Urbano Rafael da Silva

Urbano Rafael da Silva nasceu por volta de 1871 na cidade do Recife, capital do Estado de Pernambuco, sendo descendente de portugueses.
Na sua juventude, quando corajosamente desbravava o Sertão e o Agreste pernambucano como cacheiro viajante, ao comercializar pela cidade de Pesqueira, conheceu e algum tempo depois contraiu matrimônio com Amara Vaz e Silva, sendo filha de Pedro Vaz e de Acácia Vaz, uma cabocla natural desse Município que tinha em suas veias o sangue da tribo Xukuru do Ororubá.

“Os Xukurus são um grupo indígena brasileiro que habita a Serra do Ororubá, no Município brasileiro de Pesqueira, no Estado de Pernambuco. Habitam a Terra Indígena Xukuru. Autodenominam-se Xukuru do Ororubá para distinguir-se do povo Xukuru-Cariri de Alagoas.” (Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Xucurus. Acesso no dia 9 de novembro de 2017)

Desse matrimônio foram gerados vários filhos, sendo que oito deles chegaram a idade adulta, dois homens e seis mulheres, sendo eles: Exgesso Rafael da Silva, Hercília Vaz Silva Marinho, Jandyra Rafael de Sousa, Ezite Rafael da Silva, Nelsa Rafael da Silva, Jupira Rafael da Silva, Murilo Rafael da Silva e Nelsa Rafael da Silva.
Depois de casado, passou a explorar uma grande propriedade rural que lhe pertencia nas proximidades onde hoje se encontra o Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, onde mantinha uma grande quantidade de coqueiros.
Segundo informações que foram publicadas no Jornal de Recife, ano XLVIII, nº 52, edição do dia 4 de março de 1905, no dia anterior a essa matéria, por volta das 11 horas da manhã, ao se dirigir até o edifício nº 14 da Rua Barão da Vitória no intuito de receber uma premiação do jogo do bicho, foi agredido pelo proprietário da banca e seus funcionários, que se recusaram a pagar a premiação.
Em perigo, para proteger sua vida, procurando fugir, resolveu pular de uma das varandas do edifício, ficando bastante ferido e depois disso foi socorrido e levado para sua casa.
Conforme notícias dos jornais de sua época, dentre eles o Diário de Pernambuco, nº 275, ano 98, página 2, edição do dia 25 de novembro de 1922, era capitão da Guarda Nacional e residiu em diversos locais da cidade do Recife, dentre eles a Rua da Regeneração, no Chapéu do Sol, hoje Água Fria, e algum tempo depois onde se encontra a Rua das Moças.

Imagem da matéria publicada no jornal.

Segundo o relato de alguns dos seus netos, que carinhosamente o chamavam de “Dindinho”, era um homem de grande estatura, de voz forte, gostava de fumar cigarro de palha e por volta dos primeiros anos da década de 1930 perdeu a sua esposa em um trabalho de parto.
Depois de viúvo, durante alguns anos, residiu com a sua família na Rua Uriel de Holanda, nº 104, no Bairro Linha do Tiro, na cidade do Recife.
Mais tarde, no dia 2 de junho de 1950, segundo informações existentes no livro C-33, pertencente ao Cartório Arruda, da 15ª Zona Judiciária, tombo nº 22.664, página 60v, da cidade do Recife, faleceu em sua residência aos 79 anos de idade.
Depois disso, recebendo as homenagens fúnebres que são de costume, foi sepultado por seus familiares no Cemitério de Beberibe.

BIBLIOGRAFIA:

  1. WIKIPEDIA. Xucurus. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Xucurus. Acesso no dia 9 de novembro de 2017.