nordeste-polonordeste.html#:~:text=Art%201%C2
%BA%20%C3%89%20criado%20o,de%20p%C3%B3los%20agr%C3%ADc
olas%20e%20agropecu%C3%A1rios. Acesso no dia 2 de dezembro de 2023)

Depois disso, no dia 7 de janeiro de 1983, na cidade de Fortaleza, no Cartório João de Deus, depois de algum tempo de namoro, contraiu matrimônio com Sidônio Fragoso Vieira, nascido no dia 7 de novembro de 1952, sendo filho de João Fragoso Vieira e de Nair Gomes Vieira, comerciantes e agropecuaristas estabelecidos na cidade de Boa Viagem.
Desse matrimônio foram gerados três filhos, um homem e duas mulheres, sendo eles: Philipe Pontes Vieira, Danielly Pontes Vieira Campêlo e Renata Pontes Vieira.
Mais tarde, no final da década de 1980, deu apoio ao projeto político de seu esposo em ingressar na vida pública de Boa Viagem por meio de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, algo que ocorreu em duas legislaturas consecutivas, se dividindo ainda na assistência dos estudos de seus filhos na capital enquanto chefiava o escritório local da EMATERCE.

“Cristina trabalhou durante 24 anos, lotada na EMATERCE de Boa Viagem, onde se doou trabalhando pela melhoria dos agricultores, como também realizou muitos trabalhos sociais através das políticas públicas governamentais. Durante todo esse período participou de vários cursos para aplicação nas comunidades rurais de Boa Viagem. Em 2004, foi transferida para trabalhar na EMATERCE de Fortaleza, mas sem nunca esquecer os agricultores e as comunidades nas quais trabalhara.” (VIEIRA, 2023: p. 2)

Mais tarde, nos últimos meses de 2005, desejando uma melhor qualificação profissional, frequentando o campus da UFRPE – a Universidade Federal Rural de Pernambuco, concluiu a sua Especialização em Agroecologia, apresentando o trabalho que tem por título “Programa Biodiesel do Ceará e a Transição Agroecológica dos Agricultores Cearenses”, que logo depois foi publicado na Revista Brasileira de Agroecologia.

“Em 2006 foi aprovada no Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA da UFC, para cursar o mestrado, tendo concluído no ano de 2009, recebendo o titulo de Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. É interessante dizer que a partir do ano de 2005, Cristina passou a levantar a bandeira da preservação ambiental em todas as reuniões que participava, pois foi nesse mesmo ano que ela concluiu um curso de especialização em Extensão Rural para o Desenvolvimento Sustentável, com foco na agroecologia, na Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE.” (VIEIRA, 2023: p. 2)

Nos últimos meses de 2009, retornando ao campus da UFC, sendo orientada pela Prof.ª Dr.ª Patrícia Verônica Pinheiro Sales Lima, concluiu seu mestrado apresentando uma dissertação que teve por título “Avaliação de uma política pública: o caso do biodiesel do Ceará”.
Mais tarde, segundo informações existentes no livro C-515, pertencente ao Cartório Norões Milfort, termo nº 351.494, folha 181, faleceu aos 66 anos de idade no dia 6 de março de 2018 no Hospital São Mateus.
Logo após o seu falecimento, depois das despedidas fúnebres que são de costume, o seu corpo foi sepultado por seus familiares no Cemitério Parque da Paz, que está localizado Av. Pres. Juscelino Kubitschek, nº 4.454, no Bairro Passaré, na cidade de Fortaleza.

BIBLIOGRAFIA:

  1. FRANCO, G. A. & CAVALCANTE VIEIRA, M. D. Boa Viagem, Conhecer, Amar e Defender. Fortaleza: LCR, 2007.
  2. NASCIMENTO, Cícero Pinto do. Memórias de Minha Terra. Fortaleza: Encaixe, 2002.
  3. PORTAL DE LEGISLAÇÃO. Decreto nº 74.794 de 30/10/1974. Disponível em https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/57304-dispue-sobre-a-criauuo-do-programa-de-desenvolvimento-de-areas-integradas-do-nordeste-polonordeste.html#:~:text=Art%201%C2%BA%20%C3%89%20criado%20o,de%
    20p%C3%B3los%20agr%C3%ADcolas%20e%20agropecu%C3%A1rios. Acesso no dia 2 de dezembro de 2023.
  4. VIEIRA, Sidônio Fragoso. Traços biográficos de Maria Cristina Pontes Vieira. Fortaleza: Texto não publicado, 2023.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito José Carneiro Dantas Filho – o Régis Carneiro, através da lei nº 1.560, de 13 de dezembro de 2023, uma das ruas do Bairro de Nossa Srª de Fátima, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura.

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