A HISTÓRIA DA SAÚDE NO MUNICÍPIO DE BOA VIAGEM

AS INFORMAÇÕES BÁSICAS:

A definição da palavra saúde é muito ampla, ela possui implicações legais, sociais e econômicas dos estados de saúde e de doença de uma pessoa. Entre essas definições, sem dúvida, a que é mais difundida é a que se encontra no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde, que nos diz o seguinte: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”.

Imagem de uma das campanhas contra o aedes aegypti promovida pela secretaria da saúde, em 2015.

A história da saúde no Município de Boa Viagem passou por diversas etapas e até os primeiros anos da década de 1960 não possui o registro de praticamente nenhuma organização institucional, estando rusticamente dividida da seguinte forma:

1. A FALTA DE EXPECTATIVAS:

Ao conseguir a sua autonomia política, ocorrida no dia 21 de novembro de 1864, quem enfrentava algum problema de saúde no Município de Boa Viagem, e tinha condições financeiras para isso, era obrigado a procurar locais mais desenvolvidos em busca de atendimento médico.
Quem não possuía recursos suficientes para procurar assistência médica morria a mingua, não havia quem o socorresse, e quando escapava era uma verdadeira obra de milagre.
Nesse período a vila de Boa Viagem não tinha nenhum tipo de urbanização e as pouquíssimas casas existentes, muitas delas de taipa ou palha, não possuíam banheiro e o esgoto corria ao céu aberto, deixando um odor fétido e perigoso, que ocasionava muitas doenças:

“No dia 29 de abril de 1864 o cholera invade a freguesia de Boa Viagem. Durou até o dia 12 de junho, tendo accommettido 39 pessoas, das quaes falleceram 14.” (STUDART, 2001: p. 180)

Segundo o testemunho dos mais antigos, não foram poucos os casos de óbito que ocorreram nos muitos caminhos em direção à cidade de Quixeramobim, o local em nossas redondezas que possuía os melhores recursos.
No que concerne à saúde preventiva, ainda nesse período, praticamente todo o nosso país enfrentava diversas dificuldades institucionais e administrativas decorrentes do limitado desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, bem como pela lenta expansão da assistência médica, que estava atrelada à lógica do mercado e prejudicava os pequenos centros urbanos, que infelizmente não conseguiam atrair profissionais da saúde.

“Foi no primeiro governo do Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves, entre 1902 e 1906, que houve a primeira medida sanitarista no país. A cidade do Rio de Janeiro não tinha nenhum saneamento básico e, assim, várias doenças graves como varíola, malária, febre amarela e até a peste espalhavam-se facilmente. O presidente então nomeou o médico Dr. Oswaldo Gonçalves Cruz para dar um jeito no problema. Numa ação policialesca, o sanitarista convocou 1.500 pessoas para ações que invadiam as casas, queimavam roupas e colchões. Sem nenhum tipo de ação educativa, a população foi ficando cada vez mais indignada. E o auge do conflito foi a instituição de uma vacinação anti-varíola.” (INDRIUNAS, 2014: História da Saúde Pública no Brasil. Disponível em pessoas.hsw.uol.com.br. Acesso em 18 de julho de 2016)

Dessa época, como afirmamos anteriormente, não temos qualquer registro que afirme o comprometimento do Governo Municipal para resolução desse tipo de problema, pois a sua atenção estava totalmente voltada para as soluções de convivência com à estiagem, que causava à fome, e dela surgia muitas doenças.
No dia 7 de janeiro de 1869, quando finalmente a Câmara Municipal de Vereadores iniciou os seus trabalhos, uma de suas primeiras ações foi organizar um Código de Posturas, que era o documento que norteava os moradores da cidade quanto aos seus deveres com a higiene pública.
Esse importante documento prevaleceu até o dia 20 de maio de 1931, quando o Município de Boa Viagem foi extinto, perdendo a sua autonomia política e voltando a condição de simples Distrito do Município de Quixeramobim.

2. OS PIONEIROS DA SAÚDE:

O triste cenário de completo abandono na saúde dos habitantes do Município de Boa Viagem começou a sofrer mudanças graças ao envolvimento da iniciativa privada, que achou nesse segmento de mercado um valioso filão a ser explorado, conforme nos relata o Prof. Cícero Pinto do Nascimento:

“Falar sobre a saúde em Boa Viagem, é lembrar e relembrar o valioso trabalho e o acendrado esforço de muitos beneméritos dedicados à aludida área.” (NASCIMENTO, 2002: p. 187)

Antes disso, durante muitos anos, os únicos profissionais de saúde existentes em nossa região foram às parteiras, mulheres que normalmente recebiam esse aprendizado de forma hereditária, ou seja, a filha de uma parteira acompanhava a sua mãe no atendimento às mulheres em trabalho de parto auxiliando-a de acordo com as necessidades do momento, possibilitando, assim, após algum tempo de prática, o aprendizado para continuidade do ofício.

Imagem ilustrativa do trabalho de uma parteira.

Sobre o importantíssimo trabalho dessas parteiras, assim nos deixou um relato o Prefeito José Vieira Filho, que veio ao mundo graças ao trabalho de uma dessas senhoras:

“A família já se preparara com modesto enxoval, ‘parteira curiosa’ ou ‘cachimbeira’ como eram denominadas as leigas que ajudavam a ‘pegar’ as crianças ao nascerem. As galinhas já estavam reservadas em chiqueiros de varas para, pelo menos, trinta dias de resguardo, bem como a famosa cachaça alemã para anestesiar a parturiente e aumentar o ânimo da ‘cachimbeira’.” (VIEIRA FILHO, 2008: p. 26)

Muitas dessas parteiras também faziam curativos, mezinhas, suturas, imobilização de membros quebrados e outros serviços de primeiros-socorros, que algumas vezes conseguiram garantir à vida de muitas pessoas.
Durante os primeiros anos da história da saúde no Município de Boa Viagem existiram várias e famosas parteiras, todavia só conseguimos enumerar as últimas delas, que foram:

  1. Eliane da Silva Alves;
  2. Joana Paiva Pereira;
  3. Maria Rocha Pereira;
  4. Maria Xavier de Queiroz;
  5. Raimunda Iza Fernandes Lemos.

As primeiras e significativas mudanças nesse setor, que foram bastante lentas, começaram a ocorrer nos primeiros anos da década de 1920, quando foi instalada na cidade de Boa Viagem a primeira farmácia, que vez por outra costumava receber a presença de um médico.

Fotografia clássica de Antenor em sua farmácia.

Imagem clássica do Farmacêutico Antenor Gomes de Barros Leal.

Os primeiros farmacêuticos que se estabeleceram no Município de Boa Viagem não possuíam formação específica, todos eles eram práticos e vieram de outros locais para suprir essa carência na cidade ou em alguma vila, foram eles:

  1. Aderaldo Saraiva Lima;
  2. Antenor Gomes de Barros Leal;
  3. Cícero Carneiro Filho;
  4. Enoque Antero da Silva;
  5. Francisco de Assis Cavalcante;
  6. Jacob Carneiro de França Neto;
  7. Iraci Alves de Freitas;
  8. Venceslau Vieira Batista.

No dia 28 de dezembro de 1936, depois de um curto período de ocaso politico, o Município de Boa Viagem foi restaurado e uma das primeiras ações do gestor da época, o Prefeito José Rangel de Araújo, foi promulgar a lei nº 2, de 30 de maio de 1937, o nosso segundo Código de Posturas.
Essa lei, em seu 42º artigo, nos revela a inexistência de um setor responsável pela saúde na Prefeitura de Boa Viagem e depositava nas costas do gestor os pontos em dúvida não respondidos por ela, tendo em vista a inexistência da Câmara de Vereadores:

“Não existindo neste Município um departamento de defesa à saúde pública, não podendo o Município custear as despesas da criação de uma repartição sanitária, as instruções para esse serviço que não estejam especialmente autorizadas e previstas por este código, serão dadas pelo prefeito municipal e custeadas pelos cofres públicos.”

No artigo seguinte, o 43º, estabeleceu um conjunto de obrigações pessoais que deveriam ser seguidas por aqueles que se encontravam enfermos por algum tipo de moléstia contagiosa:

“As pessoas atacadas de lepra, varíola, peste e outras moléstias contagiosas, são obrigadas a se retirar para o ponto indicado pela autoridade competente, quando não poder por qualquer circunstância estarem albergadas nos leprosários ou departamentos próprios, criados pelo Estado…”

Nesse tempo, o local indicado pelo governo para servir de leprosário foi um casarão que foi construído nas proximidades do Bairro Centro pelo Pe. Francisco Inácio da Costa Mendes, que logo depois foi negociado com o Coletor Joaquim Rabêlo e Silva.

Imagem da residência do Pe. Francisco Ignácio da Costa Mendes, por volta de 1950.

Imagem do albergue, na cidade de Boa Viagem, destinado para pessoas com doenças infectocontagiosas, por volta de 1950.

Esse casarão abrigou muitas pessoas com problema de tuberculose e nos últimos anos da década de 1970 assombrou o imaginário das crianças que passavam em sua frente, até que foi demolido para dar lugar ao edifício que hoje abriga a Ematerce, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará.
É importante frisarmos outra interessante característica desse código, que ficou gravado do seu 47º ao 57º artigo, que se refere ao asseio e a limpeza pública, fatores de grande importância para manutenção da saúde pública:

“É vedado lançar à rua água suja, urina, fezes, ou qualquer imundície… As foças fixas e latrinas serão construídas de acordo com a melhor técnica higiênica… A casa que não tiver latrina não poderá ser ocupada para domicílio, hotel…”

Nesse código, que era bastante avançado para a sua época, já foram tratados assuntos como a exposição dos alimentos para o consumo humano, a forma de limpeza de açougues e do matadouro, entre outros assuntos.
Com o passar do tempo, a partir dos primeiros anos da década de 1950, aos poucos, a cidade foi passando por melhorias em sua urbanização e alguns médicos fixaram residência em nossa cidade, o que refletiu em significativas melhorias, sendo que alguns deles possuíam as suas próprias farmácias ou atendiam em seus consultórios, foram alguns deles:

  1. Dr. Janival Almeida Vieira – dentista;
  2. Dr. José Correia Paiva – dentista;
  3. Dr. José Maria Sampaio de Carvalho – dentista;
  4. Drª. Maria Weydes Barros Leal Ribeiro – generalista;
  5. Dr. Oscar Falcão de Almeida – dentista;
  6. Dr. Plutarco Montenegro – dentista;
  7. Dr. Solon Ximenes de Araújo – generalista.

Nesse mesmo tempo, depois de 1950, de forma criminosa, começaram a ocorrer algumas mudanças na cidade por conta da poluição por esgoto no Rio Boa Viagem, que passou a ser desprezado pelos moradores da cidade depois da construção do Açude Público José de Alencar de Araújo.

Francisco Tibiriçá auxiliando o Dr. Correia.

Imagem do Enfermeiro Francisco Tibiriçá auxiliando o Dr. José Correia Paiva.

A partir desse momento de nossa história os moradores da cidade passaram a conviver diariamente com dois grandes problemas que afetavam a saúde da cidade, o lixo e a poluição do Rio Boa Viagem.
Mesmo com todos esses problemas vale registrar também o surgimento das primeiras escolas, que de forma rudimentar também tratavam da higiene em seu conteúdo programático.

3. A ANSIEDADE POR MUDANÇAS:

Nos últimos meses de 1964, na gestão do Prefeito Dr. Manuel Vieira da Costa, o Nezinho, percebendo a grande necessidade da instalação de um local adequado para atendimento médico, o Governo Municipal finalmente resolveu investir na organização de um local adequado para servir de posto de saúde:

“O atendimento à saúde era realizado através de um pequeno posto de saúde, que distribuía escassos medicamentos aos pacientes, através da servidora D. Evisa Carvalho Machado. O médico da cidade, Dr. Solon Ximenes de Araújo, fazia o receituário. As cirurgias e os partos que as ‘cachimbeiras’ ou a D. Maria Assistente, a única parteira diplomada à época, não conseguissem resolver, as pacientes eram encaminhadas de jeep para os distantes Municípios de Quixadá ou Fortaleza, sempre acompanhadas pela D. Maria Assistente. Era um sofrimento muito grande e muitas mães não suportavam e morriam na viagem. Alguns anos depois, sob a direção do médico Dr. Pontes Neto, surgia o Hospital Regional de Quixeramobim, há 60 quilômetros da cidade de Boa Viagem.” (VIEIRA FILHO, 2008: p. 44-45)

Esse pequeno posto de saúde, que possuía grandes limitações em seu atendimento, estava localizado na Rua Agronomando Rangel, nº 298, Centro.

Imagem da inauguração de um posto de saúde, em 1964.

Imagem da inauguração de um posto de saúde, em 1964.

Nessa gestão, que foi considerada por muitos como uma das mais avançadas de sua época, o Governo Municipal resolveu investir na saúde pública com a construção de um abatedouro, algo até então inexistente em Boa Viagem.
A carne que era consumida pelos moradores da cidade era manipulada em abatedouros clandestinos, que estavam localizados normalmente em sítios afastados e sem nenhuma condição de higiene.
Esse pequeno abatedouro foi instalado fora da zona urbana, onde hoje se encontra a Rua Alfredo de Sousa Terceiro, s/nº, no Bairro Alto do Motor.
Algum tempo depois disso, nos primeiros meses de 1970, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Mazinho, foi realizada a principal obra em favor da saúde que o Município de Boa Viagem até então conheceu, o Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima:

“No campo da saúde, construímos em 1969 uma obra pioneira: a Casa de Saúde Adília Maria de Lima, à época com 45 leitos. Um empreendimento com que ainda hoje atende à nossa população. Custou CR$ 120.000,00 (Cento e vinte mil cruzeiros), totalmente feita com recursos dos cofres municipais. O seu pagamento foi negociado com a construtora em 10 parcelas mensais e, em aproximadamente 5 meses, a obra estava pronta.” (VIEIRA FILHO, 2008: p. 55-56)

Nesse mesmo ano, através da lei nº 138, de 12 de março de 1970, foi criado o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, uma autarquia que é responsável pela serviço e manutenção da qualidade da água, que pouco tempo depois passou a ser tratada com cloro e flúor.
Aos poucos, no dia 15 de agosto de 1971, depois de sua instalação, na gestão do Prefeito Osmar de Oliveira Fontes, mesmo enfrentando grande dificuldade para a sua manutenção, esse hospital começou a ser equipado.

Imagem do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima, início da década de 1980.

Imagem do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima, início da década de 1980.

Pouco tempo depois disso, através da lei nº 169, de 24 de fevereiro de 1973, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro, o Major, foi criado o SAM, o Serviço de Assistência Médica de Boa Viagem, uma “entidade autárquica municipal, dotada de capacidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira”.
Nesse mesmo ano, foi instalado no Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima o laboratório de bioquímica, que recebeu os serviços profissionais da Drª. Ana Lúcia Sales Moura.
No dia 6 de setembro de 1978, na gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, quase cento e quatorze anos depois de conseguir a sua autonomia política, o Governo do Estado inaugurou o seu primeiro equipamento destinado ao serviço da saúde dentro dos limites do Município de Boa Viagem, o  Centro de Saúde Dr. Francisco Vieira Carneiro.
Nessa década, os principais problemas de higiene pública constatadas pelo Governo Municipal continuavam a ser o lixo e o esgoto ao céu aberto, vetores para propagação de doenças.
Ainda nessa década, na gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, foi construído o segundo abatedouro da cidade, que foi denominado de Matadouro Público João Marcos Uchôa e estava localizado fora da zona urbana, onde hoje se encontra a Rua Raimundo Pereira Batista, nº 55, esquina com a Rua Coronel Luís Amaro Bezerra, no Bairro Várzea do Canto.
No dia 14 de dezembro de 1984, na gestão do Prefeito José Vieira Filho, o Município passou a conhecer o seu terceiro Código de Posturas, que foi aprovado pela Câmara de Vereadores como a lei de nº 414.
Nessa década, percebendo a grande necessidade da população, foram sendo instaladas as primeiras clinicas particulares, sendo a primeira delas a pertencente ao Dr. João Mozart Silus Cunha.
Mais tarde, novamente na gestão do Prefeito Benjamim Alves da Silva, por meio da lei nº 532, do dia 1º de março de 1991, foi criado o Fundo Municipal da Saúde, “que tinha por objetivo criar condições financeiras e de gerência dos recursos destinados ao desenvolvimento das ações da saúde, executadas ou coordenadas pela Secretaria Municipal da Saúde”.
Nessa mesma gestão foi construído o Hospital Infantil Sebastião Alves da Silva, que não possui autonomia administrativa e foi agregado ao Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima.
No dia 31 de outubro de 1994, na gestão do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, por meio da lei nº 683, foi criado o Conselho Municipal de Saúde, um “órgão deliberativo do SUS, o Sistema Único de Saúde no Município, cabendo-lhe definir, acompanhar e avaliar a política municipal na área da saúde, em consonância com a política estadual da saúde”.
No ano seguinte, nos primeiros meses de 1995, ainda na gestão do Prefeito Antônio Argeu Nunes Vieira, foi implantado em seis regiões do Município de Boa Viagem o PSF, o Programa Saúde da Família:

“O Programa Saúde da Família foi implantado no Brasil pelo Ministério da Saúde, em 1994. É conhecido hoje como ‘Estratégia de Saúde da Família’, por não se tratar mais apenas de um ‘programa’ ele visa a reversão do modelo assistencial vigente, onde predomina o atendimento emergencial ao doente, na maioria das vezes em grandes hospitais. A família passa a ser o objeto de atenção, no ambiente em que vive, permitindo uma compreensão ampliada do processo saúde/doença. O programa inclui ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes.” (S.N.T)

Pouco tempo depois disso, por volta de 1998, na gestão do Prefeito Dr. Francisco Vieira Carneiro, conhecido como Major Carneiro, ocorreram dois sérios escândalos no setor da saúde de nosso Município.
O primeiro deles envolveu o nome do Dr. Francisco Segismundo Rodrigues dos Santos Neto e a comprovada existência de médicos fantasmas no quadro de funcionários do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima, fato que lhe deixou em inelegibilidade por muitos anos.
O segundo escândalo esteve relacionado a construção das piscinas de captação e tratamento da rede de esgotos existentes no Bairro Osmar Carneiro, que nunca foram concluídas.

4. DO ENGODO DE CAMPANHA A IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM:

Nos primeiros anos do século XXI, na gestão do Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef, foi instalado na cidade de Boa Viagem a primeira estação de tratamento de água de esgoto de sua história.
No pleito eleitoral que ocorreu em 2004, em suas propostas de governo, o candidato José Vieira Filho prometeu uma revolução na saúde de nosso Município, tendo em vista que os seus adversários nessa disputa eram dois médicos e o eleitorado precisava de algo que fizesse grande diferença nesse setor.
Entre as suas propostas de melhoria havia a implantação de 5 HPP’s, os hospitais de pequeno porte, que foram batizados de “Adilinhas” e teriam capacidade para operar com 50 leitos, sendo implantados em cinco vilas: Ipiranga, Ibuaçu, Boqueirão, Guia e Domingos da Costa.
Depois de eleito parte desse projeto foi cumprido, de fato foram construídos dois destes mini-hospitais, entretanto esses hospitais de pequeno porte não passavam de postos de saúde e o pior, não tinham médicos, fato que gerou grande descontentamento entre os eleitores.
Sobre a construção desses mini-hospitais, assim ficou registrado em uma matéria que foi publicada no informativo “Boas Notícias”, página 1, edição de setembro e outubro de 2007:

“Cumprindo uma promessa de campanha… com o objetivo de ampliar o atendimento médico nas localidades do interior. Os dois primeiros distritos beneficiados com mini-hospitais serão Ipiranga e Ibuaçu… Cada mini-hospital terá equipe completa de profissionais, com médico, dentista, enfermeiro e técnico de enfermagem… o mini-hospital poderá oferecer também internamentos, partos normais e pequenas cirurgias.”

Ainda nessa gestão, enfrentando dificuldades, tentou de todas as formas manter as equipes do Programa Saúde da Família, conforme matéria publicada no informativo “Boas Notícias”, de maio de 2006:

“Uma grande parte do trabalho da Secretaria da Saúde, nesses primeiros meses de 2006, prendeu-se à organização das equipes do Programa Saúde da Família que ainda restam por completar.”

Como é bem fácil de perceber, em um Município que mal poderia sustentar um hospital, seria impossível sustentar mais cinco hospitais de pequeno porte, fato que só foi percebido no pleito eleitora que se seguiu, quando o prefeito que fez essas promessas não conseguiu ser reeleito.
Pouco tempo antes disso, nos primeiros meses de 2009, no governo do Dr. Cid Ferreira Gomes, percebendo a grande necessidade de profissionais da saúde pelo interior do Estado, o Governo do Estado resolveu investir na implantação de um curso de enfermagem na Escola Estadual de Educação Profissional Vencelau Vieira Batista, que dentro de pouco tempo saturou o mercado com profissionais dessa formação.

Imagem de um grupo de estagiários da escola no Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima, em 2015.

Nesse período de nossa história outro grave problema vem envolvendo a saúde de nosso Município e tornando o Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima em um local muito disputado por políticos e pessoas envolvidas com o esquema que envolve o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mais conhecido pela sigla DPVAT.

“Boa Viagem virou assunto no país inteiro neste domingo, dia 13. O jornal O Globo mostra que o Município cearense é o vice-campeão em falcatruas no DPVAT. ‘Deflagrada em abril deste ano, uma operação do Ministério Público do Ceará desbaratou quadrilhas que operavam a partir de três escritórios especializados no recebimento de indenizações do DPVAT em Boa Viagem, cidade de apenas 54 mil habitantes no interior do estado’. O esquema envolvia médicos, Polícia Civil e Guarda Municipal. ‘A ação sistemática dos criminosos teve impacto real sobre o benefício: em 2016 e 2017, o pequeno Município cearense registrou o segundo maior número de fraudes identificadas pela Líder, atrás apenas de Montes Claros, cidade do norte de Minas considerada a meca desse tipo de golpe. Somente os fatos investigados na operação gerariam um dano de R$ 230 mil ao seguro. Oito pessoas foram presas; e 11 mandados de busca e apreensão, cumpridos’, explica a matéria.” (LEOPOLDO, 2018: Falcatrua no DPVAT em Boa Viagem tem repercussão no país inteiro. Disponível em http://www.cyroleopoldo.com.br/2018/05/falcatrua-do-dpvat-em-boa-viagem-tem.html. Acesso no dia 14 de junho de 2018)

Em muitos casos, que envolvem diretores do hospital, enfermeiros, médicos e empresas especializadas em assessorar os interessados, algumas quedas ou acidentes de todo gênero ganham uma placa de veículo no laudo expedido pelo médico.

5. DA ESPERANÇA À DECEPÇÃO:

Durante os seus longos anos de existência, como percebemos até agora, o Município de Boa Viagem nunca recebeu grandes investimentos do Governo do Estado na área da saúde, nesse meio tempo as suas ações se resumiram à campanhas de profilaxia, muitas delas sendo timidamente coordenadas pela Secretaria da Saúde do Município em parceria com a equipe do Centro de Saúde Dr. Francisco Vieira Carneiro.
Nos primeiros meses de 2011, durante o governo do Dr. Cid Ferreira Gomes, a população boa-viagense foi surpreendida pela possibilidade em ter o Hospital Regional do Sertão Central dentro dos limites de seu Município, algo que sem dúvidas alavancaria o desenvolvimento da região em diversos setores de sua economia.
Naquele momento, semelhantemente ao que ocorreu com os outros hospitais regionais, que foram construídos pelo Governo do Estado, havia a forte expectativa de que fossem observados critérios técnicos como o acesso e a localização, pontos fortes em favor do Município de Boa Viagem, que possui grande facilidade em acesso pela Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, a BR-020, bem como pelas Rodovias Estaduais CE-168 e CE-266.
Mesmo com essas vantagens, que foram amplamente divulgadas nos Municípios interessados nessa escolha, desde o início percebeu-se que os critérios utilizados pelo Governo do Estado foram unicamente políticos e tendenciosos.
Os envolvidos nessa importante decisão foram os seguintes Municípios: Aiuaba, Arneiroz, Banabuiú, Boa Viagem, Canindé, Caridade, Choró, Ibaretama, Ibicuitinga, Itatira, Madalena, Milhã, Mombaça, Parambu, Paramoti, Pedra Branca, Quixadá, Quixeramobim, Senador Pompeu, Solonópole e Tauá.

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Imagem do folder utilizado para divulgar o Município de Boa Viagem.

Depois disso, o Governo do Estado promoveu uma eleição bastante curiosa e até mesmo irresponsável, onde os gestores dos Municípios interessados em ter essa unidade hospitalar se inscreviam e depois saiam nos Municípios vizinhos em busca de apoio nas respectivas câmaras de vereadores e prefeituras.
Conforme matéria que foi publicada no informativo “Cuidando de Você”, ano I, 2ª edição, em abril de 2011, percebemos a intenção de nosso Governo Municipal em conseguir esse importante equipamento:

“O Prefeito Fernando Assef conseguiu a aprovação do Município para concorrer a sede do Hospital Regional do Sertão Central. Quixadá, Quixeramobim e Canindé também estão na disputa. Com a desistência de Tauá se fortaleceu a candidatura de Boa Viagem, e o Prefeito Fernando Assef, ao lado do vice-prefeito Ismael Fragoso e os vereadores, não tem medido esforços para conquistar o voto dos prefeitos e vereadores das câmaras municipais que serão atendidos pelo HRSC.” 

Alguns dias depois do estabelecimento desses critérios, que foram divulgados antecipadamente para o Município de Quixeramobim, outros três Municípios se interessaram pela disputa e partiram em busca de votos já em larga desvantagem, foram eles: Boa Viagem, Canindé e Quixadá.

Imagem do fôlder utilizado para divulgar o Município de Boa Viagem.

Imagem do folder utilizado para divulgar o Município de Boa Viagem.

Segundo matéria que foi publicada no informativo “Cuidando de Você”, ano I, 3ª edição, em maio de 2011, temos informação do nível de desagrado provocado pelo Governo do Estado quanto aos critérios de escolha:

“O Município de Quixadá, através de empresários e trabalhadores, entrou com uma ação junto à Procuradoria Federal para investigar os critérios de escolha do local a ser construído o Hospital Regional do Sertão Central – HRSC. Na reunião com o procurador da república, Dr. Luiz Carlos Oliveira Júnior, afirmaram discordar do modelo de votação proposto pelo Governador Cid Gomes, pelo qual Quixeramobim foi escolhido. Vale ressaltar que no dia da divulgação oficial dos critérios adotados para a escolha do HRSC, o Prefeito Dr. Fernando Assef foi o único a discordar publicamente e a defender a cidade de Boa Viagem como local mais próximo da maioria dos Municípios interessados na implantação desse hospital.” 

Curiosamente, outra aberração que foi promovida pelo Governo do Estado, se referia aos eleitores, pois só quem poderia votar nesse processo de escolha eram os representantes dos poderes Legislativo e Executivo dos Municípios, deixando os principais interessados no assunto, que eram os usuários do serviço de saúde, sem a possibilidade de escolha.
Antes dessa eleição, em acordo com o Poder Executivo, alguns de nossos vereadores saíram fazendo campanha apresentando as vantagens de nossa cidade nos Municípios vizinhos frente aos Municípios concorrentes.
Nessa mesma matéria, que foi publicada no informativo “Cuidando de Você”, temos informação das tentativas feitas pelo Governo Municipal no intuito de conseguir essa valiosa aquisição para nossa saúde:

“O Prefeito Dr. Fernando Assef, com o apoio do vice, Ismael Fragoso, Conselho Municipal da Saúde e uma comissão da Câmara Municipal de Vereadores percorreram vários Municípios buscando votos das Câmaras Municipais, Conselhos Municipais da Saúde e prefeitos na tentativa de que o Município de Boa Viagem viesse a sediar o Hospital Regional do Sertão Central. A população também contribuiu e como forma de reconhecimento promoveu, através da Escola Estadual de Educação Profissional Venceslau Vieira Batista, da Escola de Ensino Médio Dom Terceiro e demais escolas da rede pública municipal e privada realizar uma caminhada pelas principais ruas da cidade. Caminhando no meio dessa manifestação o prefeito afirmou: ‘Não ficamos de braços cruzados, fizemos o que foi possível, mas não dependia do nosso querer. Agradeço ao povo de Boa Viagem pelo apoio’.”

Segundo o relato de alguns desses vereadores, “por conta das articulações políticas já determinadas pelo vice-governador e alguns deputados de sua base aliada, foram muito mal recebidos em algumas dessas cidades”, entre elas Pedra Branca e Madalena, principais interessadas nessa matéria, deixando bem claro para eles que “o jogo possuía cartas marcadas”.
Essas cartas estavam marcadas inclusive dentro da própria Câmara Municipal de Boa Viagem, principalmente entre os vereadores ligados ao Deputado Cirilo Antônio Pimenta Lima, que tinha declarado interesse em favorecer ao seu Município, Quixeramobim
A nossa hipótese, que infelizmente também foi confirmada no dia da sessão da Câmara que definiu o voto do Poder Legislativo do nosso Município, quando a presidente da mesa diretora, a Vereadora Rosa Vieira Fernandes, determinou que a eleição que definiria o voto de nossa Câmara fosse feita por escrutínio secreto, todos já sabiam de seu resultado.
Embora o Regimento Interno da Câmara permitisse essa decisão, porque o interesse em esconder os votos dos vereadores? Embora sabendo que a eleição era perdida não foi uma desonra para nossa Câmara não votar em seu próprio Município? O que motivou essa decisão? O que havia de tão polêmico para que ela e os vereadores de sua influência tivessem o interesse de esconder às suas escolhas?
Os vereadores ligados ao Deputado Cirilo Pimenta tinham profundo interesse de esconder os seus votos, entre eles a presidente, e o resultado dessa trama não podia ser outro, a Câmara Municipal de Boa Viagem, de forma ardilosa, traiu o seu povo quando o placar favoreceu ao Município de Quixeramobim pelo escore de 6X4.
Alguns dias depois desse teatro, no dia  9 de maio de 2011, segundo informações que foram publicadas na edição online do jornal O Povo, a decisão que todos já sabiam foi amplamente divulgada:

“O Município de Quixeramobim vai receber a sede do futuro Hospital Regional do Sertão Central. O Município foi escolhido por maioria absoluta, com 61,20% dos votos. A votação aconteceu na manhã desta segunda-feira, 9, no Centro de Convenções. Além de Quixeramobim, disputaram a eleição os Municípios de Boa Viagem, Canindé e Quixadá. Outros 16 Municípios do Sertão Central que não disputam a sede tiveram direito a voto.”

Alguns dias antes dessa decisão, percebendo que o cerco contra o Município de Boa Viagem já estava fechado, inclusive pelos gestores dos Municípios que teriam evidentes vantagens em escolher a cidade de Boa Viagem, como é o caso de Tauá, Parambu, Madalena e Pedra Branca, o Prefeito Dr. Fernando Antônio Vieira Assef tentou mobilizar à Câmara de Vereadores para escolher à cidade de Canindé, o local de melhor acesso aos usuários de nosso Município.
Nesse mesmo tempo, alguns moradores da cidade ficaram conscientes de que os deputados que receberam maior votação no Município de Boa Viagem foram os grandes responsáveis pela trama de tirar o Município da jogada, quando abertamente os poderes Legislativo e Executivo de Tauá e Parambu decidiram votar em branco, tirando todas as possibilidades da cidade de Boa Viagem alcançar o que almejava.
Nessa mesma época, segundo relatos do escritor Anderson Mota, ficou evidente o conjunto de forças politicas que se uniram para favorecer o Município de Quixeramobim, traindo inclusive as populações de Tauá e Parambu, que vão precisar percorrer mais quilômetros para serem atendidos nessa unidade hospitalar:

“As relações viciadas entre gestores e políticos dos Inhamuns e de Quixeramobim levaram a que nossa região renunciasse em favor daquela cidade a um benefício que representaria a solução de um dos mais graves problemas de nossa população – a saúde pública.” (MOTA, 2013: p. 17)

Outro fato digno de nota é o de que às prefeituras de Madalena e Pedra Branca costumarem encaminhar alguns de seus pacientes para o hospital municipal de Boa Viagem, preferindo votar na cidade de Quixeramobim.
Algum tempo depois dessa decisão, percebendo o grande desgaste político em que se envolveu, o Governo do Estado resolveu colocar um “pirulito” na boca dos boa-viagenses ao autorizar a construção da Unidade de Pronto Atendimento, que dificilmente resolverá os nossos problemas nesse setor.
Diante desses fatos, o Município de Boa Viagem possui apenas um equipamento destinado para saúde que é mantido com recursos do Governo do Estado e em parceria com o Município, a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Émerson Gustavo Almeida Silva.
Segundo informações existentes na página 10 do periódico Folha do Sertão Cearense, Caderno Regional, edição nº 87, ano VIII, temos informações de alguns dos serviços prestados por esse importante equipamento:

“A UPA inova ao oferecer estrutura simplificada, com raio-X, eletrocardiograma, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o usuário chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar a um hospital ou mantê-lo em observação por 24 horas.”

Mesmo com essa variedade de serviços a qualidade da saúde do Município de Boa Viagem ainda sofrerá por muito tempo, fazendo com que muitos pacientes, principalmente aqueles com problemas mais complexos, busquem serviços mais especializados na capital do Estado.
Nos últimos anos, embora venham sendo construídas diversas Unidades Básicas da Saúde pelo Município, percebemos que a grande necessidade existente está em conseguirmos material humano especializado.

Imagem das médicas cubanas que prestaram os seus serviços no Município de Boa Viagem.

Pensando nisso, em parceria com o Governo Federal, o Município de Boa Viagem recebeu os valiosos serviços dos profissionais envolvidos no “Programa Mais Médicos”:

“O Programa Mais Médicos é parte de um amplo esforço do Governo Federal, com apoio de Estados e Municípios, para a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde. Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde, além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais.”

Nessa ocasião, o Município de Boa Viagem recebeu com grande alegria seis profissionais de Cuba, que foram designados para as seguintes vilas:

  1. Amalia Raydel Blanco Gonzales – vila de Ibuaçu;
  2. Amarilys Amaro Rodrigues – vila de Ipiranga;
  3. Amarilys Calzado Fuentez- vila de Boqueirão;
  4. Yeney Jimenes Gonzales – vila de Boqueirão;
  5. Yoana Loreta Justiz Paisan – vila de Guia;
  6. Wesley de Menezes Coutinho – vila de Domingos da Costa.

Diante de tudo isso, enfrentando grandes dificuldades para a sua manutenção, o Governo Municipal tenta de todas as formas prestar um bom serviço a nossa saúde, necessitando em todos os momentos do apoio e da compreensão de seu povo.

“Mais uma série de inaugurações foram feitas durante a semana em comemoração dos 152 anos de emancipação política do Município de Boa Viagem. Foram inaugurados a UPA 24h – Unidade de Pronto Atendimento, os novos leitos do Hospital Adília Maria de Lima, a nova estrutura da sala de Raio-X, a nova e moderna lavanderia da unidade hospitalar… As diversas solenidades contaram com a presença do Prefeito Fernando Assef, da Deputada Estadual Aderlânia Noronha, dos secretários municipais e de alguns vereadores que compõe o poder legislativo no Município e homenageados… Essas inaugurações fizeram parte da programação da festa de emancipação política do Município de Boa Viagem, dia 21 de novembro, se estendendo até o fim de novembro.” (LIMA, 2016: Boa Viagem ganha importantes equipamentos de saúde e outras obras nos 152 anos de história. Boa Viagem ganha importantes equipamentos de saúde e outras obras nos 152 anos de história. Disponível em http://www.folhadosertaoce.com.br/. Acesso no dia 5 de dezembro de 2016)

UMA SÍNTESE CRONOLÓGICA:

  1. 1869 – A instituição de nosso primeiro Código de Posturas, o documento que norteou a higiene e a saúde pública do Município de Boa Viagem até os primeiros anos da década de 1930;
  2. 1920 – A chegada e o estabelecimento dos primeiros farmacêuticos na cidade de Boa Viagem;
  3. 30/05/1937 – A promulgação da lei nº 2, o nosso segundo Código de Posturas, que norteou a higiene e a saúde pública do Município de Boa Viagem até os últimos meses de 1984;
  4. 1950 – A instalação dos primeiros consultórios médicos e odontológicos na cidade de Boa Viagem;
  5. 21/11/1964 – A inauguração do primeiro posto de saúde na cidade de Boa Viagem, que fazia um serviço de distribuição de remédios e pequenas cirurgias, e também do primeiro matadouro público;
  6. 10/03/1970 – A inauguração do Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima, que passou a ser equipado nos anos que se seguiram, sendo instalado no dia 15 de agosto de 1971;
  7. 12/03/1970 – A criação do SAAE, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, através da lei nº 138, de 12 de março de 1970.
  8. 24/02/1973 – A criação do SAM, o Serviço de Assistência Médica do Município de Boa Viagem, por meio da lei nº 169, de 24 de fevereiro de 1973;
  9. 06/09/1978 – A inauguração do  Centro de Saúde Dr. Francisco Vieira Carneiro, o primeiro equipamento da saúde mantido pelo Governo do Estado dentro do Município de Boa Viagem;
  10. 14/12/1984 – A aprovação da lei nº 414, de 14 de dezembro de 1984, que instituiu o terceiro Código de Posturas do Município de Boa Viagem.
  11. 01/03/1991 – A criação da lei nº 532, de 1º de março de 1991, que estabelece o Fundo Municipal da Saúde;
  12. 21/10/1990 – A inauguração do Hospital Infantil Sebastião Alves da Silva, que foi agregado ao Hospital e Casa de Saúde Adília Maria de Lima;
  13. 31/10/1994 – Por meio da lei nº 683 foi criado o Conselho Municipal de Saúde, sendo instalado nos meses seguintes o Programa Saúde da Família em solo Boa-viagense;
  14. 10/01/1999 – A instalação da vigilância sanitária na cidade de Boa Viagem, que visa fiscalizar o abate de animais no Matadouro Municipal Edmílson Patu;
  15. 10/03/2009 – A instalação do curso de enfermagem na Escola de Educação Profissional Venceslau Vieira Batista;
  16. 2014 – A chegada dos profissionais da saúde do “Programa Mais Médicos”, que foi mantido pelo Governo Federal em parceria com o Governo Municipal em solo boa-viagense e a instalação do SAMU, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência;
  17. 27/09/2016 – Inauguração de oito unidades básicas da saúde, que foram distribuídas entre a zona rural e urbana do Município.

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