Teodoro Amaro de Oliveira

teodoro-amaro-de-oliveiraTeodoro Amaro de Oliveira nasceu no dia 11 de setembro de 1890 no Município de Boa Viagem, que está localizado no Sertão de Canindé, no Estado do Ceará, distante 217 quilômetros da cidade de Fortaleza, sendo filho de João Amaro da Costa e de Isabel Rodrigues dos Reis.
Os seus avós paternos se chamavam Amaro José Benevides e Clarinda Maria da Conceição, já os maternos eram João Francisco Oliveira e Delfina Reis Oliveira.
Segundo informações existentes no livro B-02, pertencente ao Cartório Geraldina, 1º Ofício, tombo nº 22, folha 80,  no dia 26 de dezembro de 1911 contraiu matrimônio com Maria Senhora de Oliveira, que era nascida no Município do Ipú no dia 17 de fevereiro de 1895, sendo filha de Ignácio José de Oliveira com Philomena Ferreira de Oliveira.
De seu matrimônio forma geradas duas filha, sendo elas: Teomar de Oliveira Boechat e Zenor Amaro de Oliveira.
Pouco tempo depois disso, já no final da década de 1910, acompanhou a projeção política de seu irmão, Theóphfilo da Costa Oliveira, que conseguiu por diversas vezes ser eleito a uma das cadeiras da Câmara Municipal de Vereadores.
Era um influente agropecuarista e comerciante que por conta da Revolução de 1930 foi indicado como interventor do Município de Boa Viagem pelo Dr. Manuel do Nascimento Fernandes Távora, governador provisório do Estado, assumindo a responsabilidade pelo Poder Executivo entre os dias 28 de outubro de 1930 e 20 de maio de 1931, no lugar de Manoel Araújo Marinho, quando o Município de Boa Viagem foi suprimido, por força do Decreto nº 193, que dizia o seguinte:

“O Interventor Federal do Estado do Ceará, Manoel do Nascimento Fernandes Távora, considerando que a atual organização municipal deve ser modificada por não atender ao interesse público; Considerando que, para a constituição de qualquer Município, se torna necessária uma população nunca menor de quinze mil habitantes, uma renda anual não inferior a trinta contos de reis e outros fatores de valor; Considerando que muitos dos atuais Municípios não preenchem esses requisitos, sendo meras expressões territoriais, sem vida própria. Considerando que, dest’art, para proporcionar aos Municípios uma existência normal, se impõe a supressão de alguns deles, decreta: Art. 1º – O território do Estado divide-se, administrativamente; em 51 Municípios e estes em distritos. Art. 4º – Ficam extintos os seguintes Municípios:…. Campos Sales, Conceição do Cariry, Santa Cruz, Várzea Alegre…. Boa Viagem que passará respectivamente a fazer parte do Município de Quixeramobim…” (MOTA, 1989: p. 38-39)

Perdendo a sua autonomia política, Boa Viagem voltou à condição de Distrito de Quixeramobim e o nosso Município, que não possuía forças políticas significativas frente aos interesses dos Municípios vizinhos, só reobteve a sua autonomia política definitiva através da lei nº 260, de 28 de dezembro de 1936, graças ao empenho e aos esforços de Francisco Rangel de Araújo, o “agronomando Rangel”, filho de nosso primeiro interventor, José Rangel de Araújo, e sobrinho de Manoel Araújo Marinho.

Imagem de Teodoro Amaro de Oliveira, Coronel Luís Amaro Bezerra e Heitor Amaro Campêlo.

Faleceu na cidade de Fortaleza, aos 89 anos de idade, no dia 17 de julho de 1979.

HOMENAGEM PÓSTUMA:

  1. Em sua memória, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, através da lei nº 459, de 21 de março de 1988, uma das ruas do Bairro Osmar Carneiro, na cidade de Boa Viagem, recebeu a sua nomenclatura.