Fernando Araújo Farias

Fernando Araújo Farias nasceu no dia 13 de dezembro de 1939 no Município de Tamboril, que está localizado no Sertão de Crateús, distante 301 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de Francisco Felix Filho e de Raimunda Araújo Farias.
No ano seguinte, em 22 de janeiro, seguindo o costume da confissão religiosa de seus pais, recebeu o sacramento do batismo pelas mãos do Pe. Antônio Regino Carneiro na Igreja Matriz de Santo Anastácio.
Nos primeiros anos de sua infância, quando chegou a época de frequentar os bancos escolares, inexistindo a quantidade de unidades de ensino como temos em nossos dias, recebeu instrução elementar de professoras contratadas, dentre elas a Profª. Nair Sampaio do Vale.

“Teve sua infância normal como qualquer menino do interior, naquele tempo, a jogar peladas de bola-de-meia, soltar pião, a tomar banho no pedra-e-cal, do Riacho das Barças, e a aprender as primeiras letras com Dona Nair.” (FARIAS, 2012: p. 1)

Em fevereiro de 1952, aos 13 anos de idade, almejando receber melhor instrução formal, foi encaminhado pelos seus pais ao Município de Missão Velha, na região do Cariri, sendo matriculado como aluno interno do Colégio Marista.
Depois disso, seguiu para o Colégio da Imaculada Conceição dos Maristas, na cidade do Recife, onde também era aluno interno.

“Desde menino… Todavia, os anos passaram, fui para um colégio da Irmandade Marista, onde sublimava a formação católica romana já adquirida em casa e, ao regressar e passar um ano sem estudar, ingressei na função de coroinha do vigário, Pe. Luís Mendes Frota.” (FARIAS, 2012: p. 79)

Pouco tempo depois, desejando estar mais próximo de seu filho, os seus pais o transferiram para unidade do Colégio Marista da cidade de Fortaleza e, em seguida, para o Ginásio São José, na cidade de Granja, onde concluiu essa etapa de formação sendo orador de sua turma.
Em 1958, com apenas 19 anos de idade, depois de prestar concurso público, recebeu nomeação para assumir o Cartório de Registro Civil de sua cidade natal, onde desenvolveu intensa atividade intelectual.
Era casado com Maria de Lourdes Rangel Farias, nascida em Tamboril no dia 3 de novembro de 1934, sendo filha de José Rangel Borges e de Elizabeth de Holanda Borges.
Desse matrimônio foram gerados alguns filhos, dentre eles destacamos: Maria do Socorro Rangel Farias e Neide Frederica Farias Nunes.
Em sua cidade, durante anos exerceu a função de professor e diretor do Ginásio Antônio A. Sobrinho, tendo redigido a ata de fundação dessa unidade de ensino, época em que iniciou seu trabalho como jornalista regularmente escrevendo para o jornal Unitário, pertencente aos Diários Associados em Fortaleza.

Na imagem, sentado, entre os alunos do ginásio em 1962.

Nessa época, possuindo uma mentalidade política de esquerda, exerceu influência para formação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tamboril.”

Em sua perspectiva socialista, exerceu a dramaturgia, escrevendo e produzindo a peça ‘Venha a nós o Vosso reino’, com o propósito de conscientizar a sofrida classe dos trabalhadores rurais e cuja repercussão levou à fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tamboril, de quem também foi o redator de sua ata de fundação.” (FARIAS, 2012: p. 1)

Mais tarde, presidindo a Comissão do Mobral – o Movimento Brasileiro de Alfabetização, diante do seu grande envolvimento em favor do desenvolvimento da educação em seu Município, recebendo diploma em reconhecimento pelo MEC – o Ministério da Educação e Cultura.
Antes disso, desejando avançar em seus estudos e concluir o curso secundário, passou um curto período de tempo em Fortaleza, onde estudou no Liceu do Ceará, seguindo depois disso, por volta de 1974, após prestar exame vestibular, para o curso de Direito da UNIFOR – a Universidade de Fortaleza.
Em seu Município, local onde sempre manteve suas raízes, possuía uma propriedade rural na localidade de Algodões, onde, em 1992, a pedido de sua tia, erigiu uma capela, local que abrigava também a sua preciosa biblioteca.

BIBLIOGRAFIA:

  1. FARIAS, Fernando Araújo. História de Tamboril. 2ª ed. Fortaleza: Premius, 2012.
  2. PARÓQUIA DE SANTO ANASTÁCIO. Livro de tombo dos Batismos – 1937/1940. Livro A-9, Página 275, tombo nº 23.

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