Vera Lúcia Cavalcante Dantas de Sousa

vera-luciaVera Lúcia Cavalcante Dantas de Sousa nasceu no dia 27 de outubro de 1961 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filha de José Carneiro Dantas e de Terezinha Cavalcante Dantas.
Os seus avós paternos se chamavam Balduíno Pereira Cavalcante e Ana Geracina Lobo, já os maternos eram Francisco José Vieira e Ana Maria de Sousa.
Na época em que nasceu o Município de Boa Viagem não dispunha de uma casa de parto, fato que obrigou aos seus pais a contar com os valiosos serviços de uma parteira na localidade de Poço da Cruz, onde passou grande parte de sua infância.

“Durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.” (SILVA JÚNIOR, 2016: A História da Saúde no Município de Boa Viagem. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/saude/. Acesso em 25 de outubro de 2016)

Alguns anos depois, quando veio residir na cidade, deu início a sua vida estudantil quando foi matriculada em uma das turmas da Escola de Ensino Médio Dom Terceiro, onde concluiu o Ensino Fundamental nos últimos meses de 1980.
Depois disso, nessa mesma escola, nos últimos meses de 1983, concluiu o curso que lhe habilitou ao exercício do Magistério.
Pouco tempo antes, segundo informações existentes no livro B-04 do Cartório Geraldina, tombo nº 1.523, folha 237v, no dia 24 de junho de 1981 contraiu matrimônio com Walkmar Lobo de Sousa, que nasceu no dia 6 de agosto de 1956, sendo filho de Francisco Lobo Sobrinho e de Maria Tereza de Sousa Lobo.

Imagem do casal, em 2018.

Desse matrimônio foram gerados três filhos, duas mulheres e um homem, sendo eles: Vânia Maria Cavalcante de Sousa, Suellen Cavalcante de Sousa e Rafael Cavalcante de Sousa.
Nos primeiros meses de 1987, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, passou a compor o quadro de funcionários da Prefeitura de Boa Viagem, sendo lotada nessa ocasião como professora na Escola de Ensino Fundamental Francisco José Vieira, pedindo demissão de seu contrato no ano seguinte por motivos particulares.
Mais tarde, depois de ter sido aprovada em um concurso público que foi promovido pela Prefeitura de Boa Viagem, nos primeiros meses de 1990, na gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, retornou ao quadro de funcionários ao ser lotada como diretora da Escola de Ensino Fundamental Osmar de Oliveira Fontes.
Algum tempo depois, no dia 10 de março de 1993, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto, por conta do ato nº 63, de 1º de julho de 1992, passou a exercer a função de agente pedagógica das escolas existes na cidade de Boa Viagem.
Nessa época, nos últimos anos da década de 1990, se constituiu em uma das pilastras da projeção política de seu esposo, que teve dois sucessivos mandatos na Câmara Municipal de Vereadores de Boa Viagem:

Na eleição municipal que ocorreu no dia 3 de outubro de 1996, filiado nos quadros políticos do PFL, o Partido da Frente Liberal, com a legenda nº 25.612, conseguiu receber a confiança de 964 votos, ficando entre os quatro vereadores de maior votação dessa eleição. No pleito eleitoral seguinte, que ocorreu no dia 1º de outubro de 2000, o primeiro a ser completamente informatizado no Município de Boa Viagem, desejando a sua reeleição, dessa vez militando nos quadros políticos do PSD, com a legenda nº 41.612, conseguiu receber a confiança de 634 eleitores, ficando entre os quatorze vereadores de maior preferência entre os eleitores.” (SILVA JÚNIOR, 2016: Walkmar Lobo de Sousa. Disponível em http://www.historiadeboaviagem.com.br/walkmar-lobo-de-sousa/. Acesso no dia 18 de novembro de 2016)

Depois disso, no dia 4 de janeiro de 2001, por meio da portaria nº 103, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, foi lotada como diretora de assessoramento na Secretaria da Educação, Cultura e Desporto.
Nos primeiros meses de 2005, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, foi lotada como professora da Escola de Ensino Fundamental José Adauto Sales.
Nesse mesmo ano, no dia 11 de julho de 2005, depois de algum tempo de estudos, foi certificada pela UVA, a Universidade Estadual Vale do Acaraú, depois de concluir a sua licenciatura plena em Pedagogia, com habilitação em História e Geografia.
Algum tempo depois, no dia 19 de junho de 2010, pela FAK, a Faculdade Kurios, concluiu a sua especialização em Planejamento e Avaliação Educacional com ênfase em Gestão Escolar depois de apresentar o trabalho monográfico intitulado de “As dificuldades de leitura dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental”.
No pleito eleitoral que ocorreu no dia 2 de outubro de 2016, desejando entrar na vida pública através de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores, estando filiada nos quadros políticos do PRB, o Partido Republicano Brasileiro, com a legenda nº 10.112, concorreu ao seu primeiro mandato ao Poder Legislativo, sendo eleita nessa ocasião com 1.539 votos, ficando entre os seis vereadores com o maior número de votos desse pleito.
No seu primeiro ano dessa legislatura, se colocou contra projetos absurdos que foram encaminhados pelo gabinete da prefeita, entre eles destacamos a do sacrifício de animais de rua, que não apresentou a forma de apreensão, manejo, adoção e sacrifício desses animais, principalmente cães e gatos, algo que gerou grande polêmica na sociedade, sendo inclusive acionada a presença de representantes de sociedades de defesa dos animais, que não foram ouvidos pelos vereadores da base aliada da prefeita.

“Uma nova polêmica volta a dividir opiniões de moradores da pacata cidade, uma lei que recolhe animais de ruas para um abrigo, para evitar acidentes nas ruas e danos ao patrimônio publico. Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 19, uma intensa discussão entre vereadores da base de oposição foi registrada pelo publico presente, vereadores estiveram hoje votando o projeto de lei nº 032/2017, que altera a redação da lei nº 414 de 1984, na qual institui o código de postura do Município de Boa Viagem. De acordo com o parlamentar Adelmo Rodrigues – principal figura de oposição, o projeto de lei põe em risco a criação de animais como cachorros e gatos, o parlamentar questionou os demais vereadores os motivos pelos quais a prefeitura irá sacrificar animais que forem apreendidos, sendo respondido logo em seguida pelo vereador Arnaldo Cavalcante que leu o parágrafo 3 do artigo 1, que diz que o animal cuja apreensão seja impossível e perigosa ou o seu comportamento possa oferecer risco a saúde individual ou coletiva poderá após um atestado de um médico veterinário, ser sacrificado. Outros parlamentares de pronunciaram contra a medida, questionando valores a serem cobrados como multa pela apreensão do animal e a destinação de animais de raça. O debate ficou acalourado, porém, o projeto de lei seguiu para ser votado e acabou sendo aprovado pela maioria, com a ausência do Vereador Jardel Fernandes, o grupo de oposição encabeçado pelos vereadores Adelmo Rodrigues, Anchieta, Vera, Clícia, Jovino e Nete Facundo acabou ficando sem maioria. (Sacrifício de animais de rua vira debate polêmico na Câmara Municipal de Boa Viagem nesta terça. Disponível em http://sertnews.com.br/artigo/sacrificio-de-animais-de-rua-vira-debate-polemico-na-camara-municipal-de-boa-viagem-nesta-terca20170919134732.html. Acesso  no dia 8 de janeiro de 2018)