Tirando a Barba.

TIRANDO A BARBA.

Eliel Rafael da Silva Júnior

No Sertão do Estado do Ceará, pelo Município de Boa Viagem, existem algumas superstições que foram criadas pela ignorância do povo, costumando passar de geração em geração.
Conta-se que na década de 1950 o Sr. Antônio Martins estava muito gripado e por conta disso passou dias acamado, sendo que nesse período, pouco preocupado com a sua aparência, deixou a sua barba crescer, despertando muitas reclamações de sua esposa e filhos pelo “desleixo”.
Para satisfazer os desejos de sua família, logo cedinho foi procurar atendimento médico com o único farmacêutico existente na cidade, o Sr. Antenor Leal, quando ocorreu o seguinte diálogo no balcão da Farmácia Apolo:
Disse o Antônio Martins: – Bom dia seu Antenô! Estou muito gripado e venho aqui para o senhor me tirar uma dúvida.
Sempre atencioso com os seus clientes, pensando que ele queria um remédio, o farmacêutico respondeu: – Pois não, pode me contar o seu problema.
Bem sério, perguntou o doente: – Faz mal tirar a barba com catarro?
Respondeu o farmacêutico: – Bem seu Antônio, é muita sebozeira fazer um negócio desses, mas, se você tiver coragem! 

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